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Presos acusados de matar grávida de cinco meses e enterrar o corpo no mangue

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30.1.20

O corpo da jovem está desaparecido desde 2018

 Portal Folha PE

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a operação “Sweet River”, que tem como objetivo prender integrantes de uma organização criminosa que atuava na região de Rio Doce, Olinda, e foi responsável pelo assassinato da jovem Ana Irys Lopes de Sá Lima.

Foram expedidos doze mandados de prisão; cinco suspeitos já cumprem pena nos presídios de Igarassu, Limoeiro e Petrolina. A Polícia fez as prisões de quatro homens, que seguiram para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (COTEL). Três pessoas ainda estão foragidas: um homem e duas mulheres. Os mandados de prisão aconteceram nas localidades de Olinda, Paulista, Recife e Camaragibe.

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As investigações tiveram início em abril de 2018 após o desaparecimento de Ana Irys Lopes de Sá Lima. Na época, a jovem tinha 26 anos e estava grávida de cinco meses. A partir das investigações, a Polícia Civil constatou que Ana Irys foi vítima de feminicídio e o mandante do crime foi o seu namorado, que cumpre pena por 19 processos no presídio de Petrolina.

“Descobrimos no decorrer da investigação que Ana Irys foi brutalmente assassinada e seu corpo foi enterrado em um mangue que fica entre Rio Doce e Paulista. A jovem namorava com um detendo de alta periculosidade que comandava um grupo de associação criminosa e ele foi o mandante do homicídio da jovem”, afirmou o delegado Guilherme Caracciolo, da Diretoria Integrada Metropolitana, responsável pela operação.

Ainda de acordo com o delegado Guilherme Caracciolo, as investigações continuam e o próximo objetivo é encontrar o corpo da jovem, que ainda está desaparecido. 

A partir do caso de Ana Irys Lopes a Polícia identificou a associação criminosa que atuava em Rio Doce, Olinda, e deflagrou a prisão de seus integrantes que são acusados de praticar os crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, aborto, ameaça, corrupção de menores e associação para o tráfico de drogas.

Morre PM ferido em Pernambuco em assalto que gerou operação com oito mortos na Paraíba

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19.7.19

O sargento Moacir Moreira estava internado no Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, desde que tinha sido atingido pelo disparo.


G1/Caruaru


Na troca de tiros, o soldado André Silva foi morto dentro da viatura. (Foto: Reprodução)
O policial militar que ficou ferido durante uma troca de tiros em Santa Cruz do Capibaribe, no dia 1º de julho, morreu na manhã desta sexta-feira (19). O sargento Moacir Moreira estava internado no Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, desde que tinha sido atingido pelo disparo.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do HRA informou que Moacir morreu "em decorrência de insuficiência respiratória grave, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória sem resposta às manobras de reanimação".

Na troca de tiros, o soldado André Silva foi morto dentro da viatura. Nas imagens acima, é possível perceber o momento no qual os disparos de arma de fogo danificam uma parte da porta da viatura. O vídeo ainda mostra o sargento Moacir saindo do veículo.

Oito suspeitos de envolvimento nas mortes dos policiais foram mortos no dia 2 de julho após confronto com a polícia em Barra de São Miguel, no Agreste da Paraíba. Os suspeitos, que estavam foragidos desde a manhã do dia 1º, estavam escondidos em um matagal.

Entenda o caso

Os criminosos pararam em frente a um mercado no bairro Dona Lica. A ação foi rápida. Enquanto o motorista ficou do lado de fora, atirando em várias direções, os outros três criminosos entraram no estabelecimento para praticar um assalto.

Após o roubo, a PM foi acionada. Foi quando houve a perseguição e a troca de tiros. A ação ocorreu na Avenida Souza Aragão. Os policiais seguiram os bandidos até um conjunto residencial afastado da cidade.

Dezenas de disparos atingiram a viatura. O soldado André morreu no local, enquanto o sargento Moacir foi baleado e socorrido. Ele foi levado para o HRA.

Através de nota, o comandante-geral da Corporação, coronel Vanildo Maranhão, em nome de toda a tropa, se solidarizou com os familiares do policial militar morto no local do crime.


