Responsive Ad Slot

 


Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens

Cinco caminhões com oxigênio venezuelano chegam a Manaus

Nenhum comentário

20.1.21


Doação acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro
Cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram na noite desta terça-feira (19) para abastecer a demanda em Manaus, atingida por uma grave crise sanitária durante a segunda onda de contaminação da pandemia.

Oriundo do estado de Bolívar, no sul da Venezuela, o comboio carregando 107.000 m³ de oxigênio partiu no fim de semana e percorreu pouco mais de 1.500 km rumo à capital do Amazonas.

A carga deve ajudar a aliviar a grave situação na região, que atravessa um aumento exponencial de casos de Covid-19 em um momento em que o sistema de saúde está colapsado.

Desde da última quinta-feira, dezenas de pessoas morreram asfixiadas devido à falta de oxigênio em centros de saúde, uma situação que levou a população local ao desespero.

Centenas de cidadãos na capital amazonense peregrinaram em busca de oxigênio para tratar os familiares em casa diante da situação calamitosa dos hospitais, alguns dos quais pararam de receber novos pacientes.

A demanda diária do Amazonas atualmente gira em torno de 76.000 m³ de oxigênio, enquanto que as empresas provedoras não conseguem produzir mais de 28.200 m³ por dia.

A doação de oxigênio acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro, a quem chama de "ditador".

Maduro disse no domingo que a situação em Manaus era um “escândalo” e que “a Venezuela estendeu sua mão solidária ao povo amazonense”.

Bolsonaro ironizou o envio de oxigênio, mas não rejeitou a ajuda.

"Se o Maduro quiser fornecer oxigênio para nós, vamos receber sem problema nenhum. Agora, ele poderia dar auxílio emergencial para o seu povo também. O salário mínimo lá não compra meio quilo de arroz", disse o presidente a apoiadores em Brasília na segunda-feira.

A Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história contemporânea, com hiperinflação e sete anos de recessão, o que afetou seu próprio sistema de saúde, atingido pela escassez de suprimentos médicos e material de proteção para Covid-19.

Venezuela envia mais de 100 mil m³ de oxigênio que deve chegar ao Amazonas nesta segunda-feira, diz governo

Nenhum comentário

18.1.21


Carretas carregadas com o gás venezuelano atravessaram a fronteira do Brasil com a Venezuela no domingo e chegam a Manaus na noite desta segunda.
G1 AM
Está previsto para chegar a Manaus, na noite desta segunda-feira (18), um total de 107 mil m³ de oxigênio doados pelo governo da Venezuela, segundo informações do Governo do Amazonas. As carretas atravessaram a fronteira do Brasil com a Venezuela na tarde de domingo (17).
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse que os primeiros caminhões que carregam os cilindros com oxigênio saíram no sábado da cidade de Puerto Ordaz, localizada a cerca de 1.500 quilômetros de Manaus. O governo venezuelano havia anunciando na sexta-feira que forneceria ao estado do Amazonas o oxigênio disponível no país.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, entrou em contato com o governador de Roraima, Antonio Denarium, para dar o apoio necessário na passagem do carregamento pelo estado vizinho. Cada veículo transporta cerca de 25 mil metros cúbicos.

Atualmente, o consumo diário no Amazonas é de 76 mil m³. A capacidade de entrega das empresas fornecedoras do produto tem sido de 28.200 m³/dia e o déficit é de 48.300m³/dia.

Abastecimento

O Governo do Amazonas está recebendo, em média, quatro voos diários da Força Aérea Brasileira (FAB) com oxigênio para abastecer as unidades de saúde do Estado. Cada aeronave tem capacidade para transportar até cinco mil metros cúbicos do insumo.

Os insumos estão sendo transportados pelas aeronaves KC 390 e C 130, com grande capacidade para transportar cargas e pessoal. O transporte por linhas comerciais porque o oxigênio é um gás muito inflamável. Por isso, são transportadas o equivalente a dois mil metros cúbicos por viagem.

