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Brasileiro tem primeiro caso de varíola dos macacos registrado na Alemanha

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22.5.22



Foto: OMS/ Centro de Controle de Doenças da Nigéria

Autoridades alemãs registraram o primeiro caso de infecção por varíola dos macacos no país. Segundo o Instituto de Microbiologia da Bundeswehr, ligado às Forças Armadas alemãs, o vírus foi detectado nesta quinta-feira (19) em um brasileiro de 26 anos, que chegou à Alemanha vindo de Portugal, após passar pela Espanha.
“O vírus da varíola dos macacos foi detectado pela primeira vez na Alemanha pelo Instituto de Microbiologia de #Bundeswehr. Nosso instituto em Munique já havia diagnosticado o primeiro caso do coronavírus em 2020”, informou o Ministério da Defesa alemão, em sua página no Twitter. Portugal, Espanha e outros países europeus vivem surto da doença.


Ontem, autoridades portuguesas confirmaram ter identificado cinco casos da infecção por varíola dos macacos. Os serviços de saúde da Espanha estão testando 23 casos em potencial, depois que o Reino Unido colocou a Europa em alerta para o vírus.


De acordo com a agência Reuters, os cinco doentes portugueses, de 20 casos suspeitos no país, estão estáveis. São homens e todos vivem na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo as autoridades sanitárias portuguesas.


A doença
Varíola dos macacos é uma infecção viral rara, semelhante à varíola humana, embora mais leve, registrada pela primeira vez na República Democrática do Congo, na década de 1970. O número de casos na África Ocidental aumentou na última década.


Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e erupções cutâneas que começam no rosto e se espalham pelo corpo.


De acordo com autoridades de saúde espanholas, a doença não é particularmente infecciosa entre as pessoas, e a maioria dos infectados recupera-se em algumas semanas, embora casos graves tenham sido relatados.

Alemanha fornecerá 2,7 mil mísseis antiaéreos adicionais à Ucrânia

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3.3.22


Mísseis são do tipo STRELA, de fabricação soviética, que procedem dos estoques do exército da ex-Alemanha Oriental
Por AFP

Combatente do exército ucraniano
Combatente do exército ucraniano - Foto: Sergei Supinsky/AFP
A Alemanha aumentará o fornecimento de armas à Ucrânia após a invasão russa, com o envio de 2.700 mísseis antiaéreos adicionais, informou uma fonte governamental.

"O governo alemão aprovou um novo apoio para a Ucrânia", com o fornecimento de mísseis antiaéreos do tipo STRELA, de fabricação soviética, que procedem dos estoques do exército da ex-Alemanha Oriental, antes da reunificação em 1990", afirmou a fonte.

Berlim já havia autorizado no sábado o envio para Kiev de 500 mísseis antiaéreos do tipo Stinger, 1.400 lança-foguetes antitanque e nove obuses, a maioria dos quais já chegaram à Ucrânia.
A decisão é uma mudança na política alemã do pós-guerra, que proibia a exportação de armas letais a zonas de conflito devido a seu passado nazista.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, justificou a mudança pela necessidade que a invasão russa da Ucrânia representa, o que obriga Berlim a repensar suas prioridades.

A Alemanha também anunciou um aumento dos gastos militares, com 100 bilhões de euros liberados imediatamente para modernizar suas Forças Armadas e o aumento no orçamento de defesa nos próximos anos.

Alemanha bate recorde de casos de Covid, e Berlim impõe regras mais duras a não vacinados

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11.11.21


Na prática, pessoas não vacinadas serão impedidas de entrar em espaços como restaurantes, cinemas e museus, e a expectativa é a de que outros estados sigam o exemplo.

20.mar.2020 - Pedestres usam máscaras de proteção em ruas de Berlim, na Alemanha (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)


BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) — Em um mês, a Alemanha foi de um país em que o coronavírus parecia controlado a um panorama em que especialistas sugerem a ocorrência de uma quarta onda de Covid. Nesta semana, o número de novos casos por milhão de habitantes atingiu o pior patamar desde o começo da crise sanitária, e a cifra absoluta de infecções diárias bateu recorde nesta quinta-feira (11), com 50.196 contaminações.

Em Berlim, os 2.874 novos casos diários registrados também são os mais altos desde o início da pandemia, segundo o Robert Koch-Institut (RKI), órgão do governo que monitora doenças infecciosas.

