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Polícia prende em Campina Grande líder de facção criminosa do Maranhão

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23.7.19

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos e da Unidade de Inteligência prenderam nesta sexta (19/07), em Campina Grande, um líder de uma facção criminosa no estado do Maranhão.

Além dele, os PCs também prenderam a mulher dele e outro homem.
As prisões ocorreram no Bairro Catolé.
Segundo comunicado do delegado Eduardo Almeida, a ação em Campina fez parte da “Operação Camboa”, desencadeada no Maranhão.


O líder preso trata-se de Victor Lucci Costa, o “vitão” que no momento da captura usava documentos falsos no nome de José Amaro da Silva Filho.
Os outros são a mulher dele (Rayze Kellem Gomes) e Napoleão Antônio dos Santos, parceiro do “vitão”.
Napoleão é de Pernambuco.
Conforme o delegado Eduardo Almeida, “foram apreendidos dois veículos de origem suspeita, além de mercadoria supostamente furtada no ‘importe’ 30.000 (trinta mil reais) e várias folhas de Carteiras de Identidade em branco, ou seja, apetrechos para falsificação documental”.
Contra “vitão” existiam dois mandados de prisão, um por tráfico de drogas e outro por ter fugido de um presídio no Maranhão em 2018.
De acordo com o delegado, eles “levavam uma vida de luxo em Campina Grande, residindo em imóveis de alto padrão, mesmo todos tendo afirmado que encontram-se desempregados e sem fonte de renda que justifique tal padrão”.
Eduardo acrescentou que em São Luís/MA, outras cinco pessoas foram presas.
(Por www.renatodiniz.com com informes da DRF/CG)

Preso o líder de facção um dos mais procurado de Pernambuco acusado de cometer 20 mortes

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18.7.19

Preso líder de facção suspeito de ter cometido ao menos 20 mortes
Tiago Mateus de Lima, de 19 anos, é um dos homicidas mais procurados do estado. Ele era procurado havia pelo menos três anos
 OP9

A polícia prendeu mais um líder da facção criminosa Trem-Bala, um dos braços do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Pernambuco. Tiago Mateus de Lima, 19 anos, conhecido como Tobias, era um dos homicidas mais procurados do estado. De acordo com os policiais, ele teria participação em pelo menos 20 assassinatos cometidos no Litoral Sul de Pernambuco. Dos crimes atribuídos a Tiago, ele assume 15. Ele também é alvo de cinco mandados de prisão em aberto decretados no curso de inquéritos instaurados pela Polícia Civil.

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“Essa facção vem se espalhando pelo Nordeste. Ele era um braço forte atuando nas imediações de Ipojuca, Porto de Galinhas e Nossa Senhora do Ó”, afirma um dos agentes que participou da prisão. Tiago foi preso quando se deslocava em um carro de aplicativo no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife.

Com ele, a polícia apreendeu uma pistola .40 carregada pertencente à Polícia Civil, uma pequena quantidade de maconha e uma balança de precisão. No veículo estavam também o motorista e uma adolescente de 14 anos. Todos foram encaminhados à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), na área central do Recife.

Tiago já era procurado havia pelo menos três anos, desde que foi resgatado por criminosos, em maio de 2016, quando estava sendo levado de uma audiência em Ipojuca para a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Na ocasião, cinco homens armados abordaram a viatura policial na rodovia PE-60, no Cabo, e conseguiram levá-lo.


6º dia, Fortaleza registra mais ataques criminosos durante a madrugada

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8.1.19


Uma criança de 5 anos morreu após ser baleada na noite de ontem (7), em Eusébio, cidade da região metropolitana de Fortaleza e pelo menos quatro veículos foram queimados
Loja de revenda de motocicletas foi atacada por criminosos no bairro Couto Fernandes, em Fortaleza. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Do op9