A mobilização para o transporte de novas cargas de oxigênio também acontece por via fluvial. A White Martins tem enviado cargas até Belém, de onde é feito o transporte até Manaus por meio de balsas.


As balsas aportam em trazendo caminhões com capacidade para transportar 9 mil e 25 mil metros cúbicos de oxigênio. Para agilizar a distribuição dos insumos, parte do carregamento desembarca e segue para abastecimento. Parte desse carregamento é levada à sede da empresa em Manaus, onde é feito todo o processo de engarrafamento do oxigênio e, posteriormente, distribuída também para o interior do Amazonas.

Rússia adverte EUA a não darem “passos agressivos” na Venezuela, senão haverá graves consequências

Nenhum comentário

2.5.19


Em conversa com secretário de Estado americano, chanceler russo diz que ingerência de Washington é 'grosseira violação do direito internacional'

Veja

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse nesta quarta-feira, 1º, ter advertido o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que haverá graves consequências se os Estados Unidos  continuarem a dar “passos agressivos” em direção da Venezuela. Por comunicado, a chancelaria russa informou que o recado foi dado durante conversa telefônica.
Na nota, o ministério acusa os Estados Unidos de apoiarem a tentativa da oposição venezuelana, liderada por Juan Guaidó, de tomar o poder. Também denuncia “a ingerência de Washington nos assuntos internos de um país soberano e as ameaças a seus dirigentes” como uma “grosseira violação do direito internacional”.
“Só o povo venezuelano tem o direito de determinar seu destino, razão pela qual é necessário um diálogo entre todas as forças políticas do país, que é o que há muito tempo pede o governo”, disse Lavrov, de acordo com o comunicado. “A destrutiva ingerência exterior, mais ainda com o uso da força, não tem nada em comum com os processos democráticos”.
O regime de Nicolás Maduro aliou-se ao governo de Vladimir Putin, que se tornou sua última fonte de financiamento e de apoio militar. Em março, a Rússia enviou aviões e soldados para a Venezuela, sob o argumento de conduzir projeto de cooperação.
A presença russa no país sul-americano é vista com profunda desconfiança por Washington. A embaixada russa na Venezuela, porém, afirmou que o Exército de seu país continua do lado de Maduro e negou que os seus especialistas militares possam intervir nos incidentes que acontecem em Caracas.

TENSÃO: EUA podem realizar ação militar na Venezuela

Nenhum comentário

1.5.19


Foto: Yuri Cortez/AFP.
Diário de PE
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, indicou que uma intervenção militar na Venezuela pode ocorrer, se necessário. "O presidente (dos EUA, Donald Trump) tem sido cristalinamente claro e incrivelmente consistente: a ação militar é possível. Se é isso o que é necessário, é o que os Estados Unidos farão", disse em entrevista à emissora Fox Business, nesta quarta-feira, dia 1º, ao comentar sobre a nova tentativa da oposição venezuelana de derrubar o governo de Nicolas Maduro.

De acordo com ele, os EUA estão tentando fazer tudo para evitar a violência, como pedir aos envolvidos "não participar nesse tipo de atividade". "Nós preferiríamos uma transição pacífica do governo lá, onde Maduro vá embora e uma nova eleição será realizada", afirmou.

Pompeo também comentou sobre uma declaração de Trump desta terça-feira no Twitter na qual disse que "se a tropas e a milícia cubanas não cessarem as operações militares e outras com o propósito de provocar mortes e destruição à Constituição da Venezuela, um total e completo embargo, junto com sanções do nível mais alto, serão colocadas à ilha de Cuba".

De acordo com o secretário de Estado dos EUA, além das ações já tomadas pela administração Trump para acabar com o apoio de Cuba "há mais que continuaremos a trabalhar", disse. Segundo ele, o mesmo será feito com os russos. "Como o presidente (Trump) disse: eles precisam ir. E os russos precisam ter o custo por essa corrida", afirmou.

