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Paulo Câmara diz que nova Previdência precisar ser 'bem analisada'


Governador de Pernambuco ainda disse que as sugestões do Estado serão discutidas no encontro com governadores do Nordeste, no próximo dia 15

O socialista esteve em Brasília na última quarta-feira (20) para receber detalhes da nova proposta
Foto: Roberto Pereira/Arquivo JC
Da Editoria de Polìtica
Um dia após a apresentação da proposta da nova reforma da Previdência pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), o governador Paulo Câmara (PSB) afirmou que ainda está estudando o projeto e que todos os detalhes serão discutidos após o Carnaval no encontro com os governadores das demais regiões.  

"É uma reforma muito ampla, que envolve muita gente, desde o pequenininho, do deficiente, da pessoa que não teve condições de ter um trabalho organizado ao longo da vida, o trabalhador rural, até realmente as pessoas que ganham bem no serviço público. Então é uma reforma muito ampla, que precisa ser muito bem analisada. A gente está dedicado desde ontem a olhar o texto", afirmou o governador. 

O socialista ainda lembrou que está marcado para o próximo dia 15 de março um encontro com todos os governadores da Nordeste para que cada um apresente as suas prioridades e sugestões.

"Marcamos para o próximo dia 15 um encontro com todos os governadores do Nordeste para consolidar um conjunto de sugestões que cada estado do Nordeste quer levar e vamos apresentar essas sugestões no dia 19 de março, no Fórum com todos os governadores em Brasília", acrescentou Câmara. 
Preocupações
A proposta de reforma da Previdência apresentada nessa quarta-feira (20) ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) determina que Estados, municípios e o Distrito Federal devem – se apresentarem déficit financeiro e atuarial – têm que ampliar o percentual de contribuição dos seus servidores para, no mínimo, 14%. Caso desejem elevar a alíquota a um patamar superior a este, a mudança deve ser aprovada pelas assembleias estaduais, câmaras municipais e Câmara Legislativa do DF. Em Pernambuco, Estado que fechou 2018 com um déficit previdenciário de R$ 2,6 bilhões, os servidores contribuem com 13,5% dos seus salários, atualmente.

Depois de participar, ontem, em Brasília, do III Fórum de Governadores – onde foi criado um grupo de trabalho para discutir mudanças no texto da reforma da Previdência –, o governador Paulo Câmara (PSB) afirmou que vai “analisar de maneira célere todos os pontos para um posicionamento e oferecimento de sugestões ao Congresso Nacional”. O socialista disse, ainda, estar preocupado com as propostas da União em relação à “concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de aposentadoria rural”, que dificultam o acesso a ambos os benefícios. No dia 19 de março, os governadores voltam a se encontrar com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A adequação da alíquota de contribuição deverá ser aprovada pelos Estados, municípios e Distrito Federal nas suas respectivas casas legislativas no prazo de 180 dias, contando da data de aprovação da reforma. Caso esse prazo se encerre e não haja adequação, a alíquota de 14% passa a ser aplicada em definitivo.

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