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Mostrando postagens com marcador oxigênio. Mostrar todas as postagens
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Começa a funcionar a central de distribuição emergencial de oxigênio para municípios de Pernambuco

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30.5.21


A central emergencial de oxigênio, montada no Recife pelo Governo de Pernambuco, começou a fornecer oxigênio para garantir o abastecimento das unidades de saúde do interior do estado que atendem pacientes com a covid-19.


Neste sábado (29), o governador Paulo Câmara (PSB) comandou reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 e supervisionou o primeiro dia de funcionamento do serviço emergencial.

Para acessar a central, os municípios preenchem um formulário da Secretaria Estadual de Saúde com os números de leitos do serviço de saúde, consumo médio de oxigênio, tempo estimado para esgotamento da capacidade e do próximo fornecimento regular e a necessidade de cilindros.


“Passamos este sábado, 29 de maio de 2021, acompanhando a situação do abastecimento de oxigênio das unidades municipais de saúde do interior. Definimos, juntamente com os municípios, os critérios para a obtenção do oxigênio emergencial e o envasamento e entrega já iniciado na central montada aqui no Recife”, disse Paulo Câmara.

Até o momento, 65 municípios já solicitaram o apoio do Governo do Estado, com necessidade de 1,3 mil cilindros. Ao todo, a central emergencial está disponibilizando, nestes primeiros dias, 30 mil metros cúbicos de oxigênio para as redes municipais de saúde – quantitativo suficiente para abastecer até três mil cilindros de 10 metros cúbicos – com uma capacidade de abastecimento de 80 cilindros por hora.

“A questão central dessa dificuldade no interior diz respeito a problemas com fornecedores menores, que atendem aos municípios”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Governo de Pernambuco anuncia envio emergencial de Oxigênio para socorrer cidades do interior

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29.5.21


O governo de Pernambuco anunciou, na noite desta sexta-feira (28), a distribuição emergencial de 30 mil metros cúbicos de oxigênio para as unidades municipais de saúde que atendem pacientes com a
Covid-19 (veja vídeo acima). Também nessa data, o Ministério da Saúde disse que vai enviar "imediatamente" ao estado de 148 concentradores de oxigênio para apoiar o combate à pandemia.
De acordo com o governo estadual, foi montada uma central emergencial de fornecimento de gases hospitalares no Recife para normalizar o abastecimento de oxigênio no interior do estado, onde pelo menos 14 cidades têm risco de ficar sem oxigênio para tratar pacientes com a Covid-19 (veja mais abaixo).


Segundo o governador Paulo Câmara (PSB), esse quantitativo de 30 mil metros cúbicos de oxigênio é suficiente para abastecer até 3 mil cilindros das redes municipais de saúde.


“Esse suporte emergencial será dado enquanto as prefeituras ajustam seus contratos e regularizam o fornecimento de seus serviços médicos. Ressalto que a Secretaria Estadual de Saúde não tem problemas de abastecimento de oxigênio nas 66 unidades que administra”, disse, em um vídeo.



As remessas de oxigênio para as cidades do interior começam a ser feitas na tarde do sábado (29), conforme as necessidades apresentadas pelas prefeituras.


“Em comunicado aos gestores municipais, a Secretaria Estadual de Saúde ressaltou a importância da comunicação com antecedência para que o órgão estadual possa efetivar o apoio aos municípios em tempo oportuno”, informou o governo de Pernambuco, em nota.

Envio de concentradores de oxigênio



Concentradores de oxigênio foram solicitados para apoio no enfrentamento ao novo coronavírus — Foto: Miva Filho/SES-PE


Além dos 148 concentradores de oxigênio, o Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (28), o envio para Pernambuco de exames de antígeno para testar a população e monitorar o cenário epidemiológico local.



No entanto, o governo federal não informou uma previsão de data para a chegada do material nem a quantidade de exames a serem enviados para o estado. O número de concentradores anunciado pelo ministério está abaixo do que foi solicitado pela Secretaria Estadual de Saúde.


Por conta do agravamento da pandemia da Covid-19, principalmente no Agreste, o governo do estado solicitou 500 concentradores e mil cilindros de oxigênio, além de 200 mil testes de antígeno e reforço na investigação genômica no estado.


Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que "fez contato com os principais fabricantes do insumo e solicitou agilidade nas entregas dos eventuais pedidos feitos pelo estado e municípios".




Risco de faltar oxigênio





Municípios do Agreste estão com problemas de abastecimento de oxigênio

De acordo com o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, José Edson de Souza, o consumo nas cidade do Agreste aumentou cerca de cinco vezes (veja vídeo acima).


Ele, que é secretário de Saúde de Gravatá, disse que há risco de faltar oxigênio nas cidades de Pesqueira, Sanharó, Cupira, Panelas, Carpina, São Bento do Una, Taquaritinga do Norte, João Alfredo, Belo Jardim e Lajedo.


O presidente do conselho dos secretários municipais afirmou, ainda, que os municípios de Itaíba, Caetés, Jupi e Cachoeirinha também relataram estar com dificuldades no fornecimento de oxigênio para os pacientes.


José Edson afirmou que 250 cilindros de oxigênio chegaram a Pesqueira e João Alfredo, na tarde desta sexta-feira (28), vindos da cidade de Simões Filho, na Bahia.


Distribuidores pedem prioridades

Distribuidores de oxigênio hospitalar de Pernambuco divulgaram uma carta aberta, nesta sexta-feira (28), para pedir o governo providências para evitar o colapso no abastecimento no estado. No documento, eles solicitaram aos fabricantes que deem maior prioridade ao abastecimento de cilindros medicinais.


Ainda na carta, os distribuidores afirmaram que estão "trabalhando arduamente para que todas as unidades hospitalares sejam atendidas, contudo, há sinais de que a demanda está atingindo a fase crítica, onde há risco acentuado de crise no abastecimento de gás medicinal oxigênio".

O que diz o governo

Em vídeo publicado nas redes sociais, o secretário estadual de Saúde, André Longo, disse que não há falta de oxigênio nas 66 unidades de saúde do governo de Pernambuco. Ele falou que houve uma reunião com empresas do setor e que elas garantiram que a produção e o abastecimento do gás hospitalar no território estadual está assegurado.


Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a Central de Regulação Hospitalar encaminha pacientes de unidades municipais de menor porte, que relatam dificuldade de abastecimento, para serviços de referência da rede estadual.


O governo acrescentou que começou a enviar 149 concentradores de oxigênio para cidades pernambucanas para auxiliar os gestores municipais na assistência à Covid-19. "Ao todo, 44 cidades estão recebendo os equipamentos, que fornecem ar puro a partir do ar filtrado do ambiente, substituindo a necessidade de utilização dos cilindros de oxigênio", disse, no comunicado.

Prefeitura de Surubim faz a compra de cilindros de oxigênio para evitar o colapso Hospitalar

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22.5.21

Do Blog Alberico Cassiano

A prefeitura de Surubim comprou, neste sábado (22.05), 35 cilindros de oxigênio para tentar evitar o colapso no atendimentos aos pacientes da Covid-19, a exemplo do drama que ocorreu em Manaus.
Lá, durante uma alta nos casos, a falta de oxigênio gerou imagens que chocaram o país: pacientes agonizando até a morte com falta de ar e parentes desesperados em busca de comprar, cilindros de oxigênio nas empresas fornecedoras.
Aqui, as imagens do vídeo e fotos que circulam nos grupos de aplicativos, com veículos da prefeitura indo buscar oxigênio para garantir atendimento aos pacientes infectados pelo novo corona vírus, de certa forma, não deixam de ser bem alarmantes. Estamos ou não em um estágio sério da pandemia?

No Agreste pernambucano, os casos de Covid-19 estão em alta, o que motivou o governo do estado e cidades da região a tomaram medidas mais restritivas.

Em Surubim, como mostrou reportagem do blog, dos 23 leitos de retaguarda para tratamento da pandemia, montados no Estefânia Farias, 18 estão ocupados e os "outros cinco não estão ocupados por questão de segurança, pois há "restrição de oxigênio". Para admitir um paciente, só se um interno tiver alta médica.Nossa reportagem apurou que foram investidos R$ 75 mil na compra dos 35 cilindros, sem o gás médico, por meiode compra direta, em uma distribuidora no Recife.