Embaixador da Venezuela na ONU diz que governo Maduro derrotou 'tentativa de criar guerra civil'

Nenhum comentário

30.4.19


Opositor Leopoldo López entrou na residência do embaixador chileno em Caracas após aparecer liderando protestos com Juan Guaidó. Dia teve protestos e confronto com forças de segurança.
Por G1
Manifestante caminha diante de ônibus incendiado durante confronto em Caracas, na Venezuela — Foto: Federico Parra/AFP
O embaixador da Venezuela na Organização das Nações Unidas (ONU), Samuel Moncada, disse em Nova York, nesta terça-feira (30), que "o governo do presidente Nicolás Maduro derrotou todas as tentativas de criar uma guerra civil" em seu país, referindo-se à movimentação liderada pelo oposicionista Juan Guaidó para tentar derrubar o regime chavista.

A convocação do presidente autoproclamado levou a confrontos entre civis e forças de segurança nesta terça. A imprensa local cita 57 feridos em Caracas, capital venezuelana.

Enquanto o chanceler de Maduro se pronunciava em Nova York, o ministro das Relações Exteriores chileno, Roberto Ampuero, confirmou que outro líder da oposição venezuelana, Leopoldo López, se encontrava na residência da missão diplomática do Chile em Caracas, acompanhado por sua mulher e uma filha do casal.

"Lilian Tintori e sua filha entraram como convidadas na residência da nossa missão diplomática em Caracas. Há alguns minutos, seu marido, Leopoldo López, juntou-se à família naquele lugar. O Chile reafirma compromisso com os democratas venezuelanos", escreveu.
López foi libertado de prisão domiciliar esta manhã quando alguns militares se juntaram aos oposicionistas liderados pelo autoproclamado presidente interino Guaidó. Esses militares e uma multidão de opositores tentaram, pela manhã invadir a base aérea conhecida como La Carlota, a mais importante do país.

Ao lado de Leopoldo López, Juan Guaidó fala a multidão de cima de um carro em Caracas, após convocar o povo às ruas contra Maduro — Foto: Cristian Hernández/AFP Ao lado de Leopoldo López, Juan Guaidó fala a multidão de cima de um carro em Caracas, após convocar o povo às ruas contra Maduro — Foto: Cristian Hernández/AFP
Ao lado de Leopoldo López, Juan Guaidó fala a multidão de cima de um carro em Caracas, após convocar o povo às ruas contra Maduro — Foto: Cristian Hernández/AFP
O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, afirmou que o governo e todas as instituições conseguiram derrotar mais uma tentativa de tomar o poder. O embaixador ressaltou que nenhuma vida foi perdida durante os confrontos desta terça-feira e que o que aconteceu foi uma "operação midiática".
Moncada disse ainda que o que aconteceu na Venezuela nesta terça-feira foi um típico golpe articulado pelos Estados Unidos na América Latina, mas que, desta vez, a ação fracassou.
Outro sinal de que a tentativa de derrubar Maduro não alcançava seu objetivo foi a confirmação, esta tarde, pelo porta-voz da Presidência brasileira, Otávio Rego Barros, de que 25 militares venezuelanos pediram asilo na embaixada brasileira na Venezuela.

O paradeiro de Guaidó não estava claro no final da tarde de terça. Mais cedo, o procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, alertou que o Ministério Público está juntando provas contra os "reincidentes nesta tentativa de atividade conspiratória à margem da legalidade".

