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A estrela Neymar, sai menor na Copa


Neymar sai menor da Copa na Rússia
Da lesão ao cabelo, do futebol envolvente às simulações, o camisa 10 sai da Copa menor do que entrou

Assim como a Argentina de Messi e Portugal de Cristiano Ronaldo, o Brasil de Neymar vai pra casa / AFP

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Diego Toscano

É inegável que, em uma eliminação com o craque jogando abaixo do esperado, as críticas apareçam. Ontem, o Brasil foi derrubado pela Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo, sem o brilho de Neymar. Um dos melhores do mundo, o atacante sempre esteve nos holofotes na Rússia. Da lesão ao cabelo, do futebol envolvente às simulações, o camisa 10 da seleção brasileira sai da Copa menor do que entrou. Assim como a Argentina de Messi e Portugal de Cristiano Ronaldo, o Brasil de Neymar vai pra casa.

O COMEÇO DA COPA
Para explicar a história de Neymar entre junho e julho, precisamos começar em fevereiro. Contra o Olympique de Marselha, pelo Campeonato Francês, o atacante torceu o pé direito sozinho e fraturou o quinto metatarso. Perdeu a volta das oitavas de final da Liga dos Campeões, quando o PSG foi eliminado pelo Real, e ficou de fora por três meses e meio dos campos. No retorno, mesmo ainda sem estar 100%, fez o gol da vitória do Brasil por 1x0 sobre a Croácia, em amistoso preparatório para a Copa.

PRIMEIRA POLÊMICA
Chegando na Rússia, ainda no processo de recuperação, a primeira polêmica: o corte de cabelo. As críticas apareceram antes mesmo da sua estreia apática contra a Suíça. Neymar sentiu na pele o que é ser um dos melhores do mundo, onde tudo vira discussão. Com cabeleireiro em Kazan, usou um estilo capilar para cada partida. E foi acusado de se importar apenas com a própria aparência.

EFEITO COSTA RICA
Mas aí veio o segundo jogo, contra a Costa Rica e o atacante voltou a ser protagonista da bola, com gol nos acréscimos e boa atuação. Depois da vitória, o primeiro desabafo nas redes sociais. “Nem todos sabem o que passei para chegar até aqui. Falar, até papagaio fala, agora fazer…”, escreveu.

Mas nem precisou terminar a partida para as críticas retornarem. O desequilíbrio do camisa 10, que começou xingando costarriquenhos e arbitragem em várias línguas e terminou chorando na beira do campo, mostraram que o bom jogador entrava no Mundial, mas que o craque ainda não tinha desembarcado em solo russo.

AS CRÍTICAS
As rejeições a Neymar, que borbulhavam no Brasil, atingiram o mundo. Jornais de Espanha e Argentina, ex-jogadores como o inglês Gary Lineker e até treinadores que estava na Copa, como Juan Carlos Osorio, do México, criticaram as simulações e as tentativas de ludibriar os árbitros do atacante. É mais ator do que jogador? Ele respondeu onde sabe melhor: no campo.

O FUTEBOL
A terceira e quarta etapas mostraram a evolução do Brasil e de Neymar na Copa. As duas vitórias por 2x0, ante Sérvia e México, mostraram uma seleção brasileira sólida e um camisa 10 totalmente recuperado da lesão, com direito a outro gol e assistência. Até na coletiva, quando foi eleito o melhor da partida, mostrou-se bem tranquilo com as críticas sobre as simulações e as comparações entre craque e ator.

ADEUS
O último capítulo de Neymar na Copa não teve xingamento, cai-cai ou cabelo diferente. Faltou mesmo foi o brilho do craque. Não se escondeu, deu bons passes e até finalizou. Mas não foi protagonista. E viu a tão falada geração belga adiar o sonho do hexa brasileiro.

FUTURO
Em 2022, o atacante terá 30 anos. Até lá, pode se tornar o melhor do mundo e conquistar vários títulos no PSG. Mas ainda carregará o peso de não ter sido protagonista na seleção principal. Problema que Messi e Cristiano Ronaldo, principais rivais de Neymar na atualidade, conhecem bem.


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