Os cilindros cheios, trazidos pelos veículos do município chegaram no final desta tarde. Eles vão ficar estocados na Upa do Coqueiro.
Quando o oxigênio dos 35 cilindros for utilizado, a prefeitura vai novamente com a frota a um distribuidor e faz a troca dos cilindros vazios por cheios.

Atualmente, um fornecedor local compra da fábrica e repassa para o município.

A prefeitura realizou a compra dos 35 cilindros para não depender apenas de um fornecedor. Os cilindros serão disponibilizados para os pacientes atendidos pela Upa do Coqueiro e no Estefânia Farias.
Neste final de semana, devem ocorrer reuniões para traçar a estratégia de uso do oxigênio e monitorar a demanda, e preparar o Estefânia para atender com 100% da capacidade, ou até mesmo avaliar se uma cidade de 65 mil habitantes a exemplo de Surubim, precisará de mais do que os atuais 23 leitos para tratamento da Covid-19.


Fotos: reprodução / WhatsApp.
Da Redação, Alberico Cassiano.

SURUBIM: Hospital São Luiz superlotado devido a demanda de outros Municípios: há a possibilidade de colapso no fornecimento de oxigênio. Ouça a entrevista

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21.5.21



O Diretor do Hospital São Luiz de Surubim, o Doutor Gildo Ferreira Lima,  em Entrevista na Rádio Integração FM de Surubim, falou da gravidade que está acontecendo em Hospitais de Surubim, ocasionada pelo vírus da Covid-19. Um vídeo divulgado nas redes sociais, inclusive na página do Blog, chama atenção pelo número de ambulâncias chegando no Hospital. A questão não é que o Hospital deixou de atender, mais sim, pelo número de pacientes de outros Municípios que recorrerem a este renomado Hospital. No mesmo vídeo, cita ambulâncias de Casinhas chegando no Hospital. 
 o Hospital São Luiz, é uma Instituição muito conceituada, historicamente respeitada,  sempre preservou em receber os pacientes de portas abertas. Ainda na entrevista o gestor disse que possivelmente acontecerá um colapso no abastecimento de oxigênio por conta da demanda de pacientes de outros Municípios. APERTE O PLAY E ESCUTE A ENTREVISTA:
 
 "Para que vocês tenham uma ideia, nós recebíamos em condições normais um caminhão de oxigênio a cada dia, estamos tendo um por dia, e já foi sugerido, pela empresa (...) a troca de um tanque maior, o que não pode ser feito de imediato, e requer custos altos". Disse o Gestor do Hospital. 
Desde março de 2020 não tivemos ainda uma situação semelhante a atual, estamos vivendo um momento extremamente grave onde  a incidência de casos aumentou consideravelmente e o Hospital nos últimos quinze dias têm estado permanentemente cheio e acolhendo doentes além da sua capacidade física e da capacidade da equipe médica e profissionais de saúde, o técnico de enfermeiro darem conta do volume dos serviços. Nós estamos recebendo diariamente, 15 doentes graves, que requerem intubação, uma grande parte que requerem assistência ventilatória, que requerem  oxigênio, e requerem transferências para UTIs, o que têm tido uma dificuldade grande pela falta de vagas nas UTIs do estado.
Realmente nós estamos vivendo um cenário de guerra, onde nós precisamos uma ajuda constante do Governo do Estado, da Prefeitura, estamos mantendo contato quase diariamente com os gestores Estadual e Municipal e fazendo o possível para atender a população e o impossível tanto por parte do Hospital como da minha equipe médica que têm se desdobrado além dos seus limites físicos.

César Nascimento - Um Vídeo nas redes sociais diz que  as ambulâncias estavam voltando. Outro diz que requer UTI, aconteceu isso no Hospital, está acontecendo? As pessoas estão indo para lá está sendo negado o atendimento?