Assim, a administração da capital alemã, que funciona como um estado independente, adotou regras mais duras contra a doença. Na prática, pessoas não vacinadas serão impedidas de entrar em espaços como restaurantes, cinemas e museus, e a expectativa é a de que outros estados sigam o exemplo.

Se a situação continuar se agravando, as novas regras em Berlim podem vir a atravancar a vida de quem optou pela imunização. Em números absolutos, a média móvel de sete dias na Alemanha, na quarta-feira (10), era de 39.676 casos e 236 mortes em todo o país, ainda de acordo com o RKI.

Para comparação, no mesmo dia, o Brasil anotou 15.298 novos casos e 264 mortes por Covid-19.

Ainda na quarta, a média móvel de infecções por 1 milhão de habitantes nos últimos 7 dias na Alemanha era de 353, número próximo ao pico registrado no Brasil, em junho, 361, segundo dados da Universidade John Hopkins compilados pela plataforma Our World in Data. Até então, o momento de maior circulação do coronavírus na Alemanha havia sido em dezembro, com 307 casos por milhão de habitantes no dia 23.

O número de óbitos também está em escalada, mas longe do pico da pandemia no país. Foram cerca de 1,5 mortes por milhão de habitantes no país. No pior momento da crise, em janeiro, o valor superou 10.

No início do mês, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, e o chefe do RKI, Lothar Wieler, atribuíram a alta nos casos aos atrasos na vacinação e às pessoas terem deixado de seguir protocolos sanitários.

Entre os problemas apontados está a checagem inadequada do comprovante de vacinação antes de o público entrar num estabelecimento. Para Spahn, em declaração reproduzida pela agência de notícias Deutsche Welle, a "quarta onda está com força total" e agora é uma "pandemia dos não vacinados".

Na Alemanha, as vacinas estão disponíveis para toda a população com mais de 12 anos desde agosto. Os números, no entanto, parecem ter estagnado. Até o início de setembro, 60% da população da Alemanha tinha a imunização completa. De lá pra cá, o programa de vacinação pouco avançou. Chegou a pouco mais de 66% no fim de outubro e continua neste patamar até agora, segundo o Our World in Data.

Uma pesquisa do Instituto Forsa encomendada pelo Ministério da Saúde alemão mostra que 65% das pessoas não vacinadas não pretendem se imunizar nos próximos meses. Outros 23% tendem "bastante a não" se vacinar, e apenas 2% disseram que planejavam fazê-lo. Os 10% restantes estavam indecisos.

O programa de reforço na imunização, criticado por divulgar informações desencontradas e falta de coordenação entre diferentes esferas do governo, ainda não obteve a abrangência desejada. A meta é que 20 milhões de pessoas recebam a dose extra até o Natal. Cerca de 3 milhões já foram aplicadas até agora.

BALADAS E VIDA NORMAL

Hoje, nas ruas, nos bares e nos restaurantes de Berlim, ninguém usa máscara. Necessidade mesmo apenas em alguns locais fechados e no transporte público – nos quais a proteção é obrigatória e usada daquele jeito: uma bem ajustada aqui, um nariz para fora ali, outra cobrindo apenas o queixo.

Além disso, as casas noturnas, um símbolo da cidade de 3,5 milhões de habitantes, reabriram em setembro –e estão cheias. Em outubro, a Folha foi à Berghain, uma das principais boates de Berlim e conhecida como a "capital mundial do techno". Com o local lotado, as pessoas chegavam a esperar mais de três horas para entrar –enfileiradas num lugar descoberto e sob temperaturas inferiores a 10 ºC.

Atualmente, bares, restaurantes e locais de eventos podem escolher aderir a um de dois conjuntos de regras sanitárias, denominados 2G e 3G. No primeiro, apenas pessoas completamente vacinadas ou quem se recuperou da Covid nos últimos seis meses têm acesso aos estabelecimentos. Nesse caso, os espaços operam sob regras mais brandas, com dispensa de máscaras e do distanciamento físico.

Já na 3G, qualquer pessoa com um teste negativo realizado nas últimas 48 horas também pode entrar, mas há limitações no local, como necessidade de utilização de máscaras.

