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Preços de gasolina e diesel aumentam esta terça-feira nas refinarias

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26.10.21


Litro da gasolina pura fica em R$ 3,19 em média
Agência Brasil

Poto de gasolina - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Os preços da gasolina e do óleo diesel vendidos nas refinarias da Petrobras aumentam a partir desta terça-feira (26), segundo anúncio feito nessa segunda-feira (25) pela estatal.

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O litro da gasolina pura (ou seja, antes da mistura obrigatória com etanol anidro), sobe R$ 0,21 e chega a R$ 3,19 em média.


Considerando-se a gasolina já misturada ao álcool, a alta é de R$ 0,15. Com isso, o litro do combustível passa a custar R$ 2,33 em média.

Já o óleo diesel puro (antes da mistura com biodiesel) teve aumento médio de R$ 0,28 por litro e passa a custar R$ 3,34. O litro do diesel já misturado ao biodiesel fica R$ 0,24 mais caro, passando a custar R$ 2,94 em média.

Dólar bate R$ 5,73 com a saída de Moro do Governo Bolsonaro

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24.4.20

Correio Braziliense
Foto: Marcelo Casall Jr./Agência Brasil
O dólar bateu R$ 5,73 depois que o ex-juiz Sergio Moro deixou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. O novo recorde levou o Banco Central (BC) a intervir novamente no mercado. Ainda assim, o dólar opera na casa dos R$ 5,67, com alta de 2,5% às 12h desta sexta-feira (24). Às 12h22 a Bovespa abriu em queda com recuo de 9,58%, aos 72 mil pontos. Depois, as 13h09 já caía com menos intensidade, em cerca de 6%.


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O dólar começou o dia cotado a R$ 5,52, depois de dois dias consecutivos de alta. Mas continuou batendo recordes desde o início do pregão porque o mercado financeiro entende que a saída de Moro deixa o governo de Jair Bolsonaro ainda mais enfraquecido, já que o ex-juiz era considerado um dos pilares do Executivo. 

A disparada de mais de R$ 0,15 em pouco menos de três horas, já fez o Banco Central intervir diversas vezes no mercado hoje. Primeiro, a autoridade monetária ofertou 10 mil contratos de swaps cambiais. Depois, fez mais um leilão extraordinária de swaps. E, por fim, vendeu US$ 545 milhões em moeda à vista no mercado.

Ainda assim, o dólar não voltou mais para a casa dos R$ 5,65. E a Bolsa segue acumulando perdas. O Ibovespa opera com queda de 6%.

"A saída do ministro Sérgio Moro da pasta da Justiça é mais uma notícia negativa em meio a outros graves problemas gerados a partir do agravamento do impacto da crise do coronavírus. Instabilidade gera volatilidade", comentou o estrategista-chefe da Clear Corretora, Roberto Indech. Ele lembrou que "o mercado sempre antecipa movimentos e sinalizações, sejam elas financeiras ou políticas", mas pediu cautela aos investidores nesse momento de incertezas sobre o rumo do Ministério da Justiça e Segurança Pública. "A recomendação para os investidores é de cautela até que o presidente Bolsonaro nomeie um novo ministro para a pasta da Justiça, quando teremos uma sinalização mais clara da diretriz que o governo irá seguir", disse. 

Histórico

Este é o terceiro dia consecutivo de recordes na cotação do dólar. Na quarta-feira (22/4), a moeda saiu de R$ 5,32 para R$ 5,41 por conta da percepção do mercado de que o Banco Central (BC) vai cortar a taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), reduzindo a rentabilidade das aplicações da renda fixa. Na quinta (23/4), subiu de R$ 5,41 para R$ 5,52, influenciado pelos juros e também pela incerteza política que ronda o governo federal desde a notícia de que o ministro Moro pediu demissão. E, nesta sexta, começou o dia batendo os R$ 5,65, já que esses ruídos se intensificaram com a exoneração de Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal. E, logo depois, tocou nos R$ 5,71 quando Moro confirmou o pedido de demissão do governo.

