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Novo planeta que pode ser habitável foi encontrado pela Nasa

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12.1.23


Identificado como TOI 700 e, o corpo celeste tem tamanho semelhante ao da Terra e condições ideais para possuir água em sua superfície.


Identificado como TOI 700 e, ele está em uma "zona habitável", isto é, está em uma região de seu sistema planetário que permite a presença de água líquida em sua superfície, viabilizando a existência de vida.

A descoberta foi apresentada na terça-feira (10) na 241ª reunião da Associação Astronômica Americana, em Seattle, que acontece entre os dias 8 e 12 de janeiro.

O corpo celeste é um dos poucos planetas do tamanho da Terra descobertos na zona habitável de uma estrela até agora. O sistema onde ele se encontra possui outros três planetas (TOI 700 b, c, d). Dos quatro, apenas dois têm condições para ser habitável.

Localizado no sistema planetário TOI 700, o planeta está a 100 anos-luz, na constelação Dorado, e tem as seguintes características:

Tem 95% do tamanho da Terra;
Provavelmente é rochoso; e
Completa uma órbita a cada 28 dias.
"Este é um dos poucos sistemas com vários planetas pequenos e de zona habitável que conhecemos", explica Emily Gilbert, membro do laboratório Jet Propulsion da Nasa.

De acordo com Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica na sede da Nasa, o satélite TESS que encontrou os planetas desse sistema foi projetado e lançado especificamente para encontrar corpos celestes do tamanho da Terra orbitando estrelas próximas.

Asteroide gigante passa perto da Terra nesta quarta (29)

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29.4.20

A rocha gigante viaja a 8,7 km/s e não correu risco de se colidir com a Terra

Quem tiver um telescópio amador pôde ter a sorte de observar a passagem do asteroide gigante 1998 OR2 pelas proximidades do planeta Terra. O corpo espacial que tem entre 2 e 4 quilômetros de distante pôde ser visto por volta das 6h54 desta quarta-feira (29).

Segundo dados da Agência Espacial Europeia (ESA), o OR2 viaja a 8,7 km/s e apesar de ser considerado gigante e passar próximo da Terra, não há qualquer risco de colisão com o planeta. Em seu ponto mais próximo, a rocha esteve mais de 6 milhões de quilômetros da superfície terrestre. Para efeito de comparação, a Lua está 380 mil quilômetros distante.

Descoberto em 1998, no Havaí, o asteroide é um dos mais brilhantes. Ponto curioso é que, como mostra uma fotografia do asteroide tirada pelo Observatório Arecibo, em Porto Rico, o corpo espacial parece estar usando uma máscara.  Seria conveniente em relação ao estado de quarentena por conta do novo coronavírus.

Como observar
Para ser visto, é necessário o uso de um telescópio amador e estar em um ambiente com pouca poluição luminosa. Ou seja, o mais escuro possível. Quem não tiver o equipamento, uma saída pode ser recorrer à tecnologia. A passagem do asteroide pôde ser vista online pelo site The Virtual Telescope.

Quem não aproveitar a ocasião terá que esperar pelo menos até 2031 para que o fenômeno se repita. Mas, neste caso, pela mudança de trajetória, o asteroide poderá estar há menos de 2 milhões de quilômetros do nosso planeta.

A ciência não quer matar Deus, diz cientista brasileiro vencedor de prêmio Templeton

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1.6.19



Na quarta-feira 29, o físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebeu em Nova York uma das maiores honrarias que um cientista pode ganhar. Ele foi o vencedor do Prêmio Templeton, o Nobel da espiritualidade, já concedido a Dalai Lama e Madre Teresa de Calcutá. Professor titular de Astronomia do Darthmouth College, em New Hampshire, Gleiser foi escolhido por ser um dos mais importantes proponentes da visão de que ciência, filosofia e espiritualidade devem ser entendidos como expressões complementares no esforço humano para abranger intelectualmente o universo, a vida e seus propósitos. “O caminho para a compreensão e a exploração científica não se dá apenas quando olhamos para o âmbito material do mundo”, diz Gleiser. “Quero trazer de volta, tanto à ciência quanto às pessoas que gostam de ciência, o enigma e o mistério do universo.” Ele é o primeiro latino-americano a ser laureado com essa premiação.
Religião e ciência costumam ser assuntos colocados de formas antagônicas e até excludentes. O sr. acaba de receber um prêmio por defender que não precisam estar separadas. Quando elas se aproximam?
A ciência vê o mundo como matéria e a fé o enxerga de outra maneira. Mas ciência, religião e filosofia são caminhos complementares com os quais a humanidade tenta entender quem é. A ciência não quer matar Deus. Ela é mais uma maneira de entendermos o mundo. Queremos ajudar a responder questões complexas que nos fazemos sempre, como a de quem somos nós.



