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Brasil tem 42.055 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

13/06/2020

/ por casinhas agreste
Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Por G1

13/06/2020 13h00  Atualizado há 9 minutos

Brasil tem 42.055 mortes e mais de 832 mil casos da Covid-19
Brasil tem 42.055 mortes e mais de 832 mil casos da Covid-19

O Brasil tem 42.055 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h deste sábado (13), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na sexta-feira (12), às 20h, o quinto balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, seis estados (GO, MG, MS, PA, PE e TO) e o DF divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 13h deste sábado (13):

42.055 mortes
832.866 casos confirmados
(Na sexta, 12, às 20h, o balanço indicou: 41.901 mortes, 843 nas últimas 24 horas; e 829.902 casos confirmados. Desde então, houve atualizações em DF, GO, MG, MS, PA, PE e TO.)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

O Brasil é agora o segundo país com o maior número de mortes pela doença no mundo. O país ultrapassou o Reino Unido, que tem 41.566 óbitos, de acordo com o painel da Universidade Johns Hopkins, baseado em dados oficiais das nações. Os EUA têm 114 mil mortes.


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Parceria
A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.


Nesta sexta (12), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 909 novos óbitos e 25.982 novos casos, somando 41.828 mortes e 828.810 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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