Entenda o que aconteceu hoje na Venezuela

O que aconteceu até agora
Presidente autoproclamado Juan Guaidó convocou população às ruas e disse ter apoio de militares para a fase final da chamada Operação Liberdade.
Presidente Nicolás Maduro afirmou ter conversado com todos os comandantes das chamadas Redi (Regiões de Defesa Integral) e Zodi (Zona de Defesa Integral), que, segundo ele, manifestaram "total lealdade ao povo, à Constituição e à pátria".
Líder da oposição Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar após decisão sob o regime de Maduro, foi liberado e circulou pelas ruas ao lado de Guaidó. Mais tarde, o ministro das Relações Exteriores chileno confirmou que López está na residência da missão diplomática do Chile.
Diosdado Cabello, que comanda a Assembleia Constituinte pró-Maduro, convocou apoiadores do governo a se dirigir para o Palácio presidencial de Miraflores.
Policiais dispararam bombas de gás contra manifestantes em Caracas. Segundo TV estatal, eles tentaram dispersar "golpistas".
Brasil, Estados Unidos e Colômbia disseram estar contra Maduro. O presidente Jair Bolsonaro reafirmou apoio a Guaidó e disse que o Brasil "acompanha com bastante atenção" a situação.
O vice-presidente Hamilton Mourão disse que crise chegou ao limite e que ou Guiadó será ou preso ou Maduro vai embora.
25 militares venezuelanos, nenhum de alta patente, pediram asilo na embaixada brasileira em Caracas.
O presidente americano, Donald Trump, postou em rede social mensagem na qual diz acompanhar de perto a situação e que "os Estados Unidos apoiam o povo da Venezuela e a sua liberdade".
Cuba, Bolívia e Rússia criticaram a ação de Guaidó.
O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, disse que o governo Maduro derrotou "tentativa de criar guerra civil".
'Operação Liberdade'
Pela manhã, Guaidó convocou a população às ruas e declarou ter apoio de militares para pôr fim ao que ele chama de "usurpação" na Venezuela.

"Povo da Venezuela, começou o fim da usurpação. Neste momento, me encontro com as principais unidades militares da nossa Força Armada, dando início à fase final da Operação Liberdade", disse em uma rede social.
Ele fez uma pronunciamento diante de manifestantes. "Hoje, já sabemos que todos os venezuelanos estão a favor da mudança e sabemos que o povo, incluindo as Forças Armadas, estão a favor da Constituição. Os soldados em Caracas e em todo o país estão do lado da Constituição e contra a ditadura", afirmou.

Um canhão de água da Guarda Nacional Bolivariana dispersa os oponentes ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, na Venezuela — Foto: Ariana Cubillos/AP Um canhão de água da Guarda Nacional Bolivariana dispersa os oponentes ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, na Venezuela — Foto: Ariana Cubillos/AP
Um canhão de água da Guarda Nacional Bolivariana dispersa os oponentes ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, na Venezuela — Foto: Ariana Cubillos/AP

Em seguida, Maduro disse ter a lealdade de militares e convocou uma mobilização social. Em Caracas, manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança.

"Nervos de Aço! Conversei com os comandantes de todas as REDI e ZODI do país, que me manifestaram sua total lealdade ao povo, à Constituição e à Pátria. Convoco a máxima mobilização popular para assegurar a vitória da paz. Venceremos!" , afirmou Maduro.
Redi e Zodi são as siglas para Regiões de Defesa Integral e Zonas de Defesa Integral, respectivamente.

O ministro da defesa, Vladimir Padrino López, se pronunciou na TV e disse que "este ato de violência foi derrotado. Quase todo esse grupo de uniformizados com armas deixou o distribuidor e foi para a praça Altamira, repetindo 2002 [naquele ano houve um golpe que derrubou Hugo Chávez temporariamente]".

Ele terminou o pronunciamento dizendo "Chávez vive!".

Nova etapa da Crise na Venezuela — Foto: Juliane Souza/G1 Nova etapa da Crise na Venezuela — Foto: Juliane Souza/G1
Nova etapa da Crise na Venezuela — Foto: Juliane Souza/G1

Conflitos em Caracas
Momento em que um blindado da polícia venezuelana avança sobre manifestantes na base aérea La Carlota, em Caracas — Foto: Reprodução/GloboNews

Ainda pela manhã nesta terça, grupos de manifestantes tentaram entrar na principal base aérea do país, a Generalísimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota. O local – que fica na região leste de Caracas, a cerca de 13 quilômetros do Palácio Miraflores, sede do governo – foi escolhido como ponto de apoio a Guaidó.

