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Governo concede registro para cubanos reintegrarem o Mais Médico

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18.5.20

Medida foi publicada hoje no Diário Oficial

 Repórter da Agência Brasil - Brasília
O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União de hoje (18) a lista de médicos cubanos que serão reincorporados ao programa Mais Médicos.

De acordo com a Portaria nº 31, por meio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde será concedido registro único para o exercício da medicina, no âmbito do projeto, aos médicos cubanos “reincorporados em 1ª chamada do Edital nº 9 de 26 de março de 2020”.

Para acessar a portaria com a lista dos médicos cubanos, bem como a localidade e a data em que as atividades serão iniciadas, clique aqui.

Em março, o Ministério da Saúde informou que 7.167 médicos já haviam se inscrito no edital do Mais Médico aberto para reforçar as equipes de saúde em função da epidemia do novo coronavírus (covid-19). A previsão anunciada foi de que até cinco chamadas seriam feitas, sendo que médicos cubanos poderão ser convocados após a 3ª chamada.

A pasta havia estimado um total de R$ 1,4 bilhão em investimentos, e que esses profissionais poderão atuar em mais de uma unidade de saúde, o que deverá ser organizado pelas respectivas secretarias de saúde.

Veja os números da pandemia da covid-19 no Brasil e no mundo aqui.

Cidades têm novos médicos, mas já notam desistências

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29.11.18


Os motivos das desistências ainda não foram confirmados

AE

Foto: Karina Zambrana /ASCOM/MS
Profissionais brasileiros inscritos no novo edital do programa Mais Médicos começaram nesta semana a ocupar as vagas deixadas pelos cubanos, mas desistências já preocupam os municípios. Na segunda-feira (26), 224 brasileiros se apresentaram às cidades onde irão trabalhar, segundo o Ministério da Saúde. Quer receber notícias diariamente? Curta a nossa página

A médica Carolina Serafim da Silva, de 27 anos, foi uma delas. Na terça-feira (27), começou a trabalhar em Votorantim (SP). Pelo menos 1.307 médicos cubanos que atuavam em 733 municípios - de um total de 8,3 mil profissionais da ilha - já deixaram o País, disse a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

"Encaro como uma oportunidade, pois penso em me especializar em Medicina da Família", diz ela, que terá cerca de 4 mil moradores sob seus cuidados. A jovem, que vivia de plantões, acredita que o programa vai garantir a ela mais estabilidade. Além da bolsa de R$ 11,8 mil, terá uma ajuda de custo de R$ 1,8 mil para gastos com aluguel.

Na terça, a professora Claudia Ferreira, de 47 anos, foi conhecer a novata e aproveitou para medir a pressão. "Espero que tenha o mesmo pique da doutora Liliana, a cubana que nos deixou. Com ela, o atendimento melhorou muito." Saiu animada. "Ela (Carolina) é simples como a gente, simpática. Acho que vai ser uma continuidade."

Segundo a Secretaria de Saúde de Votorantim, há ainda uma vaga aberta por uma brasileira que saiu do programa sem terminar o contrato. Antes de Cuba anunciar o rompimento, havia cerca de 2 mil vagas não preenchidas no País - de 18.240 postos do programa federal. 

O novo edital também tem atraído recém-formados. É o caso de Raphael Fittipaldi, que vai atuar em Ourinhos (SP). "Como sou da cidade, me coloquei à disposição para assumir de imediato a vaga", conta ele, que pegou o diploma no 1.º semestre e começou a trabalhar na terça. 

A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que já tem os nomes dos 78 profissionais inscritos para trabalhar na capital e eles vão se apresentar no dia 3. 

Desistências

Já em Cosmópolis (SP), de sete aprovados no novo edital, só três estão disponíveis. Três desistiram antes de "tomar posse", diz a prefeitura, e um não se apresentou. A reposição dos desistentes já foi pedida. Lá havia oito médicos cubanos - sete saíram. O outro fez o Revalida, exame de validação do diploma obtido no exterior, e foi aprovado. O jornal O Estado de S. Paulo tentou contato com os desistentes, mas eles não quiseram falar. 