De jeito Nenhum, toda a população de Surubim, conhece o Hospital São Luiz nos seus 69 anos de existência e o Hospital sempre acolheu a todos de portas abertas, o que nós estamos tendo é o fluxo da nossa capacidade de receber, estamos tentando  encaminhar estes doentes para outras unidades através da central de regulação, mais em momento algum deixamos de dá assistência a população. Tenho feito esforço sobre-humano, tenho praticamente vivido 24 horas do dia ligado na situação de Surubim dia e noite ininterruptamente , tenho mantido contato com os fornecedores, de oxigênio e temos aqui uma carta de alerta no nosso fornecedor que é a (...) informando a população a possibilidade de colapso de fornecimento, não têm a capacidade de fornecer, então para que vocês tenham uma ideia, nós recebíamos em condições normais um caminhão de oxigênio a cada dia, estamos tendo um por dia, e já foi sugerido, pela empresa (...) a troca de um tanque maior, o que não pode ser feito de imediato, e requer custos altos, tudo isso está sendo de conhecimento das autoridades, gestora da saúde, tenho mantido contato prementemente, com o Secretário Estadual de saúde, com o nosso Secretário local. 

Outros Hospitais de Surubim

O Hospital Estefânia, a UPA do Coqueiro que têm vivido a mesma situação que a nossa, a nossa prefeita, também têm nos dado todo o apoio, o ex Deputado Nilton Mota que têm mantido contato permanente com o Governo do estado. Temos uma problemática em Surubim que é a demanda de outros Municípios para o nosso Município sobrecarregando a nossa rede de saúde. 

Jota Santo - Eu tive a informação Doutor que desde o mês de março que muitos jovens têm dado entrada no Hospital São Luiz, vítima da Covid-19?Essa notícia procede Doutor?

Sim. Nós tínhamos não só em Surubim, mais no Brasil , em todo o Pernambuco, uma incidência muito maior nas faixas etárias acima de 60 anos , 70 e 80 , e como nós sabemos com a vacinação a partir de fevereiro, estes grupos foram prioritários, hoje nós já temos (...) pessoas vacinadas pela dose e com a segunda dose. 


AUMENTO: 74 pessoas morrem de covid-19 em Pernambuco

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1.4.21


A secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta terça-feira (30), 2.233 casos da Covid-19. Entre os confirmados do dia, 215 (9,6%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.018 (90.4%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 346.800 casos confirmados da doença, sendo 35.888 graves e 310.912 leves. 

MORTES
Também foram confirmados 74 óbitos, ocorridos entre 01/12/2020 e 29/03/2021. Com isso, o Estado totaliza 12.118 mortes pela Covid-19.

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PARAÍBA: Pacientes são transferidos de UPA de Cajazeiras por falta de oxigênio, diz CRM-PB

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20.3.21


Pacientes são transferidos de UPA de Cajazeiras por falta de oxigênio, diz CRM-PB

Segundo a SES, não houve desabastecimento apenas um "fluxo baixo" na unidade do Sertão
 G1 PB
Dez pacientes que estavam internados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, precisaram ser transferidos de forma emergencial por falta de oxigênio no local, na noite de sexta-feira (19). Os pacientes foram levados para o Hospital Regional, na mesma cidade.


A Secretaria de Saúde do Estado disse que não houve desabastecimento de oxigênio no local. Relatou apenas que um caminhão que entregaria uma nova carga do material demorou a chegar. O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, disse que havia um fluxo “mais baixo” de oxigênio.


Na UPA de Cajazeiras foi adotada essa atitude eletiva em função de um fluxo momentâneo e de oxigênio mais baixo e com isso houve a necessidade desse remanejamento. Isso pode ocorrer em qualquer hospital num momento como esse, em que há uma altíssima demanda de consumo de oxigênio , também de ‘kit intubação’, de medicamentos, altíssima demanda em todo o estado”, disse Geraldo,


Segundo o CRM-PB, dois dos pacientes transferidos acabaram morrendo, mas não é possível dizer que tenha relação com a questão do oxigênio. Nem o órgão, nem a Saúde informaram se todos os pacientes tinham Covid-19 ou outros problemas.


O CRM-PB disse que vai solicitar informações oficiais à UPA de Cajazeiras, ao Samu e ao Hospital Regional e informará o ocorrido, formalmente, ao Ministério Público Estadual..