Mesmo com a alta de casos, o próximo governo federal alemão não deve impor restrições mais duras, ao menos no início da gestão, já que medidas do tipo não aparecem num rascunho da estratégia a ser adotada pela coalizão dos partidos SPD, Verde e FDP, que devem passar a comandar o país.

De acordo com a agência de notícias Reuters, as três legendas já chegaram a um acordo para não estender o estado de emergência no país. Por outro lado, medidas como uso obrigatório de máscaras e manutenção do distanciamento em locais públicos fechados devem ser mantidas até março de 2022.

O tema deve ser discutido nesta quinta, segundo o jornal Frankfurter Allgemeine. As regras previstas pelos partidos incluem a volta da testagem gratuita, extinta em outubro, promoção de doses de reforço e licença para pais cujos filhos peguem Covid, ou no caso de terem suas creches fechadas em razão da doença.

Alguns estados, no entanto, passaram a endurecer as normas de acesso a locais fechados, como bares e restaurantes, para não vacinados. Na prática, quem não se imunizar será barrado nesses locais.

Berlim é um dos lugares que optou por regras mais duras para o acesso a estabelecimentos. A capital segue o exemplo da Saxônia, estado no leste do país, que apertou as regras no começo desta semana.

Nesta quarta-feira, o Senado de Berlim, nome dado ao Executivo local, adotou medidas para fazer com que a 2G vigore obrigatoriamente em mais espaços. Segundo o site oficial do governo berlinense, as medidas vão barrar o acesso de não vacinados a restaurantes, cinemas, teatros, museus e galerias, bem como locais recreativos como saunas, banhos termais, fliperamas e áreas internas de parques e zoológicos.

As casas noturnas já eram obrigadas a adotar o modelo 2G.

As mudanças não se aplicam a quem tem menos de 18 anos. Para essa fatia da população, basta um teste de Covid com resultado negativo. As medidas também não alteram a regra 2G em si, apenas a tornam obrigatória em locais que antes tinha, ainda, a opção de adotar a 3G.

De acordo com o site oficial de Berlim, Michael Müller, prefeito da cidade, diz que a fiscalização aos estabelecimentos deve se intensificar. Além disso, uma regra mais dura, chamada de "2G mais", ficaria pronta para ser adotada caso a situação da pandemia continue a se agravar. Na nova modalidade, mesmo pessoas vacinadas precisariam apresentar teste negativo para entrar nos estabelecimentos.

A expectativa é a de que medidas semelhantes sejam posteriormente adotadas no estado de Brandemburgo, que rodeia a capital alemã. Na segunda, Berlim também anunciou que máscaras voltariam a ser obrigatórias para crianças no ensino fundamental –a exigência havia caído no começo de outubro.

Além disso, um programa que testa os alunos três vezes por semana será mantido –havia a expectativa de que o número de exames de detecção do coronavírus fosse reduzido.

Embaixada brasileira em Berlim é alvo de protesto

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5.1.19


Nos vidros da entrada do prédio pode ser lida a frase ''Lutaremos contra o fascismo no Brasil". Ao ser questionado, o serviço de imprensa do Itamaraty não deu respostas

Por: AE
Foto: Divulgação
A embaixada do Brasil em Berlim foi alvo de protesto. A fachada do prédio acordou neste sábado (5) pichada. Em fotos que circulam pelas redes sociais e entre diplomatas brasileiros pelo exterior, pode-se ler nos vidros da entrada do prédio a frase "Lutaremos contra o fascismo no Brasil". 

Procurado, o serviço de atendimento emergencial da embaixada afirmou que não estava em condições de dar informações sobre o ocorrido. Roberto Jaguaribe, o embaixador que assume o posto na capital da Alemanha, ainda não está na cidade. A página oficial da embaixada também está sem acesso. 

O serviço de imprensa do Itamaraty não deu respostas ao ser questionado pelo Estado. O ato ocorreu um dia depois de outro protesto. Na sexta-feira, um grupo de jovens invadiu a embaixada do Brasil na Nova Zelândia, também em manifestação contra o fascismo. 

Pelas redes sociais, o grupo OA apenas explicou que exigia "a expulsão do embaixador brasileiro na Nova Zelândia e a retirada do embaixador neozelandês no Brasil. Não nos relacionamos com nações fascistas! #nobolsonaro"

Essa não é a primeira vez que a embaixada é alvo de um protesto. Em 2014, às vésperas da Copa do Mundo, pessoas encapuzadas lançaram de pedras contra as mesmas janelas que agora foram alvo de pichadores.