Manifestantes forçaram as grades, mas os militares responderam com disparos de bombas de gás. Carros blindados da polícia também avançavam sobre manifestantes.

Um dos veículos chegou a acelerar sobre a multidão, atropelando pessoas e provocando uma correria que derrubou mais gente perto da La Carlota (veja acima). Logo após o carro avançar, uma chama foi vista sobre o veículo. Não era possível identificar, no entanto, de onde partiu o fogo.

Apoiadores de Nicolas Maduro gesticulam durante manifestação nos arredores do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, na Venezuela — Foto: Matias Delacroix/AFP Apoiadores de Nicolas Maduro gesticulam durante manifestação nos arredores do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, na Venezuela — Foto: Matias Delacroix/AFP
Apoiadores de Nicolas Maduro gesticulam durante manifestação nos arredores do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, na Venezuela — Foto: Matias Delacroix/AFP

Adversários do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, desafiam as forças leais a Maduro na base aérea de La Carlota, em Caracas, na Venezuela — Foto: Boris Vergara/AP Adversários do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, desafiam as forças leais a Maduro na base aérea de La Carlota, em Caracas, na Venezuela — Foto: Boris Vergara/AP
Adversários do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, desafiam as forças leais a Maduro na base aérea de La Carlota, em Caracas, na Venezuela — Foto: Boris Vergara/AP

Após os conflitos da manhã, já na tarde desta terça, Guaidó escreveu em rede social: "Venezuela: temos em nossas mãos o poder de alcançar o fim definitivo da usurpação. Estamos em um processo que é imparável. Temos o apoio firme de nossa gente e do mundo para alcançar o restabelecimento de nossa democracia. #TodaVenezuelaNaRua".

Já perto do Palácio Miraflores, uma multidão pró-Maduro fez uma manifestação.

Multidão de manifestantes pró-Maduro participa de protesto  em defesa do presidente perto do Palácio Miraflores, em Caracas, a cerca de 10 km da base aérea 'La Carlota' — Foto: Matias Delacroix/AFP Multidão de manifestantes pró-Maduro participa de protesto  em defesa do presidente perto do Palácio Miraflores, em Caracas, a cerca de 10 km da base aérea 'La Carlota' — Foto: Matias Delacroix/AFP
Multidão de manifestantes pró-Maduro participa de protesto em defesa do presidente perto do Palácio Miraflores, em Caracas, a cerca de 10 km da base aérea 'La Carlota' — Foto: Matias Delacroix/AFP

Crise na Venezuela
A tentativa de derrubar o regime de Nicolás Maduro é o mais recente capítulo na profunda crise política da Venezuela. Há mais de 15 anos, o país enfrenta uma crescente crise política, econômica e social.

A Venezuela vive um colapso econômico e humanitário, com inflação acima de 1.000.000% e milhares de venezuelanos fugindo para outras partes da América Latina e do mundo.

Neste mês, diversas interrupções no fornecimento de energia e água ameaçaram uma catástrofe sanitária.

A ONG norte-americana Human Rights Watch disse que a saúde do país está sob "emergência humanitária complexa".

Maduro atribui apagão na Venezuela à ataque hacker dos Estados Unidos; 15 pessoas morrem em hospitais

Nenhum comentário

10.3.19


Blecaute que teve início na quinta-feira (7) atinge diversas regiões do país
Por G1

Em seu primeiro pronunciamento desde o início do apagão que começou na quinta-feira (7) na Venezuela, Nicolás Maduro atribuiu a um ataque hacker o blecaute. "Foi utilizada uma tecnologia de alto nível que só os Estados Unidos possuem", disse. Oposição e imprensa atribuem a queda de energia ao sucateamento da rede de energia elétrica do país.

