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Mostrando postagens com marcador Rodrigo Maia. Mostrar todas as postagens
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Maia diz que Bolsonaro pode ser responsabilizado se adotar medidas que contrariem OMS

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6.4.20




Presidente da Câmara deu declaração em entrevista à TV Globo. Enquanto OMS e Ministério da Saúde defendem isolamento, presidente defende fim do 'confinamento em massa'.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em entrevista nesta sexta (3) — Foto: Reprodução/GloboNews
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (6) à TV Globo que o presidente Jair Bolsonaro pode ser responsabilizado por eventuais medidas que contrariem orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) em meio à pandemia do coronavírus.
Desde que reconheceu a pandemia, a OMS passou a defender, entre outras medidas, o isolamento social. O Ministério da Saúde também orienta o isolamento, mas Bolsonaro defende o fim do "confinamento em massa" e a reabertura do comércio.


"Responsabilizado já se pode do ponto de vista das inúmeras entrevistas onde ele estimula o fim do isolamento sem nenhum embasamento científico, sem nenhum embasamento técnico. Agora, quando ele assina um decreto, quando o governo faz uma defesa formal no Supremo na linha contrária do que todos estão defendendo, do que a OMS está defendendo, é claro que, a partir daí, a situação fica muito diferente e fica muito mais concreta", afirmou Rodrigo Maia nesta segunda.


No último fim de semana, a Advocacia Geral da União (AGU) enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal no qual afirmou que o governo federal segue as recomendações da OMS.


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao STF que obrigue o governo a seguir o protocolo da OMS; respeitar as decisões de governadores sobre isolamento; e não interferir no trabalho técnico do Ministério da Saúde.


"Qualquer atitude que vai contra a orientação da Organização Mundial da Saúde, aquilo que os especialistas vêm falando, o que o próprio ministro vem falando, certamente se for oficial, certamente terá uma análise. E, se a análise for divergente do que tem de orientação formal na área de saúde, certamente o parlamento vai discutir e pode, claro, derrubar essa decisão", comentou Rodrigo Maia.


Para o presidente da Câmara, Bolsonaro não chegará a editar algum decreto que contrarie a OMS e a ciência, mas se editar, o ato "já é uma grande responsabilização".



"Eu espero que não chegue a isso. Eu espero que ele compreenda que todos nós estamos seguindo a orientação do ministro da Saúde, mais da OMS e da ciência. Nós não podemos ir contra a ciência", completou.


Mais cedo, nesta segunda, o ministro Gilmar Mendes também afirmou que o STF não deverá validar decisões do governo que eventualmente contrariem as orientações da OMS.





Na semana passada, Bolsonaro disse que ele e Mandetta estão se "bicando há algum tempo".


Questionado sobre a situação do ministro, Rodrigo Maia disse nesta segunda ser "óbvio" que ministro de área técnica deve seguir o que aprendeu.


"Um ministro de uma área técnica, é óbvio que ele tem que primeiro preservar aquilo que ele aprendeu, o seu aprendizado técnico, não é? [...] É óbvio que ele não pode, nunca, abrir mão disso, porque senão ele estaria cometendo um crime", afirmou.

Maia quer reduzir salário de políticos para ajudar economia

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24.3.20

Atualmente, o salário bruto de deputados e senadores é de R$ 33,7 mil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou nesta segunda-feira (23) que o enfrentamento à pandemia de coronavírus pode alcançar R$ 400 bilhões e defendeu a ajuda de todo o poder público para bancar as despesas, o que poderá incluir redução de salários de integrantes do Legislativo, Judiciário e Executivo. Segundo ele, o governo precisará utilizar todos os recursos disponíveis para combater a doença e recuperar a economia.
"Tem que começar a gastar e se precisar tirar da política, judiciário, de quem precisar tirar, porque nós sabemos que o gasto para o enfrentamento dessa crise do ponto de vista social, econômico e principalmente da estrutura de saúde pública para garantir as vidas vai ser na ordem de uns R$ 300, R$ 400 bilhões", afirmou em entrevista ao canal de televisão CNN Brasil.
Questionado se a Câmara discute reduzir salários de deputados, Maia afirmou que todos precisão dar sua parcela de contribuição em algum momento. "Acho que todo o poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas sem impacto fiscal. Os salários no nível federal são o dobro dos seus equivalentes no setor privado, todos com estabilidade pelo mandato ou concurso", afirmou o presidente da Câmara. "Na hora de organizar as despesas, o que a gente pode controlar, é importante que todos os servidores, os que têm mandato, contribuam. Não tenho dúvidas nenhuma de que com a queda da arrecadação todos vão ter que colaborar."