Pode faltar oxigênio em pequenos municípios, diz Governo

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18.3.21

Diário de PE
O diretor de Logística do Ministério da Saúde, general Ridauto Fernandes, classificou nesta quinta-feira (18) como perigoso o cenário de abastecimento de oxigênio medicinal no país. Em audiência pública na Comissão Temporária da Covid- 19 do Sendo, ele pediu apoio dos parlamentares para que o Congresso e o Ministério da Saúde se empenhem em uma mudança legislativa com urgência, para que as grandes empresas não se recusem a abastecer carretas de envasadores que atendem principalmente cidades do interior.

"O cenário atual é perigoso, podendo levar ao desabastecimento de oxigênio medicinal na ponta, especialmente em pequenos hospitais e municípios do interior", alertou, acrescentando que a expectativa da falta perigosa desse produto na ponta da linha, nos pequenos hospitais, é de poucos dias.

"Temos carretas de produtores da Amazônia que estão esperando numa planta [fabrica de oxigênio] do interior do Maranhão. Já está com a carreta parada lá há dias, e não é abastecida. Temos envasadores do Paraná que chegam às plantas também e não conseguem abastecer. Na hora que chega para envasar os cilindros, há muito mais cilindros para envasar, e ele não dá conta de envasar o que precisava. Aí o pequeno hospital fica com problemas", explicou o general.

Para  Fernandes, a solução é criar um dispositivo em lei que dê ferramenta que possibilite que as grandes produtoras recebam as carretas, e não as recusem. "Temos de criar uma ferramenta para que a indústria não possa recusar a carreta que chega para ser enchida. Embora seja um concorrente, alguém que vá receber aquele oxigênio e revendê-lo, no momento, não temos estrutura, o grande não consegue chegar à ponta da linha. Então dependemos das carretas que estão na mão dos pequenos, dos envasadores, para poder fazer chegar à ponta da linha. Se não chegar à ponta, nas Unidades de Pronto Atendimento e pequenos hospitais, teremos mais mortes", avaliou.

Planejamento
 
Representantes de empresas de produção e distribuição do gás do país também participaram da audiência e responsabilizaram a falta de planejamento das Secretarias de Saúde quanto à demanda do produto pela fabricação do material menor que a necessidade.

Aos senadores da Comissão Temporária da Covid-19, os empresários também ressaltaram a dificuldade em transportar o insumo e pediram que motoristas e técnicos entrem no grupo prioritário na fila de vacinação.

"Como fornecedor não temos a capacidade de prever a demanda, temos a condição de conhecê-la, prepará-la, mas os dados epidemiológicos são obtidos pelas secretarias dos estados", justificou o diretor executivo de negócios da produtora White Martins, Paulo César Gomes.

Já o representante da Air Liquid Brasil, Rafael Montagner, disse que a demanda dos hospitais aumentou 10 vezes acima do que estava previsto. "A dificuldade é a falta de previsibilidade para produção para que a empresa possa se organizar", reforçou acrescentando que outro problema da falta de planejamento é a falta estrutura de armazenamento do gás pelas unidades de saúde. "É um desafio de transporte e estocagem dos hospitais".

Para otimizar o abastecimento, o presidente da Associação Brasileira de Indústria Química (Abiquim), Ciro Marino, cobrou que o Ministério da Saúde centralize  essa logística, para que o setor produtivo se concentre apenas na produção. Para a Abiquim,  as empresas do ramo têm sido sobrecarregadas burocraticamente pelo assédio de secretarias, prefeituras, agências e órgãos em diversos níveis da administração pública, diante do quadro de incertezas.

"Temos pedido com veemência que o governo federal assuma o controle e centralização dessas informações perante autarquias, municípios, entidades e tudo, de forma que as empresas possam se concentrar nos seus negócios novamente. Que é produzir, organizar, expandir capacidades, de forma que o governo federal possa alimentar essas entidades e municípios com informações adequadas",  disse Marino.

Sobre esse assunto, a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Meiruze Freitas adiantou que mecanismos de centralização da gestão da logística relacionada ao oxigênio medicinal devem estar prontos em breve.

Transporte
 
Outro problema levantado na audiência foi a questão do transporte desse oxigênio.Para o representante do departamento de logística do Ministério da Saúde, Ridauto Lúcio Fernandes,  não é uma operação simples. É preciso manter uma temperatura específica dos caminhões, processo "bastante trabalhoso". "Se não tiver nessa temperatura, ele pode imbuir e se perder", explicou.