As pessoas que são religiosas deixam a ciência de lado sem se perguntar por que as coisas existem. Enxergam tudo por meio da Bíblia. É um mundo meio perdido na Idade Média 
O mundo vive um tempo de radicalismo e de pouca tolerância a ideias diferentes. Isso torna ainda mais difícil o entendimento entre religiosos e cientistas?
As pessoas que são religiosas de forma intensa, ortodoxa, deixam a ciência de lado sem se perguntar por que as coisas existem. Enxergam tudo como uma interpretação literal da Bíblia. É um mundo meio perdido na Idade Média, como se os indivíduos ainda estivessem fechados em uma catedral do século 13. Isso compromete a visão de mundo. Crianças que crescem em meios assim não têm a opção de olhar o universo de forma diferente.
Há o recrudescimento de conceitos retrógrados, desmentidos totalmente pela ciência. Um exemplo disso é a discussão sobre o criacionismo versus o evolucionismo. Outro ponto é a proliferação de grupos que defendem que a Terra é plana.

Isso é trágico, da mesma forma que é trágico tentar reformular currículos para ensinar como ciência coisas que não são ciência.

Há quem defenda isso no Brasil.

Sinceramente, não entendo iniciativas assim. Querem transformar o País em uma teocracia cheia de técnicos, tipo Irã? Parece que é isso. Querem fazer o País voltar para trás quando a Europa, Estados Unidos e Índia estão indo para a frente, investindo em ciência? É um pecado isso.

Se de um lado há pessoas religiosas com preconceito contra a ciência, de outro existem muitos cientistas também preconceituosos em relação aos que praticam algum tipo de religião?

Sim. Muitos pesquisadores pensam, por exemplo, que se a pessoa é cientista não pode ser religiosa. Os cientistas precisam entender que a ciência também não sabe responder às grandes dúvidas da humanidade. Na verdade, nem sabemos quais são todas porque elas não têm fim. Mas o mistério é a alavanca do conhecimento científico. É o não saber o que nos leva a buscar o conhecimento e é exatamente esse não saber que deveria gerar bastante humildade e não arrogância por parte de quem busca o conhecimento.

É muita a tal arrogância que o sr. cita? Sempre existiu?

Há pesquisadores que acham que porque sabem de mecânica quântica ou de genética são os donos do mundo. Se julgam deuses.

Porque tem o conhecimento…

Desconhecem que atualmente todos nós carregamos mais dúvida do que conhecimento.

É a prepotência da ciência em ação?

A arrogância do ser humano é destrutiva e o dogmatismo, uma cegueira. Meu avô dizia que quando se usa um chapéu maior do que a cabeça ele cobre seus olhos. O que aprendi nessas décadas de vida dentro da academia é que devemos ter muita humildade para podermos avançar realmente no conhecimento. Ele aproxima as pessoas.

Como o sr. avalia os recentes anúncios de cortes para a ciência no Brasil?

É uma tragédia. Olhando para o quadro econômico do País, não será um corte para ciência e tecnologia que vai resolver nossos problemas financeiros. Pelo contrário. Reduzir verbas para a área é minar o futuro do Brasil.

De que maneira os cientistas podem reagir?

Percebo que há uma perplexidade geral. Mas é preciso que todos se mobilizem para mostrar às pessoas quais são as consequências que podem ocorrer se as verbas continuarem mesmo sendo diminuídas.

O sr. acha que a população brasileira não reconhece isso?

Há uma separação entre a academia e o público em geral. As universidades não têm a preocupação de explicar o que fazem e o por quê fazem. É preciso fazer um movimento que requer um grande esforço da comunidade científica para mudar esta situação. Mas é muito importante que ele aconteça. As instituições deveriam preocupar-se mais em se mostrar à sociedade e apresentar o que estão produzindo. Elas não estão somente dando emprego. Estão curando doenças, avançando no conhecimento, na criação de tecnologias usadas na agricultura, na engenharia. As pessoas do lado de fora da academia nem sabem quem fez aquilo tudo.

Por que os investimentos nas pesquisas científicas nunca foram prioridade no Brasil?

O destino da ciência no Brasil fica na mão dos políticos, dos governos, que têm maior ou menor compreensão do que ela representa para o futuro econômico do País. Esta é uma das minhas grandes preocupações. Até os anos 1950, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres do mundo. O Estado sul-coreano decidiu investir violentamente no ensino de engenharia e o país virou o que todos conhecemos hoje: uma potência tecnológica mundial. Fazer escolhas assim muda uma nação. A produção tecnológica brasileira poderia ser muito maior. Uma vez, fiz uma palestra no Senado e perguntei à audiência porque o Brasil não produzia um aparelho de Iphone, por exemplo. O que faltava para que pudéssemos virar potências tecnológicas como a Índia e a China? O Brasil está ficando para trás.

O que falta ao Brasil?

Muitas coisas. Entre elas, dar oportunidades a muitos jovens que sonham em ser cientistas e seguir carreira sem serem punidos com cortes sucessivos de investimentos como o que estamos vendo agora. Quando um governo faz isso, é como se cortasse as asas desses jovens, comprometendo o futuro de uma geração. Muitos estão se perguntando hoje se vale a pena fazer ciência no País.