Pelo menos quatro ônibus foram incendiados durante a madrugada desta terça-feira (8) na região metropolitana de Fortaleza. É o sexto dia consecutivo da onda de violência que atinge o Ceará. Dois desses ataques ocorreram contra coletivos que faziam linhas de transporte da madrugada em bairros de Messejana, em Fortaleza. Outra ocorrência foi notificada no município de Aracati, região metropolitana, onde bandidos atearam fogo em um ônibus da prefeitura, que estava estacionado na rodoviária da cidade. Também foi registrado incêndio em um micro-ônibus que transportava passageiros em Maranguape, outro município da região metropolitana.
As empresas de transporte público que operam na Grande Fortaleza chegaram a tirar os veículos de circulação durante a madrugada, mas o transporte foi retomado no início da manhã. Além dos ataques contra o transporte público, a imprensa local informa que um carro de uma autoescola foi queimado com dois ocupantes dentro do veículo, no Conjunto São Cristóvão, no Bairro Jangurussu, em Fortaleza. Ambos ficaram feridos, mas sem risco de morte. Não há outros detalhes sobre o estado de saúde dos dois ocupantes.

Uma criança de 5 anos morreu após ser baleada na noite de ontem (7), em Eusébio, cidade da região metropolitana de Fortaleza. Um jovem de 15 anos também foi atingido e segue internado. Não há informações sobre a motivação do crime nem se teria alguma relação com os ataques que vêm ocorrendo no estado. Criminosos também tentaram explodir a Ponte dos Tapebas, localizada na BR-222, no município de Caucaia, na região metropolitana, por volta das 2h. A explosão danificou parte do piso da ponte, fazendo um buraco no local.

Com mais esses ataques, subiu para 160 o número de ocorrências notificadas contra veículos, prédios públicos e comércios desde o início da crise na segurança pública do estado, na semana passada. Os crimes são atribuídos a facções criminosas que atuam no Ceará, como o Comando Vermelho (CV) e os Guardiões do Estado (GDE), após o anúncio do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, do endurecimento de regras no sistema prisional do estado.

Os ataques dessa madrugada ocorreram também poucas horas depois do Ministério da Justiça e Segurança Pública ter anunciado o envio de um efetivo extra de agentes da Força Nacional de Segurança para o estado, que vão se somar aos 330 homens que já haviam chegado na região no último sábado (5).

Apoio dos estados
O governo da Bahia enviou, no fim de semana, um efetivo de 100 policiais militares do estado para o Ceará, para ajudar no enfrentamento da crise. Outros três estados também enviarão agentes para reforçar a segurança no território cearense. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, são 43 policiais militares e agentes de inteligência do Piauí, de Pernambuco e Santa Catarina.

Prisões
Segundo o balanço mais recente, pelo menos 148 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nos ataques. O clima na capital cearense é de uma certa apreensão e de grandes dificuldades para população, especialmente no transporte público.

Os ônibus da capital circularam nessa segunda-feira, durante o dia, com escolta policial, mas a frota disponibilizada foi 30% menor do que o normal, o que prejudicou a chegada ao trabalho para milhares de pessoas.

Além disso, a cidade sofre com problemas na coleta de lixo, que se acumula nas ruas e principais avenidas da capital. Com os ataques, as empresas que atuam na limpeza também reduziram a circulação de caminhões que recolhem os resíduos na cidade.

Criminosos atacam estação ambiental, rádio e Câmara dos Vereadores no 6º dia de violência no Ceará

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7.1.19

Desde quarta-feira, pelo menos 120 ataques ocorreram no Ceará. Membros de facções criminosas que estão presos no Ceará serão transferidos para presídios federais.
Por G1 CE

Bandidos realizam ataques no Ceará pela 5ª noite seguida


Criminosos voltaram a cometer ataques no Ceará no sexto dia seguido de uma onda de violência que atinge o estado desde quarta-feira (2). Bandidos incendiaram uma ambulância em Reriutaba, uma loja de móveis em Fortaleza e atacaram uma rádio e a Câmara dos Vereadores da cidade de Icó, na madrugada desta segunda-feira (7). Em todo estado, são pelo menos 120 ações criminosas desde o início da onda de violência. A Força Nacional chegou ao estado na sexta-feira e começou a atuar nas ruas na noite de sábado (5).

Ataques no Ceará: o que se sabe e o que falta saber
Em resposta aos crimes, o Governo do Ceará informou que transferiu um dos chefes de uma facção criminosa do Ceará para um presídio federal. Outros 19 detentos também devem ser levados para outras unidades prisionais nos próximos dias. (veja a lista dos ataques abaixo)

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 110 pessoas suspeitas de participação nos crimes foram capturadas, e dois homens morreram em confronto com policiais. Pelo menos 60 prisões ocorreram após a chegada de tropas da Força Nacional ao Ceará.