Em ofício, Paulo Guedes pede que Congresso vote 19 propostas do governo para 'blindar' economia brasileira

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11.3.20

Crise do petróleo e o avanço do novo coronavírus motivaram o envio do documento
Foto: Sérgio Lima/ AFP
O ministro da Economia, Paulo Guedes - Foto: Sérgio Lima/ AFP
Leitura: 5min
Com informações da Folha de S.Paulo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou um ofício ao Congresso, nesta terça-feira (10) com 19 projetos para melhorar a economia brasileira. Nele, Guedes solicitou a aceleração da pauta de reformas econômicas, levando em consideração o agravamento da crise internacional e a necessidade de blindagem da economia do País, por conta de alguns agravantes, como, por exemplo, a crise do petróleo e o avanço do novo coronavírus.

O documento enviado pelo ministro da Economia possui 19 projetos que estão em tramitação nas duas Casas. Um anexo contendo 48 propostas também foi enviado ao Congresso.

No pedido enviado aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Paulo Guedes apontou que a aprovação das medidas de interesse do governo possibilitará a abertura de espaço fiscal para a concessão de estímulos à economia.

A privatização da Eletrobras, a autonomia do Banco Central e as novas regras para recuperação judicial de empresas, além de novos marcos legais de gás, do setor de ferrovias, elétricos e de saneamento estão entre as medidas enviadas por Guedes ao Congresso.

No ofício, ele solicita ainda a aprovação do pacote que foi enviado pelo governo no fim do ano passado, no Plano Mais Brasil, que inclui o novo pacto federativo, a proposta com gatilhos de ajuste fiscal para tempos de crise e a extinção de fundos.

"A equipe econômica monitora atentamente a evolução dos cenários internacional e doméstico. Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar o espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia",

A equipe econômica monitora atentamente a evolução dos cenários internacional e doméstico. Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar o espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia
Paulo Guedes
Para o ministro, é assegurada a ideia de que as medidas listadas por ele têm a capacidade de proteger o Brasil da extrema crise. O ministro afirma ainda que o presidente Bolsonaro vai enviar "em breve" a reforma administrativa, que altera as regras de carreira e salário dos servidores públicos. Acerca da reforma tributária, Guedes indicou que o governo está trabalhando para finalizar a contribuição que será enviada à Casa.

Na última segunda-feira (09), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rebateu a Paulo Guedes, afirmando que as reformas não bastam para combater a instabilidade econômica que afetou o Brasil.

A ordem para a equipe econômica, porém, é seguir com as reformas, sem medidas adicionais e a avaliação é que não existe espaço fiscal para que o governo brasileiro gaste mais. Paulo Guedes também não aceita flexibilizar a regra do teto de gastos, o que limita o crescimento das despesas públicas.

O presidente Bolsonaro (sem partido) disse, nesta terça-feira (10), num evento organizado por empresários brasileiros, em Miami, que não há crise e que as notícias sobre o novo coronavírus estão "superdimensionadas".

PROJETOS CONSIDERADOS PRIORITÁRIOS PELO MINISTRO PAULO GUEDES
Em tramitação na Câmara dos Deputados:
PL 6407/2013 – Nova Lei do Gás;

PLP 149/2019 – Plano de Equilíbrio Fiscal;

PLP 200/1989 – Autonomia do Banco Central;

PL 5877/2019 – Privatização da Eletrobras;

PL 6229/2005 – Recuperação Judicial;

PL 5387/2019 – Simplificação de Legislação de Câmbio;

PL 3443/2019 – Governo Digital;

PL 7316/2019 – Certificação Digital;

PLP 295/2016 – Nova Lei de Finanças Públicas;

PL 7063/2017 – Lei de Concessões.

Em tramitação no Senado Federal:
PLS 232/2016 – Marco Legal do Setor Elétrico;

PLS 261/2018 – Novo Marco Legal de Ferrovias;

PL 3261/2019 – Marco Legal do Saneamento Básico;

PL 3178/2019 – Alteração do Regime de Partilha.

Em tramitação no Congresso Nacional:
MP 902/2019 – MP da Casa da Moeda;

MP 905/2019 – MP Emprego Verde Amarelo.