Naquele momento, a polícia de Berlim não excluiu uma motivação política para o ataque, enquanto a imprensa local apostava em uma relação entre o evento no Brasil e os ataques. A suspeita, naquele momento, apontava para grupos anarquistas.

Alemães protestam em massa contra xenofobia e extrema direita: 'Unidos contra o racismo'

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13.10.18


Organizadores estimaram mais de 150 mil pessoas na manifestação. Partido de extrema-direite AfD pode se sair bem na Bavária nas eleições estaduais neste domingo.
Por G1
 Milhares de pessoas se manifestam neste sábado (13) em frente ao Portão de Brandeburgo, em Berlim — Foto: Michele Tantussi/Reuters


Manifestantes de toda a Alemanha marcharam em Berlim neste sábado (13) contra a xenofobia e a extrema direita em um dos maiores protestos do país nos últimos anos.

Os organizadores estimaram, segundo a agência Reuters mais de 150 mil pessoas na manifestação. De acordo com a Associated Press, o número chegou a 240 mil, também segundo relatos de organizadores.

A manifestação deste sábado seguiu protestos contra a imigração em várias cidades do leste e um aumento no apoio ao partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) antes das eleições estaduais no domingo.

Um porta-voz da polícia se recusou a estimar o tamanho da multidão no protesto, que foi organizado por grupos de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional.

Protesto contra xenofobia e extrema-direita é realizado neste sábado (13) em Berlim, na Alemanha — Foto: John Macdougall/ AFP Protesto contra xenofobia e extrema-direita é realizado neste sábado (13) em Berlim, na Alemanha — Foto: John Macdougall/ AFP
Protesto contra xenofobia e extrema-direita é realizado neste sábado (13) em Berlim, na Alemanha — Foto: John Macdougall/ AFP

Os manifestantes carregavam cartazes em que diziam "Construa pontes, não paredes", "Unidos contra o racismo" e "Somos indivisíveis - por uma sociedade aberta e livre". Alguns dançavam música pop em um dia quente de outono.

A chegada de mais de um milhão de migrantes, muitos de zonas de guerra no Oriente Médio, aumentou o apoio à AfD. Estima-se que a legenda se saia bem na eleição na Bavária, que costumava ser uma fortaleza do partido conservador União Social Cristã, que integra o governo de coalizão federal da chanceler Angela Merkel.

Repercussão política
Entre os apoiadores, está o ministro de Relações Exterioires Heiko Maas. Ele elogiou a manifestação ao jornal "Funke", e disse que os protestos são um "grande sinal" de que "a maioria do nosso país é a favor da tolerância e da abertura política".

O braço em Berlim da CDU, o partido conservador moderado de Angela Merkel, no entanto, tomou distância dos protestos. O oficial sênior da legenda, Stefan Evers, argumentou que há várias "organizações suspeitas" incluídas entre os manifestantes, segundo a agência Associated Press.

Ataques contra estrangeiros
Em agosto, grupos de extrema-direita na cidade de Chemnitz, no leste do país, entraram em confronto com a polícia e perseguiram pessoas que acreditavam ser estrangeiras após o esfaqueamento fatal de um alemão ter sido atribuído a dois migrantes.

Protestos semelhantes ocorreram em Dresden, Koethen e outras cidades do leste.

No entanto, o número de ataques violentos contra refugiados e contra abrigos na Alemanha caiu drasticamente no primeiro semestre deste ano.

Dilma Rousseff sofre forte vaia durante cerimônia de premiação no Maracanã

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14.7.14



 iG ao Rio de Janeiro (RJ)

Presidente compareceu pela segunda vez a um jogo da Copa do Mundo e entregou o troféu de campeã à Alemanha

Aconteceu na partida de abertura da Copa do Mundo, dia 12 de junho, no Itaquerão, e era inevitável que acontecesse neste domingo no Maracanã. Poderia ser pior, com um eventual título da Argentina, mas mesmo com a conquista alemã a presidente Dilma Rousseff foi vítima de fortes vaias todas as vezes que apareceu nos telões do estádio.



