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Paternidade das estrelas de Armando e provocações a Paulo voltam a gerar debate nas eleições de Pernambuco

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O deputado federal e presidente do PPS de Pernambuco, Daniel Coelho, reagiu com ironia às queixas de aliados do governador Paulo Câmara sobre a estrela símbolo da campanha da frente de oposição Pernambuco Vai Mudar. 

“A estrela da nossa campanha é a da bandeira de Pernambuco, que precisa voltar a brilhar depois de três anos de retrocesso do governo Paulo”, afirmou, acrescentando que a estrela foi inserida na bandeira do Estado durante a Revolução de 1817.

“Uma revolução, aliás, que foi contra o desperdício do dinheiro de Pernambuco com os luxos da família real, bem atual para 2018”, ironizou Coelho. “E com Armando, a estrela de Pernambuco vai voltar a brilhar”. 

O deputado também fez comentários sobre símbolo de campanha de Paulo Câmara, compartilhado por socialistas nas redes sociais, neste domingo.

“Já o símbolo de campanha de Paulo, resume bem o PSB de Pernambuco. Uma mala, que tempos atuais tem simbolizado a política do passado. A pergunta é: o que o PSB carrega na sua mala?”, colocou.

Veja o que aconteceu na convenção do PTB, no sábado

A marca adotada pelo senador Armando Monteiro Neto, oficializado candidato ao governo de Pernambuco pelo PTB neste sábado (4), chamou atenção. O petebista, que foi apoiado pelo ex-presidente Lula (PT) em 2014 e este ano abriu o palanque para Geraldo Alckmin (PSDB) embora declare voto para o petista, passou a usar uma estrela alaranjada. “O PT não é dono das estrelas. As estrelas estão no céu, as estrelas estão na bandeira de Pernambuco”, minimizou a relação com o partido de Lula.

“Estamos fazendo uma coisa que foi desenvolvida pelo pessoal de criação. A estrela não é propriedade de um partido, apesar de ter ficado muito associada”, afirmou ainda o senador.

Em Pernambuco, o PT vai se coligar com o PSB do governador Paulo Câmara, após retirar a pré-candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes essa semana, em acordo com os socialistas para evitar o apoio deles ao ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à presidência do PDT.

Armando Monteiro encabeça a chapa que tem como candidatos ao Senado os deputados federais Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), ambos opositores aos governos petistas. O petebista, apesar disso, declarou voto em Lula, se o petista conseguir ser candidato. Ele foi apoiado por Lula nas eleições de 2014, quando Paulo Câmara apoiou inicialmente Marina Silva, na época no PSB, e, no segundo turno, Aécio Neves (PSDB).

Armando visitou Lula na prisão, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) há duas semanas. Preso, o petista foi oficializado candidato à presidência da República pelo PT em convenção realizada também neste sábado, em São Paulo.

Em discurso durante a convenção, Mendonça Filho saiu em defesa do nome de Alckmin. “Nossa luta é fazer Armando governador e Geraldo presidente”, afirmou em discurso.

A relação de Armando com Lula quase provocou a saída do PSDB do palanque. Bruno Araújo, que é presidente estadual do partido, chegou a ameaçar se lançar candidato ao governo para dar palanque a Alckmin em Pernambuco e só voltou para o grupo depois que o petebista divulgou uma nota abrindo espaço para a campanha do tucano à presidência.



Em respeito à Legislação Eleitoral, o Portal Casinhas Agreste não publicará os comentários dos leitores. O espaço para a interação com o público voltará a ser aberto logo que as eleições de 2018 se encerrem.


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