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CRM-PB constata colapso na ocupação de leitos Covid no Sertão paraibano

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19.5.21


Segundo o conselho, ocupação de UTIs está em 100% e de leitos de enfermaria em 91%

Foto: Imagem ilustrativa/Divulgação/Codecom PMCG

Os hospitais referência para o tratamento da Covid-19 no Sertão paraibano estão com todos os 75 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados. Nas enfermarias, dos 75 leitos instalados, 64 estão ocupados, restando onze leitos disponíveis. Os dados foram levantados pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), nesta terça-feira (18).

Apesar do incremento do número de leitos de UTI entre os meses de março e maio, passando de 61 para 75, os serviços de saúde referência no atendimento à Covid-19 de Cajazeiras, Patos, Pombal e Piancó estão sobrecarregados. Todos estão com ocupação de 100% nos leitos de UTI. O Hospital Regional de Piancó está trabalhando acima do limite. Com sete leitos intensivos, há oito pacientes internados. Na enfermaria a situação se repete: são 12 leitos de enfermaria instalados, porém há 16 pacientes internados.

“O CRM-PB vem acompanhando o crescimento do número de casos de Covid-19 e o aumento de internações em UTIs e enfermarias em todo o Estado. A situação é preocupante em todas as regiões, especialmente no Sertão, em que identificamos percentuais de 100% em todos os serviços de saúde. Infelizmente, estamos vivenciando uma situação de colapso da rede pública de saúde do Sertão”, destacou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.

O levantamento do CRM-PB analisou cinco unidades de saúde referência Covid no Sertão paraibano. Os hospitais regionais de Patos e Cajazeiras e Pombal, além da UPA de Cajazeiras registraram 100% de ocupação. Já o Hospital Regional de Piancó está com 114%.

Nas enfermarias, a situação é semelhante, com 91% de ocupação. Há dez vagas no Hospital de Patos e uma no de Cajazeiras, mas no de Piancó o número de pacientes internados é superior à sua capacidade. As ocupações de enfermaria estão com estes índices: Hospital Regional de Patos (70%); Hospital Regional de Cajazeiras (95%); UPA de Cajazeiras (100%); Hospital Regional de Pombal (100%) e Hospital Regional de Piancó (133)%.

Jovem de 22 anos é o primeiro a morrer em fila de espera por UTI em São Paulo

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19.3.21


O paciente apresentou à equipe médica que o atendeu o resultado de um exame que atestava que ele estava com Covid-19 confirmada havia dois dias. (Foto: Reprodução)
GONÇALVES, MG (FOLHAPRESS) — A primeira pessoa com Covid-19 a morrer na fila de espera por uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na cidade de São Paulo é um jovem que tinha apenas 22 anos.

Renan Ribeiro Cardoso esperou 46 horas uma vaga num leito de UTI e acabou sendo vítima do colapso do sistema de saúde que atinge em cheio a maior cidade do país.


O óbito foi registrado no dia 13, mas só foi tornado público nesta quinta-feira (18) pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). "Não dá mais para a gente ter um jovem de 22 anos que vem a óbito em 46 horas por não conseguir um leito de UTI na cidade de São Paulo", disse Covas em entrevista coletiva.

A circulação de novas variantes do coronavírus tem mudado o perfil das vítimas. Agora, os jovens infectados pelo vírus têm chegado às unidades de saúde em estado mais grave e demandado mais tempo de internação nas UTIS, quando encontram um leito disponível.

Não foi o caso de Renan. Ele deu entrada no Pronto Atendimento São Mateus II, na zona leste da capital paulista, por volta das 19h do dia 11 deste mês.

O paciente apresentou à equipe médica que o atendeu o resultado de um exame que atestava que ele estava com Covid-19 confirmada havia dois dias.

Perguntado sobre o que mais o afligia, o jovem disse que sentia muita falta de ar e outros incômodos respiratórios, a chamada dispneia. Renan não respirava direito havia sete dias. Também estava com febre e saturação de oxigênio na casa dos 92% em ar ambiente.

Naquele momento, o jovem apresentava desconforto respiratório leve, mas era obeso, uma situação que deixou a equipe médica em alerta. O paciente foi colocado em observação e teve à disposição oxigênio para melhorar seu fluxo respiratório.

O documento, que relata a internação do paciente, mostra que a equipe médica inseriu Renan na Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) no dia 12 em busca de um leito disponível.

"Devido à não melhora do quadro e prevendo uma possibilidade de complicação, inerente ao quadro de Covid-19, iniciamos a busca por um leito de internação", escreveu Phelipe Camarinha, o coordenador médico do São Matheus II.

O quadro clínico de Renan só piorou. Por volta das 16h já do dia 13, a saturação do paciente atingiu 77% mesmo com o uso de oxigênio. Camarinha relata que não havia, naquele momento, ventiladores disponíveis na unidade e a central de regulação foi novamente acionada para remover Renan para um hospital que tivesse o equipamento.

Em 15 minutos, a unidade conseguiu o ventilador mecânico, mas não a vaga de UTI que tanto Renan necessitava. A piora do quadro clínico do jovem aumentou e, na sequência, o paciente apresentou uma iminente insuficiência respiratória.

PARAÍBA: Fornecedora de oxigênio está com dificuldades de atender demanda, diz Prefeitura de João Pessoa

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16.3.21


Gestão municipal explica que problema se dá por causa do aumento dos casos de Covid-19. Ainda assim, tranquiliza a população dizendo que há estoque nos hospitais da cidade.
G1 PB
A Prefeitura de João Pessoa emitiu nota oficial nesta terça-feira (16) declarando que, por causa do aumento de casos de Covid-19 nos estados e do consequente aumento no número de internações, a empresa fornecedora de oxigênio para os hospitais da cidade vem tendo dificuldades para atender a demanda em toda a região Nordeste. A gestão municipal explicou que foi avisada do problema pela própria empresa, deixou claro que ainda possui oxigênio em estoque nos hospitais, e que o caso ainda não provoca riscos imediatos. Ainda assim, por precaução, já iniciou contato com outras empresas do setor.