Durante manifestação pró-governo em Caracas, Maduro disse que foi informado na tarde de quinta (7) sobre uma falha geral do sistema elétrico. Segundo ele, um ataque cibernético impediu a restituição da energia elétrica.

"Às 19h do mesmo dia se encaminhava o processo de recuperação quando recebemos um ataque cibernético internacional contra o cérebro de nossa empresa de eletricidade que automaticamente derrubou todo o processo de reconexão", disse Nicolás Maduro.
No ato, Maduro disse ainda que há infiltrados na empresa elétrica e que os envolvidos serão identificados e julgados pela Justiça nacional. "A empresa de energia deve ser liberada de sabotadores, infiltrados e conspiradores para proteger seu sistema de ataques cibernéticos do exterior", disse.

No Twitter, o presidente venezuelano já havia responsabilizado os Estados Unidos pela "guerra elétrica" que estaria por trás do blecaute. "A guerra elétrica anunciada e dirigida pelo imperialismo estadounidense contra o nosso povo será derrotada", afirmou em post feito no primeiro dia sem luz.


@NicolasMaduro
 La guerra eléctrica anunciada y dirigida por el imperialismo estadounidense en contra de nuestro pueblo será derrotada. Nada ni nadie podrá vencer al pueblo de Bolívar y Chávez. ¡Máxima unidad de los patriotas!

O apagão afeta, além de Caracas, 22 dos 23 estados do país, motivo pelo qual o presidente pediu paciência. "Espero que o processo de restabelecimento seja definitivo e estável para a maioria dos venezuelanos nas próximas horas. Peço compreensão", disse Maduro durante o ato pró-governo.

Nicolás Maduro participa de protesto pró-governo no sábado (9) em sua primeira aparição pública desde o início do blecaute 

O sábado em Caracas foi marcado por protestos de apoiadores e opositores de Nicolás Maduro. Juan Guaidó, líder da oposição e presidente autoproclamado, esteve presente no ato contra o governo.

Pacientes mortos
O apagão já provocou a morte de 15 pacientes com problemas renais por causa da paralisação de serviços de diálise, segundo a organização não-governamental Codevida. Falta energia elétrica em 95% das 139 unidades de tratamento no país.

"Entre ontem e hoje, foram reportados 15 mortos por falta de diálise. Nove mortes ocorreram em Zulia; duas, em Trujillo; e quatro no hospital Pérez Carreño, em Caracas", afirmou à AFP o diretor da ONG, Francisco Valencia.

A situação é mais dramática nos estados do interior, que enfrentam 50 horas de apagão ininterrupto. Em Caracas, houve restabelecimento em alguns setores por algumas horas.

Na sexta-feira, "48 crianças que dependem da única unidade de diálise pediátrica do país não puderam fazer o tratamento, o que se soma à falta de remédios e insumos, que se prolonga por anos", disse Valencia.

Oposição culpa sucateamento da rede elétrica
Durante ato contra o regime de Maduro realizado no sábado (9), Juan Guaidó disse que o apagão é decorrente de corrupção e falta de manutenção.

"Esse é um regime ineficiente que é produto da corrupção e por esse motivo nós estamos nessa situação", disse Guaidó na manifestação.

Juan Guaidó faz pronunciamento durante protesto contra Maduro em Caracas  — Foto: Cristian Hernandez/AFP Juan Guaidó faz pronunciamento durante protesto contra Maduro em Caracas  — Foto: Cristian Hernandez/AFP
Juan Guaidó faz pronunciamento durante protesto contra Maduro em Caracas — Foto: Cristian Hernandez/AFP

No Twitter, Guaidó questionou a versão do governo de que o blecaute é fruto de sabotagem externa. "A única sabotagem é a do usurpador a todo o povo da Venezuela", publicou.

Um engenheiro elétrico ouvido pelo "El Nacional" nega a possibilidade de uma sabotagem ou invasão hacker ter causado o blecaute. "Demitiram profissionais para contratar partidários políticos, suspenderam planos de manutenção, fizeram compras inconvenientes e desnecessárias, além de desperdiçar recursos", disse o engenheiro Miguel Lara ao jornal venezuelano.