O Governo Federal ofereceu 60 vagas em presídios federais para receber integrantes de facções criminosas que atuam no estado do Ceará. Atualmente, algumas unidades prisionais do estado têm presos separados de acordo com os grupos criminosos que participam.

Motivação
A Secretaria da Segurança e Defesa Social do Ceará não se pronunciou oficialmente sobre o motivo dos ataques no estado.

A sequência de ataques ocorreu após a fala do novo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, que prometeu fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios, segundo o governo. Desde o início da onda de crimes, agentes penitenciários apreenderam 407 celulares em presídios de onde foram ordenados os crimes. Em uma das ações, os presos fizeram um motim.


O presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, afirmou que os atentados são uma represália a essa fala do novo secretário de Administração Penitenciária.

De acordo com uma fonte do Serviço de Inteligência da Secretaria da Segurança ouvida pelo G1, membros de duas facções rivais fizeram um "pacto de união", com o objetivo de "concentrar as forças contra o Estado". Em pixações em prédios públicos de Fortaleza, criminosos escreveram que "não vão parar até o secretário sair". "Fora Mauro Albuquerque", diz a mensagem.

Ceará registra ataques após atuação da Força Nacional

Ataques na madrugada
Os criminosos incendiaram, na madrugada desta uma embarcação do Corpo de Bombeiros foi destruída em um incêndio na Barra do Ceará, na capital, porém os bombeiros não confirmaram se o caso está relacionando à onda de ataques no Estado.

A estação ambiental incendiada fica localizada na Praia de Requenguela, no município de Icapuí. O incêndio no local teve início por volta das 23h. De acordo com a Polícia Militar, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para conter as chamas. Na estação ambiental atingida eram desenvolvidos projetos sociais que incentivavam a economia sustentável por meio da produção local de produtos com matéria-prima da região.

Em Fortaleza, por volta de 1h desta segunda-feira (7), o alvo foi uma oficina mecânica que presta serviços para a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia. Dois veículos foram destruídos pelas chamas. O fogo foi contido pelo proprietário do local com a ajuda de vizinhos.


Celulares nos presídios
De acordo com o secretário Mauro Albuquerque, o controle da entrada de celulares será "uma das medidas" adotadas na gestão dele como secretário de Administração Penitenciária, cargo criado no segundo mandato do governador do Ceará, Camilo Santana, em 1º de janeiro deste ano. "É uma das medidas, mas não a única. Investir nos equipamentos que impeçam a entrada de objetos é um trabalho mais importante e que vamos aprimorar aqui", afirmo Mauro.

"O crime hoje está organizado nacionalmente, para além das divisas. Então não adianta uma unidade possuir o bloqueio [de sinal de celular] e as demais, não. Iniciativas como o Sistema Único de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário são importantes para essa nacionalização das medidas", disse.

Reforço policial
Força Nacional começa a atuar nas ruas de Fortaleza — Foto: Camila Lima/SVM Força Nacional começa a atuar nas ruas de Fortaleza — Foto: Camila Lima/SVM
Força Nacional começa a atuar nas ruas de Fortaleza — Foto: Camila Lima/SVM

Desde a quinta-feira, as equipes de segurança do Ceará receberam vários reforços: 300 membros da Força Nacional, 100 policiais militares da Bahia e 50 policiais rodoviárias federais.

As equipes da Força Nacional atuam principalmente em blitze, já que a maior parte dos criminosos usam carros para ir aos locais do crime e em seguida para fugir, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará.

As equipes foram pelo menos 20 blitze simutâneas em "vias estratégicas" de Fortaleza e cidades da Região Metropolitana, que concentram cerca de 80% dos ataques no estado.


Já os policiais baianos que chegaram neste domingo ao Ceará para ajudar no combate ao crime atuam no interior do estado.


Após chegada da Força Nacional, Ceará tem terceira noite de ataques; veja

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5.1.19


A onda de violência no Ceará continuou pela terceira noite consecutiva. Da noite desta sexta-feira (4) para a madrugada deste sábado (5), os ataques feitos por criminosos em vários pontos da capital, Fortaleza, e também do interior, continuaram mesmo após a chegada de agentes da Força Nacional .