A atual fornecedora de oxigênio para os hospitais pessoenses é a White Martins, uma gigante do setor de fornecimento de gases em geral, entre eles o oxigênio hospitalar, e que está presente em praticamente todo o território brasileiro. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa ficou de analisar a questão e se posicionar assim que possível.

De acordo com a nota da Prefeitura, o problema estaria concentrado na falta de se conseguir, na quantidade que a demanda vem exigindo, os insumos relacionados ao oxigênio hospitalar.

A nota diz ainda que a gestão municipal já iniciou “uma grande operação” que visa encontrar novas alternativas para que não falte oxigênio aos pacientes em atendimento. “Todos os envolvidos na atenção em saúde que compete ao município estão unidos no esforço para solucionar o problema e evitar o desabastecimento na sua rede de saúde”, destaca o texto.

São Paulo bate recorde e registra 679 novas mortes por Covid-19 em um dia; estado confirmou 1 óbito a cada 2 minutos nas últimas 24h

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Máxima anterior era de 521 mortes confirmadas em 24h no estado. Coordenador do Centro de Contingência contra Covid-19 do governo de SP prevê recorde de mortes pela doença 'em alta escala', e vice-governador do estado diz que Doria não descarta lockdown, mas que medida precisa ser coordenada nacionalmente.
Por G1 SP — São Paulo
O estado de São Paulo registrou 679 novas mortes provocadas pela Covid-19 nesta terça-feira (16), o recorde em 24 horas desde o início da pandemia. Isso equivale a uma nova morte confirmada a cada 2 minutos e 6 segundos. O estado agora totaliza 64.902 óbitos causados pelo coronavírus.

O recorde anterior, registrado na semana passada, era de 521 mortes em um dia, e representava pouco mais de uma morte a cada 3 minutos.

Metade dos hospitais municipais de São Paulo têm 100% de lotação nas UTIs
Lotados, hospitais da rede privada de São Paulo solicitam leitos públicos
Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computadas no sistema neste período. As notificações costumam ser menores em finais de semana, feriados e segundas-feiras, por conta do atraso na contabilização.

A média móvel de mortes, que considera os registros dos últimos sete dias, também foi recorde nesta terça-feira (16) e chegou a 400 óbitos diários. O valor é 50% maior do que o registrado há 14 dias, o que para especialistas indica forte tendência de alta da epidemia.

Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior do que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.

O estado teve ainda 17.684 novos casos da doença confirmados nas últimas 24 horas. No total, São Paulo chegou a 2.225.926 casos de Covid-19 confirmados desde o início da epidemia.

A média móvel de casos foi recorde nesta segunda-feira e chegou a 13.129 casos por dia, um número 39% maior do que o verificado 14 dias atrás, o que também indica tendência de alta.

Explosão da Covid-19 em SP
Em postagem nas redes sociais, o secretário-executivo do Centro de Contingência para o coronavírus do governo paulista, João Gabbardo, comentou a explosão de casos registrados no país e pediu ao novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que não se posicione contra medidas mais rígidas de isolamento social.

Mais cedo, em entrevista à GloboNews, o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia, disse que João Doria não descarta decretar um lockdown, mas afirmou que o governo não tem condições de determinar o fechamento do estado sem que tal medida seja coordenada nacionalmente.

Levantamento feito pelo G1 e pela TV Globo aponta que ao menos 75 pessoas com Covid ou suspeita da doença morreram na fila de espera por leito de UTI no estado.

O colapso da saúde também atinge a rede particular da capital paulista. Nesta terça, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse que os hospitais privados estão solicitando leitos do SUS porque não conseguem atender a demanda. “Algo inédito”, afirmou Aparecido.

Municípios em colapso
Desde primeiro de março, ao menos 45 pessoas morreram de Covid na fila de espera por vaga em UTI
Desde primeiro de março, ao menos 45 pessoas morreram de Covid na fila de espera por vaga em UTI

O estado tem 69 municípios com 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19, segundo anunciou nesta segunda-feira (15) o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

O total corresponde a pouco mais de 10% das cidades paulistas, já que o estado tem 645 municípios. Nem todas as cidades possuem leitos de UTI porque, em municípios menores, os pacientes mais graves são encaminhados para hospitais regionais de referência.

O total de internados em UTI nesta segunda-feira (15) foi 60% maior do que o pico da primeira onda da pandemia, em 2020. No domingo, foram registradas 24.285 pessoas internadas, sendo 10.507 em UTIs e 13.778 em enfermaria. O número total de internados no estado, incluindo leitos de UTI e de enfermaria, está batendo recordes todos os dias desde 27 de fevereiro.

A taxa média de ocupação de UTIs em São Paulo, contando leitos particulares e públicos, chegou a 89% nesta segunda-feira (15).

Esgotamento do sistema

Especialistas alertam para a possibilidade de colapso do sistema, já que a capacidade de criação de leitos, especialmente de UTI, é limitada.

Neste domingo, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse que a próxima semana será a mais difícil de toda a pandemia na cidade e admitiu o risco de colapso no sistema de saúde.

"O que a gente deve enfrentar esta semana vai ser o momento mais difícil dessa pandemia, nestes últimos 14 meses", alertou o secretário.
Um cálculo matemático mostra que São Paulo pode chegar ao colapso de seu sistema de saúde nos primeiros dias de abril, caso o atual ritmo de avanço da pandemia permaneça o mesmo.

Todos os leitos de UTI disponíveis para Covid-19 nas redes pública e privada do estado devem acabar nesse prazo, se o ritmo atual de internações pela doença e de abertura de novos leitos se mantiver em crescimento.