A evasão preocupa gestores de Saúde. Se houver dificuldade em repor os cubanos, o ministério estuda deslocar profissionais que já atuam no programa para essas regiões. Em edital de novembro de 2017, o índice de desistência entre profissionais com registro havia sido de 20%. 

Em Contagem, Grande Belo Horizonte, a expectativa era receber cinco inscritos, mas dois desistiram. Os outros devem começar na semana que vem. Um posto em Nova Contagem, bairro pobre da cidade, só tinha um médico, cubano, e agora está sem nenhum. A prefeitura estima que 22 pacientes deixem de ser atendidos por dia no local. 

O Ministério da Saúde disse adotar medidas "para garantir a assistência". Balanço sobre o novo edital deve sair no dia 18. "Em caso de desistência, a vaga será disponibilizada numa possível segunda etapa."


Bolsonaro descarta Revalida para médicos formados no Brasil

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25.11.18


Possibilidade foi levantada pelo futuro ministro da Saúde
 Agência Brasil  Rio de Janeiro
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, descartou hoje (25) a possibilidade de submeter os médicos brasileiros ao Revalida – prova de avaliação e qualificação exigida para os profissionais formados fora do Brasil. Segundo ele, a hipótese não é considerada. Também criticou a prova realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aos recém-formados para que tenham o número da entidade.

"Eu sou contra o Revalida para os médicos brasileiros, senão vai desaguar na mesma situação que acontece na OAB. Não podemos formar jovens e depois submetê-los a ser boys de luxo em escritórios de advocacia", afirmou o presidente eleito.

 O presidente eleito, Jair Bolsonaro  (PSL), participa da comemoração do 73 aniversário da Brigada de Infantaria Pára-quedista,  na Vila Militar em Deodoro. 
O presidente eleito, Jair Bolsonaro - Fernando Frazão/Agência Brasil
A afirmação de Bolsonaro ocorreu depois de ele participar de almoço na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, no Rio de Janeiro, para participar do 10º Encontro do Calção Preto, que reúne antigos e atuais comandantes, professores e monitores da escola.

Histórico

Em entrevista ao jornal O Globo, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, confirmado para o Ministério da Saúde, defendeu a aplicação do exame Revalida para os médicos brasileiros, nos moldes do que ocorre com os profissionais da OAB. Segundo ele, seria um bom exemplo uma recertificação após cinco anos da formatura.

Para Mandetta, o sistema que observa a atuação médica dos profissionais que trabalham no Brasil é “um dos modelos de fiscalização do exercício profissional mais frágeis do mundo”.

Indicações

No Rio, Bolsonaro reafirmou a disposição de concluir a montagem de sua equipe ministerial até a próxima semana. Ele disse que negocia com as bancadas e não com os partidos. São aguardadas definições para os ministérios do Meio Ambiente, da Cultura, do Esporte, dos Direitos Humanos, Minorias e Mulheres.  

"Estamos escolhendo o melhor, conversando com as bancadas e não com os partidos, de forma independente, e isenta. Que sejam [pessoas] honestas e pensem no Brasil e não na agremiação partidária."

Votações

Bolsonaro reiterou a importância de o Congresso Nacional votar temas de relevância. Segundo ele, o empenho não é para o presidente da República ou o Parlamento, mas para o país.

"[As votações] são para o país e aí vai da consciência de cada um. Eu decidi, há quatro anos, quando iniciei a minha campanha, fazer uma política diferente. Se vai dar certo, espero que sim. A mesma é que daria errado."

Jogo

Mesmo fã de futebol, o presidente eleito resolveu desistir de assistir ao jogo do  Palmeira com o Vasco, hoje no São Januário. Ele disse ter sido desaconselhado a ir ao estádio. "Vou ver em casa mesmo e torcer pelo empate."

