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Variante Delta predomina em Pernambuco em novo sequenciamento genético

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15.10.21


Diario de Pernambuco
Foto: Hélia Sheppa/SEI
De 176 amostras biológicas de pacientes positivos para a Covid-19, 154 (87,5%) apresentaram a variante Delta ou suas sublinhagens em novo sequenciamento genético. O resultado foi disponibilizado nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE) à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
De acordo com a secretaria, as coletas desses pacientes foram realizadas entre os meses de agosto e setembro deste ano. Eles são residentes dos municípios de Amaraji, Araripina, Caruaru, Cupira, Escada, Gravatá, Jataúba, Lagoa Grande, Moreno, Paudalho, Petrolina, Recife, Santa Cruz do Capibaribe, São Caetano, São Lourenço da Mata, Serra Talhada, Taquaritinga do Norte, Terra Nova, Carnaúba dos Dantas (RN), Juazeiro (BA) e São Paulo (SP).


"Já tínhamos apresentado rodadas anteriores com a predominância da variante delta, mas o
quantitativo de amostras era menor. Essa é a primeira vez que temos uma amostragem acima
de 100 com a maior parte sendo da variante originária na Índia. Felizmente, não notamos um
aumento de casos e uma maior procura por internação nos dois últimos meses, o que pode ser
um reflexo do avanço da vacinação em nosso Estado", disse o secretário de Saúde do estado, André Longo.


Ele lembrou, contudo, que ainda não é momento de flexibilizar os cuidados. "Além da imunização, com foco na segunda dose e no reforço dos grupos preconizados, precisamos continuar usando máscara e respeitando os protocolos. Esses são os meios para que possamos continuar salvando vidas e para superar essa que é a maior pandemia dos últimos 100 anos".


O secretário ressaltou ainda que as medidas de controle são as mesmas para todas as variantes do novo coronavírus. Os demais genomas eram da variante Gama (P.1) ou suas sublinhagens e as coletas ocorreram nos meses de abril, maio, agosto e setembro, além de uma B.1, que, segundo a secretaria, não é considerada variante de preocupação. Esses pacientes são dos municípios de Afrânio, Araripina, Caruaru, Dormentes, Moreno, Petrolina, Recife e São Caetano.

Bom Jardim alerta população sobre a presença da variante P1 a mais contagiosa da mutação

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16.6.21


Foi divulgado pela saúde de Bom Jardim, no Agreste do Estado, um alerta sobre a variante gama P1 do novo Coronavirus. A informação foi feita nesta quarta feira 16/ 06 , nas redes sociais da Prefeitura. 
O alerta é direcionado a população de Bom Jardim sobre a circulação da variante P1  a variante gama (P.1) do novo coronavírus de que é a linhagem prevalente do vírus em Pernambuco.
Mais da metade das amostras de pacientes residentes no Agreste e Zona da Mata detectaram a presença da cepa relatada primeiramente no Amazonas. Destas amostras analisadas, 2 % são de residentes de Bom Jardim.
Nossa preocupação é quanto a facilidade de mutação do vírus, fazendo a variante do Coronavírus ainda mais contagioso e permitindo maior número de reinfecção, sendo também mais resistente aos anticorpos formados pelo sistema imunológico.

Sendo assim, a forma mais eficiente do combate é a prevenção. Continuemos redobrando todos os cuidados, evitando ao máximo o contato físico com outras pessoas; evitando aglomeração, fazendo uso constante e correto da máscara de proteção e fazendo constante higienização

MUTAÇÃO: Pesquisadores identificam nova variante do Sars-CoV-2 no Brasil

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14.3.21


Denominada VOI N.9, cepa circula desde novembro e já foi localizada em 10 estados
Uma potencial variante de interesse do Sars-CoV-2 foi descoberta por pesquisadores no Brasil. A cepa possui a mutação E484K, tida como de maior atenção e também encontrada nas variantes P.1 (identificada no Brasil) e B.1.351 (observada inicialmente na África do Sul). 
Segundo estudo publicado no fórum de discussões Virological, a nova variante foi primeiro identificada em São Paulo, em 11 de novembro de 2020. Os pesquisadores estimam que a cepa tenha se originado em agosto, em São Paulo, na Bahia ou no Maranhão.

Mesmo já circulando há algum tempo, os pesquisadores afirmam que a VOI N.9 (expressão que traduzida do inglês significa variante de interesse N.9) não é muito prevalente no País. Até o momento, segundo o estudo, ela foi encontrada no Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, São Paulo e Santa Catarina.

A mutação E484K na proteína S (que se liga às células humanas para ocorrer a invasão) desperta atenção por ter sido associada a uma possível fuga imunológica, podendo causar reinfecções em pessoas que já tiveram a Covid-19 ou colocar em xeque a eficácia das vacinas.