A onda de violência no Ceará continuou pela terceira noite consecutiva. Da noite desta sexta-feira (4) para a madrugada deste sábado (5), os ataques feitos por criminosos em vários pontos da capital, Fortaleza, e também do interior, continuaram mesmo após a chegada de agentes da Força Nacional .

Ao todo, desde o início do cenário de violência no Ceará , na última quarta-feira (2), já foram contabilizados mais de 60 ataques. Entre os crimes, estão veículos de transporte público, carros particulares e de concessionárias queimados; prédios públicos e privados atacados e até a explosão de uma bomba em Caucaia.

Na madrugada de hoje (5), moradores relataram mais carros queimados, tanto no estacionamento de um shopping em Fortaleza, localizado a Avenida Bezerra de Menezes, quanto em um concessionária do bairro Mucuripe. Confira as imagens:








                                           No Twitter, a população do estado também comenta a onda de violência .

Com os atentados, serviços públicos foram afetados na capital e região.  A frota de ônibus de Fortaleza foi reduzida e circulam apenas 41 veículos neste sábado (5), todos três com policiais armados dentro.  A medida foi anunciada pelo sindicato da categoria e vale até a meia-noite (1h do sábado de Brasília).

As vans da Cooperativa dos Transportes Autônomos de Passageiros do Estado do Ceará (Cootraps), que fazem transporte alternativo da cidade, deixaram de funcionar.

Força Nacional tenta conter onda de violência no Ceará


Na noite de quinta-feira (3), o recém-empossado ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro , determinou que a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) tomem as providências necessárias para auxiliar o Ceará no combate à violência. Nesta sexta (4), autorizou o envio da Força Nacional .

Cerca de 300 homens e 30 viaturas dachegaram ontem (4) ao estado, onde atuarão por 30 dias em ações de segurança. Caso necessário, o prazo pode ser prorrogado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 50 pessoas já foram presas ou apreendidas por envolvimento nas ações de violência no Ceará. O presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, crê que os atentados  sejam uma  represália à fala do novo secretário de Administração Penitenciária (SAP) , Luís Mauro Albuquerque, que foi nomeado para o cargo neste ano. Ele disse que “o Estado não deve reconhecer facção” em presídio e afirmou que fará fiscalização rigorosa para evitar a entrada de celular nas unidades prisionais.


Caso Marielle: testemunha envolve vereador e miliciano em assassinato

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8.5.18


Reportagem afirma que vereador Marcello Siciliano (PHS) e ex-policial militar que está preso queriam morte da vereadora. Procurado pelo jornal, Siciliano disse que não conhece o PM e que a notícia é 'mentirosa'.
Por G1 Rio

Testemunha envolve vereador no assassinato de Marielle, diz jornal
Uma testemunha contou à polícia, segundo informações obtidas pelo jornal O Globo, que o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo queriam a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL).

Procurado pelo jornal, o vereador disse que não conhece o PM – condenado e preso por chefiar uma milícia – e afirmou que a acusação da testemunha é "mentirosa". Siciliano prestou depoimento à Divisão de Homicídios sobre o assassinato de Marielle, no início de abril, na condição de testemunha. O vereador considerou a acusação uma "covardia" (Leia a nota completa no fim desta reportagem).

A motivação do crime, de acordo com o depoimento, foi o avanço de ações comunitárias de Marielle em áreas de interesse da milícia na Zona Oeste.

A vereadora foi executada com quatro tiros na cabeça na noite de 14 de março. Na ação, o motorista Anderson Gomes também foi atingido e morreu e uma assessora foi ferida por estilhaços.

Marielle Franco em seu gabinete (Foto: Rodrigo Chadí/Fotoarena/Estadão Conteúdo/Arquivo) Marielle Franco em seu gabinete (Foto: Rodrigo Chadí/Fotoarena/Estadão Conteúdo/Arquivo)
Marielle Franco em seu gabinete (Foto: Rodrigo Chadí/Fotoarena/Estadão Conteúdo/Arquivo)
De acordo com O Globo, a testemunha diz que foi forçada a trabalhar para Orlando e deu detalhes de como a execução foi planejada e diz que participou de reuniões. As conversas entre Orlando e Siciliano teriam começado em junho do ano passado.