Bolsonaro também afirmou que segue as orientações médicas à risca, embora tenha reconhecido que ficou aborrecido com o adiamento da cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia para 20 de janeiro de 2019.

O presidente eleito disse que pretende ir a Brasília na próxima terça-feira (27) e retornar no dia 28 para o Rio de Janeiro.

GRATIDÃO: Em clima de despedida, Médica Cubana é homenageada pelo Prefeito de Umbuzeiro, na Paraíba

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22.11.18


O Prefeito Nivaldo Araújo, da cidade de Umbuzeiro, na Paraíba, realizou um evento junto com a equipe para homenagear e despedir da médica cubana Dra. Arletys pelos serviços prestados aquele município paraibano que fica divisa com o Estado de Pernambuco. Segundo o Gestor: "Agradeci a ela o carinho e a atenção com que tratou os umbuzeirenses, e lhe pedi desculpas em nome de meu país que não aprendeu retribuir o amor humano dispensado ao próximo. Boa sorte, Doutora. Muito obrigado". Disse o gestor em sua rede social. 
A despedida aconteceu na última terça feira dia (20).
A declaração do Gestor têm sido aprovada pelos moradores que foram atendidos pelos médicos cubanos nas unidades de saúde de Umbuzeiro. Em outra postagem no Facebook, o Prefeito Nivaldo fortalece a gratidão aos cubanos pelos serviços prestados: 
"Dr. Maikel Dubergel Sanchez e Dra. Arletys Pérez Matamoros, cubanos mais brasileiros do que muitos que aqui nasceram, recebam os agradecimentos e o reconhecimento do povo umbuzeirense pelo Humaníssimo cuidado com a saúde e com a vida desta nossa gente. Serão sempre lembrados como dois anjos cuidadosos em nosso município".Disse o Gestor.
A história do Mais médico no Brasil

O Mais Médicos é um programa lançado em 8 de julho de 2013 pelo Governo Dilma, cujo objetivo é suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil. O programa levou 15 mil médicos para as áreas onde faltam profissionais.O formato da "importação" de médicos de outros países foi alvo de duras críticas de associações representativas da categoria, sociedade civil, estudantes da área da saúde e inclusive do Ministério Público do Trabalho.
 Em 14 de novembro de 2018, Cuba anunciou, por meio de uma nota divulgada pelo Ministério de Saúde local, a saída do programa Mais Médicos. Segundo o governo cubano, a retirada ocorreu devido ao anúncio, feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, de alterações que seriam realizadas nos termos de cooperação. Tais alterações incluíram o pagamento direto aos profissionais médicos disponibilizados por Cuba (e não por meio da Organização Pan-Americana de Saúde), liberdade e permissão para residir com sua família no Brasil e exigência da revalidação de diplomas no Brasil.

Com a retirada, cerca 8.556 médicos cubanos deixarão o programa

O Mais Médicos foi questionado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) chamando ao questionamento da Ética uma vez que trata o assunto da assistência de base, que é próprio da Enfermagem e não do Médico, num mandado de segurança que esteve sob a relatoria do ministro do STF Marco Aurélio Mello. Além disso, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que vai pedir que o Ministério Público do Trabalho faça o acompanhamento do programa e dos profissionais que serão contratados pelo governo brasileiro quanto ao cumprimento da legislação. Ele também defende a realização do Revalida pelos médicos estrangeiros. O presidente do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves criticou a Presidente Dilma Rousseff por ter vetado a emenda da oposição que estabelecia carreira específica para os profissionais do programa, através de concurso público, garantindo a eles progressão, e assegurando que os benefícios do programa fossem garantidos à população por longo prazo.