"Outros aspectos importantes foram o congelamento das tarifas e, assim, a concentração do setor elétrico em uma empresa técnica e economicamente inviável", disse Lara ao "El Nacional".

O governo americano também negou qualquer responsabilidade pelo apagão. O representante dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliot Abrams, disse que o país usa sanções e diplomacia para pressionar Nicolás Maduro. Abrams ainda afirmou que a situação no país é resultado da corrupção e da incompetência do regime.

Secretário de Estado americano atribui apagão na Venezuela à 'incompetência de Maduro'

Blecaute teve início na quinta-feira (7)
O apagão que atingiu diversas regiões da Venezuela já dura quase dois dias. Mesmo as partes da capital Caracas que tiveram a energia elétrica restabelecidas voltaram a ficar sem luz ainda na sexta-feira (8).

Pelas redes sociais, venezuelanos relataram comércio fechado, semáforos sem funcionar e caos no transporte público. O Aeroporto Internacional de Maiquetía, o principal da Venezuela, está sem energia desde a quinta-feira (7). O metrô da capital Caracas não opera desde o início do apagão.

Comércio em Caracas fechado durante apagão na Venezuela — Foto: Manaure Quintero/Reuters Comércio em Caracas fechado durante apagão na Venezuela — Foto: Manaure Quintero/Reuters
Comércio em Caracas fechado durante apagão na Venezuela — Foto: Manaure Quintero/Reuters

Efeitos em Roraima
A instabilidade no sistema de energia da Venezuela preocupa o estado brasileiro de Roraima, que também sofreu com quedas de energia pontuais. O estado depende da rede de energia venezuelana e é o único que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) brasileiro.

Segundo a Roraima Energia, o sistema elétrico do estado está sendo mantido 100% por usinas termelétricas. O problema teve início ainda na quinta-feira (7), após identificação de dois desligamentos na interligação Venezuela-Brasil.


Presidente da Venezuela dá 72 horas para a saída dos diplomatas americanos do país

Nenhum comentário

23.1.19

Maduro anuncia que Venezuela rompe relações diplomáticas com os EUA

Por: AE
Em pronunciamento na TV, ele deu 72 horas para a saída dos diplomatas americanos do país - Foto: FEDERICO PARRA / AFP
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira, 23, o rompimento de relações diplomáticas com os EUA. Em pronunciamento na TV, ele deu 72 horas para a saída dos diplomatas americanos do país. 

Hoje, mais cedo, o líder opositor venezuelano Juan Guaidó declarou-se presidente interino da Venezuela durante as manifestações pela renúncia de Maduro. Minutos após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Guaidó como presidente de facto do país, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro e outros da América Latina e Canadá.

Brasil, Colômbia, Peru e Canadá reconhecem Guaidó como presidente da Venezuela

Nenhum comentário



Por: AFP - Agence France-Presse

Foto: CORTEZ/AFP
Os presidentes de Brasil, Jair Bolsonaro; Colômbia, Iván Duque; do Chile, Sebastián Piñera, e representantes dos governos de Peru e Canadá reconheceram nesta quarta-feira (23) Juan Guaidó como "presidente da Venezuela", em uma declaração em Davos.

"A Colômbia reconhece Juan Guaidó como presidente da Venezuela e acompanha este processo de transição para a democracia para que o povo venezuelano se liberte da ditadura", declarou o presidente colombiano, antes de os demais dirigentes também fazerem declarações de reconhecimento ao opositor venezuelano.

"O Brasil reconhece Juan Guaidó como presidente da Venezuela", disse o presidente Jair Bolsonaro, reforçando a posição do governo, já anunciada mais cedo por um comunicado do ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

No mesmo sentido, a vice-presidente peruana, Mercedes Aráoz, disse: "vamos apoiar essa transição democrática com todos os países que fazem parte do Grupo de Lima".