Outra dificuldade apontada durante a audiência pública para abastecer os hospitais com oxigênio, foi a falta de mão de obra qualificada para o serviço. Para que o oxigênio chegue ao hospital é preciso treinar assistentes técnicos e motoristas que estão na linha de frente entregando o produto. "Os motoristas dos nossos caminhões, não são somente motoristas, mas também são operadores técnicos. Não é mão de obra fácil para ser contratada e treinada", observou o representante da White Martins.

Novas audiências
 
O presidente do colegiado, senador Confúcio Moura (MDB-RO), informou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, falará na Comissão no dia 25 sobre as ações do governo no combate à pandemia.

PARAÍBA: Fornecedora de oxigênio está com dificuldades de atender demanda, diz Prefeitura de João Pessoa

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16.3.21


Gestão municipal explica que problema se dá por causa do aumento dos casos de Covid-19. Ainda assim, tranquiliza a população dizendo que há estoque nos hospitais da cidade.
G1 PB
A Prefeitura de João Pessoa emitiu nota oficial nesta terça-feira (16) declarando que, por causa do aumento de casos de Covid-19 nos estados e do consequente aumento no número de internações, a empresa fornecedora de oxigênio para os hospitais da cidade vem tendo dificuldades para atender a demanda em toda a região Nordeste. A gestão municipal explicou que foi avisada do problema pela própria empresa, deixou claro que ainda possui oxigênio em estoque nos hospitais, e que o caso ainda não provoca riscos imediatos. Ainda assim, por precaução, já iniciou contato com outras empresas do setor.

A atual fornecedora de oxigênio para os hospitais pessoenses é a White Martins, uma gigante do setor de fornecimento de gases em geral, entre eles o oxigênio hospitalar, e que está presente em praticamente todo o território brasileiro. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa ficou de analisar a questão e se posicionar assim que possível.

De acordo com a nota da Prefeitura, o problema estaria concentrado na falta de se conseguir, na quantidade que a demanda vem exigindo, os insumos relacionados ao oxigênio hospitalar.

A nota diz ainda que a gestão municipal já iniciou “uma grande operação” que visa encontrar novas alternativas para que não falte oxigênio aos pacientes em atendimento. “Todos os envolvidos na atenção em saúde que compete ao município estão unidos no esforço para solucionar o problema e evitar o desabastecimento na sua rede de saúde”, destaca o texto.

Cinco caminhões com oxigênio venezuelano chegam a Manaus

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20.1.21


Doação acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro
Cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram na noite desta terça-feira (19) para abastecer a demanda em Manaus, atingida por uma grave crise sanitária durante a segunda onda de contaminação da pandemia.

Oriundo do estado de Bolívar, no sul da Venezuela, o comboio carregando 107.000 m³ de oxigênio partiu no fim de semana e percorreu pouco mais de 1.500 km rumo à capital do Amazonas.

A carga deve ajudar a aliviar a grave situação na região, que atravessa um aumento exponencial de casos de Covid-19 em um momento em que o sistema de saúde está colapsado.

Desde da última quinta-feira, dezenas de pessoas morreram asfixiadas devido à falta de oxigênio em centros de saúde, uma situação que levou a população local ao desespero.

Centenas de cidadãos na capital amazonense peregrinaram em busca de oxigênio para tratar os familiares em casa diante da situação calamitosa dos hospitais, alguns dos quais pararam de receber novos pacientes.

A demanda diária do Amazonas atualmente gira em torno de 76.000 m³ de oxigênio, enquanto que as empresas provedoras não conseguem produzir mais de 28.200 m³ por dia.

A doação de oxigênio acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro, a quem chama de "ditador".

Maduro disse no domingo que a situação em Manaus era um “escândalo” e que “a Venezuela estendeu sua mão solidária ao povo amazonense”.

Bolsonaro ironizou o envio de oxigênio, mas não rejeitou a ajuda.

"Se o Maduro quiser fornecer oxigênio para nós, vamos receber sem problema nenhum. Agora, ele poderia dar auxílio emergencial para o seu povo também. O salário mínimo lá não compra meio quilo de arroz", disse o presidente a apoiadores em Brasília na segunda-feira.

A Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história contemporânea, com hiperinflação e sete anos de recessão, o que afetou seu próprio sistema de saúde, atingido pela escassez de suprimentos médicos e material de proteção para Covid-19.

Sete pessoas da mesma família morrem por falta de oxigênio no Pará

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19.1.21


Sete pessoas da mesma família morrem com sintomas de Covid-19 por falta de oxigênio no interior do Pará, diz secretário
Mortes foram registradas em menos de 24 horas no distrito Nova Maracanã, zona rural do município paraense que fica na divisa do Pará com o Amazonas.
Em menos de 24 horas, sete integrantes de uma mesma família moradora do distrito Nova Maracanã, da zona rural do município de Faro, no oeste do Pará, morreram com sintomas da covid-19. Três mulheres e quatro homens (bisavó, avó, avô, mãe, pai, 2 tios) não resistiram muito tempo após complicações respiratórias entre a segunda-feira (18) e esta terça (19). A Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade não tinha cilindros de oxigênio.

O sétimo integrante da família a morrer foi um homem, na tarde de hoje, após a chegada de seis cilindros de oxigênio ao distrito. Outro paciente também do sexo masculino, que estava sendo atendido em Nova Maracanã também morreu na tarde de hoje na UBS do distrito.

De acordo com a última atualização do boletim da covid-19, divulgado nas redes sociais na tarde desta terça, há 161 casos positivos confirmados ativos, 844 confirmados da doença e 100 continuam sob investigação. Ainda segundo o informativo, tem 41 pacientes internados e 7 mortes confirmadas; 120 pessoas estão em isolamento domiciliar e 1.353 pessoas notificadas.

O sistema público de saúde do município entrou em colapso na segunda-feira por falta de oxigênio. Não havia no hospital municipal da cidade, cilindros reservas para enviar ao distrito de Nova Maracanã, onde a família estava internada. A informação foi confirmada no início da tarde desta terça-feira (19) pelo secretário municipal de Meio Ambiente de Faro, Arthur Brasil.


Descarregamento de cilindros de oxigênio em Faro, no Pará
Carregamento de Cilindros
Diante do aumento do número de casos suspeitos de Covid-19 em Faro, o prefeito Paulo Carvalho (PSD) fez um apelo às prefeituras de municípios vizinhos e também a empresários, e conseguiu alguns cilindros emprestados, mas não foi suficiente para atender a demanda de pacientes.

Na madrugada desta terça-feira o município recebeu 20 cilindros de oxigênio enviados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que serão divididos entre a UBS Morumbi, na cidade, e UBS de Novo Maracanã, que funcionarão como centros de atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Dos 20 cilindros que chegaram na madrugada de hoje a Faro, apenas seis foram enviados para o distrito de Nova Maracanã. Como o município havia emprestado cilindros de outras cidades, precisou devolver, sendo 1 para Terra santa (PA) e 2 para Nhamundá (AM). Os 11 restantes ficaram na UBS Morumbi, na zona urbana de Faro. O transporte dos cilindros de oxigênio para o distrito Nova Maracanã foi acompanhado pelo prefeito Paulo Carvalho.

Dificuldade para tratar pacientes

Segundo a secretária municipal de Saúde de Faro, Edilza Farias, com o aumento no número de casos da Covid-19 e o fato de a cidade não dispor de estrutura de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) fica difícil tratar os pacientes. "Esses pacientes precisariam ter que ser transferidos para Itaituba ou Juruti, que soubemos que ainda dispõe de leitos para receber pacientes graves", disse.

Ainda de acordo com a secretária, um ofício foi enviado ao secretário regional de Governo no oeste do Pará, Henderson Pinto, e ele, acompanhado da diretora do 9º Centro Regional de Saúde (CRS) da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), Aline Liberal, estiveram na comunidade Nova Maracanã.


"Estamos fazendo de tudo para transferir os pacientes que estão precisando de UTI, eles devem ser levados para Juruti, que fica mais próximo. Mandamos dois para Itaituba já", ressaltou a secretária.

O que diz o Governo do Estado

Em visita em Santarém, durante cerimônia de imunização da primeira pessoa contra a covid-19, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que é fundamental que as estruturas municipais sejam fortalecidas para atender a demanda de pacientes acometidos pela doença.