Uma morte a cada cinco minutos
O estado de São Paulo registrou uma nova morte por Covid-19 a cada cinco minutos nas duas primeiras semanas de março. Só nos primeiros 14 dias de março foram 4.630 óbitos pela doença – oito a mais que o total de dezembro inteiro.

Nessas duas semanas, também já foram confirmados 161.355 novos casos, o que representa 40 confirmações a cada cinco minutos.

URGENTE: Paraíba tem 52 pessoas esperando na fila por um leito de UTI, diz secretário de saúde

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15.3.21


Ao todo, 48 paraibanos aguardam um leito de UTI na 1ª Macro Região e quatro pessoas aguardam pela internação na 3ª Região, Sertão da Paraíba.
G1 PB
A Paraíba tem 52 pessoas na fila aguardando um leito de Unidade de Terapia Intesiva (UTI). As informações foram atualizadas na manhã desta segunda-feira (15) pelo secretário de estado de saúde, Geraldo Medeiros.

De acordo com os dados, 48 paraibanos aguardam um leito de UTI na 1ª Macro Região, isto é, João Pessoa e cidades da Região Metropolitana, e quatro pessoas aguardam pela internação na 3ª Região, Sertão da Paraíba.

Em João Pessoa, 20 pacientes estão em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no aguardo por um leito de UTI. Ainda conforme os dados repassados por Geraldo Medeiros, em toda a Paraíba, 22 pessoas aguardam na fila por um leito de enfermaria, em UPAs e hospitais.

O secretário Geraldo Medeiros explica que as pessoas que aguardam na fila estão em ventilação mecânica em UPAs ou em Unidades de Decisão Clínica. "Não temos pacientes dentro de ambulância ou em casa esperando por leitos. É isso que caracteriza um colapso total. Nós ainda não temos aqui na Paraíba, mas podemos ter", declara.

Uma nota técnica divulgada pela secretaria de estado da saúde no dia 8 de março mostrava que a cada 20 minutos um paraibano precisa de um leito hospitalar de Covid-19. Até este domingo (14), data do último boletim epidemiológico divulgado pela secretaria, já foram contabilizados 4.933 mortes e mais de 238 mil casos da doença.

PARAÍBA: Perto do Colapso, pacientes são transferidos de João Pessoa para Campina Grande por falta de leitos na capital

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8.3.21


Transferências de uma cidade para outra têm sido comuns devido à ocupação de leitos, diz SES.
G1 PB
Dois pacientes foram transferidos de João Pessoa para Campina Grande, por falta de leitos para tratamento da Covid-19, na noite de domingo (7). De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), as transferências de uma cidade para outra têm sido comuns devido à ocupação de leitos na capital.

Os pacientes estavam em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de João Pessoa e agora estão em atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital de Clínicas (HC), em Campina Grande.

Segundo a SES, quatro pacientes foram regulados na noite de domingo (7), mas até as 9h50, apenas dois deles já foram admitidos. A regulação significa que a vaga foi cedida, mas os pacientes ainda não chegaram até o hospital, em Campina Grande.

Em entrevista à TV Cabo Branco, na manhã desta segunda-feira (8), a médica socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Clarissa Rios relatou que ficou por pelo menos três horas dentro de uma ambulância, aguardando a liberação de um leito para internação de um paciente com Covid-19.

“A gente chegou em um momento que não queria. É um número muito grande de casos e o nosso sistema ainda em adaptação para conseguir dar conta. A gente não tem mais para onde levar os pacientes, pois precisamos de leitos e os leitos estão todos ocupados”, lamentou.


A médica explicou que, com a falta de vagas nos hospitais, a ambulância passa a ser o leito do paciente até que a equipe consiga um local para levá-lo.

“Ontem em uma das situações, permanecemos na ambulância durante três horas, montando uma UTI dentro da ambulância, para que a gente pudesse esperar um leito e esse paciente fosse deslocado”, disse.
Ainda segundo a médica, o serviço de regulamentação médica “está completamente lotado”.

“É uma angústia muito grande para nós porque não temos para onde levar os pacientes, nem o que dizer as pesos que estão precisando desse socorro”.

Ainda conforme a socorrista, se comparado ao “pico” da pandemia em 2020, os primeiros meses de 2021 estão muito piores. “A preparação do sistema de saúde ainda tem uma demora em relação à quantidade de casos que estamos tendo no momento”.

Hospitais de Pernambuco estão em colapso, afirma presidente do sindicato dos Hospitais do Estado

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De acordo com o sindicato dos hospitais, os leitos que vagos estão sendo higienizados para esperar pacientes da lista de espera
Para o Sindicato dos Hospitais de Pernambuco, não há mais como negar que o Estado já enfrenta um colapso no sistema de saúde. A afirmação foi feita pelo presidente da instituição, o médico sanitarista George Trigueiro, na manhã desta segunda-feira (8), em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal. 
Trigueiro traçou um paralelo entre os índices de ocupação de leitos nos hospitais públicos e particulares. “A informação de ocupação de 95% das UTIs, refere-se ao setor público. São cerca de 1.050 leitos ativados e, hoje, só tem 53 vagas disponíveis. Essas vagas estão em limpeza para receber quem está na lista de espera. Nos hospitais privados, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, já temos 91% dos leitos ocupados. A perspectiva é que quando chegasse a 80%, já estaríamos à beira do colapso. Já dizíamos que a primeira onda não tinha passado, que a segunda onda viria aumentando com uma intensidade muito grande, que ia chegar ao pescoço e a gente ia tomar um caldo. A sensação é que estamos enfrentando um tsunami. Realmente, a situação é de colapso. Não temos o que negar”, declarou o presidente.
Em meio ao agravamento da pandemia e elevação nos números de leitos ocupados, muita gente ainda desrespeita as regras de isolamento social, o que é preocupante segundo o especialista. “Vimos nesse final de semana que as pessoas não estão compreendendo. Vi uma reportagem sobre uma balada aqui na área metropolitana, todo mundo sem máscara e até droga encontraram. A situação é difícil”, alertou Trigueiro.