Atualmente, o salário bruto de deputados e senadores é de R$ 33,7 mil. Somados os 594 parlamentares, o valor chega a pouco mais de R$ 20 milhões.

Ainda na entrevista, Maia afirmou que o governo pode usar todos os recursos disponíveis, inclusive dinheiro dos fundos eleitoral, que financia as campanhas eleitorais, e partidário, que custeia as despesas de partidos, para combater a crise. Há também alguns projetos na Câmara sobre esse tema.

"O governo entendendo que precisa usar os R$ 2 bilhões, eu não vejo problema", disse. "O tamanho do nosso problema não é pequeno, é muito grande. Todos os recursos que o governo entender necessários, certamente ele vai poder usar, de todos os Poderes", completou.
Fonte: Terra


'Adiar eleições é uma discussão completamente equivocada', diz Rodrigo Maia

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22.3.20

Presidente da Câmara afirmou que foco deve ser o enfrentamento da crise provocada pela Covid-19. Ministro da Saúde defendeu adiamento das eleições em razão da pandemia.
Por G1 — Brasília
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou áudio neste domingo (22) em que diz que a discussão sobre um possível adiamento das eleições municipais em razão do coronavírus é "completamente equivocada".

A medida foi defendida pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva mais cedo neste domingo. Na avaliação de Mandetta, o adiamento serviria para que ações "políticas" não prejudiquem as medidas que estão sendo adotadas para o enfrentamento da epidemia de coronavírus.

Rodrigo Maia afirmou que o processo político-eleitoral não deve fazer parte dos debates para a construção de soluções para o enfrentamento da crise.

"A discussão de adiar as eleições é uma discussão completamente equivocada. Nestes próximos meses, o nosso foco deve e será, certamente, do Poder Executivo, do Parlamento e do Judiciário, o enfrentamento a essa crise, com os Três Poderes trabalhando de forma unida", declarou o deputado.

O presidente da Câmara disse ainda que o debate deve girar em torno das questões de saúde, de proteção do emprego e dos mais vulneráveis.

Constituição

A Constituição Federal estabelece a realização de eleições municipais no primeiro domingo de outubro deste ano.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, também se manifestou a respeito do assunto. Barroso lembrou que, para o adiamento ocorrer, será necessária uma alteração à Constituição.


"É papel do Congresso Nacional deliberar acerca da necessidade de adiamento, inclusive decidindo sobre o momento adequado de fazer essa definição. Se o Poder Legislativo vier a alterar a data das eleições, trabalharemos com essa nova realidade", afirmou Barroso, que assume a presidência do TSE em maio.

O ministro acrescentou que, se o adiamento vier a ocorrer, deve ser "apenas pelo prazo necessário e inevitável para que as eleições sejam realizadas com segurança para a população".

"A realização de eleições periódicas é um rito vital para a democracia", completou o futuro presidente do TSE", concluiu o magistrado.