“Ao distrito de Nova Maracanã, a cidade de Faro deve garantir a oferta de oxigênio. O governo do estado não estará mais omisso, por isso o secretário regional de governo e a diretora regional da secretaria de saúde estiveram lá na segunda-feira para nos colocar à disposição. Fiz questão de estar próximo para reunir com todos os prefeitos de cidades que fazem fronteiras com o Amazonas, dialogando com as empresas que ofertam oxigênio, que atuam na distribuição de oxigênio", esclareceu Helder.


O governador disse ainda que a prefeitura municipal precisa cumprir com a sua obrigação no sentido de contratar os serviços para salvar a vida da população. "Nós não podemos permitir que a população não tenha oxigênio ou não tenha atendimento em saúde por falta de gestão. Abrimos 10 leitos em Juruti que fica próximo à cidade, além de cinco leitos clínicos e estamos com o serviço aeromédico para remoção de pacientes", ressaltou.

Segundo Helder, foi feito um pedido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que fosse autorizado o pouso de aeronaves em Faro para fazer a remoção dos pacientes e deslocá-los para o Hospital de Juruti, Hospital de Santarém ou para o Hospital Regional de Itaituba.

"Nesse momento a região está com 90 leitos de UTI disponibilizados pelo Governo do Estado, temos oferta de leitos, garantimos o acesso, agora esse diálogo é decisivo para que nós não assistamos um cenário dramático das pessoas perderem a vida por falta do serviço. Quero tranquilizar a população, portanto não vamos confundir falta de gestão, como se o produto tivesse escasso, está longe de acontecer isso”, reiterou o governador do Pará.

Venezuela envia mais de 100 mil m³ de oxigênio que deve chegar ao Amazonas nesta segunda-feira, diz governo

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18.1.21


Carretas carregadas com o gás venezuelano atravessaram a fronteira do Brasil com a Venezuela no domingo e chegam a Manaus na noite desta segunda.
G1 AM
Está previsto para chegar a Manaus, na noite desta segunda-feira (18), um total de 107 mil m³ de oxigênio doados pelo governo da Venezuela, segundo informações do Governo do Amazonas. As carretas atravessaram a fronteira do Brasil com a Venezuela na tarde de domingo (17).
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse que os primeiros caminhões que carregam os cilindros com oxigênio saíram no sábado da cidade de Puerto Ordaz, localizada a cerca de 1.500 quilômetros de Manaus. O governo venezuelano havia anunciando na sexta-feira que forneceria ao estado do Amazonas o oxigênio disponível no país.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, entrou em contato com o governador de Roraima, Antonio Denarium, para dar o apoio necessário na passagem do carregamento pelo estado vizinho. Cada veículo transporta cerca de 25 mil metros cúbicos.

Atualmente, o consumo diário no Amazonas é de 76 mil m³. A capacidade de entrega das empresas fornecedoras do produto tem sido de 28.200 m³/dia e o déficit é de 48.300m³/dia.

Abastecimento

O Governo do Amazonas está recebendo, em média, quatro voos diários da Força Aérea Brasileira (FAB) com oxigênio para abastecer as unidades de saúde do Estado. Cada aeronave tem capacidade para transportar até cinco mil metros cúbicos do insumo.

Os insumos estão sendo transportados pelas aeronaves KC 390 e C 130, com grande capacidade para transportar cargas e pessoal. O transporte por linhas comerciais porque o oxigênio é um gás muito inflamável. Por isso, são transportadas o equivalente a dois mil metros cúbicos por viagem.

A mobilização para o transporte de novas cargas de oxigênio também acontece por via fluvial. A White Martins tem enviado cargas até Belém, de onde é feito o transporte até Manaus por meio de balsas.


As balsas aportam em trazendo caminhões com capacidade para transportar 9 mil e 25 mil metros cúbicos de oxigênio. Para agilizar a distribuição dos insumos, parte do carregamento desembarca e segue para abastecimento. Parte desse carregamento é levada à sede da empresa em Manaus, onde é feito todo o processo de engarrafamento do oxigênio e, posteriormente, distribuída também para o interior do Amazonas.

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