REVOLTA: Fim de parceria com Cuba irrita prefeitos; crise com Mais Médicos é a mais grave até agora

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15.11.18


A ordem de Cuba para que seus médicos deixem de atuar no Brasil ampliou o número de arestas a serem aparadas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) –já sob profunda desconfiança do Congresso. A crise com os cubanos tem potencial para afetar a relação do presidente eleito com os municípios. Jonas Donizette (PSB-SP), presidente da Frente Nacional de Prefeitos, dá o tom: diz que o Mais Médicos nasceu de demanda da entidade e que “questão ideológica não pode contaminar o serviço público”.

“Foi uma luta nossa, da Frente. O programa pode não ser perfeito, mas ajudou. O presidente eleito, o próximo ministro da Saúde, eles têm que ter uma solução. Não dá para acabar sem ter algo que dê suporte”, diz Donizette, prefeito de Campinas (SP).Algumas prefeituras receberam a informação de que Cuba orientou seus profissionais a suspenderem os atendimentos já nesta quarta (14).

Prefeitos pretendem sugerir ao presidente eleito que, se for impossível reaver o pacto com Cuba, o governo faça um chamado a brasileiros formados no exterior para atuar no país sem revalidar o diploma.

Diferença entre o discurso fácil de campanha e a responsabilidade pelos atos de governo. 


Pelo jeito, será a duras penas que o presidente eleito Jair Bolsonaro aprenderá a diferença entre o discurso fácil de campanha e a responsabilidade pelos atos de governo. Depois da confusão sobre a transferência da embaixada brasileira em Israel, que colocou em risco nosso pujante comércio com os países árabes, e outros vaivéns, o episódio que levará à retirada de quase nove mil médicos cubanos do país é, sem dúvida, a mais grave consequência de sua incontinência verbal.

Grave porque, acima e além de qualquer ideologia ou troca de desaforos internacionais, está a retirada do atendimento médico a milhões de brasileiros que vivem nas periferias das grandes cidades e nos grotões do interior.

Os médicos cubanos não vieram parar aqui por acaso, nem por uma irresistível afinidade ideológica com o governo do PT. Aqui chegaram para preencher vagas nas unidades básicas de saúde que os médicos brasileiros não quiseram ocupar. É bom lembrar: o primeiro ato do programa Mais Médicos foi oferecer esses empregos a médicos brasileiros. Poucos se interessaram, e déficit na relação medico-pacientes no Brasil continuou enorme até a chegada dos cubanos. Ainda é grande, mas se você fizer uma pesquisa junto aos pacientes da periferia verá que eles preferem ter os médicos cubanos do que médico algum.


A decisão de Cuba, provocada pelas palavras do novo presidente brasileiro e pelas exigências anunciadas pelo novo governo, deve representar, de quebra, o fim do Mais Médicos. Os brasileiros não vão preencher essas vagas. Outros estrangeiros serão desencorajados pela necessidade de fazer o Revalida, principal obstáculo ao exercício da medicina aqui por médicos formados no exterior.


Blog Magno Martins


CAOS: Pequenas cidades do Nordeste temem “apagão médico”

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Em municípios da região, médicos cubanos chegam a ser 80% dos profissionais

João Pedro Pitombo e João Valadares – Folha de S.Paulo

Encravada no sertão da Bahia, Uauá (a 428 km de Salvador) é conhecida pela carne de bode na brasa, pelo doce de umbu e pelo sotaque castelhano que ecoa em suas unidades básicas de saúde —dos 10 médicos que atendem na cidade, 8 são cubanos.

Com dez postos de saúde e cobertura a 100% de seus 27 mil habitantes, a cidade teme sofrer uma espécie de "apagão médico" com o encerramento do contrato com Cuba no programa Mais Médicos.

A situação deve se repetir em outras cidades do Nordeste, região que recebeu grande parte dos cerca de 8.500 médicos cubanos do programa.

Por ficarem em regiões isoladas e distantes dos grandes centros, os municípios têm dificuldades de contratar médicos brasileiros.

Somente na Bahia, há 846 médicos cubanos atuando em 313 municípios, o que equivale a 20% dos médicos que atuam na atenção básica. A saída deles fará com que a cobertura de atenção básica no estado caia de 63% para 43%.