"Eu estava numa mesa, a uma distância de pouco mais de um metro dos dois. Eles estavam sentados numa mesa ao lado. O vereador falou alto: “Tem que ver a situação da Marielle. A mulher está me atrapalhando”. Depois, bateu forte com a mão na mesa e gritou: “Marielle, piranha do Freixo”. Depois, olhando para o ex-PM, disse: 'Precisamos resolver isso logo'", afirmou a testemunha, segundo O Globo.

Marielle foi assessora do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) durante a CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A reportagem cita ainda que a testemunha concedeu três depoimentos à Divisão de Homicídios. Deu informações à polícia sobre datas, horários e reuniões entre Siciliano e o ex-PM, que atualmente está em Bangu 9, no Complexo Pentenciário de Gericinó, na Zona Oeste. Também teria fornecido nomes de quatro homens escolhidos para o assassinato, agora investigados pela polícia.

Ainda segundo a publicação, a testemunha contou que, um mês antes do atentado contra Marielle, o ex-PM deu a ordem para o crime de dentro da cela de Bangu 9.

O relato informa que Orlando, primeiro, mandou que homens de sua confiança providenciassem a clonagem de um carro, o Cobalt prata, e que o veículo foi visto circulando próximo da comunidade da Merk, na Zona Oeste, controlada pelo ex-PM.

A testemunha afirmou também que um homem identificado como Thiago Macaco foi encarregado de fazer o levantamento dos hábitos da vereadora: onde ela costumava ir, o local que frequentava e todos os trajetos que Marielle usava ao sair da Câmara de Vereadores.

O depoimento também cita que o ex-PM é "dono" da comunidade Vila Sapê, em Curicica, também na Zona Oeste, que trava uma guerra com os traficantes da Cidade de Deus. Segundo a testemunha, a vereadora passou a apoiar os moradores da Cidade de Deus e comprou briga com o ex-PM e o vereador, que tem uma parte do seu reduto eleitoral na região.

"Ela peitava o miliciano e o vereador. Os dois [o miliciano e Marielle] chegaram a travar uma briga por meio de associações de moradores da Cidade de Deus e da Vila Sapê. Ela tinha bastante personalidade. Peitava mesmo", revelou a testemunha, de acordo com o jornal.

Em nota, o vereador Marcelo Siciliano (PHS), negou qualquer envolvimento com o crime.

"Expresso aqui meu total repúdio a acusação de que eu queria a morte de Marielle Franco. Ela é totalmente falsa. Não conheço "Orlando da Curicica" e acho uma covardia tentarem me incriminar dessa forma. Marielle, além de colega de trabalho, era minha amiga. Tínhamos projetos de lei juntos. Essa acusação causa um sentimento de revolta por não ter qualquer fundamento. Eu, assim como muitos, já esperava que esse caso fosse elucidado o mais rápido possível. Agora, desejo ainda mais celeridade", explicou.

Vídeos da chacina no Ceará; há suspeita de briga entre facções criminosa, diz polícia

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27.1.18



Criminosos atiram em festa em Fortaleza. Local estava fechado, isolado com fitas, na manhã deste sábado. (Foto: Gioras Xerez)
Moradores da área onde ocorreu uma chacina com 14 mortos nesta madrugada, em Fortaleza, relatam que estão com medo de sair de casa "até para comprar pão". O G1 esteve no bairro na manhã deste sábado (27), horas após a matança, e conversou com moradores. Um motorista e um vendedor de cachorro-quente morreram. O filho do ambulante, de 12 anos, está ferido.
Veja mais:






Moradores de bairro onde houve chacina em Fortaleza relatam medo de sair de casa
Segundo a perícia, 14 corpos foram retirados do local de festa no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza. Outros feridos foram levados a hospitais.
Por Gioras Xerez, G1 CE

Criminosos dispararam tiros em uma festa no ''Forró do Gago'' por volta de 12h30 da madrugada e deixaram 14 mortos, na Rua Madre Teresa de Calcutá, no Bairro Cajazeiras. Moradores disseram que o alvo do grupo eram membros de uma facção rival. Sete pessoas feridas estão no Hospital Instituto Dr. José Frota e uma no Frotinha de Messejana.