Dois bandidos morrem em troca de tiros com o BEPI em Toritama

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17.1.18


Na tarde desta terça-feira (16), uma vítima informou que foi assaltada na cidade de Toritama, que dois bandidos teriam tomado o seu veículo Pálio Weekend preto, placa KKX-7469, onde de pronto uma Equipe do BEPI (Batalhão Especializado de Policiamento do Interior), começou a realizar diligências, objetivando localizar o veículo que foi encontrado na estrada do Sítio Oncinhas, na zona rural de Toritama com dois indivíduos e durante a abordagem, após emitir sinais sonoros e luminosos foi dada ordem de parada aos mesmos, ordem esta que não foi atendida e ao perceberem que se tratava da Polícia começaram a efetuar disparos de arma de fogo contra a guarnição, ato este que de pronto foi revidado até cessar a injusta agressão.

Vindo a atingir os dois imputados Luciano Moisés de Lima, vulgo “Tiano” de 27 anos, que era foragido do presídio de Canhotinho e José Carlos Belarmino, de 26 anos, onde foi localizado em poder dos mesmos um revólver calibre 32, com quatro munições deflagradas e um simulacro de pistola.

De imediato os criminosos foram socorridos ao Hospital de Toritama, após darem entrada no hospital os mesmos não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito. A vítima, o carro e todo material apreendido foram encaminhados para 129ª DP em Toritama e os corpos dos bandidos serão encaminhados ao IML de Caruaru.
Do Blog Agreste Violento



Em Santa Maria do Cambucá, jovem é alvejado com golpes de faca peixeira e morre no Hospital

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11.8.14

Foto: Surubim Notícias

Um homem de (20) anos de idade morreu após ser esfaqueado na cidade de Santa Maria do Cambucá no Agreste de Pernambuco.

De acordo com a Polícia Militar a vítima estava dançando com uma mulher em um bar no sítio Baixio quando o ex companheiro dela entrou no estabelecimento e atingiu o homem com golpes de faca. A polícia informou que o homem chegou a ser socorrido para o hospital do Município em seguida foi transferido para o HRA Hospital Regioal do Agreste em Caruaru mas não resistiu e faleceu. O suspeito de cometer o crime está foragido e ainda não foi localizado.

Texto: Edmilson Arruda do Casinhas Agreste com Rádio Integração FM

Blog Casinhas Agreste 
 www.casinhasagreste.com.br


 

VIOLÊNCIA: MPPE recebe denúncias de violência policial em reintegração no Recife

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18.6.14


Manifestantes pediram providências após ação da PM no Cais José Estelita.
Central de Inquérito do órgão vai analisar se houve conduta criminosa.
Do G1 PE


Promotores Marco Aurélio Farias e Charles Lima receberam queixas de manifestantes (Foto: Luna Markman / G1)

Pelo menos catorze manifestantes procuraram o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Centro Recife, nesta terça (17), para pedir providências ao órgão sobre a violência sofrida durante a reintegração de posse realizada pela PM do terreno do Cais José Estelita, bairro de São José, área central da cidade. Todos foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML) para passar por perícia traumatológica, medida que preservaria a prova de um possível delito cometido pelos policiais durante a ação, na manhã desta terça.

Três pessoas, entre elas dois homens e uma mulher, foram ao MPPE ainda pela manhã e registraram denúncias durante o expediente normal do órgão. "Eu vi que eles tinham escoriações e hematomas no corpo. Disseram que os ferimentos foram provocados durante e reintegração. Eles estavam acampados e, no relato deles, a PM não teria dialogado e já foi colocando para fora", disse o promotor Marco Aurélio Farias da Silva.
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Outros dois rapazes procuraram a MPPE por volta das 16h, e o fato já foi registrado no plantão ordinário. "Eles contaram que estavam do lado de fora do terreno, no início da tarde, quando teve um incidente com o [Batalhão de] Choque, que teria agido para dispersar uma reunião que eles estavam fazendo na rua. Em um deles, eu cheguei a ver três ou quatro marcas de ferimento, possivelmente, feitas por bala de borracha", explicou o promotor Charles Lima.