A OMS (Organização Mundial da Saúde), inclusive, já emitiu um alerta recentemente sobre o assunto. A entidade afirmou que "as mutações encontradas na variante P.1 podem reduzir a neutralização por anticorpos; no entanto, estudos adicionais são necessários para avaliar se há mudanças na transmissão, severidade ou ação de anticorpos neutralizantes como resultado dessa nova variante”.

A ação da mutação já foi estudada em laboratório em relação às vacinas da Pfizer/BioNTech e Moderna. Encontrou-se redução nas taxas de anticorpos neutralizantes presentes no soro de indivíduos que receberam os imunizantes.

"Temos que continuar estudando e vigiando essa variante, mas ela não apresenta ainda algumas outras mutações relacionadas, por exemplo, com maior transmissibilidade", afirma Marilda Mendonça Siqueira, pesquisadora da Fiocruz do laboratório de vírus respiratório e sarampo e uma das autoras da pesquisa.

Segundo Fernando Spilki, virologista professor da Universidade Feevale (RS) e coordenador da Rede Corona-ômica, do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), pela baixa presença da variante no País – encontrada somente em cerca de 3% das amostras analisadas desde novembro de 2020 –, ela pode ser definida como uma variante de interesse e, até o momento, não variante de preocupação.
Mesmo que a VOI N.9 ainda não desperte preocupação, outras variantes presentes no Brasil, como as citadas P.1 e B.1.351, além da B.1.1.7 (identificada no Reino Unido), trazem preocupação e, neste momento, já dominam pelo menos sete estados do País, de acordo com outro estudo da Fiocruz.

Siqueira afirma que, mesmo ainda havendo muitas melhorias a serem feitas na vigilância genômica brasileiro, o País tem conseguido acompanhar cepas que merecem atenção em espaço de tempo relativamente curto.

A preocupação, porém, é o grave momento de total descontrole da pandemia, o que pode levar ao surgimento de muitas outras variantes. A nova onda da Covid-19 fez explodir o número de mortes em grandes cidades do País.

"Se a pandemia continuar com essa transmissibilidade, com uma parte das pessoas não preocupada com uso de máscara, com distanciamento, isso vai facilitar que o vírus se transmita mais, se multiplique mais em diferentes organismos humanos, o que pode aumentar a chance de nós termos mais variantes no nosso País", diz Siqueira.

É na multiplicação que mora o problema. Erros no processo de cópia do material genético acabam gerando as mutações ao acaso, muitas vezes inúteis, mas outras, com potencial de melhorias na capacidade de disseminação do vírus, por exemplo. Dessa forma, quanto mais um vírus circula e se multiplica, maior é chance de aparecerem mutações.

Spilki diz que o espaço dado para o vírus circulas e medidas de restrição insuficientes fizeram com que agora tenhamos que conviver com variantes nacionais mais preocupantes, como a P.1 e a P.2 (observada no Rio de Janeiro e também com a mutação E484K).

"Realmente seria necessário que tivéssemos adotado medidas muito mais eficazes para tentar conter a diversificação do vírus", afirma Spilki.

CORONAVIRUS: Mutação pode ser 70% mais perigoso diz primeiro Ministro Britânico

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19.12.20


O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse neste sábado (19) que a nova mutação de coronavírus localizado no Reino Unido pode ser até 70% mais transmissível, segundo análise preliminar.
Não há evidências de que a variante provoque casos mais graves ou com maior índice de mortes. Entretanto, se confirmada por estudos científicos, a mutação não será a primeira a trazer vantagens para a transmissão do vírus (leia ao fim da reportagem).
Durante o pronunciamento neste sábado, Johnson afirmou que os planos para aliviar as restrições de circulação durante o Natal seriam cancelados como tentativa de frear a disseminação do vírus.
"Dadas as primeiras evidências que temos sobre esta nova variante do vírus, e o risco potencial que ela representa, é com o coração muito apertado que devo dizer que não podemos continuar com o Natal como planejado" - Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido.

Agora no nível 4 de restrições, os britânicos não poderão se reunir em locais fechados com pessoas que moram em casas diferentes. Para áreas abertas, reuniões só estarão liberadas por um dia.

Boris Johnson durante entrevista coletiva neste sábado (19) — Foto: Reprodução

De acordo com o líder médico da Inglaterra, Chris Whitty, "como resultado da rápida disseminação da nova variante, dados de modelagem preliminares e taxas de incidência em rápido aumento no sudeste", o país "agora considera que a nova cepa pode se espalhar mais rapidamente.”


Whitty também disse ter alertado a Organização Mundial da Saúde (OMS), e que continuam a "analisar os dados disponíveis para melhorar o entendimento" da nova cepa do vírus.


"Deixar de agir com decisão agora significará mais sofrimento. Devemos continuar nos perguntando 'estamos fazendo o suficiente, estamos agindo com rapidez suficiente?'", disse Jeremy Farrar, membro do Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências do governo (SAGE), em uma rede social.

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