"Eu estava em casa me preparando para sair com minhas bebidas para vender no local que aconteceu a chacina. Aí eles apareceram atirando. Matando quem aparecesse pela frente. Eu entrei em casa e os vi atirando no motorista do Uber. O passageiro correu e os criminosos atiraram nela, mas ela, graças a Deus, escapou", disse o comerciante ainda sem acreditar.

Há marcas de bala nas paredes das casas, no local da festa e nos veículos que estavam estacionados na via. Apesar da chuva, a calçada da casa de forró ainda estava coberta de sangue na manhã deste sábado.

O comerciante afirmou também que "por muita sorte" não morreu. Ele diz que frequenta a casa de show, mas nesta madrugada se atrasou. "Eu fui pegar algumas bebidas na casa de um colega aqui pertinho. Quando preparava o meu carrinho de bebidas para sair de casa chegaram os bandidos armados", disse.

Muros das residências as marcas dos tiros. População está com medo. (Foto: Gioras Xerez/G1 Ceará) Muros das residências as marcas dos tiros. População está com medo. (Foto: Gioras Xerez/G1 Ceará)
Muros das residências as marcas dos tiros. População está com medo. (Foto: Gioras Xerez/G1 Ceará)
Armamento pesado
Um morador ouvido pelo G1 afirmou também que todos estavam armados com pistolas e fuzis, usando coletes e balaclavas. Ainda segundo o morador, o tiroteio durou cerca de 40 minutos. "Parecia um filme. Vi eles atirando em quem passasse pela rua. Um dos tiros atingiu a parede da minha casa. Muito tiro e depois quando deixaram o local eles ainda cantaram uma música de uma facção criminosa e atiram para o alto", afirmou.

Durante a chacina, o vendedor de cachorro quente Antônio José, conhecido no bairro por "Marrom", estava com filho de 12 anos quando foi atingido pelos tiros. O filho ficou ferido na coxa e encaminhado para o Instituto Doutor José Doutor Frota (IJF), no Centro. A vizinha do vendedor que também não quis se identificar não se conforma com a perda do amigo que segundo ela era muito trabalhador.

Grupo armado invade festa e deixa mortos e feridos em Fortaleza. (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1) Grupo armado invade festa e deixa mortos e feridos em Fortaleza. (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1)
Grupo armado invade festa e deixa mortos e feridos em Fortaleza. (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1)
Seis pessoas estão internadas no hospital Instituto José Frota (IJF), entre elas, um menino de 12 anos. Uma jovem de 19 anos, outros três adolescentes de 16 anos - sendo duas jovens -, e um rapaz de 24 anos estão internados ''sem risco de morte iminente'', segundo o hospital.

"Fico revoltada com tanta violência e o governo não fazer nada. Uma pessoa trabalhadora e do bem. Ele sempre ficava lá junto com filho vendendo lanches. Foi horrível tudo que aconteceu. Queremos que as autoridades tomem providências", desabafou.

Busca pelos suspeitos
Chacina ocorreu no 'Forró do Gago', local de shows no Bairro Cajazeiras (Foto: Facebook/Reprodução) Chacina ocorreu no 'Forró do Gago', local de shows no Bairro Cajazeiras (Foto: Facebook/Reprodução)
Chacina ocorreu no 'Forró do Gago', local de shows no Bairro Cajazeiras (Foto: Facebook/Reprodução)
O PM ouvido pelo G1 afirmou também que os policiais realizam uma força-tarefa momentos após o crime em busca dos autores. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoa a região.

O policial afirmou que não pode informar detalhes sobre as buscas ou eventual identidade dos suspeitos. Também não há confirmação se algum suspeito foi preso até a madrugada deste sábado.









Criminosos invadem festa e matam 14 pessoas em Fortaleza
Moradores relatam medo de sair às ruas. Secretário de Segurança Pública diz que caso é 'pontual'. Entre os mortos, sete foram identificados: três homens, duas mulheres e duas adolescentes.
Por G1 CE

Bandidos invadem forró e matam 14 pessoas em Fortaleza
Uma chacina deixou 14 mortos em uma festa no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza, na madrugada deste sábado (27). O número foi confirmado pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Costa.

A informação inicial era de que membros de uma facção criminosa estavam na danceteria "Forró do Gago", próximo à BR-116, por volta da 0h30 (horário local - 1h30, hora de Brasília), quando vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros.

