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OROBÓ PE: Delegado de Polícia dá detalhes sobre a operação que culminou na prisão de seis envolvidos no desvio de 2,6 milhões do Fundo de Previdência, ouça

Fraude desviou mais de R$ 2 milhões de fundo previdenciário em Orobó
De acordo com as investigações, organização criminosa atuava há pelo menos três anos na cidade do Sertão

Redação OP9

Um desvio de R$ 2,6 milhões no Instituto de Previdência Municipal de Orobó (IPMO), no Agreste pernambucano, foi descoberto depois de uma investigação levada à frente pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O trabalho de apuração culminou com a deflagração, nesta quarta-feira (7), da Operação Anticorrupção, que cumpriu seis mandados de prisão preventiva e outros seis de busca e apreensão. Esta é a segunda ação policial em menos de um mês com foco em entidades previdenciárias geridas por prefeituras no estado.
Ouça a entrevista do Delegado Paulo Gondim concedida a Rádio Integração FM Surubim


De acordo com o promotor Rodrigo Altobello, a organização criminosa já atuava há pelo menos três anos. A fraude ocorria sob o conhecimento do presidente do instituto, Gustavo José da Silva, de 25 anos. “Ele incluía a si próprio e alguns amigos na folha de pagamento do IPMO”, pontuou o delegado.
Gustavo José, presidente do instituto era responsável pela organização criminosa. Foto: PCPE/Divulgação
Segundo a polícia, cada suspeito recebia mensalmente entre R$ 15 e R$ 25 mil por mês. Além de Gustavo, foram detidos Miriam Gisele de Abreu, de 24 anos, Jessica Celestino dos Santos, de 25 anos, Vanielly Priscila Rodrigues da Silva, de 24 anos, José Arthur Barbosa dos Santos, de 26 anos e Jailson Flor da Silva, de 22 anos.
De acordo com o delegado Rivelino Morais, o dinheiro desviado será rastreado no laboratório da Polícia Civil. “Vamos buscar a origem e as pessoas beneficiadas pela fraude”, explicou.
Leia também:
Em Orobó, Polícia faz operação contra corrupção; fraude chega a 2,6 milhões na Previdência Municipal, seis pessoas presas

Por conta da fraude, vários servidores estavam enfrentando dificuldades em conseguir a aposentadoria, o que motivou a formalização de várias queixas no MPPE. O volume de denúncias motivou o início das investigações em agosto deste ano. Depois de saber que o caso estava em apuração, Gustavo chegou a pedir exoneração do cargo na tentativa de despistar a polícia. Os suspeitos devem responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.


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