Contrariada com as vaias que escutava nas arquibancadas, Dilma Rousseff entrega a taça Fifa para o capitão alemão Lahm


Dilma apareceu pela primeira vez ao lado da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente da Fifa, Joseph Blatter, pouco antes da premiação de Manuel Neuer como melhor goleiro da Copa e de Lionel Messi como melhor jogador do torneio. Apesar do momento de celebração, a imagem da presidente fez logo ecoar a vaia, tomando conta de todo o estádio.

Veja ainda: Alemanha vence final na prorrogação e dá à Argentina seu Maracanazo na Copa

Na sequência, Dilma apareceu também quando os argentinos subiram ao palco para receber as medalhas de prata e quando os alemães, na sequência, receberam as de ouro. Mais uma vez, as palmas aos protagonistas do espetáculo futebolístico foram trocadas pelo alarido contra a governante.

Por fim, nem o momento da entrega do troféu aos novos tetracampeões do mundo serviu para que os torcedores presentes no Maracanã dessem uma trégua. Pior. Enquanto a entrega da taça era anunciada, as vaias só perderam em volume para dar lugar aos xingamentos, também repetindo os da abertura, de "ei, Dilma, vai tomar no c…".

E mais: Messi não entra em hall de craques campeões, mas é eleito o melhor da Copa

Com expressão fechada, Dilma só deixou de ser alvo das agressões verbais após a entrega do troféu, quando as câmeras voltaram a focar apenas os jogadores e Philipp Lahm se tornou o mais recente capitão a erguer a taça. Em segundo plano, Dilma recebeu os cumprimentos de Angela Merkel em mais um encontro das duas mulheres mais poderosas do mundo: uma, anfitriã da "Copa das Copas", como ela mesma definiu; a outra, vendo seu país sair campeão do torneio.



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Felipão dá novas provas de que virou um treinador medíocre, mas não mostra arrependimento

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9.7.14


Premiado com o cargo de técnico da Seleção após largar o Palmeiras à beira da queda para a Série B em 2012, Luiz Felipe Scolari dá nova prova de que virou treinador de segunda, mas se orgulha de um trabalho pífio e não mostra arrependimentos
Belo Horizonte — Em 2008, Joachim Löw encerrou o casamento de Luiz Felipe Scolari com a seleção de Portugal. Foi ele o responsável pela eliminação bem menos contundente, por 3 x 2 nas quartas de final da Eurocopa. Ontem, o treinador alemão pode ter aposentado Felipão. Pelo menos da Seleção Brasileira. Depois de deixar a esquadra lusitana, Felipão colecionou fracassos. Não vingou no Chelsea e arrumou emprego no Palmeiras. Ganhou uma Copa do Brasil, mas foi frouxo ao largar o clube paulista à beira da queda para a Série B a fim de preservar a biografia. Como diria um colega dele de profissão, a bola pune. A sucessão de gols da Alemanha colocou o ultrapassado Felipão em seu devido lugar — sentado no banco — aos 23 minutos do primeiro tempo. De lá, só levantou no sexto gol. Ainda resta a decisão do terceiro lugar, mas a trajetória do responsável pelo penta foi do céu ao inferno em 12 anos.

Felipão lamenta herança do pior dia de sua vida: 'Vou ser lembrado por ter perdido de 7 a 1'
O pior dos pecados capitais é o orgulho. Ao entrar na sala de imprensa do Mineirão, Felipão gabou-se do pífio trabalho na Copa do Mundo de 2014. Sofreu diante do México, do Chile e da Colômbia e teve todos os seus conceitos ultrapassados expostos ao mundo em 30 minutos. Ainda assim, não se arrependeu de nada. “Minha dívida? Não tenho dívida. Fiz o meu trabalho como sempre faço em qualquer lugar. Fiz aquilo que eu achei que era o mais correto e o melhor. Da forma como trabalhamos, nós tivemos apenas uma derrota. De um ano e meio para cá, essa foi a terceira derrota. Foi horrível pelo resultado, 7 x 1. Não é dívida e nem crédito. Em 2002, nós ganhamos. Agora, nós perdemos”, disse.

Rússia 2018

Felipão não teve humildade sequer para aceitar que o futebol brasileiro precisa se repensar. “Por quê? Por que perdemos um jogo hoje (ontem)? Essa equipe terá 12, 13 jogadores na próxima Copa, em 2018. É um caminho que está sendo feito. É a pior derrota do mundo, mas é um caminho que temos que aprender com isso tudo”, desconversou.