O secretário, no entanto, disse que as investigações ainda estão acontecendo e preferiu não atribuir o crime a uma disputa entre facções. Segundo ele, a chacina foi "um caso pontual" e o "Estado não perdeu o controle [do combate ao crime]".

Costa disse que a secretaria está trabalhando para identificar todas as vítimas, investigar a motivação do crime e fazendo buscas por suspeitos.

Entre os 14 mortos, sete pessoas foram identificadas: três homens, duas mulheres e duas adolescentes. Os nomes não foram divulgados.

Outras sete pessoas estão hospitalizadas, duas em estado grave. Uma pessoa foi transferida do hospital frotinha de Messejana para o IJF.

Entre os internados no hospital Instituto José Frota (IJF) estão:

um adolescente de 12 anos;
um adolescente de 16 anos;
duas adolescentes de 16 anos;
uma jovem de 19 anos;
um jovem de 24 anos
uma jovem de 17 anos.
A procuradora de Justiça, Vanja Fontenele Pontes, coordenadora do Ministério Público do Ceará, comentou que o órgão também iniciou as investigações para tentar identificar os suspeitos. "Lamentamos muito essa situação, mas nós estamos trabalhando. Eu espero [que essa violência] pare por aqui", afirmou.

Marcas de violência
O G1 esteve no local do crime horas após a chacina. Os moradores relataram que "têm medo de sair de casa até pra comprar pão". Eles contaram que um motorista que tinha acabado de deixar um passageiro e um vendedor de cachorro-quente morreram no tiroteio. O filho do ambulante, de 12 anos, é um dos feridos.

Há marcas de bala nas paredes das casas, no local da festa e nos veículos que estavam estacionados na via. Apesar da chuva, a calçada da casa de forró ainda estava coberta de sangue na manhã deste sábado.

O secretário André Costa afirmou que a polícia está "engajada" no caso e "não há motivo para pânico e temor". Ele negou que há risco de represálias entre as facções. "A polícia está engajada no caso e vamos dar a resposta que a sociedade merece", disse.

"São eventos isolados, que ocorrem no mundo todo, casos com 50 mortes, 60 mortes. São ações planejadas, que em alguns casos, com o trabalho da Inteligência da polícia, nós conseguimos evitar e não são noticiados. Nesse caso, infelizmente, nós não conseguimos evitar."

Em dezembro de 2017, ano em que o Ceará teve um recorde no número de homicídios, o governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito que 82% dos homicídios ocorrem em consequência do conflito entre facções que disputam territórios de tráfico de drogas.

Relato de sobrevivente
"Está muito horrível, muito horrível mesmo, muita gente baleada no chão", disse um sobrevivente, em mensagem compartilhada em rede social. A PM confirmou que se trata da declaração de uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado.

Algumas testemunhas falam em dezenas de pessoas chegando e atirando, sem dar chance de defesa; outras falam que eram um grupo de 15 bandidos, em três carros, fortemente armados, segundo a Polícia Militar.

Buscas pelos suspeitos
Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina (Foto: Facebook/Reprodução) Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina (Foto: Facebook/Reprodução)
Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina (Foto: Facebook/Reprodução)
O PM ouvido pelo G1 afirmou também que os policiais realizam uma força-tarefa momentos após o crime em busca dos autores. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoava a região.

O policial afirmou que não pode informar detalhes sobre as buscas ou eventual identidade dos suspeitos.

Grupo armado invade festa e deixa mortos e feridos em Fortaleza. (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1) Grupo armado invade festa e deixa mortos e feridos em Fortaleza. (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1)
Grupo armado invade festa e deixa mortos e feridos em Fortaleza. (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1)
Outras chacinas
Em 12 de novembro de 2015, 11 pessoas morreram na Chacina da Messejana - a maioria era adolescente. Mais de 40 policiais foram presos suspeitos de envolvimento na sequência de homicídios, e 33 deles vão a julgamento. A suspeita é de que os policiais mataram os menores como "retaliação" pelo assassinado de um policial militar, horas antes da chacina. Não há provas de que as vítimas da chacina tenham relação com a morte do policial.

