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UFPE poderá paralisar atividades após corte do MEC, diz pró-reitor

06/05/2019

/ por casinhas agreste
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Thiago Galvão, disse que as atividades da instituição poderão ser inviabilizadas já no segundo semestre deste ano por conta do corte de R$ 55,8 milhões no orçamento da universidade determinado pelo Ministério da Educação.

Segundo o pró-reitor, caso o MEC não volte atrás da decisão, a UFPE vai ter que discutir internamente quais atividades serão paralisadas. O corte nos recursos para as instituições de ensino superior somam R$ 2 bilhões e 200 milhões. Thiago Galvão também fez um apelo aos parlamentares pernambucanos, ao governo do Estado, e prefeituras para que apoiem a universidade diante do bloqueio de recursos.
“No primeiro semestre, o impacto não será tão significativo, mas, no segundo semestre pode, inclusive, inviabilizar as atividades. Esses é um processo que vai ser bem discutido junto com o Conselho Universitário, com a Administração para ver que atividades serão paradas caso esse bloqueio seja continuado. Então, a gente primeiro espera reverter isso, que os parlamentares, o governo do Estado, os governos municipais, apoiem a Universidade Federal de Pernambuco assim como as demais universidades do país que hoje sofrem com um corte que já chega a R$ 2 bilhões e 200 milhões do seu orçamento de custeio e de capital, no caso, de investimento”, afirmou o pró-reitor da UFPE.

De acordo com Thiago Galvão, dos R$ 55,8 milhões que foram cortados, R$ 50 milhões seriam destinados à manutenção, como energia, segurança, limpeza, água nos três campi da universidade (Recife, Vitória de Santo Antão e Caruaru). Os outros R$ 5,8 milhões seriam destinados a investimentos na compra de equipamentos, mobiliários e construção de laboratórios, por exemplo. Galvão explicou que o corte não atinge o Hospital das Clínicas. Ele ressaltou que a universidade já vinha “há cinco anos sem nenhum tipo de reajuste” apesar dos valores dos contratos de fornecimento de água e energia, por exemplo, serem reajustados. 

“Além desses recursos bloqueados de manutenção, já vínhamos sofrendo com 90% de corte no investimento. 2013 a 2019, nós temos uma redução de 90% do nosso orçamento de investimento. Ou seja, nós não tínhamos recursos para adquirir equipamentos, mobiliários, construção de laboratórios. E isso prejudica bastante nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão, sobretudo, na graduação, e nas pesquisas. Hoje, o bloqueio foi de 55% nesses 10% que restou”, detalhou.
Blog do Jamildo 


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