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Morador de rua é morto a pedradas em Santa Cruz do Capibaribe, PE

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25.2.22


Morador de rua é morto a pedradas em Santa Cruz do Capibaribe

Um homem morreu na madrugada desta sexta-feira (25) após ser atingido por diversas pedradas em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco. A vítima ainda sem identificação estava em um posto de combustíveis quando teria sido abordado pelo algoz.

Segundo informações de frentistas do estabelecimento, a vítima era morador de rua e constantemente estava pelo local. Mais cedo, ele havia discutido com outro homem e o desfecho da briga foi o pior possível.

Agentes do Instituto de Criminalística estiveram no local e recolheram o corpo para perícia. A Polícia Civil irá investigar o caso.

Blog Bruno Muniz

RECIFE PE: Artista de rua é morto a facadas dentro de metrô em movimento

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21.9.21


Crime ocorreu entre as estações Imbiribeira e Antônio Falcão, na Zona Sul do Recife. Testemunhas contaram que vítima e suspeito, que era ambulante, trabalhavam nos trens.
G1 PE e TV Globo

Um homem foi morto a facadas dentro de um metrô em movimento, na Zona Sul do Recife. O homicídio ocorreu nesta terça-feira (21), por volta das 12h, entre as estações Imbiribeira e Antônio Falcão. Testemunhas relataram à polícia que o assassinato aconteceu após uma briga por causa de um celular. Vítima, que era artista de rua, e criminoso, um ambulante, trabalhavam dentro dos trens.

Imagens enviadas ao WhatsApp da Globo mostram os passageiros correndo assustados após homicídio (veja vídeo acima). O crime ocorreu na Linha Sul do metrô. A vítima foi identificada como Bruno Henrique, de 22 anos, conhecido por fazer danças com amigos dentro do metrô para ganhar dinheiro.

A discussão teria começado na Estação Imbiribeira, mas o crime ocorreu com o vagão em movimento, no caminho para a Estação Antônio Falcão, onde o maquinista parou para que os passageiros descessem.

As imagens enviadas ao WhatsApp da Globo mostram os passageiros aglomerados em uma das pontas do vagão, correndo assustados após o crime. É possível ouvir vários gritos e o choro de algumas pessoas que estavam no trem.

A pessoa que matou a vítima, que ainda não foi identificada pela polícia, conseguiu fugir do local após acionar o freio de emergência do trem. Alguns passageiros passaram mal e foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


A área do crime foi isolada por uma equipe da Polícia Militar e uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, foi até o local para iniciar as investigações.

De acordo com o delegado Victor Leite, o crime teria ocorrido devido a uma discussão por causa de um celular, na segunda-feira (20).

“A gente sabe que ele fazia parte de um grupo de dança. Estamos apurando com quem a vítima discutiu. Provavelmente, o homicídio de hoje foi em decorrência dessa discussão com esse autor. Estamos correndo atrás para saber a qualificação dessa pessoa”, afirmou.

Um homem, que seria amigo da vítima, foi levado para uma delegacia como testemunha do crime. Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local para juntar mais informações sobre o caso.

O inspetor da Polícia Ferroviária Federal Genvis Salves afirmou que não há câmeras de segurança no trem, que é antigo. Há, somente, câmeras nas estações, mas o criminoso desceu do vagão no meio do trajeto.

“Eu soube que o suspeito acionou o freio de emergência entre as estações Imbiribeira e Antônio Falcão, pulou e se evadiu do local. O que eu soube foi que o elemento que desferiu os golpes de faca chegou repentinamente e começou a esfaquear ele. A única testemunha que temos é um suposto colega da vítima”, afirmou.


De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), depois do crime, a Linha Sul passou a operar temporariamente em via singela nas imediações dessas duas estações. Quando isso ocorre, somente uma via é utilizada pelos trens nos dois sentidos.

Além disso, a empresa informou que Estação Antônio Falcão só está aberta para desembarque de passageiros.

Paraibano que vivia nas ruas do Recife, é reencontrado; ele relata o sofrimento que viveu nas ruas

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10.3.19


Morador de rua pede ajuda em unidade de saúde e reencontra família após ficar um ano desaparecido
Assistente social da UPA da Caxangá, no Recife, conseguiu entrar em contato com pai de jovem, que mora na Paraíba. Família acreditava que homem tinha morrido.
Por Pedro Alves, G1 PE

Jakson (de branco) reencontrou família com ajuda de Swany (à esquerda), no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp


Um morador de rua, de 29 anos, reencontrou a família no Recife, depois de ficar um ano desaparecido. Jakson Santos conseguiu voltar para casa, em Campina Grande, na Paraíba, com a ajuda de uma assistente social da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, na Zona Oeste da capital pernambucana, que localizou o pai do jovem.