Em junho de 2017, seis homens foram mortos a tiros durante uma festa em uma casa de veraneio na Rua Búzios, no Porto das Dunas, em Aquiraz, Grande Fortaleza. Testemunhas relataram que um grupo forçou o portão principal usando um dos dois carros em que chegaram, entrou na casa e atirou. As vítimas foram atingidas no jardim e varandas da parte térrea. Um dos mortos foi Davi Saraiva Benigno, que já havia sido preso em uma operação contra tráfico de drogas sintéticas.




















Chacina no Ceará mata 14 pessoas; um policial que estava no local fala em 18, imagens forte

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Criminosos invadem festa e deixam mortos e feridos em Fortaleza
Polícia diz que ainda não há um número exato de pessoas assassinadas, mas a comunidade fala em 14 mortos e um policial que estava no local disse que eram 18 mortos.
Do G1 CE
Criminosos atiram em festa no Ceará e deixam 18 mortos
Um massacre deixou mortos e feridos em uma festa no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza, na madrugada deste sábado (27). Um policial civil que estava no local disse que o total de mortos chega a 18. Moradores falam em 14 mortos. A Secretaria de Segurança Pública não divulgou um número oficial de vítimas. O caso segue em investigação.

Seis pessoas estão internadas no hospital Instituto José Frota (IJF), entre elas, um menino de 12 anos. Uma jovem de 19 anos, outros três adolescentes de 16 anos - sendo duas jovens -, e um de rapaz de 24 anos estão internados ''sem risco de morte iminente'', segundo o hospital.

A suspeita inicial da polícia é que membros de uma facção criminosa estavam na danceteria "Forró do Gago", próximo à BR-116, por volta da 1h30, quando vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros. Ainda não há informações sobre a motivação do crime, a identidade das vítimas ou se algum suspeito foi preso.

O Instituto Doutor José Frota (IJF), maior hospital de urgência e emergência de Fortaleza, recebeu seis pessoas feridas, todas baleadas. Cinco deles estão internados e não há detalhes sobre o estado de saúde. O sexto tem estado grave de saúde e está na sala de reanimação do IJF.

Fotos da chacina compartilhadas em redes sociais mostram 12 cadáveres no local da festa, a maioria de mulheres. O número não é confirmado pelas autoridades, que ainda investigam. "Foi uma cena brutal, um massacre, nunca havia ocorrido algo parecido [no Ceará]", disse o policial.

Em dezembro de 2017, ano em que o Ceará teve um recorde no número de homicídios, o governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito que 82% dos homicídios ocorrem em consequência do conflito entre facções que disputam territórios de tráfico de drogas.

Relato de sobrevivente
"Está muito horrível, muito horrível mesmo, muita gente baleada no chão", disse um sobrevivente, em mensagem compartilhada em rede social. A PM confirmou que se trata do texto de uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado.

"Algumas testemunhas falam em dezenas de pessoas chegando e atirando, sem dar chance de defesa; outras falam que eram um grupo de 15 bandidos, em três carros, fortemente armados", relato o PM.

Conforme um policial militar relatou ao G1, há marcas de tiros em várias paredes da casa de shows e em veículos que estavam estacionados próximos ao local.

Buscas pelos suspeitos
Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina (Foto: Facebook/Reprodução) Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina (Foto: Facebook/Reprodução)
Um pessoa foi achada morta dentro de um veículo estacionado no local da chacina (Foto: Facebook/Reprodução)
O PM ouvido pelo G1 afirmou também que os policiais realizam uma força-tarefa momentos após o crime em busca dos autores. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoa a região.

O policial afirmou que não pode informar detalhes sobre as buscas ou eventual identidade dos suspeitos. Também não há confirmação se algum suspeito foi preso até a madrugada deste sábado.

Chacinas no Ceará
A maior chacina do Ceará com o número de mortos confirmados foi o caso que ficou conhecido com Chacina da Messejana, com a morte de 11 pessoas, a maioria adolescentes, ocorrida na madrugada de 12 de novembro de 2015.

Mais de 40 policiais foram presos suspeitos de envolvimento na sequência de homicídios, e 33 deles vão a julgamento. A suspeita é de que os policiais mataram os garotos como "retaliação" pelo assassinado de um policial militar, horas antes da chacina. Não há provas de que as vítimas da chacina tenham relação com a morte do policial.

Foto: reprodução Watsapp 

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