Reformas:
PEC 188/2019 – Pacto Federativo;

PEC 197/2019 – Fundos Públicos;

PEC 186/2019 – Emergencial.

Bolsonaro culpa surto do novo coronavírus por alta de dólar

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28.2.20

O presidente disse ainda que tem falado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o caso, mas negou que interfira na atuação do Banco Central

Folha PE
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) culpou nesta quinta-feira (27) o surto do novo coronavírus nela nova escalada do dólar.

"Estamos tendo problema nesse vírus aí, o coronavírus. O mundo todo está sofrendo. As Bolsas estão caindo no mundo todo, com raríssimas exceções. O dólar também está se valorizando no mundo todo, e no Brasil o dólar está R$ 4,40. A gente lamenta, porque isso aí, mais cedo ou mais tarde, vai influenciar naquilo que nós importamos, até no pão, o trigo. Vai influenciar", disse durante transmissão ao vivo nesta quinta.

O presidente disse ainda que tem falado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o caso, mas negou que interfira na atuação do Banco Central, responsável pela política monetária e comandado pelo Roberto Campos Neto.

Leia também:
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"Tenho falado com o Paulo Guedes, eu não interfiro na questão do Banco Central, quando vende dólar ou não vende, eu não interfiro. Falo com o Paulo Guedes se a política é essa mesmo e eu tenho que confiar nele. E vou continuar confiando nele, ele faz a política econômica, ele que entende do assunto. O problema agora do dólar, a culpa é do coronavírus, paciência", disse.

A cotação da moeda americana vem sendo influenciada pelo avanço do coronavírus fora da China. Nesta quinta-feira (27), o dólar fechou em alta de 0,6%, a R$ 4,477, novo recorde nominal (sem levar em conta a inflação).

Na máxima da sessão, o dólar superou os R$ 4,50 pela primeira vez na história. Dentre as principais moedas globais, o real teve o terceiro pior desempenho do pregão. No ano, a divisa brasileira tem a pior performance, com queda de 11,5% ante o dólar.

O surto da doença, que já tem pelo menos um caso confirmado no Brasil, também levou à queda do Ibovespa. A Bolsa brasileira fechou em baixa de 2,6% –a quarta seguida– a 102.983 pontos, menor patamar desde 10 de outubro de 2019.

Ainda nesta quinta, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que o coronavírus pode afetar também o crescimento global neste ano e o preço das commodities. Ele afirmou que é preciso esperar para saber quais serão os efeitos no Brasil, mas reconheceu que o país pode ser afetado.

"O que está todo mundo em dúvida é qual vai ser o impacto do coronavírus no crescimento mundial. Se a gente tiver uma queda muito forte na projeção de crescimento mundial, ele passa a ser um fenômeno mundial e afeta todo o mundo, e o Brasil também", disse.

"O risco é tanto no preço de commodities como no crescimento menor do mundo. A gente tem que observar e estar preparado", afirmou.

O Ministério da Economia está monitorando o avanço do contágio e seus possíveis impactos na economia. Nas próximas semanas, o time de Paulo Guedes (Economia) deve divulgar um relatório com a nova projeção para o PIB de 2020 (hoje em 2,4%).07:08 28/02/2020

