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Caso Itambé: Edilson Silva acusa Paulo Câmara de omissão


Deputado Edilson Silva criticou governo do estado por demora em autorizar os procedimentos de investigação dos policiais militares envolvidos
Editoria de Política

Deputado Edilson Silva (PSOL) afirmou que vai instruir a família do jovem baleado a pedir reparação ao estado por danos morais
Foto: Rinaldo Marques/Alepe
Após a morte do jovem Edvaldo Alves dos Santos, baleado por policiais militares durante protesto em Itambé, o deputado Edilson Silva (PSOL) o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), fez críticas ao governador Paulo Câmara (PSB) quanto a condução das investigações.


"O governador somente na sexta-feira concluiu a autorização dos procedimentos, foram mais de 20 dias para ele acionar os mecanismos. Isso é um absurdo, isso é uma omissão. Uma situação como essa, não basta o governador assinar ofício. A sociedade se manifesta contra a violência, a polícia vai lá e atira no rapaz, e só agora que o rapaz morreu, o governador abre a boca para falar do assunto"
O governador Paulo Câmara (PSB), durante cerimônia de troca de comando da Polícia Militar no Quartel do Derby nesta terça (11), afirmou que o estado não está fazendo nenhum entrave nas investigações. "Todos os meios necessários para a elucidação desse caso já foram autorizados por nos desde o primeiro momento. Não há por parte do governo do estado nenhum desejo, nem nenhuma determinação de que não se apure com todo rigor esse fato, porque ele não pode se repetir no estado", contou.
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No último dia 23 de março, a corregedoria encaminhou para o jurídico da Secretaria de Defesa Social (SDS) o pedido de investigação dos oficiais envolvidos no caso, o capitão que teria ordenado o disparo e um tenente. A instauração do processo de apuração contra o praça, que efetuou o disparo, foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (7). "Estou monitorando o processo investigativo no Ministério Público e o inquérito policial. Até sexta-feira não tinha nenhum processo em relação aos policiais. Já os oficiais precisam da autorização expressa do governador. Um caso como esse exige que a gente aja com celeridade.
Danos morais
"Vamos instruir a família a exigir uma reparação do estado por danos morais. Vamos tentar fazer dessa tragédia um momento de reflexão, de aprendizado, sobretudo nas forças policiais, esse tipo de comportamento", afirmou Edilson Silva
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