"Voltaremos para um patamar de oito anos atrás. São quase 3 milhões de baianos que ficarão sem médico", afirma Cristiano Soster, diretor de atenção básica da Secretaria de Saúde da Bahia.

Em Uauá, onde 44% da população vive na zona urbana e só 7% possui emprego formal, a maioria dos médicos atuam em áreas rurais isoladas. Os moradores dependem do atendimento de médicas como Maria Los Angeles, 46, que vive na cidade desde 2013.

Ela afirma que há poucos dias recebeu uma carta informando que o contrato seria encerrado e que retornaria para Cuba. Ela diz temer pelos seus pacientes, em sua maioria pequenos agricultores.

"Há pessoas que têm doenças crônicas como diabetes, hipertensão e precisam de atendimento continuado. Não dá para parar", afirma.

Ela refuta os argumentos do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), de que eles estariam fazendo trabalho escravo. Ela diz que o dinheiro que recebe é suficiente para se manter no Brasil e ajudar a mãe e a filha em Cuba: "Para a gente, vale a pena", diz.

A médica Virgínia Trejo, 49, que atende na cidade de Dias D'Ávila (a 55 km de Salvador) também lamenta o fim do contrato e os questionamentos feitos sobre a formação dos médicos cubanos.

"A gente salvou muita vida aqui", afirma a médica, que atua há 25 anos na profissão, sendo os últimos quatro deles no Brasil. Por outro lado, Virgínia afirma que está feliz pela possibilidade de voltar para perto da família.

Já o médico Younier Rivera, 34, fará o caminho inverso. Ele atende há cinco anos em Águas Belas (a 303 km do Recife), cidade de 43 mil habitantes em que dos 12 médicos, 9 são cubanos —75% do total.

Com uma rotina que começa às 7h e se encerra somente no fim do dia, ele chega a atender 35 pacientes diariamente na zona rural da cidade.

"A aceitação do nosso trabalho é muito grande. O povo ainda não está acreditando no que aconteceu. Querem fazer um abaixo-assinado para a gente continuar", diz.

Ele é casado com uma brasileira, tem uma filha de dois anos e ainda tinha mais um ano de contrato com o programa Mais Médicos.

Agora, ele afirma que voltará para Cuba para resolver pendências e planeja voltar ao Brasil para viver junto de sua família. "Mas volto desempregado", lamenta.

No interior de Pernambuco desde 2013, um médico cubano de 36 anos, que pediu para não ser identificado, diz que o fim do programa é uma das páginas mais tristes da história do Brasil. Segundo ele, em conversas com outros médicos cubanos, a preocupação com o futuro do programa, que já era grande, cresceu com a eleição de Bolsonaro.

O profissional observa que o Mais Médicos deixou vínculos importantes na relação com os pacientes. Segundo ele, os médicos criaram um vínculo muito forte com a população atendida, que ele vê como uma população necessitada.

Outro médico que também integra o programa disse que ainda não sabe o que vai fazer, por ter sido pego de surpresa. Após ter criado uma vida nova no Brasil, não sabe como será o futuro e o que irá fazer.

No estado de Pernambuco, há mil vagas do programa Mais Médicos. Metade delas é preenchida por profissionais cubanos. Grande parte dos médicos atua no interior. Muitos deles renovaram o contrato com o programa no início deste ano.

Fora da região Nordeste, a saída dos médicos cubanos do programa terá maior impacto em áreas indígenas e nas periferias de grandes cidades, sobretudo em regiões conflagradas, onde muitas vezes os cubanos são os únicos que se colocam à disposição para atender a população.

No estado do Rio, dos cerca de 600 profissionais do Mais Médicos, 224 são cubanos. Eles atendem em 48 municípios, incluindo áreas de risco na capital, como favelas dominadas por grupos armados.

Os médicos atendem em clínicas da família ou postos de saúde nos municípios. A expectativa é que 672.000 pessoas podem ser afetadas pela medida no estado do Rio.