Dólar vai a R$ 4,19, segundo maior valor nominal da história

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14.11.19



 (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O dólar subiu pelo segundo pregão seguido nesta quarta-feira (13) e foi a R$ 4,1910, alta de 0,55%. Este é o segundo maior valor nominal (sem contar a inflação) da história. O pico nominal da moeda americana é de 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais, quando o dólar foi a R$ 4,1970, segundo cotação da CMA.
Segundo dados da Economatica, para bater a máxima histórica, a cotação da moeda americana teria que ultrapassar R$ 10,80. O valor equivale ao pico de 2002 corrigido pela inflação, quando a moeda encostou nos R$ 4 entre o primeiro e segundo turnos da eleição presidencial que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.
A alta da moeda nesta quarta é fruto de uma aversão a risco de investidores com a guerra comercial entre China e Estados Unidos e protestos na América Latina. 
Nesta quarta, o jornal americano The Wall Street Journal noticiou que "fase 1" do acordo entre os países teria esbarrado na compra de insumos agrícolas americanos pelos chineses. Os EUA quer fixar uma quantidade, em bilhões de dólares, a ser comprada, enquanto a China acredita que tal demanda favoreceria os americanos, sem que os chineses fossem favorecidos na mesma medida.
A expectativa do mercado era que a primeira fase do acordo fosse assinada antes do final do ano. Em discurso na terça (12), o presidente americano, Donald Trump, disse que na ausência de um tratado, novas tarifas serão aplicadas a importações chinesas. 
A piora na tensão comercial intensificou o viés negativo da América Latina, que vive protestos. Na véspera, a cotação do dólar atingiu sua máxima histórica no Chile, sob greve geral e expectativa de mudanças na Constituição. O pico foi renovado nesta quarta, a 794,97 pesos por dólar. 
O Brasil é contaminado pela depreciação das moedas latinas, além do real viver processo de depreciação desde o fracasso do leilão do pré-sal. A expectativa do mercado era de alta participação dos estrangeiros e grande entrada de dólares no país, o que não se concretizou.  

A Bolsa brasileira fechou em queda de 0,65%, a 106.059 pontos, também pressionada pela aversão ao risco.

Segundo Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos, também pesam para o cenário negativo a saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL, a invasão da embaixada da Venezuela no Brasil e a saída do ex-presidente Lula da prisão em Curitiba.

"A América do Sul vive uma polarização muito forte. O Lula, em teoria, representa um desses extremos, e sua liberdade é mais um alerta para os investidores estrangeiros", afirma Beyruti.


Dólar atinge R$ 4,10 em meio ao aumento das tensões políticas

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18.5.19

A moeda norte-americana teve a maior variação semanal desde o fim de agosto de 2018
Dólar teve valorização de 3,93% / Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Estadão Conteúdo

O dólar emendou o terceiro pregão seguido de alta na sessão desta sexta-feira (17) e encerrou a semana com valorização de 3,93%, maior variação semanal desde o fim de agosto de 2018. Mais uma vez, a onda de fortalecimento global da moeda americana, em meio à disputa comercial sino-americana, foi amplificada no mercado local pelas tensões no campo político. Em alta desde o início dos negócios, a moeda americana superou R$ 4,10 e correu até máxima de R$ 4,1127 no meio da tarde com um movimento de busca por proteção e zeragem de posições vendidas em dólar. Com um leve alívio na reta final dos negócios, o dólar fechou em alta de 1,60%, a R$ 4,1002 - maior valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado (R$ 4,1308). 

Operadores não citaram um fato específico para a nova rodada de depreciação do real. Nas mesas de operações, fala-se em uma mudança de expectativas em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Entre os fatores que preocupam estão a postura belicosa do presidente em relação ao Congresso, a magnitude dos protestos de rua e o risco de que as investigações sobre os negócios do senador Flávio Bolsonaro respingue no presidente jogam dúvidas sobre a governabilidade. 

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Além disso, a safra de indicadores econômicos fracos em meio à tramitação tortuosa da reforma da Previdência deprimiram as expectativas dos agentes. Segundo operadores, o voto de confiança ao governo foi substituído pela descrença, o que leva a um ajuste dos preços dos ativos.

"Quando as expectativas mudam, os preços mudam. O dólar ter ido rapidamente a R$ 4,10 mostra que houve uma deterioração muito grande da confiança", diz Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, que vê movimentos técnicos e uma zeragem de posições vendidas como propulsor da arrancada súbita da moeda americana. 



Em meio ao aumento da temperatura política, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou passar uma mensagem de otimismo. Em evento no Rio, Guedes disse que confia na liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para aprovar a reforma da Previdência. O ministro voltou a defender o regime de capitalização e a meta de economia de pelo menos R$ 1 trilhão em dez anos. Para Guedes, se a reforma for aprovada nos próximos dois meses, a "expectativa de crescimento" será outra. Diferentemente do observado nos últimos meses, desta vez as palavras de Guedes não conseguiram animar os investidores.

Maia, por sua vez, reiterou seu compromisso com a reforma da Previdência, mas alertou que é preciso "pensar alguma políticas de curto prazo" para estimular a economia. 

