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Quadrilha desarticulada poderia explodir 196 caixas eletrônicos


De 22 integrantes identificados, 16 foram presos, três fugiram e três morreram ao longo da investigação

Polícia apreendeu 49 emulsões de explosivos com a quadrilha. Cada uma poderia explodir quatro caixas eletrônicos / Margarette Andrea/Especial para o JC
Polícia apreendeu 49 emulsões de explosivos com a quadrilha. Cada uma poderia explodir quatro caixas eletrônicos
Margarette Andrea/Especial para o JC
Cidades


A onda de roubos a banco cinematográficos que vêm sendo registrados entre Pernambuco e Paraíba deve ter uma redução. Ao menos é o que espera a Polícia Civil, com a desarticulação de uma quadrilha apontada como responsável por pelo menos 15 investidas só no Estado, nos últimos dois anos. Ao todo, 22 suspeitos foram identificados, 16 deles estão presos (inclusive um vereador da Paraíba), três morreram ao longo da investigação e três conseguiram fugir. Entre o material apreendido com o grupo estavam 49 emulsões explosivas, o suficiente para explodir 196 caixas eletrônicos.

A investigação, batizada de Operação Sem Divisas, levou nove meses, tendo início com a explosão da agência do Banco do Brasil de Macaparana, na Zona da Mata Norte, na madrugada de 6 de abril de 2016. A quadrilha aterrorizou os moradores da cidade e de São Vicente Ferrer, fez reféns, incendiou um veículo, espalhou grampos pelas pistas e atirou contra o destacamento da Polícia Militar. Um modo de operação que se repetiu em várias outras investidas e deixou pistas que levaram aos integrantes.

“Temos evidências precisas de que eles participaram de 15 ações no Agreste e na Zona da Mata do Estado, sobretudo em cidades próximas à divisa com a Paraíba. Era um grupo extremamente perigoso”, afirma o delegado Paulo Berenguer, responsável pelas investigações. “Deflagramos a operação no dia 27 e contamos com o apoio da polícia da Paraíba para cumprir 14 mandados de prisão. Duas prisões foram em flagrante. O inquérito continua e vamos encontrar os três foragidos”.

Também foram apreendidos com o grupo 25 armas (oito pistolas, oito fuzis, três metralhadoras, três espingardas e três revólveres); cerca de três mil munições; 12 coletes à prova de balas; 25 detonadores; 18 baldes de grampos e equipamentos como prensas e furadeiras, além de veículos. “Só com as 49 emulsões eles poderiam explodir 196 caixas eletrônicos, pois cada uma era suficiente para quatro. Mas toda a origem do material já está identificada”, salienta o delegado.

Os integrantes do grupo moravam nos dois estados. E, segundo a pollícia, em Pernambuco atuaram nas cidades de Tacaimbó, Vertentes do Lério, Taquaritinga do Norte, Riacho das Almas, Macaparana, Cumaru, Machados, Santa Terezinha, Condado, Jataúba, Santa Cruz do Capibaribe, Primavera e Belém de Maria.

Vereador
“Todos tinham funções bem definidas. O vereador Moisés Marques de Sousa, o mais votado de Alcantil, na Paraíba, era responsável pela guarda, ocultação e transporte de armamentos e materiais e é suspeito de participar da morte de outro membro da quadrilha por divergências”, observa Berenguer. Segundo ele, o integrante assassinado, Adeilton Tavares Macedo (Guiné), era candidato a vereador em Riacho das Almas, no Agreste pernambucano.

Todos responderão por crimes como organização criminosa, comércio clandestino de armas de fogo, explosão, tentativa de homicídio, resistência e roubo. “A soma das penas pode chegar a 78 anos de reclusão. Multiplicando por 15 investidas pode subir para 1.170 anos”, registra o delegado. “Nós temos que ter a humildade de reconhecer que a criminalidade está crescendo. Mas a prisão desse grupo vai dar uma aliviada no Agreste e Zona da Mata”.

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