Vítima de alcoolismo, o rapaz sumiu de casa no início de 2018. Desde então, a família o procurou em inúmeros lugares e chegou a registrar um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento. Os pais acreditavam que ele estava morto. O reencontro de Jackson com o pai e a madrasta ocorreu na sexta-feira (8).

No Recife, após vagar entre Pernambuco e Paraíba. durante um ano, ele decidiu pedir a ajuda para a assistente social Swany Ramos, que entrou em contato com unidades de saúde do estado natal de Jakson, até falar com o pai do rapaz.

Segundo Swany, na quarta-feira (6), Jakson deu entrada na UPA com um ferimento no pé, causado pelo excesso de caminhadas. Ele recebeu alta no mesmo dia, mas na quinta-feira (7), decidiu voltar à unidade de saúde para pedir ajuda.

"Ele pediu ajuda não mais como paciente, disse que queria parar com o alcoolismo e que gostaria de encontrar a família. Como ele não tinha contato algum, investigamos e ele contou que já havia sido tratado numa UPA da cidade. Liguei para lá e peguei o contato de seu pai, mas não consegui falar com ele. O pessoal de lá da Paraíba intermediou e, assim, conseguimos", afirma.
Família espalhou cartazes sobre desaparecimento de jovem encontrado no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp Família espalhou cartazes sobre desaparecimento de jovem encontrado no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp
Família espalhou cartazes sobre desaparecimento de jovem encontrado no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Pai de Jakson, o taxista Jurandi Santos afirma que não tinha mais fé no retorno do filho. Ele chegou a procurar a polícia e Institutos de Medicina Legal (IML) para reconhecer corpos de jovens assassinados que, segundo ele, poderiam ser seu filho. A família distribuiu cartazes pelas cidades vizinhas e anunciou o sumiço do jovem em rádios e jornais.

"Um dia, ouvi que houve um homicídio em João Pessoa (PB), vi uma foto da vítima e estava certo de que era meu filho, mas o nome do rapaz era outro, mas eu só me sossegaria quando visse o rosto dele. Não consegui nada, mas prestei queixa do sumiço e o delegado disse para aguardar. Não tinha mais fé de que ele apareceria", diz.

Ainda segundo Jurandi, anteriormente, por causa do alcoolismo, o filho costumava desaparecer de casa por alguns dias, mas nunca por um período de tempo tão longo. Depois de um ano, a primeira notícia que eles tiveram de Jakson foi no início de março, mas o rapaz não quis contato com a família.

Após o reencontro, o taxista comemorou os primeiros momentos na companhia do filho e disse vai ajudá-lo a reconstruir a vida.

"Hoje, eu estou bem, pela primeira vez, em muito tempo. Há uma semana, me ligaram de Vitória de Santo Antão (na Zona da Mata de Pernambuco) e disseram que ele estava lá, mas que não queria ajuda. Ontem, disseram que ele estava aqui (no Recife) e foi quando falei com ele. Quando ele perguntou pelos avós, tive certeza de que era meu filho. Ele estava com o pé ferido, não aguentava mais", afirma.
'A violência da rua me fez querer voltar'
Jakson convive com o alcoolismo desde o início da vida adulta. Segundo ele, a bebida sempre foi um problema e a vergonha causada pelo vício era o que o fazia agir impulsivamente e o afastava cada vez mais da família.

O rapaz contou que a violência que presenciou nas ruas foi o que lhe fez querer voltar para casa. O caso que mais o impactou foi um homicídio que, segundo ele, ocorreu durante o carnaval de 2019. A Secretaria de Defesa Social registrou 62 assassinatos no estado, entre o sábado (2) e a terça (5).

"Eu vi um cara matando outro, na minha frente. Nesse tempo, vi muita coisa e sofri muita coisa também. Nas estradas, via muita violência e me escondia no mato para escapar. Já levei uma garrafada e, se não tivesse fechado os olhos, teria ficado cego. Tenho a cicatriz até hoje", afirma.

Ainda segundo Jakson, a cada recaída, a vergonha que ele sentia por causa do alcoolismo aumentava. Desde jovem, ele trabalhou informalmente em mercados e outros estabelecimentos comerciais, mas sempre deixava os empregos por causa da bebida.

"Quando você é jovem, não pensa muito bem. Eu brigava muito com minha família, todo mundo ficava revoltado. Quando ficava sóbrio, vinha o desgosto comigo mesmo, porque você não compreende o porquê das suas ações. Era aí que eu ganhava o mundo, bêbado, doido. Teve um momento que eu não quis mais voltar para casa para não dar mais trabalho", declara Jakson.

De volta à família, Jakson diz que pretende se recuperar.

"Quero botar a cabeça no lugar e dar orgulho à minha família. Quando me recuperar do pé, vou procurar ajuda psicológica e tentar me curar do alcoolismo", afirma.


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