O profissional também falou sobre as cirurgias eletivas que foram suspensas no Estado. “A partir de hoje, dia 8 de março, são suspensas as cirurgias eletivas nos hospitais. Hoje, os hospitais estão cheios dessas cirurgias inadiáveis, essenciais, que ficaram reprimidas por quase um ano, mas os hospitais estão cheios com esses outros pacientes”, comentou. 

COLAPSO: Petrolina atinge 100% de ocupação de leitos de UTI para Covid-19

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Petrolina atinge ocupação máxima e tem fila de espera por leitos de UTI para Covid-19
Segundo prefeito Miguel Coelho, cidade trabalha para abrir novos leitos

Portal Folha de Pernambuco
A cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, atingiu, nesse domingo (7), 100% de ocupação de leitos de UTI para Covid-19.

A informação foi divulgada pelo prefeito, Miguel Coelho, em suas redes sociais. Segundo ele, a cidade passou a ter fila de espera pelos leitos.

"Estamos trabalhando incansavelmente para poder conseguir abrir novos leitos esta semana e temos a boa perspectiva de conseguir abrir", disse Miguel.
O prefeito fez um novo apelo à população da cidade. Ele reforçou o pedido para que não sejam feitas aglomerações.

"Se continuar desse jeito, seremos forçados a tomar medidas ainda mais severas e ainda mais restritivas. Não queremos prejudicar nem atrapalhar a vida de ninguém. Queremos, sim, salvar e evitar que o que hoje está acontecendo se prolongue por outros dias. Por favor, nos ajude", finalizou o prefeito.

Petrolina contabiliza 17.115 casos confirmados de Covid-19 segundo a última atualização feita pela Secretaria de Saúde.

Desde 23 de março do ano passado, quando foi registrado o primeiro caso na cidade, houve 211 mortes e 14.552 pessoas se recuperaram.

COLAPSO: Rio Grande do Sul tem ocupação de 100%

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6.3.21


Porto Alegre tem mais de 150 pacientes que aguardam leito de UTI; RS está com a ocupação acima de 100%

Secretaria Estadual da Saúde informou que, no início da tarde deste sábado (6), havia 3.089 pacientes para 3.005 leitos. Quando o número de internados supera o total, hospitais precisam remanejar recursos, abrindo vagas em leitos clínicos para dar conta da demanda elevada.


UTI do Hospital de Clínicas em Porto Alegre na terça-feira, 2 de março de 2021 — Foto: Silvio Avila



O Rio Grande do Sul registrou neste sábado (6) mais um dia de unidades de terapia intensiva (UTIs) lotadas. Às 13h06, o sistema do estado mostrou que a ocupação estava em 102,8%. São 3.089 pacientes para 3.005 leitos.

Quando o número de internados supera o total de leitos de UTI, os hospitais precisam remanejar recursos, abrindo vagas em leitos clínicos para dar conta da demanda elevada. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) acionou a última etapa do Plano de Contingência Hospitar, que prevê a utilização de todas as áreas de atendimento aos casos de Covid-19.


Em Porto Alegre, de acordo com o monitoramento da prefeitura, por volta das 13h, 154 pacientes estavam na emergência e aguardavam uma vaga em leitos críticos. Desses, 135 estão com Covid-19, e 19 têm outras doenças.








"Dez pacientes críticos internam todos os dias. Pessoas jovens com 70% do pulmão comprometido, falta de ar. Mãe de três filhos dizendo que quer desistir, que não aguenta mais de dor, cansaço. A pressão por leitos é enorme, todos os leitos lotados. Todo dia uma nova batalha. A gente trabalha em dobro pra vencer essa guerra", diz o coordenador da Emergência do Hospital Divina Providência, Felipe Luiz Rengel Siedschlag.






Covid-19: profissionais da saúde pedem cuidados à população gaúcha


Por volta das 11h30, o monitoramento do estado mostrava que o Hospital Independência, na Capital, tinha 68 pacientes em UTI adulto para apenas 20 leitos. Isso representa uma ocupação de 340%.


Outras cidades do estado também apresentam superlotação. Ao meio-dia, Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estava com 96 pacientes de UTI Adulto em 80 leitos. Uma ocupação de 120%.


Às 13h06, Lajeado, no Vale do Taquari, estava com a ocupação de leitos de UTI adulto em 155,8%. Os leitos Covid, fora da UTI, tinham uma ocupação de 265%.


Joedson Dias, médico do ambulatório do Hospital de Dom Pedrito, relata que o fluxo de pacientes que chegam é cada vez maior.



"Aqui no centro de triagem a média diária é de 60 pacientes. Está bem difícil controlar a pandemia, Infelizmente, somos heróis, mas sozinhos. Por isso, estou aqui pedindo colaboração de todos vocês gaúchos", suplica.


Luciano Garcia, médico do Hospital Santa Isabel, de Progresso, no Norte do estado, faz um pedido semelhante.


"Respeitem as normas e condutas pedidas para vocês. Agora são quase 21h, cheguei às 6h e estou voltando para casa. Quero que vocês possam voltar para casa também. De um amigo médico de interior do estado, a gente pede com carinho, respeitem as condutas, fiquem em casa e voltem para casa todos os dias", acrescenta.



"É um desafio diário a tentativa de manter vivos os pacientes e que a última chamada de vídeo não seja de despedida. Estamos vivendo a maior tragédia de nossas vidas. Nós, profissionais da linha frente, estamos fazendo nossa parte, mas estamos cansados física e emocionalmente. Faz um ano que não abraço meus pais, mais de 20 dias que não vejo minha filha de cinco anos. Faz esse esforço valer a pena. Respeitem o uso de máscaras, o distanciamento, respeitem a sua vida e a nossa vida", conclui Kaciane Brambati, fisioterapeuta da Santa Casa de Porto Alegre.