No exterior, as tensões comerciais entre China e Estados Unidos aumentam a aversão ao risco e contribuem para o fortalecimento global do dólar. O índice DXY - que mede a variação da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes - avançou 0,17%. O dólar também avançou em relação a moedas emergentes, mas em magnitude bem menor do que na comparação com o real.

Seis casos de dólares falsos são registrados em agência do BB no Recife

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30.6.15


Do NE10
As notas falsas (foto) foram compradas na agência do BB da Avenida Rio Branco, Centro do Recife / Foto: cortesia

Seis casos de pessoas que compraram notas falsas de dólares em uma das agências do Banco do Brasil no Recife foram registrados, segundo informou o próprio banco. Ainda de acordo com a instituição financeira, outros 13 casos semelhantes estão sendo investigados. A Polícia Federal em Pernambuco abriu inquérito para apurar a fraude. 
Representante do Banco do Brasil vai esclarecer dólares falsos nos EUA
Banco do Brasil não se pronunciou oficialmente sobre dólares falsos
Agência do BB onde foram comprados dólares falsos suspende venda da moeda

Os casos vieram à tona após a repercussão do relato da estudante pernambucana Amanda Silva, que tentou depositar o dinheiro nos Estados Unidos, onde mora atualmente, e foi informada pela agência norte-americana Bank of America de que o dinheiro era falso. A estudante passou por situação constrangedora e poderia ter sido presa. 

Os dólares que estavam em posse da estudante foram comprados na agência do Banco do Brasil da Avenida Rio Branco, localizada no Bairro do Recife, área Central da capital pernambucana. Por causa do ocorrido, o pai da estudante, que levou o dinheiro aos EUA, está impossibilitado de deixar o país até que o caso seja resolvido.

A agência onde o pai de Amanda comprou a moeda estrangeira é a mesma onde o agropecuarista José Maria Rangel Júnior, de 36 anos, comprou dólares no último dia 12 de junho.

José Maria declara que o banco teria entrado em contato com ele na última sexta-feira (26), solicitando o seu comparecimento à agência com urgência para que fosse feita a troca das cédulas, que também seriam falsas.

O agropecuarista declara que tomou conhecimento do caso de Amanda através da internet e resolveu entrar em contato com ela. Na conversa, os dois chegaram a trocar fotos das notas e perceberam que, pelo menos cinco delas, teriam série idênticas. "Outras quatro não tinham fita e nem marca d'água", declarou. "O que aconteceu com Amanda poderia ter acontecido comigo", disse José Maria, afirmando estar aliviado por tet descoberto a falsidade das notas antes de realizar a sua viagem. José Maria disse estar aliviado por não ter viajado com os dólares falsos 
José Maria disse estar aliviado por não ter viajado com os dólares falsos
Foto: Facebook
Ainda na nota emitia à imprensa, o Banco do Brasil declara que o lote de cédulas foi identificado e isolado e que o episódio se trata de um "caso pontual".

Acompanhe a nota do Banco do Brasil na íntegra:

"O Banco do Brasil esclarece que, tão logo detectadas as ocorrências, iniciou a apuração dos fatos e adotou as medidas de segurança necessárias. Além disso, já fez contato com todos os clientes que fizeram operações de câmbio nas quais poderiam ter sido utilizadas cédulas do lote envolvido, e prestou as devidas orientações. Dentre os clientes contatados, o BB já confirmou que seis, de fato, adquiriram notas falsas. Há mais 13 operações que ainda estão sob verificação. Os clientes que procuraram a reportagem provavelmente foram avisados pelo próprio Banco.

O lote de cédulas foi identificado e isolado. Portanto, trata-se de caso pontual. O BB reafirma que não existe risco para demais clientes que realizaram, ou venham a realizar operações de câmbio em Recife e demais praças.

As atividades de câmbio na agência da avenida Rio Branco, em Recife, foram retomadas às 15 horas, após suspensão para verificação de procedimentos.

Vale lembrar que o BB atua há mais de 30 anos no mercado de câmbio, e é líder no segmento.

FESTA DO TAPUIA 2022

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