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Polícia investiga fraudes em licitações para comprar material gráfico em Nazaré da Mata, Timbaúba e Vicência

15.4.21

/ por casinhas agreste

Operação 'Rip Stop 2' foi deflagrada nesta quinta-feira (15). Apesar de as prefeituras investigadas serem na Zona da Mata, mandados foram cumpridos no Recife.
 G1 PE
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão, no Recife, nesta quinta-feira (15), para investigar fraudes em licitações nas prefeituras de Nazaré da Mata, Timbaúba e Vicência, na Zona da Mata Norte de Pernambuco (veja vídeo acima).

A operação “Rip Stop 2” é derivada de uma ação deflagrada em junho de 2020, para apurar o mesmo tipo de crime em Petrolina, no Sertão. As licitações são de compra de material gráfico. Na primeira fase, foram apontadas, pelo Tribunal de Contas, 131 licitações, envolvendo mais de R$ 132 milhões. Três contratos estão sendo analisados na segunda fase.

Foram expedidos dois mandados de busca e apreensão no Recife. Os policiais apreenderam celulares, computadores e documentos. Os crimes investigados são de fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A nova fase da operação começou em outubro de 2020.
Polícia Civil desencadeou operação para investigar fraudes em licitações de prefeituras de Pernambuco — Foto: Polícia Civil/Divulgação


De acordo com o delegado Diego Pinheiro, titular da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), o objetivo é identificar membros de uma quadrilha. A polícia não descarta a possibilidade de participação de servidores e ex-servidores das prefeituras.


“Nosso objetivo é o de colher provas para vincular essas empresas que possivelmente são de fachada e os sócios são laranjas do empresário alvo da Rip Stop 1”, afirmou o delegado.



Na primeira fase, a empresa investigada seria de fachada e suspeita de fraudar licitações. "Grande parte das licitações em que se tem suspeita de fraudes ele colocava apenas empresas dele, vinculadas a ele ou a familiares. Fazia uma falsa concorrência, onde só empresas dele concorriam", declarou o delegado.

Além dos mandados de prisão, a Vara Única da Comarca de Nazaré da Mata determinou o sequestro de valores e proibição da pessoa jurídica de participar de licitações.

Os nomes dos investigados e os valores suspeitos de terem sido desviados não foram divulgados. Participam da operação “Rip Stop 2” 15 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.



Respostas



Em nota, a prefeitura de Vicência disse que "está colaborando com as investigações da Polícia Civil com eficiência e transparência no envio de todos os documentos solicitados". Também afirmou que que a licitação e o contrato-convite investigados dizem respeito aos anos de 2015 e 2016, na gestão anterior.


A defesa de Paulo Tadeu, ex-prefeito de Vicência, enviou uma nota, em que afirmou que, até a tarde desta quinta-feira (15), ele "não foi notificado de nenhuma investigação".

Ainda no texto, declarou que, "se os fatos dizem respeito ao período de 2015/2016, já tem quase cinco anos, e ele nunca foi notificado de nenhuma acusação ou investigação relacionada a fraude em licitação nesse período, ou seja, enquanto foi prefeito de Vicência, logo não tem como se manifestar ou se defender legalmente sobre fatos que não são de seu conhecimento".

Por telefone, Egrinaldo Coutinho, ex-prefeito de Nazaré da Mata, afirmou que não foi procurado no decorrer das investigações da Polícia Civil. Também disse que, nas duas gestões dele, entre 2009 e 2016, as licitações foram feitas de acordo com o que a lei determina. Além disso, contou que teve confiança na Comissão de Licitação e que está com a consciência tranquila.

A prefeitura de Timbaúba afirmou que a contratação da empresa investigada aconteceu em gestões anteriores, mas disse que está à disposição para contribuir com as investigações da Polícia Civil.



'Rip Stop'



Polícia Civil e TCE investigam fraudes em licitações de mais de R$ 100 milhões


A primeira fase da operação teve mandados cumpridos no Recife, Olinda, Paulista e Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, e em Petrolina (veja vídeo acima). O cumprimento dos mandados expedidos para a capital foi feito em conjunto com a Polícia Federal.

A suspeita era de que o valor fraudado em licitações seja de R$ 132 milhões. Na época, as investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal eram diferentes, mas tinham em comum a empresa AJS, que seria de fachada e suspeita de fraudar licitações.

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