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CORTE NA EDUCAÇÃO: Presidente da Capes diz que bloqueou 3.500 bolsas e não descarta novos cortes

09/05/2019

/ por casinhas agreste
Segundo executivo, outras 1.200 bolsas em programas de excelência foram suspensas para análise, mas serão desbloqueadas ainda nesta semana
André de Souza

Anderson Ribeiro Correia, presidente da Capes, minimizou corte de bolsas de pós-graduação Foto: Reprodução

BRASÍLIA — O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação, Anderson Ribeiro Correia, minimizou o alcance do bloqueio de bolsas de pós-graduação executado ontem, dizendo que elas representam menos de 2% do total e estão ociosas, ou seja, não há bolsistas cadastrados usufruindo-as.

Por outro lado, ele não descartou a possibilidade de que bolsas atualmente preenchidas sejam bloqueadas quando ficarem ociosas.
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Correia afirmou que 3.500 bolsas, que representariam um gasto de R$ 50 milhões em 2019, foram bloqueadas. A medida poderá ser revertida futuramente caso a economia brasileira melhore e não haja mais a necessidade de contingenciar recursos.

Os 3.500 bloqueios não incluem 1.200 bolsas ociosas em programas de excelência. Elas foram suspensas para análise, mas serão desbloqueadas ainda nesta semana.

— Esse número representa 1,75% das bolsas da Capes. Então, estamos bloqueando menos de 2% das bolsas da Capes. Cerca de 3.500 bolsas, dado que a Capes possui no Brasil e no exterior cerca de 200 mil bolsas. Programas nota 6 e 7, que são classificados como de excelência internacional no país, são os programas e cursos mais bem avaliados no país pela Capes, serão preservados desse bloqueio — disse Correia, acrescentando: — Essas ações podem ser revertidas mais à frente caso haja descontingenciamento em função da economia do país.

Perguntado sobro o possível bloqueio de vagas que ficarão ociosas assim que os atuais bolsistas terminarem seus programas, o presidente da Capes respondeu:

— Pode haver um conjunto de ações posteriores, as quais serão tratadas detalhadamente e esclarecidas no prazo devido. No momento estamos apenas bloqueando 1,75%.

Questionado sobre bolsas ociosas bloqueadas em que já houve processo de seleção, mas ainda não foram de fato preenchidas, o presidente da Capes disse que situações assim poderão ser analisadas caso a caso. Mas ele destacou que não é comum haver preenchimento no meio do semestre, uma vez que isso costuma ocorrer em fevereiro e agosto.

— Em geral, os bolsistas em qualquer programa iniciam atividade em fevereiro ou agosto. Não é comum no meio do semestre. Se houver exceções, podemos fazer uma avaliação detalhada — disse Correia.

O diretor de Gestão da Capes, Anderson Lozi da Rocha, disse que, uma vez que há necessidade de contingenciamento, foi escolhida a medida de menor impacto possível, ou seja, o bloqueio de bolsas não preenchidas. Os atuais bolsistas não terão recursos bloqueados.

— As bolsas ociosas chegam em alguns casos a até um ano. Não estão preenchidas É o menor impacto possível para instituição. Não se pode furtar ao contingenciamento, então escolhemos o menor possível — disse o diretor de Gestão da Capes.

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