Um dos manifestantes contou que um grupo de 8 a 10 pessoas foi agredido durante a ação da PM. "A gente estava na altura do Clube Líbano [no Pina], e a polícia chegou pela rua de trás, perto do Bargaço. Começaram a atirar, com balas de borracha, e a usar bombas de gás. Tentamos entrar no restaurante, mas o segurança não permitiu. Vimos que mais à frente tem o acesso de funcionários e uma funcionária deixou aberto, todo mundo entrou. Não era no salão, mas uma área reservada, como um dormitório. Aí vem o segurança do Bargaço, o mesmo que tinha barrado a gente antes, trazendo a polícia e dizendo: 'não é funcionário, não'. Eles [os policiais] fizeram um corredor polonês e começaram a bater em todo mundo até a gente sair de lá. Tapa na cara, cassetete nas costas, murro na cabeça", relatou Rodrigo Coutinho. Por telefone, a gerência do Bargaço negou ao G1 ter ocorrido tumulto nas dependências do estabelecimento.



A psicóloga Carmem Régis contou que foi atingida por tiro de borracha na barriga enquanto protegia os filhos e o genro (Foto: Carmem Régis / Acervo Pessoal)
A psicóloga Carmem Régis contou que foi atingida por tiro
de borracha na barriga enquanto protegia os filhos e o
genro (Foto: Carmem Régis / Acervo Pessoal)
A psicóloga Carmem Régis, 48 anos, procurou o MPPE para denunciar agressões sofridas por PMs, na tarde desta terça. Ela contou que levou um tiro de borracha na barriga enquanto protegia os dois filhos e o genro durante confusão no Cais José Estelita. "A gente estava na calçada, fora do terreno. Alguns manifestantes estavam fechando o trânsito em intervalos, quando um motorista jogou o carro para cima deles, então o Choque se aproveitou disso para dispersar o movimento, atirando. Meus filhos e meu genro não se feriaram porque eu estava cobrindo eles. Uma bala me acertou porque virei para ver como estava a situação. Eu vim aqui reclamar do abuso da PM diante de pessoas indefesas, desarmadas e apavoradas", contou.
De acordo com relato de manifestantes, após a reintegração de posse, houve pelo menos mais três momentos em que o Batalhão de Choque da PM usou balas de borracha, spray de pimenta, bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para dispersar o ato. O primeiro teria ocorrido durante um abraço simbólico no Cais José Estelita, quando uma menina parou o carro na via para aderir ao movimento e foi detida. O segundo ocorreu quando PMs chegaram para dispersar uma plenária realizada por um grupo nas proximidades de uma pracinha na Cabanga. O terceiro foi logo em seguida, quando os manifestantes afirmam que o Choque usou uma tática de acurralar as pessoas embaixo do viaduto, sem possibilidade de escapar.
Estudante Luan Melo mostra ferimentos na perna, provocados por balas de borracha (Foto: Luna Markman / G1)
Estudante Luan Melo mostra ferimentos na perna, provocados por balas de borracha (Foto: Luna Markman / G1)
O estudante Luan Melo, 23 anos, foi ferido na perna com uma bala de borracha, após a prisão da motorista. "Nós fomos encurralados pelo Choque. Tinha militares dos dois lados, não tivemos como fugir. A bala passou pela minha calça e ainda me feriu", disse.