Íntegra
Veja a íntegra da nota do ministro do STF Luís Roberto Barroso:

A saúde pública é o bem supremo a ser preservado no país. Tudo o que possa impactá-la deve ser adequadamente avaliado.
A Constituição prevê a realização de eleições no primeiro domingo de outubro. A alteração dessa data depende de emenda constitucional. Portanto, não cabe a mim, como futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, cogitar nada diferente nesse momento.
É papel do Congresso Nacional deliberar acerca da necessidade de adiamento, inclusive decidindo sobre o momento adequado de fazer essa definição. Se o Poder Legislativo vier a alterar a data das eleições, trabalharemos com essa nova realidade.
Se o adiamento vier a ocorrer, penso que ele deva ser apenas pelo prazo necessário e inevitável para que as eleições sejam realizadas com segurança para a população. A realização de eleições periódicas é um rito vital para a democracia
Câmara dos Deputados
Luiz Henrique Mandetta
Rodrigo Maia

Rodrigo Maia grava vídeo de apoio a Glenn Greenwald

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31.7.19

''O sigilo da fonte é um direito democrático'', disse o presidente da Câmara em um trecho do vídeo
Gravação de Maia foi feita para ser divulgada em um ato de solidariedade a Glenn
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
JC Online
Com informações da Folha de S.Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um vídeo defendendo a liberdade de imprensa. A gravação foi feita para ser divulgada em um ato de solidariedade ao jornalista Glenn Greenwald e ao The Intercept BR, realizado pela Associação Brasileira de Imprensa nesta terça-feira (30), no Rio de Janeiro.

"Um agente público que vaza informações sigilosas que estão sob o seu comando também comete um crime. Todos os dois estão cometendo atos ilícitos. Um agente público entregou uma informação sigilosa a um meio de comunicação. Esse meio de comunicação deu divulgação. Ele está protegido pelo sigilo. Um hacker, um criminoso, extraiu informações de um cidadão. Passou para a sua fonte. Ela pegou essas informações e jogou na sociedade", disse o presidente da Câmara em um trecho do vídeo.






"O sigilo da fonte é um direito democrático", acrescentou Maia. "Não é a favor do Glenn, mas é a favor da nossa liberdade de expressão."

Às 20h09 desta terça-feira (30), Rodrigo Maia já ocupava o quarto lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter, acumulando mais de 15 mil tweets. Em seu perfil na rede social, Glenn agradeceu pela manifestação. "Obrigado, Rodrigo Maia. Como eu disse varias vezes: uma imprensa livre não tem ideologia. É democracia x autoritarismo", afirmou.


Rodrigo Maia sepulta sonhos de atuais prefeitos e vereadores, e manda arquivar projeto de prorrogação de mandato

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28.5.19


A prorrogação de mandatos, um sonho de prefeitos e vereadores para unificar as eleições em 2022 virou um pesadelo.O presidente da Câmara, Rodrigo Maia(DEM/RJ), acabou com o sonho e arquivou a proposta.
O sonho de muitos prefeitos e vereadores, quer estejam ou não fazendo um bom mandato em seus municípios, foram sepultados pelo presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que mandou arquivar a proposta que aumentava os seus mandados em mais dois anos, ou seja para 2022, prorrogando assim por mais dois anos, de alegria ou tristeza dos munícipes – No popular, Maia jogou água no Chopp de quem estava pensando em ficar na cadeira mais dois anos, muitos serão defenestrados pela implacabilidade das urnas – Nesta história todas são os ruins de administração e péssimo legisladores das Câmaras Municipais seriam beneficiados.
"Sem prorrogação de mandatos, PEC não será pautada", Diz Maia
Muitos prefeitos, principalmente aqueles com alta rejeição, têm sonhado com a ampliação do mandato, até 2022, como propõe a PEC 49, que defende o fim das reeleições e propõe mandatos de cinco anos e eleições gerais em 2022.
De autoria do deputado federal Rogério Peninha (MDB-PR), a PEC foi protocolada na Câmara dos Deputados no dia 12 de abril de 2019. Porém, o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), durante entrevista na Globo News, garantiu que a proposta é “ilegal e inconstitucional” e que sequer chegará a ser pautada na Câmara.
O advogado Especialista em Direito Eleitoral, Gustavo Ferreira, e para o jurista o entendimento é parecido com o de Rodrigo Maia, tanto no sentido da inconstitucionalidade da PEC, quanto da inviabilidade e dificuldades de se operacionalizar uma eleição unificada em um país continental como o Brasil.
“Entendo também da inconstitucionalidade dessa matéria, tendo em vista que a previsão expressa que deve haver periodicidade de voto, então na hora que se faz a extensão, se altera as regras do processo eleitoral, e isso é algo muito severo, estendendo o mandato para o grupo que está no poder e quebra essa previsão de periodicidade com relação ao voto”, afirmou Gustavo Ferreira.

