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EDUCAÇÃO: UFRPE e outras cinco universidades adiam lista de aprovados após novo erro no Sisu

08/02/2020

/ por casinhas agreste
O Sisu reúne vagas de instituições que escolhem seus alunos com base no desempenho no Enem
Folha de Pernambuco

Ao menos seis instituições de ensino superior no Brasil informaram o adiamento da convocação de aprovados no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) por causa de falhas do MEC (Ministério da Educação), entre elas a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Em nota divulgada no site, a instituição explicou que a suspensão na publicação aconteceu porque não recebeu a lista de candidatos inscritos para a UFRPE, "que deveria ter sido encaminhada pelo Ministério da Educação (MEC) desde o dia 6 de fevereiro, conforme previsto no cronograma do SISU 2020".

Ainda segundo o comunicado, o MEC justificou problemas técnicos que impossibilitaram a disponibilização dos resultados. Agora, fica a previsão de que a convocação de candidatos seja realizada na próxima segunda-feira, 10 de fevereiro. "Assim que for confirmada a disponibilização da lista de inscritos, a UFRPE irá divulgar um cronograma de matrículas atualizado para todas as suas unidades", finaliza o texto.


O Sisu reúne vagas de instituições que escolhem seus alunos com base no desempenho no Enem. A edição 2019 do exame, o primeiro sob responsabilidade do governo Jair Bolsonaro, registrou erro em milhares de notas, e candidatos ainda enfrentaram uma série de problemas no Sisu.


A convocação da lista de espera, acessada por quem não passou na primeira chamada, era prevista para esta sexta-feira (7), segundo cronograma da pasta comandada por Abraham Weintraub.

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O MEC, entretanto, ou não encaminhou a lista ou enviou uma relação errada para ao menos seis instituições federais, que precisaram adiar a convocação dos alunos e mudar o calendário de ingresso. Nesta etapa do processo, o MEC encaminha a lista para as universidades, responsáveis pela convocação.

Além da UFRPE, o problema também atingiu a UFSCcar (Universidade Federal de São Carlos), UFPel (Federal de Pelotas), UFOB (Oeste da Bahia), UFCG (de Campina Grande) e o IFPI (Instituto Federal do Piauí).

No caso da UFCG, a instituição informou que foi avisada pelo MEC que a lista divulgada na quinta-feira (6) à instituição não deveria ser utilizada. A universidade adiou os processos de autodeclaração e cadastramento de ingressantes, previstos para segunda-feira (10).

A UFOB também divulgou a lista na quinta, às 19h30, no mesmo dia em que a recebeu do MEC. Em nota, a universidade informou nesta sexta que também recebeu recomendação do ministério para "esperar a lista de espera definitiva que ainda será disponibilizada".

O MEC divulgou na manhã desta sexta que as convocações a partir da lista de espera deveriam ocorrer a nesta sexta-feira (7). Mais tarde, um texto no site da pasta com essa informação foi retirado do ar (ainda é possível encontrar sua referência na busca do Google).

Após questionamento, o MEC divulgou nota em que confirma a divulgação da lista para segunda-feira (10). O ministério não explicou os erros enfrentados pelas instituições e, apesar de reclamações nas redes sociais, também não prestou esclarecimentos aos candidatos.

Weintraub chegou a dizer que o Enem 2019 havia sido o melhor de todos os tempos, mas no dia seguinte assumiu o erro nas notas. O ministro também minimizou erros no Sisu e chegou a atribuir reclamações a supostos integrantes de partidos de esquerda.

O Sisu 2020 acumula erros. As inscrições no sistema abriram em 21 de janeiro já com falhas. Além de lentidão, candidatos recebiam mensagens equivocadas informando que o prazo havia terminado.

Depois, candidatos reclamaram que o sistema apresentava participantes aptos nas suas duas opções de curso e, com isso, as notas de corte parciais estariam elevadas de modo exagerado.

Em edições anteriores, o sistema informava que a nota do participante não era considerada no cálculo da nota de corte da segunda opção. Depois de negar que houvesse erros, o MEC divulgou comunicado em que defendeu o novo formato.

Participantes do Enem ainda enfrentaram um novo problema, no dia 29 de janeiro, também com a lista de espera. Candidatos que haviam se inscrito em apenas uma opção de curso, ao invés das duas possíveis, não conseguiam se inscrever na lista de espera -a falha foi resolvida no mesmo dia.

A divulgação da lista de aprovados chegou a ser barrada pela Justiça por causa da divulgação de notas do Enem com erros. O governo Bolsonaro, entretanto, conseguiu reverter a decisão e os resultados foram liberados.

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