Bolsonaro foi ao STF em 2013 para pedir suspensão do programa Mais Médicos

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O programa Mais Médicos tem 18.240 profissionais - sendo 11 mil cubanos, segundo o governo do país caribenho - em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras

Por: AE
Foto: Reprodução / GETTY IMAGES
Quando deputado federal e ainda pertencia ao PP-RJ, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da medida provisória (MP) editada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) que criou o programa Mais Médicos. Bolsonaro chegou a pedir que fosse concedida uma liminar para suspender a medida provisória. 

O governo cubano informou nesta quarta-feira (14) que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito, que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto. 

O programa Mais Médicos tem 18.240 profissionais - sendo 11 mil cubanos, segundo o governo do país caribenho - em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras.

Na ação, protocolada em julho de 2013, o parlamentar fez uma série de críticas à MP. Ele já contestava a não exigente da revalidação do diploma para que um estrangeiro exerça a profissão no Brasil.

Na época, o então deputado argumentava que o programa é complexo e deveria ter sido amplamente discutido com os profissionais de saúde. 

Bolsonaro também criticava a proposta ao afirmar que tratou apenas do trabalho dos médicos, desconsiderando que o atendimento a pacientes envolve profissionais de diferentes áreas da saúde. 

Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma" além de ter imposto "como via única a contratação individual". 

"Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo cubano.

Cuba sai do programa Mais Médicos no Brasil após declarações de Bolsonaro

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País solicitou o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil. Presidente eleito, Bolsonaro comentou a situação em seu twitter

Por: AE
Foto: Reprodução
O governo cubano informou nesta quarta-feira (14) que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

"Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado.

Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma" além de ter imposto "como via única a contratação individual". 

O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados.

"Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. 

"As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde.

De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo.

Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. 

Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Com agências internacionais.

Resposta

Em seu Twitter, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que Cuba não aceitou as novas propostas oferecidas para o programa. 


Jair M. Bolsonaro
@jairbolsonaro
 Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.

Paraíba: Umbuzeiro e Aroeiras mais 62 Municípios podem solicitar novas vagas no Mais Médico

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20.1.15

Na PB, 64 municípios podem solicitar novas vagas no 'Mais Médicos'
Inscrições para municípios e médicos estão abertas.
Edital visa garantir atendimento em cidades mais vulneráveis.
Do G1 PB

O novo edital do programa Mais Médicos prevê que 64 municípios da Paraíba podem solicitar novas vagas este ano. Municípios e médicos deverão aderir ao novo edital até os dias 28 e 29 de janeiro, respectivamente. O Ministério da Saúde pretende expandir o programa para assegurar profissionais em municípios com dificuldade de atendimento na Atenção Básica.
Campina Grande e João Pessoa estão na lista dos municípios que podem aderir ao programa em 2015. Confira aqui a lista completa.

saiba mais
Sisu começa a receber inscrições para instituições de ensino na Paraíba
Sine de João Pessoa oferece quase 900 oportunidades de emprego
A seleção, aberta na sexta-feira (16), abrange 424 cidades que ainda não participam do Mais Médicos. “A ampliação do Mais Médicos dá nova oportunidade a esses municípios que, por algum motivo, não puderam aderir ao programa”, ressaltou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Estão na lista os municípios paraibanos de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Arara, Areia de Baraúnas, Aroeiras, Barra de São Miguel, Bayeux, Belém, Boa Ventura, Bom Jesus, Bom Sucesso, Bonito de Santa Fé, Brejo do Cruz, Caaporã, Cabedelo, Cachoeira dos Índios, Cacimba de Dentro, Cacimbas, Caiçara, Camalaú, Campina Grande, Casserengue, Conde, Coremas, Cuité, Curral de Cima, Damião, Esperança, Fagundes, Guarabira, Gurinhém, Ingá, Itaporanga, Itapororoca, Jericó, João Pessoa, Juazeirinho, Lagoa de Dentro, Lagoa Seca, Livramento, Malta, Mamanguape, Nova Floresta, Picuí, Pilar, Pitimbu, Pocinhos, Princesa Isabel, Puxinanã, Riacho dos Cavalos, Salgadinho, Salgado de São Félix, Santa Rita, Santana dos Garrotes, São Bento, São João do Rio do Peixe, São José da Lagoa Tapada, São Miguel de Taipu, Serra Branca, Serra da Raiz, Solânea, Sumé, Uiraúna e Umbuzeiro.
Os médicos brasileiros continuam tendo prioridade na seleção. Agora, ao invés de uma, eles terão três oportunidades para escolher o município em que irão atuar. Na inscrição, cada profissional definirá até quatro cidades de diferentes perfis, conforme a sua prioridade. Os candidatos concorrem somente com aqueles que optarem pelos mesmos municípios e, quem não conseguir alocação, terá acesso às vagas remanescentes.