PERNAMBUCO: Sistema de saúde está chegando no limite', diz secretário de Saúde sobre aumento de pacientes com Covid-19

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1.3.21


'Sistema de saúde está chegando no limite', diz secretário de Saúde de Pernambuco sobre aumento de pacientes com Covid-19

Nesta segunda (1º), comitê de enfrentamento à doença deve definir novas medidas restritivas, segundo André Longo. Secretário afirmou que semana concluída sábado (27) foi a pior de 2021.
G1 PE
'Sistema de saúde está chegando no limite', diz secretário de Saúde de Pernambuco
Com mais de 90% de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da rede pública de Pernambuco devido à Covid-19, o secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou que a semana epidemiológica 8, finalizada no sábado (27), foi a pior de 2021 (veja vídeo acima). “O sistema de saúde está chegando no limite, tanto no público quanto no privado”, afirmou nesta segunda (1º)
Segundo Longo, o aumento das chuvas nos últimos dias leva ao aumento de doenças respiratórias, o que preocupa ainda mais o governo do estado. “Estaremos nos reunindo no comitê de enfrentamento [ao novo coronavírus] para avaliar essa situação e, muito provavelmente para adotar novas medidas, mais restritivas”, disse Longo.
Apesar de o estado ter cerca de 70 leitos de UTI da rede pública livres nesta segunda (1º), o número costuma oscilar devido à entrada de mais pacientes ou à abertura de mais leitos, segundo o secretário. Entretanto, o estado tem recebido novos pacientes numa velocidade maior do que a preparação de estruturas para assistir a essas pessoas.

“O que está acontecendo nas últimas semanas é que está entrando mais gente do que a nossa capacidade de tirar da UTI e isso gera um aumento na taxa. Notamos uma aceleração mais rápida desse processo. Na escalada que pode acontecer na semana 9, podemos chegar a ter uma situação em que faltam leitos no público e no privado”, afirmou.


Secretário estadual de Saúde de Pernambuco, André Longo — Foto: Everaldo Silva/TV Globo

De acordo com o secretário estadual de Saúde, há uma perspectiva de abertura de 50 leitos. O estado também iniciou processos de licitação para a abertura de hospitais de campanha, que haviam sido desativados devido ao alto custo de manutenção e ao baixo número de pessoas que precisavam de assistência nos meses de agosto e setembro de 2020.

“O que ocorre é que algumas estruturas provisórias têm um custo muito alto quando estão ociosas. Você não pode deixar uma estrutura ociosa sob pena de estar gastando recursos públicos. Estamos com processo licitatório para reativar hospitais de campanha. Estamos, também, buscando lançar editais para a contratação de novos leitos”, declarou Longo.

De acordo com o secretário de saúde, 236 leitos de UTI foram abertos de novembro de 2020 até esta segunda (1º). Há, ainda, previsão de abrir mais 100 leitos de UTI, mas Longo também pediu a colaboração da população.
“Se a doença continuar avançando com a velocidade que teve na última semana, especialmente, poderemos ter uma situação bastante delicada. A gente precisa trabalhar, todo mundo, para evitar essa situação”, disse o secretário.
A preocupação de Longo tem sido compartilhada por outras autoridades do país (veja vídeo abaixo).


Negociação de vacinas
Segundo André Longo, está em curso uma negociação da compra da vacina Sputnik V, da Rússia. Na terça (2), o governador Paulo Câmara (PSB) segue para encontrar em Brasília com a diretoria da farmacêutica União Química, produtora no Brasil do imunizante, para negociar a aquisição direta. A iniciativa é uma ação conjunta do Fórum de Governadores do Brasil.

No dia 23 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou estados e municípios a adquirir vacinas contra o novo coronavírus, caso as doses previstas no Plano Nacional de Imunização (PNI) sejam insuficientes

UTIs públicas estão perto do limite, diz secretário de Saúde de Pernambuco

"Só nos interessa se houver entrega em curto espaço de tempo pra intensificar nosso plano de vacinação", disse Longo.

Ainda de acordo com o secretário de Saúde, há uma expectativa de o estado receber, até a quarta (3), 130 mil doses de CoronaVac entregues pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde.

Restrição de serviços durante a madrugada

Secretário de Justiça alerta que lojas de conveniência de postos não são serviço essencial
Na sexta-feira (26), o governo de Pernambuco anunciou a restrição de atividades não essenciais em todo o estado, até 10 de março, das 22h às 5h. Nesta segunda (1º), o secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, afirmou que as fiscalizações têm acontecido e que, se for preciso, medidas mais rigorosas devem ser adotadas (veja vídeo acima).
"O serviço essencial é o fornecimento de combustível. A loja de conveniência tem que fechar no mesmo horário das outras lojas não essenciais. Ou seja, 22h. Esse final de semana foi uma baderna o que aconteceu em alguns postos de gasolina. Lá em Boa Viagem, aqui na Conde da Boa Vista, e nós vamos endurecer", afirmou.


Pedro Eurico também afirmou que as restrições ocorrem de acordo com o monitoramento epidemiológico da pandemia no estado.


"Nós estamos, através das autoridades sanitárias, acompanhando a cada momento o desenrolar, o desenvolvimento da pandemia em Pernambuco. Se os números continuarem crescendo, o governo não vai ficar em cima do muro. Nós queremos preservar todas as atividades econômicas", disse.

Coronavírus em Pernambuco

Pernambuco confirmou, no domingo (28), 616 casos da Covid-19 e 22 óbitos provocados pela doença. Com isso, o estado passou a totalizar 299.475 infectados pelo novo coronavírus e 10.996 mortes. Os registros começaram a ser feitos em março de 2020.