O integrante do grupo Direitos Urbanos, Leonardo Cisneiros, narrou outro encurralamento na Ponte do Pina, próximo ao Cais José Estelita, já no final da tarde. "A gente tinha saído do Estelita, estávamos sentados no chão, juntou umas 20 pessoas, quando o Choque veio pela [Avenida] Herculano Bandeira. Tentei entrar em um restaurante, o segurança ainda apontou a arma para mim e chamou os policias. Um deles me reconheceu, porque estive na reintegração, e só por isso levei porradas de cassetete nas costas", contou.
Integrante do grupo Direitos Urbanos, Leonardo Cisneiros, narrou que foi 'encurralado' pelos PMs, que desferiram golpes com cassetetes nas suas costas (Foto: Luna Markman / G1)
Integrante do grupo Direitos Urbanos, Leonardo Cisneiros, narrou que foi 'encurralado' pelos PMs, que desferiram golpes com cassetetes nas suas costas (Foto: Luna Markman / G1)
A professora universitária Carolina Figueiredo levou ao MPPE um saco com vários artefatos recolhidos no chão, entre eles lacres de bombas e cartuchos vazios. "Foi usada uma força superior à quantidade de pessoas e ao tipo de manifestação. Além disso, o Choque, em mais de uma ocasião, usou a estratégia de encurralar manifestantes embaixo do viaduto, com dois batalhões em cada lado, e não tinha para onde as pessoas fugirem", apontou.
De acordo com o capitão Júlio Aragão, da Polícia Militar, duas pessoas foram detidas por causa das manifestações desta tarde. Um homem estaria portando um coquetel molotov e a mulher foi detida após parar seu carro na Avenida Engenheiro José Estelita e se recusar a tirar o veículo do local. Segundo a corporação, a motorista desobedeceu ordens diretas dos policiais e, por isso, foi detida. Os dois foram encaminhados à Central de Flagrantes, na área central do Recife.

Violações de direitos
O plantão ordinário do MPPE toma medidas de urgência em matérias criminais, direitos coletivos e outros assuntos. No caso das pessoas que estão procurando o órgão para denunciar ter sofrido violência durante a reintegração, o plantão encaminha as vítimas para o IML e depois leva a "notícia de fato" para a Central de Inquérito do MPPE, que irá analisar se o cidadão foi vítima ou não de conduta criminosa. Se o caso for comprovado, o Ministério Público oferece denúncia à Justiça estadual.
Artefatos como lacres de bombas e cartuchos vazios, usados pela PM, foram recolhidos e levados ao MPPE (Foto: Luna Markman / G1)
Artefatos como lacres de bombas e cartuchos vazios, usados pela PM, foram recolhidos e levados ao MPPE (Foto: Luna Markman / G1)

Em nota divulgada nesta terça, o Ministério Público estadual informa que a reintegração foi feita sem aviso prévio ao órgão, conforme acordado em reunião realizada em 23 de maio, com a presença da PM, Prefeitura do Recife, representantes do Projeto Novo Recife, Movimento Direitos Urbanos e sociedade civil. “Apesar do compromisso, ocorreu a desocupação violenta do local, mediante a utilização de força policial, desconsiderando o diálogo entre as diversas partes, com a perspectiva iminente de celebração de um acordo para desocupação e redesenho do Projeto Novo Recife, evitando danos aos cidadãos, às instituições, à liberdade de expressão e ao Estado democrático de Direito”, informa o comunicado.

O MPPE ressaltou que “está atento a violações de direito eventualmente ocorridas e adotará as providências legais dentro de sua competência institucional de defesa da liberdade de expressão, da ordem jurídica e do Estado democrático de Direito”.
Após a reintegração, o acampamento que ocorria dentro do terreno do José Estelita foi transferido para debaixo de uma das alças do Viaduto Capitão Temudo. Há pelo menos 15 barracas e uma cozinha no local. Pessoas também estão conversando do lado de fora. Na noite desta terça, a reportagem constatou que só havia uma viatura da PM na praça que fica em frente ao elevado.
Há pelo menos 15 barracas e uma cozinha no local no novo acampamento no José Estelita (Foto: Luna Markman / G1)
Há pelo menos 15 barracas e uma cozinha no local no novo acampamento no José Estelita (Foto: Luna Markman / G1)
Após reintegração, acampamento foi transferido para debaixo de uma das alças do Capitão Temudo (Foto: Luna Markman / G1)
Após reintegração, acampamento foi transferido para debaixo de uma das alças do Capitão Temudo (Foto: Luna Markman / G1)
Abraço no Cais José Estelita (Foto: Alexandre Figueirôa/Acervo Pessoal)
Grupo afirma ter apanhado da PM após dar abraço simbólico no Cais José Estelita (Foto: Alexandre Figueirôa/Acervo Pessoal)


Manifestante é agredido durante reintegração de posse no Cais José Estelita (Foto: Katherine Coutinho/G1 PE)
Manifestante mostra ferimentos no corpo  após ação da PM em reintegração de posse no Cais José Estelita (Foto: Katherine Coutinho/G1 PE)


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