Limitado para fazer o Brasil jogar no mínimo como Gana, que empatou por 2 x 2 com a Alemanha, ou Argélia, derrotada por 2 x 1 na prorrogação, Felipão não aceitou as críticas nem sequer sobre o time escalado ontem. “Não me arrependo. Não é assunto para conversar agora. Foi um resultado. Vou me arrepender do quê? Tivemos oportunidades. Imaginava que, com a volta do Oscar, do Hulk e do Bernard, nós tivéssemos como fechar o meio de campo. Até a hora do primeiro gol, tudo estava organizado. Após o gol, o nosso time ficou desorganizado e ficamos em pânico. As coisas foram acontecendo para eles e dando errado para nós. A escolha é o técnico quem faz e ele precisa arcar com as consequências”, afirmou.

Na única resposta em que disse o óbvio ululante, Felipão deve ter sido beliscado por alguém e admitiu. “Provavelmente tenha sido a pior derrota da minha carreira. Eu perdi outros jogos. Quando se perde de um, de quatro ou de cinco é sempre igual porque fica o sentimento de não ter conseguido mudar o panorama do jogo. Se pensar na minha vida como técnico, como jogador, foi o pior dia da minha vida. Mas continua a vida. Vou ser lembrado por ter perdido por 7 x 1. Mas era um risco que eu sabia que eu corria. Os riscos que nós assumirmos, nós temos que assimilar e seguir em frente a nossa vida. É o que eu vou fazer.”

Fonte: Diário de PE
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Os 14 motivos para o fiasco da Seleção Brasileira

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Entenda por que a família Scolari conseguiu ser pior do que a criticada geração de Barbosa e não chegou sequer à final. As razões vão da empáfia à falta de treinos e de variações táticas




Belo Horizonte — Sessenta e quatro anos depois da derrota para o Uruguai na última rodada do quadrangular final da Copa de 1950, a Seleção Brasileira conseguiu fazer justiça com a geração de Barbosa. A esquadra de Flavio Costa será lembrada para sempre como o time que, ao menos, foi vice em casa. A família Scolari será, no máximo, terceira colocada. Os motivos para a maior tragédia em 100 anos vão da entrega do elenco nas mãos de um guru ao desperdício de datas e até de tempo para treinar.


A santíssima trindade formada por Luiz Felipe Scolari, Flavio Murtosa e Carlos Alberto Parreira — que chegou a dizer que o Brasil estava com a mão na taça na apresentação em Teresópolis — frustrou 200 milhões de torcedores. Cabe a Felipão cumprir o que disse um dia em uma palestra para alunos, em Brasília, na L2 Sul: “Se eu não ganhar a Copa do Mundo, vou pedir asilo aqui ao lado, na Embaixada do Kuwait”. A seguir, o Correio Braziliense aponta 14 motivos para o histórico fracasso na Copa do Mundo de 2014.


1. Desperdício de dias
Apenas um jogador convocado por Luiz Felipe Scolari participou da decisão da Liga dos Campeões da Europa:
o lateral-esquerdo Marcelo. Em vez de aproveitar e antecipar a apresentação do elenco em pelo menos uma semana, a Seleção Brasileira foi uma das últimas a dar início ao período de treinos para a Copa do Mundo.
No mínimo, seis dias jogados fora.

2. Nas mãos de um guru
Luiz Felipe Scolari chegou à Copa do Mundo de 2014 muito mais como motivador do que treinador. Na bagagem, levou para a Granja Comary o livro Como se tornar um líder servidor, com a intenção de conquistar o elenco na base da cordialidade. Foi assim na apresentação do elenco na Granja Comary, quando recebeu jogador por jogador na porta.

3. Stand up comedy
A troca de sorrisos, as piadas e até o momento talk show entre Felipão e Neymar na sala de imprensa do Itaquerão, na véspera da estreia contra a Croácia, eram apenas um disfarce da pressão que ambos tentavam evitar publicamente. No dia seguinte, apesar da vitória, parte do elenco demonstrou em campo que estava à beira de um ataque de nervos.

4. Refém de um sistema
Com a conquista da Copa das Confederações em cima da Espanha, Felipão “morreu” abraçado ao esquema 4-2-3-1 das cinco vitórias no evento teste de 2013. A maior falha é jamais ter testado o time sem Neymar. O camisa 10 começou todas as partidas da segunda era Scolari — à exceção da de ontem. Quando precisou se reinventar, Felipão entrou em pane: não tinha tempo e muito menos recursos humanos.