CRISE NA SAÚDE: Hospital de Campanha de Goiânia atinge 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19

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15.2.21

Hospital de Campanha de Goiânia atinge 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19

Índice foi registrado às 11h desta segunda-feira. Mais de 8 mil pessoas já morreram no estado devido àdoença..
G1 GO


O Hospital de Campanha de Goiânia (Hcamp) atingiu pela primeira vez 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 na manhã desta segunda-feira (15). Em todo estado, a taxa de ocupação na rede estadual é de mais de 90%. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), mais de 8 mil pessoas já perderam a vida por conta da doença.


O hospital tem 100 leitos de UTI. Às 11h, o painel que mostra a situação dos leitos mostrava que 98 estavam ocupados e dois estavam bloqueados. Já às 13h, a ocupação caiu para 97%, após a liberação de três leitos.

























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Ocupação de leitos de UTI na rede estadual chega próximo a 100%



Em toda a rede estadual, a ocupação de leitos de UTI ultrapassou 95%. Já na rede particular, 85% dos leitos intensivos estavam ocupados.


O Hospital Municipal de Rio Verde abriu mais 15 vagas de UTIs e vai reabrir o Hospital de Campanha da cidade com leitos de enfermaria para atender à demanda. Também nesta segunda-feira, o estado abriu 10 vagas de UTI em Luziânia e 11 em Senador Canedo.


A superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, diz que o estado e os municípios estão trabalhando para evitar o colapso do sistema de saúde. “Está sendo feito um trabalho de leitos disponíveis para que a gente possa ampliar [a quantidade de vagas]. Mas é necessário entender que essa ampliação é limitada. O que a gente precisa, nesse momento, é diminuir a transmissão”, disse.


O infectologista Marcelo Daher considera o cenário como crítico.



“A gente espera que se abram novas vagas e que a população entenda a necessidade de ficar em casa e se cuidar. Esses dados estão sendo alertados há algum tempo, mas a população não vem fazendo a sua parte”, disse.




Ele alerta que as aglomerações registradas em vários pontos do estado podem piorar ainda mais a situação nas próximas semanas. “Provavelmente, o que nós vamos ver em março é uma situação muito mais grave do que estamos observando agora e do que em agosto, que foi quando registramos o pico”, disse.



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Bahia corre risco de colapso no sistema de saúde

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São pelo menos nove unidades de saúde da Bahia em situação crítica, com 100% de ocupação de leitos de UTI ou clínicos. Em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado, o hospital de campanha para Covid está com 88% de ocupação de leitos de UTI.

O aumento de casos de Covid colocou o estado da Bahia em alerta para o risco de colapso no sistema de saúde.
São pelo menos nove unidades de saúde da Bahia em situação crítica, com 100% de ocupação de leitos de UTI ou clínicos. No Sul da Bahia, ocupação máxima em três das principais hospitais da região - foi em uma delas que dona Margarida, de 93 anos, passou pelo menos dois dias tentando uma vaga.


“Estavam tentando um leito de UTI para ela para intubar, mas, infelizmente, não deu tempo. Na madrugada de quarta (10) para quinta (11) ela morreu no apartamento mesmo, não conseguiram um leito de UTI”, lamentou José Carlos Filho, sobrinho de dona Margarida.


Em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado, o hospital de campanha para Covid está com 88% de ocupação dos leitos de UTI.


"O que realmente se espera é que continue esse número de casos ainda elevado por algum tempo. No sábado, por exemplo tivemos até engarrafamento de ambulâncias para entrar no hospital de campanha", relatou Francisco Mota, diretor médico do hospital de campanha.


Em Salvador, sinal de alerta: a procura por atendimento nas UPAs mais que dobrou nos últimos dez dias.



“Nesse ritmo de evolução, a demanda vai ser muito maior do que a oferta, e aí você pode sim viver um sistema de colapso na cidade de Salvador, pela primeira vez, por conta de descuidos que parte da população está tendo neste momento”, alertou o secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates.


A Bahia está hoje com níveis de transmissão iguais aos de agosto de 2020, quando os número ainda eram muito altos. Outro motivo de preocupação é que o estado também já registrou dez casos da variante brasileira.


Por causa do avanço da doença, o governo do Bahia prorrogou a suspensão de aulas até o dia 21 de fevereiro, mas este fim de semana uma liminar da Justiça atendeu ao pedido do Sindicato dos Donos de Escolas Particulares e autorizou o retorno imediato das aulas.


Nesta segunda (15), estudantes da rede particular voltaram às salas depois de 11 meses.


“Nós podemos voltar organizadamente, atendendo aos protocolos, de maneira facultativa, como o sindicato das escolas particulares sempre pregou nesse momento de pandemia”, defendeu Jorge Coelho, do sindicato dos donos de escola.


No início da noite, a liminar foi suspensa a pedido da Procuradoria-geral do estado. Com isso, as aulas presenciais voltaram a ser suspensas. O governador Rui Costa diz que há riscos do sistema de saúde entrar em colapso.



“Infelizmente se esse ritmo for mantido nós teremos obrigação para salvar vidas de fazer restrições caso contrário o sistema de saúde não terá capacidade de atender pacientes”, disse.

Coronavírus: Pernambuco tem 260 mortes e 2.908 casos confirmados

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21.4.20

Nas últimas 24 horas, o Estado somou 218 novos casos e mais 26 óbitos

Pernambuco confirma, nesta terça-feira (21), 218 novos casos da covid-19 registrados nas últimas 24 horas. Com isso, o Estado totaliza 2.908 casos confirmados. Também foram confirmadas laboratorialmente 26 novas mortes. Ao todo, Pernambuco tem agora 260 mortes causadas pelo novo coronavírus. Ainda nesta terça, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgará os detalhes dos casos, óbitos, da testagem e da assistência hospitalar.
Até a tarde da segunda-feira (20), o Estado apresentava, na ponta do lápis, 99% dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) ocupados e, ao mesmo tempo, pacientes graves já esperavam uma vaga, precisando simultaneamente de respiradores. Foi materializada a angústia da doença que se dissemina depressa e deixa muita gente doente ao mesmo tempo. Por isso, muito falávamos na matemática do achatamento da curva para evitar o colapso.