De modo, muito particular, o especialista ainda citou dois pontos que merecem atenção, o primeiro é de que “essas propostas sempre visam à ampliação do mandato, nunca a redução, porque não reduzir o mandato em dois anos para se enquadrar?”, indagou.

Além de defender a soberania popular, outro ponto em que o jurista chama atenção, diz respeito à operacionalidade de uma eleição unificada.

 “Se isso passar, nós teríamos de eleger de vereador a presidente da república, isso é muito complicado de se operacionalizar em um país de dimensões continentais como o Brasil. Nenhum país de dimensão continental faz eleição unificada.” Disse Ferreira.

Redação


Fonte Topbuzz  e  RN  360 Graus - Blog Marreta Urgente


Maia bate boca com líder do governo e diz que o excluiu de relações

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21.5.19


Diário de PE
Foto: Arquivo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), bateram boca nesta terça-feira (21). 

Antes de encerrar reunião com líderes partidários, Maia afirmou que tem sido alvo de ataques constantes do governo e de seu líder na Câmara, e que havia excluído o deputado de suas relações pessoais.

"Fui atacado e por isso exclui ele das minhas relações pessoais", disse Maia, segundo líderes que participaram do encontro.

De acordo com relatos, o presidente da Câmara disse que, antes de encerrar a reunião, precisava expor um fato que havia ocorrido há alguns meses.

O presidente se referia a um episódio de março, em que o líder do governo criticou Maia e a "velha política". Na ocasião, o deputado enviou para correligionários postagens sobre supostas negociações de cargos nos governos Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) em troca do apoio do Congresso.

A primeira mensagem resgatava reportagem do jornal O Globo de novembro de 2017, cujo título é "Para aprovar mudanças na Previdência, Temer autoriza Maia a negociar cargos".

A segunda é uma charge que ironizava o diálogo do governo Dilma com o Congresso. Na imagem, a ex-presidente leva ao Congresso um pacote de cargos para garantir as conversas.

Na época, as mensagens chegaram ao grupo do presidente da Câmara, que entendeu como ataque. A relação entre os dois é tensa, e deputados dizem que o líder não é recebido por Maia há meses.

Vítor Hugo reagiu dizendo que as críticas nunca foram pessoais e que a mensagem foi tirada de contexto e que diversas vezes tentou buscar o contato com maia para estabelecer uma relação republicana.

"Não pretendo ser amigo de vossa excelência. A crítica pública que eu fiz e repito aqui foi uma crítica construtiva", afirmou.

O líder criticou ainda o fato de Maia reunir parte de líderes na residência oficial e disse que o presidente não quis "abrir as portas" para ele. 

Maia reagiu: "Se o deputado considera que diálogo é um pacote de dinheiro, me desculpe".
A discussão aconteceu durante reunião de líderes da Câmara que discutia a pauta da semana na Casa. O governo precisa aprovar ao menos três medidas provisórias nesta semana para evitar que elas percam validade. 

A mais importante delas é a MP 870, que reestrutura a Esplanada dos Ministérios. Caso ela não seja aprovada até o dia 3 de junho nas duas Casas do Legislativo, o número de pastas saltará para 29. 

O centrão concordou em votar a medida provisória e o líder do PP, Arthur Lira (AL) propôs que a votação fosse feita nominalmente.

O PSL tinha intenção de fazer esse requerimento para constranger deputados do centro a votarem pela manutenção do Coaf no ministério da Justiça. Os líderes da maioria, no entanto, decidiram peitar a estratégia do governo e dizem ter votos para mudar o órgão para a Economia.

PREVIDÊNCIA: Maia diz que deputados terão acesso a dados da reforma na quinta-feira

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22.4.19

Foto: Arquivo/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 22, por meio de uma rede social, que os deputados terão acesso aos dados detalhados em embasam a proposta de reforma da Previdência nesta quinta-feira, 25. Deputados da oposição querem barrar a votação da admissibilidade da proposta do governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta terça-feira em razão do sigilo em torno dos detalhes do projeto enviado pela equipe econômica. 