A chanceler do Canadá, Chrystia Freeland, por sua vez, afirmou que seu país "apoia a Presidência interina da Venezuela, assumida pelo presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó".

Mais cedo, em Washington, o governo americano e a Organização dos Estados Americanos (OEA) tomaram posições similares.

"Hoje, estou reconhecendo oficialmente o Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como Presidente Interino da Venezuela. Em seu papel de único braço legítimo do governo devidamente eleito pelo povo venezuelano, a Assembleia Nacional invocou a Constituição do país para declarar Nicolás Maduro ilegítimo e, portanto, o gabinete da Presidência ficou vago", declarou o presidente americano, Donald Trump, em um comunicado.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, pediu que o presidente Maduro deixe o poder e um alto funcionário da administração informou que os Estados Unidos consideram "todas as opções" se o governo venezuelano usar a força contra a oposição venezuelana.

O Chile também reconheceu Guaidó como presidente interino da Venezuela.

"Decidimos reconhecer esta Presidência como administrada por Juan Guaidó e queremos expressar nosso total apoio em sua importante missão para avançar na recuperação da democracia, do Estado de direito e das liberdades em um país irmão como a Venezuela", disse o presidente chileno, Sebastián Piñera, em declaração pública.

Brasil X Venezuela: Maduro, presidente da Venezuela diz: "Aqui lhe espero, com milhões de homens e mulheres e com a Força Armada (...). Aqui lhe espero, Mourão, venha pessoalmente"

Nenhum comentário

20.12.18


Maduro diz que na Venezuela 'não terá Bolsonaro' e desafia Mourão

Maduro disse que o general Mourão é 'louco da cabeça' por ter afirmando que seu governo está chegando ao fim

AFP
Maduro denunciou um complô dos Estados Unidos para derrubá-lo, com o apoio de Brasil e Colômbia
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu nesta quinta-feira (20) seus adversários que não permitirá uma mudança da esquerda para a direita, como ocorreu no Brasil com a eleição de Jair Bolsonaro, e desafiou o futuro vice brasileiro, general Hamilton Mourão, que chamou de "louco".

"A Venezuela não é o Brasil. Aqui não vai ter um Bolsonaro. Aqui será o povo e o chavismo por muito tempo(...). Bolsonaro aqui não teremos nunca, porque nós construímos a força popular", declarou Maduro durante ato do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

Reafirmando suas denúncias de um complô dos Estados Unidos para derrubá-lo, com o apoio de Brasil e Colômbia, Maduro disse que o general Mourão é "louco da cabeça" por ter afirmando que seu governo está chegando ao fim e defendido "eleições normais" na Venezuela.

Provocações

"Aqui lhe espero, com milhões de homens e mulheres e com a Força Armada (...). Aqui lhe espero, Mourão, venha pessoalmente", desafiou Maduro em um inflamado discurso.

Maduro inicia no próximo dia 10 de janeiro um segundo mandato, de seis anos, após ser reeleito em votação boicotada pela oposição e denunciada por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina.



Na semana passada, Maduro denunciou uma aliança entre EUA, Brasil e Colômbia para derrubá-lo e, inclusive, assassiná-lo.



Maduro garantiu que John Bolton, assessor de Segurança Nacional dos EUA, deu instruções para "provocações militares na fronteira" entre Venezuela e Brasil em uma reunião com Bolsonaro.



Um dia após sua vitória eleitoral, em outubro, Bolsonaro descartou uma eventual intervenção militar na Venezuela, apesar das "sérias dificuldades" causadas pela "ditadura" de Maduro.



A pressão diplomática contra Maduro por parte de países vizinhos como Brasil e Colômbia aumenta diante da chegada de milhares de imigrantes venezuelanos que fogem da crise econômica em seu país.

FESTA DO TAPUIA 2022

Veja também
© Todos os Direitos Reservados