“Mas aquele passo à frente da epidemia não existe mais. Já estamos alinhados: epidemia e leitos. Isso é preocupante à medida em que não estamos praticando o isolamento social ideal. É preciso evitar sair de casa; só o fazer quando for extremamente necessário", ressaltou o secretário Estadual de Saúde, André Longo. Atualmente Pernambuco tem 319 vagas de unidades de terapia intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) destinadas a casos suspeitos e confirmados de covid-19 em Pernambuco. Três delas apenas estavam livres até a tarde da segunda-feira (20). O dado é da Central Estadual de Regulação Hospitalar do Estado.

"Esse número impõe uma situação crítica, pois já coloca pessoas na fila de espera (com suspeita ou confirmação de covid-19), aguardando por mais tempo do que deveria por um leito de UTI. É muito preocupante", disse André Longo. O número inclui tanto os leitos para covid-19 do Estado como também os que foram abertos recentemente pela Prefeitura do Recife. Só nas vagas da capital, há 50 pacientes em UTI, segundo a Secretaria de Saúde do Recife.

Ao reconhecer a chegada desta mais temida fase da pandemia em Pernambuco, com o colapso do sistema de saúde, o secretário pede para a população respeitar o isolamento social, cuja taxa está em torno de 50% - vinte pontos percentuais abaixo do mínimo ideal, que é de 70%.

“Todos os modelos matemáticos apontam para curva mais íngreme de aumento de número de casos e mortes, se não fizermos o isolamento social adequado. Esse distanciamento resultará numa curva crescimento da epidemia que certamente levará a um maior número de óbitos, infelizmente”, destacou o secretário. Ele destacou que a dificuldade para se conseguir uma vaga de leito de UTI tem conduzido pacientes do Recife a outras regiões (e vice-versa) em busca de assistência hospitalar. “Para se ter ideia, 26% dos pacientes que estavam no Hospital Mestre Vitalino (Caruaru, no Agreste) tinham origem na Região Metropolitana do Recife, e hospitais na capital podem ter pacientes de outros municípios do Estado. Sempre que a taxa de ocupação está maior do que 80%, há uma zona de criticidade que exige fazer o melhor manejo do leito”, ressaltou.

Pernambuco têm 99% dos leitos ocupados. Rede de saúde está perto de um colapso

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Pernambuco é o terceiro estado com o maior número de mortes do Brasil e o estado com maior número de infectados entre os profissionais de saúde
O secretário de Saúde Pernambuco, André Longo, comunicou na tarde desta segunda-feira (20) que a rede estadual está perto de entrar em colapso. Longo informou que 99% dos 300 leitos de UTI abertos exclusivamente para atendimentos da Covid-19 estão ocupados.
“É muito preocupante a situação. É uma situação crítica que já coloca pessoas na fila aguardando por leitos de UTI. Aquele passo que estávamos à frente não existe mais”, declarou.
Pernambuco confirmou 231 novos casos do novo coronavírus e mais 18 óbitos em decorrência da Covid-19. Agora, o total é de 2.690 testes positivos e 234 mortes no Estado. Há 934 profissionais de saúde contaminados pelo novo coronavírus. Outros 684 foram descartados.

A segunda-feira (20) foi alarmante a nível nacional, pois nas últimas 24 horas foram registradas 383 mortes em 24 horas e a ultrapassagem de 40 mil casos confirmados.

Secretário de Saúde de Pernmabuco, André Longo/ Foto: Divulgação

Barragem de Jucazinho encontra-se com 5,9% de sua capacidade total

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2.5.18


A Barragem de Jucazinho, localizada na cidade de Surubim, no Agreste de Pernambuco, encontra-se com 5,9% de sua capacidade total,o que representa 19,2 milhões de m³.a barragem acumulou água após as chuvas registradas na região, a água ainda é pouca, informação pesquisada pelo Portal Casinhas Agreste no Site da APAC. Veja mais informações aqui
A capacidade de produção de Jucazinho é de 1,3 mil litros por segundo, atendendo a uma população de aproximadamente 800 mil pessoas ao longo dos 206 quilômetros de adutoras. O sistema abastecia os municípios de Santa Cruz do Capibaribe, Riacho das Almas, Cumaru, Passira, Salgadinho, Casinhas, Surubim, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho, Toritama, Caruaru, Bezerros e Gravatá.
A Barragem Jucazinho é o maior reservatório para abastecimento humano do Agreste, tem capacidade para armazenar mais de 327 milhões de metros cúbicos de água. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a previsão para esse ano é de chuvas dentro da média na região Agreste, ou seja, cerca de 700 milímetros durante a quadra chuvosa. 

Barragem Jucazinho Surubim 
Capacidade  327.036  
Data 02/05/2018 256,94  
Volume  19.250    
% Volume  5,9

Jucazinho suspende abastecimento por 48 horas para evitar colapso

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14.1.16


Riacho das Almas e Santa Cruz do Capibaribe ficarão sem água até sábado.
Balsa será instalada para retirar água do volume morto do reservatório.
Do G1 Caruaru