5. Sol tapado com peneira
A comissão técnica não teve sensibilidade para perceber e corrigir os buracos deixados pelos avanços de Daniel Alves e Marcelo ao ataque, expostos antes da Copa pelo fraco Panamá e a forte Sérvia. Os problemas se repetiram na estreia contra a Croácia, mais um alerta para o treinador, mas o problema foi empurrado para debaixo do tapete até o caos diante da Alemanha.

6. Teimosia
Felipão sabia que o volante de confiança vinha de uma péssima temporada no Tottenham, da Inglaterra. Em vez de testar opções, insistiu com Paulinho à exaustão e só jogou a toalha em Brasília, quando colocou Fernandinho em campo. O entrosamento de Luiz Gustavo com Fernandinho foi pouco ensaiado nos trabalhos na Granja Comary.

7. Novena
O treinador notou que o centroavante estava isolado no esquema tático. A bola não chegava a Fred nos coletivos, e o camisa 9 não mostrava mobilidade para recuar e buscar jogo. Na segunda parte dos treinos, saía Fred e entrava Jô, que pouco acrescentava. A ideia de Neymar como falso 9 jamais foi testada.

8. Sono ou displicência
Ou Felipão dormiu em cima do relatório entregue por Regina Brandão com o perfil dos 23 convocados, ou houve erro de avaliação da profissional de confiança dele. Ambos devem ter percebido que o capitão deveria ser outro, mas insistiram em manter a braçadeira com o zagueiro Thiago Silva. O diagnóstico foi exposto em público nos pênaltis contra o Chile.

9. Vista grossa
Foram muitas as horas vagas na concentração que poderiam ter sido usadas em treinamentos. Prova disso
foi a invenção de moda de Daniel Alves e Neymar, que aproveitaram a falta do que fazer para tingir os cabelos.
O cuidado estético representou a maior novidade “tática” da Seleção no empate por 0 x 0 com o México, no Castelão, em Fortaleza, pela segunda rodada da fase de grupos.

10. Falha recorrente
Felipão não teve a coragem de corrigir um dos problemas mais graves apresentados contra o Chile: o excesso de ligações diretas da defesa para o ataque. Um reflexo dos treinos, nos quais o treinador e os colegas Flavio Murtosa e Carlos Alberto Parreira foram incapazes de agrupar e ordenar que tocassem a bola com paciência diante de adversários retrancados.

11. Anestesia
A parceria de Felipão com Carlos Alberto Parreira teve ganhos e perdas. Calmo, sereno e tranquilo, o técnico do tetra foi, durante todo o tempo, uma espécie de calmante para Scolari. O atual treinador assumiu em algumas entrevistas que, às vezes, queria voltar a ser o Felipão de antes, dar um tratamento de choque no elenco e na imprensa, mas recuava ao ouvir
os conselhos do coordenador.

12. Sobrecarga
Felipão errou na convocação. Quando percebeu que deveria ter apostado em Robinho ou Kaká para diminuir a pressão sobre Neymar, era tarde demais. Olhou para o elenco, procurou um um jogador casca grossa para desviar o foco do camisa 10 e não o encontrou. Coube ao menos uma vez ao goleiro Julio Cesar assumir o papel e falar em nome do grupo na Granja.

13. Insegurança
Pedir ao assessor de imprensa pessoal para pegar seis jornalistas pelo braço na Granja Comary e levá-los para uma conversa reservada, a fim de pedir conselhos, foi a prova final de que Felipão havia deixado o elenco escapar das suas mãos. O desembarque às pressas de Regina Brandão em Teresópolis, para recolocar o grupo no divã, constituiu outra prova de que algo estava errado.

14. Salto alto
Tanto Luiz Felipe Scolari quanto Carlos Alberto Parreira chegaram a Teresópolis cantando vitória antes da hora. O experiente Parreira chegou a dizer: “O Brasil está com a mão na taça”, antes mesmo de a bola rolar. Depois da partida contra o Chile, Felipão reviu os conceitos e afirmou que, se a Seleção fosse derrotada, não seria o fim do mundo. Está sendo.

Fonte: Diário de PE

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