Blog Casinhas Agreste 
www.casinhasagreste.com.br


  Com Edmilson Arruda

Casinhas fora da lista:Médicos chegam a Municípios de Pernambuco

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4.11.13

Médicos estrangeiros chegam nesta segunda (4) a cidades de Pernambuco
Profissionais são integrantes do 'Mais Médicos' do Governo Federal.
Eles atuarão como médicos da família nos Postos de Saúde da Família.
Do G1 Caruaru

151 médicos estrangeiros, 95% deles cubanos, devem chegar nesta segunda-feira (4) a 56 municípios de Pernambuco. Os profissionais são integrantes do Programa Mais Médicos do Governo Federal e trabalharão na atenção básica. Os médicos serão encaminhados aos Postos de Saúde da Família (PSF's) dos municípios. Pernambuco já conta com 98 médicos integrantes do programa trabalhando no estado.
As cidades que vão receber os profissionais são: Abreu e Lima (3), Afogados da Ingazeira (2)
Afrânio (1), Agrestina (2), Águas Belas (2), Altinho (2), Barra de Guabiraba (1), Belém de
São Francisco (2), Bodocó (2), Bom Conselho (1), Brejo da Madre de Deus (2), Buíque (3), Cabo de Santo Agostinho (2), Cabrobó (2), Caetés (2), Calumbi (1), Camocim de São Félix (2), Capoeiras (1), Carnaíba (1), Caruaru (7), Catende (2), Condado (1), Cumaru (1), Exu (2), Feira Nova (1), Flores (2), Floresta (2), Goiana (3), Ibimirim (1), Igarassu (4), Ipojuca (1), Itambé (1), Jaboatão dos Guararapes (13), Lagoa Grande (1), Macaparana (2), Moreno (2), Olinda (1), Ouricuri (3), Palmares (3), Panelas (2), Paudalho (1), Paulista (7), Pesqueira (3), Petrolina (6), Quipapá (2), Recife (21), Santa Cruz do capibaribe (1), Santa Maria da Boa Vista (2), São Bento do Una (3), São Caetano (2), São José do Belmonte (2), São José do Egito (2), São Vicente Ferrer (1), Tabira (2), Tacaratu (2) e Vitória de Santo Antão (5).
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, os profissionais passaram por quatro semanas de treinamento, tendo aulas de Português, Legislação Sanitária Brasileira e sobre o funcionamento da rede de saúde no estado. Os médicos são integrantes da segunda fase do programa e devem começar a atuar de acordo com o cronograma elaborado pelas secretarias de Saúde dos municípios.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério, durante esta semana os profissionais devem conhecer os locais de trabalho, a logística de deslocamento e a rotina dentro da Secretaria de Saúde do município.
Os médicos ligados ao programa trabalham 40 horas semanais como médicos de saúde da família nas unidades de saúde municipais e recebem uma bolsa no valor de R$ 10 mil.

Casinhas Agreste
www.casinhasagreste.com.br

FESTA DO TAPUIA 2022

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