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PERNAMBUCANO: Bolsonaro escolhe ex-ministro de Dilma Rousseff como líder do governo no Senado



O senador Fernando Bezerra Coelho Foto: Marcos Oliveira / Agência O Globo


BRASÍLIA — Depois de 50 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro indicou Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) como seu líder no Senado. A decisão anunciada nesta terça-feira é uma tentativa do Planalto de se aproximar do MDB, maior bancada da Casa, que prometeu ser "independente ao governo".


A decisão foi comunicada a Bezerra, em ligação, pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Segundo o novo líder, será marcada uma reunião entre ele, Lorenzoni e Bolsonaro amanhã ou na quinta-feira, para conversar sobre as pautas prioritárias do Planalto no Senado.

Sobre críticas à articulação política do governo no Congresso, Bezerra diz:

— Espero contribuir com a experiência que acumulei na minha trajetória pública, no sentido de ajudar o governo a se aproximar dos senadores.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), teve papel central na articulação pela escolha de Bezerra. Ele advogou pelo nome do colega, ressaltando a necessidade de o posto ser ocupado por alguém com experiência e de também ser uma chance de atrair o apoio do MDB às pautas do governo.

Bezerra já foi prefeito, deputado estadual, deputado federal, ministro da Integração Nacional (governo Dilma Rousseff). Por um pequeno período do governo Michel Temer, foi também líder de governo no Senado.

Depois da vitória de Bolsonaro, o MDB, que havia lançado Henrique Meirelles à disputa pela Presidência da República, havia anunciado "independência" em relação ao governo. Foi motivo de piada entre políticos, porque o partido foi base governista dos governos do PSDB e PT.

— A bancada foi consultada e respondeu positivamente. Então, não é uma coisa que a bancada não tenha participado. Acho pelas sondagens que fiz junto aos companheiros de bancada, há uma maioria com o desejo de ajudar na agenda de reformas. Então, o MDB segue com posição de independência, mas com desejo de ajudar — diz Bezerra.

Por o MDB ser a maior bancada do Senado, com 13 parlamentares, o governo considerou importante atrair o partido. Depois da derrota de Renan Calheiros (MDB-AL) na briga pela Presidência da Casa, houve o temor de que a legenda se tornasse oposição ferrenha a Bolsonaro.

Nos dias seguintes à derrota, no entanto, o partido já se reposicionou rumo a uma composição com a maioria da Casa. Aceitou acordos com Alcolumbre e governistas para não perder espaços no Senado, como o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que ficou com a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

O nome de Bezerra chegou a ser questionado por uma ala do governo. A alegação contrária foi a de que ele é alvo de inquérito no âmbito da Lava-Jato.

— Há investigações arquivadas e outras em fase de apuração. O fato é que eu tenho 37 anos de vida pública e nunca tive sentença transitada em julgado ao meu desfavor — se defende Bezerra.

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