"A CCJ é uma comissão apenas de admissibilidade. Conversei com o Secretário Especial de Previdência, Rogério Marinho, e ele vai apresentar nesta quinta-feira, 25, os números que embasam a proposta antes da instalação da comissão especial", escreveu Maia em sua conta no Twitter.

Líder do governo na Câmara defende Bolsonaro e acirra crise com Maia

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25.3.19

Do Correio Braziliense

Bolsonaro recebeu o líder do governo na Câmara para uma conversa de cerca de uma hora no Palácio da Alvorada. Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press

Em mais um capítulo da escalada de atritos entre o Palácio do Planalto e o Congresso, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), saiu em defesa da nova política e afirmou que o presidente Jair Bolsonaro está convicto de que agiu certo no embate com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Após participar de reunião com o presidente no Palácio da Alvorada para viabilizar a tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado enviou, por volta das 13h30, uma série de mensagens ao grupo dos parlamentares do PSL no WhatsApp. O líder governista não citou nominalmente a “velha política”, expressão criticada por Maia na troca de farpas com Bolsonaro, mas disse que é “preciso mudar a situação” se referindo “às práticas do passado”.

“Nosso presidente está certo e também convicto de suas atitudes. (…) As práticas do passado não nos levaram ao caminho em que queremos estar. Todos nós, em particular do PSL, somos agentes para ajudar a mudar a situação em que nos encontramos”, escreveu Major Vitor Hugo no WhatApp aos integrantes da bancada. “Temos a possibilidade de escolher de que lado estar... Somos todos a nova política”, completou. O deputado encaminhou, em seguida, duas postagens que fazem referência a supostas negociações de cargos nos governos Michel Temer e Dilma Rousseff em troca do apoio do Congresso.

No fim da tarde, Vitor Hugo voltou a publicar no grupo. Entretanto, o tom das mensagens foi mais apaziguador, mostrando a importância de Maia para a aprovação da reforma da Previdência. “O apoio de Maia é importante para a aprovação da Nova Previdência e também do pacote de lei anticrime. Ele mesmo tem sinalizado que cabe ao governo montar sua base e queremos crer que o PSL é pedra fundamental nesse processo”, disse. Aos deputados, contou que se reuniu ao longo da semana com o presidente da Câmara e que também conversou com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, “para buscar pontes”.

Interlocutores de Maia afirmam que a divulgação das mensagens deixou o presidente da Câmara ainda mais irritado. A avaliação dos aliados do deputado do DEM é de que esse novo episódio deve acirrar ainda mais os ânimos com Bolsonaro — os dois trocam farpas em torno da articulação da reforma da Previdência desde a última sexta-feira. O deputado fluminense se irritou com o governo depois de ter sofrido ataques nas redes sociais feitos por um dos filhos do chefe de Estado, o vereador Carlos Bolsonaro.

Reunião
Após dias seguidos de embate, o domingo tinha tudo para ser um dia tranquilo. Durante a manhã, Bolsonaro se reuniu com Vítor Hugo a fim de tentar conter o estrago dos desentendimentos entre os Poderes. O presidente aproveitou o dia para discutir estratégias de articulação para o início da semana. Com a possibilidade de Maia ficar de fora do processo de negociações entre o Planalto e o Congresso, Bolsonaro tenta alinhar as novas medidas que serão adotadas.

Ao sair da residência oficial da Presidência da República, Vitor Hugo disse que conversou com Bolsonaro sobre a aprovação da nova Previdência e a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) na Casa. “Tratamos sobre articulação política, sobre a próxima semana, como retomar os trabalhos para a aprovação da Nova Previdência, a questão dos votos na CCJ, o trabalho junto ao Felipe Francischini (presidente da CCJ) e ao Onyx (Lorenzoni, Casa Civil)”, afirmou.