O sr. falou de tecnologias como uma maneira de apresentar a produção dentro das universidades e o que pode chegar até as pessoas na vida prática. Jair Bolsonaro e o ministro Abraham Weintraub reduziram os recursos para Filosofia e Sociologia. Esses dois campos do conhecimento têm enorme valor, tanto quanto os mais inclinados à geração de tecnologias ou serviço?

As Ciências Humanas são fundamentais. Hoje, prevalece a integração e o engajamento entre as diversas áreas do conhecimento e nenhuma delas deve ficar de fora. Atualmente, o mundo tem perguntas muito complexas que, para serem respondidas, precisam de uma abordagem pluralista.

Pode dar um exemplo?

Vamos analisar a questão das células-tronco, por exemplo (células-tronco são células que podem servir de base para a criação de vários tecidos do corpo humano. São encontradas no sangue umbilical e na medula óssea, entre outros pontos do organismo, e também em embriões). Discutir o uso dessas estruturas não envolve somente aspectos médicos, mas éticos, sociais e econômicos. Dizer que o Brasil não precisa de pensadores é terrível. Que tipo de País é este formado sem pensadores das áreas de Humanas? Que projeto de longo prazo pode ter uma nação desta? Um país de técnicos que vão consertar carros e aparelhos de televisão? Importados, claro, porque não será capaz de fabricá-los. Falta um projeto de nação ao Brasil ancorado na realidade do século 21.



A Coreia do Sul era um dos países mais pobres do mundo. Investiu no ensino de engenharia e o país virou uma potência tecnológica mundial 
Como está a imagem do Brasil e da ciência brasileira nos outros países?

A maior parte nem dá bola ao que está acontecendo no Brasil. Entre aqueles que têm mais informações, há uma posição de perplexidade. As pessoas não entendem como um país como o nosso, com potencial gigantesco humano e natural, não é um dos mais importantes do mundo.

Um consórcio internacional de cientistas apresentou o primeiro retrato de um buraco negro feito até hoje. O sr. acompanhava o trabalho que estava sendo feito?

Sim. Foi muito linda a maneira como tudo foi feito. Houve a participação de dezenas de cientistas do mundo todo. Eles tiveram que usar telescópios instalados em diversos países e transformaram o planeta inteiro em um antena de radiotelescópio gigante. Foi espetacular. Mostrou o poder da humanidade de criar coisas belíssimas e importantes quando trabalhamos juntos.

A ciência encanta muita gente. Um exemplo foi o enorme interesse despertado entre leigos pela divulgação do retrato. De que forma o sr. explica esse fenômeno?

Estou envolvido em divulgação científica há décadas. Existe um apetite gigantesco da população pelos assuntos, principalmente aqueles mais exóticos, como os que envolvem a origem da vida e do universo. A ideia do buraco negro, por exemplo, um lugar onde as leis da Física deixam de fazer sentido, é fascinante.

Astrônomos anunciam descoberta de planeta habitável semelhante à Terra

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18.4.14

Astrônomos anunciaram a descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar com um tamanho comparável ao da Terra e no qual a água poderá existir em estado líquido, informou hoje (17) a revista norte-americana Science.

"É o primeiro exoplaneta [planeta fora do Sistema Solar] do tamanho da Terra, encontrado na zona habitável de uma outra estrela", ressaltou a astrônoma Elisa Quintana, do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre, da agência espacial norte-americana (Nasa). Ela integra a equipe internacional que conduziu a investigação.

O planeta, batizado Kepler-186f, orbita a estrela anã Kepler-186 e se localiza na "zona temperada, onde a água pode ser líquida", de acordo com a astrônoma. Essa zona é considerada habitável, uma vez que, segundo os cientistas, a vida – que depende da presença de água – tem mais probabilidade de se desenvolver ali.

O Kepler-186f encontra-se num sistema estelar situado a 490 anos-luz do Sol, com cinco planetas de tamanho próximo ao da Terra. Contudo, só o Kepler-186f está na "zona habitável", os outros estão muito perto da estrela.

Entre os cerca de 1,7 mil exoplanetas já detectados, em 20 anos, duas dezenas estão ao redor da sua estrela na "zona habitável". Todavia, muitos desses planetas são maiores do que a Terra, o que torna difícil verificar se são gasosos ou rochosos. Localizado na Constelação do Cisne, o Kepler-186f está na categoria de planetas rochosos como a Terra, Marte ou Vênus.

Em fevereiro, a Nasa anunciou que o telescópio Kepler tinha detectado 715 novos exoplanetas, quatro deles potencialmente habitáveis, mas 2,5 vezes o tamanho da Terra. A maioria desses novos planetas extrassolares foi identificada nos últimos cinco anos.

O Kepler foi lançado em 2009 para detectar mais de 150 mil estrelas semelhantes ao Sol, localizadas nas constelações do Cisne e da Lira, e encontrar planetas-irmãos da Terra.  informações Diário de Pernambuco

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