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PERNAMBUCO: Média móvel de casos de Covid sobe 75% em duas semanas

16.6.22

/ por casinhas agreste

No dia 2 de junho, a média móvel era de 573 casos diários. Nesta quarta (15), chegou a 1.004 casos diários.
A média móvel de casos confirmados do novo coronavírus subiu 75% nas últimas duas semanas, em Pernambuco. No dia 2 de junho, a média móvel era de 573 casos diários. Nesta quarta (15), chegou a 1.004 casos diários (veja vídeo acima).
Foram confirmados somente nesta quarta (15) 1.557 casos da doença. O número é o maior desde o dia 13 de abril, quando houve 1.669 notificações. No mês de junho, 863 casos têm sido registrados, em média, por dia.
A maioria dos novos infectados tem a forma leve da doença. Dos novos casos confirmados nesta quarta-feira, 11 são graves e 1.546 são leves.
O aumento dos casos de Covid-19 no estado também é notado nos índices diários e no aumento da procura por testes. Os pontos de testagem do Recife voltaram a ter longas filas de pessoas com sintomas gripais.
A Secretaria de Saúde do Recife disse que oferece uma média de 750 testes rápidos de Covid-19. Somente nos primeiros dias de junho, o governo informou que já enviou mais de três mil testes para os municípios
Alerta
A assistente administrativa Sara Vicente de Melo fez o teste e descobriu que estava com Covid. Ela afirmou que começou a ter sintomas de gripe na sexta (10).
"Como se fosse um resfriado leve, um pouco de coriza no nariz, um pouco de dor de cabeça, corpo bastante mole. E veio junto um pouco de tosse, sem catarro, tosse seca. Eu sabendo disso já comprei remédio. E eu pensando que era gripe", contou.
Os sintomas da variante ômicron, que tem circulado mais no estado, são mesmo muito parecidos com os da gripe. O médico infectologista Demetrius Montenegro, alertou que, por isso, os testes são ainda mais importantes.
"Estamos passando por um período em que outros vírus respiratórios estão acontecendo, principalmente nas crianças. Muita gente não vinha se testando, porque dizia que era uma gripe, mas não dá pra diferenciar gripe de Covid, principalmente com esses sintomas muita mais de congestão nasal, de tosse seca, de sinusite, não dá para diferenciar uma coisa pra outra, só fazendo teste", observou.
"Para a ômicron, precisa ser o esquema completo. Então, quem ainda não está com o esquema completo deve procurar a unidade de vacinação para tomar vacina e completar o esquema. Então, vacina e máscara, por enquanto, são as únicas coisas que temos pra nos defender desse vírus", disse Demetrius Montenegro.
Também é recomendado um isolamento de sete dias para as pessoas que estão sem sintomas e que passem pelo menos 24 horas sem nenhum sintoma, mesmo algum sintoma residual.
A partir do décimo dia, mesmo com algum sintoma residual, é possível sair do isolamento, porque já não há perigo de transmissão.
Uso de máscaras
O uso do equipamento de proteção em Pernambuco atualmente é obrigatório apenas nas escolas, unidades de saúde, farmácias e no transporte público.
Mas, diante do aumento de casos leves, a Secretaria Estadual de Saúde recomenda a utilização da máscara em todos os ambientes fechados, principalmente pelas pessoas que estão com sintomas gripais, idosos e imunosssuprimidos.
Nas ruas do Recife, muita gente continua usando máscara, inclusive em ambientes abertos. É o caso da vendedora Lucy Gomes, que trabalha no Cais de Santa Rita.
"É muito bom a gente usar máscara pra evitar. E agora que o pico aumentou a gente tem que manter, prevenir e não pegar novamente essa doença", disse.
A vendedora Erika Ferreira também não abre mão da máscara. Ela já teve Covid e ficou quase 20 dias doente.
"Permaneço de máscara em todos os lugares que eu vou porque, infelizmente, os casos estão voltando, então é melhor a gente se prevenir", afirmou.
Com a máscara, a aposentada Rita Francisca garantiu também todas as doses da vacina contra a Covid que estão disponíveis pra ela. "Já fui vacinada com as quatro, como se fala. Protegida, assim espero em deus", afirmou.
Leitos
No domingo (12), 505 leitos estavam ocupados na rede pública. É a primeira vez que o estado tem mais de 500 pessoas internadas em três meses. O último dia foi 11 de março, quando eram, exatamente, 500 leitos ocupados.
"Os sintomas são muito parecidos ao que aconteceu na onda de janeiro e fevereiro. São sintomas respiratórios mais altos, congestão, espirro, dor de cabeça, tosse, garganta doendo muito, mas sem comprometimento maior de pulmão. Quando acontece comprometimento maior de pulmão é tosse seca", afirmou o infectologista Demetrius Montenegro
O médico disse que não vem observando um aumento de casos com maior gravidade, de pessoas indo para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
"Quem está se internando, é para um controle de sintomas como dor de cabeça. Tem algumas pessoas com dor de garganta muito forte e que precisam se internar porque não conseguem tomar água, comer, terminam desidratando", disse.
Montenegro lembrou que com a vacina, associada ao uso de mascara, a proteção é muito maior. "E essa vacina vai te proteger de evoluir pra um caso de uma gravidade maior. Hoje, ainda quem se interna em UTI com uma situação de maior gravidade é quem ou que tem uma doença já de base muito avançada ou aquelas pessoas que não se vacinaram ainda", afirmou.

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