Embora a troca de mensagens com a bancada do PSL mostre que Vitor Hugo conversou com o presidente sobre os desentendimentos com Maia, o deputado negou que tivessem tratado diretamente do assunto. “Vamos caminhar para uma aproximação”, disse. Ele afirmou ainda que Bolsonaro está calmo. “O presidente nunca perdeu a tranquilidade”, declarou. Questionado sobre um possível rompimento entre Bolsonaro e o deputado do DEM, o líder do governo na Câmara disse que há disposição entre os dois de se aproximarem. “O clima vai arrefecer agora.  A semana passada foi muito tensa e agora a gente vai caminhar para uma aproximação”, minimizou.

Vitor Hugo disse ainda que vai intensificar conversas com as bancadas na Câmara, para esclarecer dúvidas sobre a reforma da Previdência. “Nós vamos continuar conversando com parlamentares, com os líderes. Já conversei com Rogério Marinho (secretário da Previdência) a respeito de prosseguir nas bancadas para poder explicar um pouquinho mais sobre as dúvidas acerca da reforma da Previdência, da construção da Nova Previdência, e a gente vai continuar com esse trabalho”, completou o deputado.

“Precisa descer do palanque”
Em forte recado ao governo, o vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (PRB-SP), disse que Jair Bolsonaro precisa “descer do palanque” e se colocar no papel de presidente. À frente do PRB e com forte ascendência sobre a bancada, que tem 31 deputados, ele reclama da falta de atenção do governo com os parlamentares, que não estão sendo recebidos nos ministérios. “O novo Brasil tem de começar de onde o Brasil estava dando certo, não do zero. Eles parecem que querem começar o Brasil do zero.”

Atraso no cronograma
Enquanto o governo tenta ajustar as estratégias de articulação no Congresso, a proposta de emenda à Constituição da Previdência segue travada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa do governo de tê-la aprovada no colegiado até 28 de março não será cumprida. A três dias do prazo, ainda não há relatoria definida e lideranças partidárias esperam pela presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Câmara para discutir pontos da reforma dos militares. Um acordo entre os líderes de todos os partidos foi que só começariam a analisar a constitucionalidade do texto da reforma geral, depois que o governo entregasse a matéria das Forças Armadas. Entretanto, o projeto causou descontentamento entre os congressistas.

A Presidência da CCJ precisa ainda escolher entre os 66 integrantes o relator da PEC da Previdência. Na semana passada, o presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), disse que só divulgaria o nome depois que o Executivo esclarecesse as dúvidas dos parlamentares referentes ao texto dos militares. 

Integrantes da equipe econômica do governo estão preocupados com a tramitação do texto se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixar de liderar as movimentações. O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, convocou a população a cobrar os parlamentares pela aprovação da reforma da Previdência. Segundo o economista, os deputados “acham que seus pedidos não estão sendo atendidos e não se mostram dispostos” a apoiar o tema. 

PSL decide apoiar reeleição de Rodrigo Maia na presidência da Câmara, diz Biva

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3.1.19


Em troca, Maia deve apoiar as pautas do governo e garantir as comissões de Contituição e Justiça e Finanças para o partido

No acordo, a 2ª vice-presidência da Câmara irá para o PSL, do presidente Jair Bolsonaro
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Agência Estado

Presidente nacional do PSL, o deputado federal eleito Luciano Bivar (PSL-PE) se reuniu na manhã dessa quarta-feira (2) em Brasília com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e fechou o apoio da bancada à reeleição dele para o comando da Casa.

Comissões
Em troca, Maia se comprometeu a entregar ao PSL o comando de duas comissões importantes, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e Finanças, além da 2ª vice-presidência da Câmara.
"Maia se comprometeu a apoiar as pautas do governo Bolsonaro. O PSL vai ganhar o espaço que merece devido ao tamanho de sua bancada, disse Bívar.

Ainda segundo o presidente do PSL, que tem 52 deputados, os nomes do partido que ocuparão as comissões ainda não foram definidos. A legenda resistia em apoiar Maia e corria o risco de ficar fora dos principais espaços de poder da Câmara.

FESTA DO TAPUIA 2022

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