Barragem de Jucazinho, em Pernambuco, em imagem de setembro de 2015 (Foto: Paula Cavalcante/ G1)
A barragem de Jucazinho em Surubim, no Agreste de Pernambuco, vai parar pelos próximos dois dias. De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), uma balsa flutuante será instalada para captar água pelos próximos dois meses para evitar o colapso do reservatório. O sistema será paralisado das 6h da quinta-feira (14) até às 6h do sábado (16). Com a suspensão do abastecimento, Santa Cruz do Capibaribe e Riacho das Almas ficarão sem água.
Segundo George Ramos, coordenador técnico da Gerência Regional do Alto Capibaribe, apenas hospitais, escolas e postos de saúde terão água fornecida por carros-pipa - o restante da população precisará aguardar o retorno do abastecimento conforme o calendário da Compesa.
saiba mais
Construções submersas voltam a aparecer na Barragem de Jucazinho
Caruaru deixa de ser abastecido pelo Sistema Jucazinho devido a colapso
Ao G1, Ramos explicou que a barragem vive um dos piores momentos dos últimos 15 anos. Ela está com 1,8%, o que corresponde a 5,8 milhões de metros cúbicos - a capacidade total é de 327 milhões de metros cúbicos. Ele disse que a suspensão no abastecimento será necessária para instalar uma balsa flutuante que irá  permitir a  captação da água do ponto mais profundo da barragem.
De acordo com a assessoria de imprensa da Compesa, "a iniciativa irá prolongar  a retirada de água por mais dois  meses, evitando o colapso do abastecimento para 12 cidades do Agreste atendidas pelo Sistema de Jucazinho". O volume morto da barragem vem sendo explorado desde novembro de 2015 com uma bomba instalada de forma provisória. Com a redução do nível da barragem, a bomba será remanejada para a balsa flutuante.
Ainda segundo a assessoria, "se não chover  até março, a barragem entrará em colapso". Os municípios abastecidos por Jucazinho são: Cumaru, Passira, Riacho das Almas, Santa Cruz do Capibaribe, Salgadinho, Surubim, Casinhas, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério, Frei Miguelinho, Vertentes e Toritama. A vazão é de 50 litros de água por segundo. “Temos esperança que chova nos próximos meses e que  Jucazinho consiga recuperar o seu nível  para que  possamos  melhorar a distribuição de água  nessas cidades”, afirmou George Ramos.

Três maiores barragens do interior de Pernambuco estão em colapso

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24.10.15

Do NE10 Interior
Sistema Jucazinho abastece 12 municípios do Agreste / Foto: Reprodução/TV Jornal.
Pernambuco enfrenta a maior seca dos últimos 50 anos. As três maiores barragens do Interior do Estado estão em colapso de acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), responsável pelo monitoramento dos reservatórios. Juntas, essas barragens abastecem mais de um milhão de pessoas. A maior delas, a Barragem Engenheiro Francisco Sabóia, conhecida como Poço da Cruz, em Ibimirim, no Sertão, está apenas com 4,5% dos 504 milhões de metros cúbicos que tem capacidade. 

O reservatório de Entremontes, localizado em Parnamirim, também no Sertão, e segundo maior do Interior, tem somente ocupados 4,07% da capacidade de 339 mil/m³. Já a maior barragem do Agreste, o Sistema Jucazinho, localizado em Surubim, está com apenas 2,5% da capacidade, que é de 307 mil/m³. O reservatório abastecia 15 municípios, mas, devido à falta de água, três cidades (Caruaru, Gravatá e Bezerros) foram transferidas para o Sistema do Prata.

Réguas de medição da água estão expostas
Réguas de medição da água estão expostas
Foto: Reprodução/TV Jornal.
De acordo com a gerente regional da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Nyadja Menezes, a situação de Jucazinho é considerada crítica. “Nós agora só abastecemos 12 cidades com a água deste reservatório e todas elas passam por um duro racionamento de água. Santa Cruz do Capibaribe, por exemplo, passa 2 dias com água e 28 sem. A situação é muito ruim. E, se não chover, essas cidades terão que ser abastecidas exclusivamente com caminhões-pipas”.

A empresária Vera Lúcia Carvalho, dona de uma fábrica de biquínis em Santa Cruz do Capibaribe, investiu na perfuração de poços para ter água. “Cavamos dois poços no quintal de casa. Um de 60 metros de profundidade e outro de 200 metros. São três, quatro mil litros de água por hora. Gastei mais de R$ 20 mil na perfuração. A água é usada para tudo. Comprei também um dessalinizador para purificar a água. Gastei com tudo quase R$ 50 mil, mas agora estou tranquila”, conta.

A maior cidade do Agreste está sendo abastecida pelo Sistema do Prata. Caruaru tem cerca de 350 mil habitantes e enfrenta um calendário de rodízio de água. Alguns bairros passam até oito dias sem receber água nas torneiras, outros recebem apenas por caminhão-pipa. A situação preocupa os moradores. “A gente não pode fazer nada. Gasta tudo que tem para comprar água e se manter. A vontade é que comece a chover para a vida melhorar”, diz Maria Souza, moradora do bairro Vassoural.

Nyadja Menezes afirmou ainda que, caso não chova, a Barragem de Jucazinho deixará de abastecer os municípios em janeiro. “Ano passado, tivemos dois dias de chuva em novembro que dobraram a quantidade de água no reservatório. Caso esta chuva ocorra, poderemos ficar com 5% da capacidade e conseguir abastecer os municípios por mais tempo. Se a chuva não ocorrer, a situação será de colapso total”, explica.

FUTURO - Uma das obras que pode melhorar o abastecimento do Agreste é a ligação do Sistema Jucazinho com o Rio Piranji, localizado em Catende, na Zona da Mata Sul. A obra, orçada em R$ 60 milhões, tem 23 quilômetros de extensão e deve contar com duas elevatórias. “Com a transposição do Piranji, serão acrescentados cerca de 400 litros por segundo para Caruaru. A obra está em fase de projeto e deve estar pronta no segundo semestre de 2016”, afirma a gerente da Compesa.

Já no Sertão, os moradores ainda aguardam a conclusão das obras da Transposição do São Fransico, agora prevista para o segundo semestre de 2017. As estações elevatórias construídas devem levar água para mais de dois milhões de pessoas na região. 

FESTA DO TAPUIA 2022

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