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Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece varíola dos macacos como emergência de saúde global

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23.7.22


Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decidiu emitir a declaração apesar da falta de consenso entre os membros do comitê de emergência da organização

Da Estadão Conteúdo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu neste sábado (23), o avanço da varíola dos macacos como uma emergência global de saúde. A entidade levou em consideração o cenário "extraordinário" da doença, que já chegou a 70 países. A emergência pode desencadear alertas contra a propagação do vírus e propiciar investimentos em pesquisas que investiguem as causas da doença e tratamentos eficazes.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decidiu emitir a declaração apesar da falta de consenso entre os membros do comitê de emergência da organização. Foi a primeira vez que o chefe da agência de saúde da ONU tomou tal ação.
"Em suma, temos um surto que se espalhou rapidamente pelo mundo por meio de novos modos de transmissão sobre os quais entendemos muito pouco e que atendem aos critérios das regulamentações internacionais de saúde", disse Tedros. "Sei que este não foi um processo fácil ou direto, e que há opiniões divergentes entre os membros do comitê", acrescentou o diretor-geral.
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Embora a varíola dos macacos tenha se estabelecido em partes da África central e ocidental por décadas, a doença não era conhecida por desencadear grandes surtos fora do continente africano, ou se espalhar amplamente entre as pessoas até maio, quando as autoridades detectaram dezenas de epidemias na Europa, América do Norte e em outros lugares.
A doença já foi identificada pela ciência em 1958, mas agora médicos e pesquisadores tentam entender as causas da velocidade do novo surto e debatem a melhor forma para conter essa ameaça sem aumentar o estigma sobre os grupos mais vulneráveis ao vírus Entre as estratégias, eles defendem campanhas de orientação focadas e vacinas.
O infectologista Filipe Prohaska, do Hospital Oswaldo Cruz, explica que o reconhecimento da varíola dos macacos como emergência global, significa que há uma necessidade de estímulo financeiro e científico na busca de soluções mais rápidas para conter o avanço da doença. “Diferente da covid-19, no seu início, a varíola já tem vacina disponível, mas ela precisa ser reproduzida em larga escala”, afirmou.
O médico também falou sobre investir na medicação para os casos graves, que é um quadro mais raro, mas é preciso ter cuidado quando desenvolvido em crianças e imunossuprimidos. “A emergência global faz com que países tenham a preocupação de buscar essas soluções, por mais vacinas e medicações e adotem cuidados para impedir o avanço da doença”, disse Prohaska.
CASOS DE VARÍOLA DOS MACACOS
A OMS estima que 98% dos casos de varíola dos macacos notificados em todo o mundo sejam entre "homens que se relacionam com homens" (HSH), o que engloba o grupo de gays e bissexuais, mas não se restringe a eles. No Brasil, médicos de São Paulo relatam percepção semelhante e o boletim mais recente do Ministério da Saúde aponta que essa população corresponde a 100% dos pacientes que declararam a orientação sexual na hora do diagnóstico. Ainda não se sabe o motivo de o contágio ser maior nesse grupo.
O infectologista Filipe Prohaska reforça que a transmissão da doença hoje,  não se restringe a um grupo populacional específico. No caso da transmissão através das relações sexuais, existe o fato de o contato ser mais intenso, o que independe se tratar de uma relação homossexual ou heterossexual.
"Ela possui um nível de transmissão muito elevado, que pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas ou enquanto eles estiverem visíveis. Se houver sintomas que são sugestivos da doença, é necessário usar o distanciamento social, a máscara e higienizar as mãos", afirma.  Também é importante comunicar a unidade básica de saúde. 

Variante Delta será predominante nos próximos meses, prevê OMS

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22.7.21


AFP
Foto: Reprodução/Pixabay
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que a variante Delta, que é muito contagiosa e já é responsável por mais de 75% dos novos casos de Covid-19 em muitos países, vai se tornar a cepa predominante nos próximos meses.
Detectada pela primeira vez na Índia, esta variante está agora presente em 124 países e territórios. São 13 a mais do que na semana passada, em comparação com 180 (seis a mais) para a Alfa, que surgiu no Reino Unido; 130 (sete a mais) para a Beta, identificada pela primeira vez na África do Sul; e 78 (três a mais) para a Gamma, que apareceu no Brasil, ressaltou a OMS.

"A expectativa é que (a variante Delta) suplante rapidamente as outras variantes e se torne a cepa dominante (da Covid-19) em circulação nos próximos meses", afirmou esta agência da ONU, com sede em Genebra.

Entre os países onde a variante Delta já é a causa de mais de 75% dos novos casos da doença, estão Índia, China, Rússia, Indonésia, Austrália, Bangladesh, Reino Unido, África do Sul, Portugal e Israel. 

"Ainda não está claro, porém, qual o mecanismo exato que causa a maior transmissibilidade" dessa variante em comparação com as outras, reconheceu a OMS.

Cerca de 3,4 milhões de casos adicionais de Covid-19 foram identificados na semana de 12 a 18 de julho, o que supõe um aumento de 12% em relação à semana anterior, ressaltou o organismo. 

"Nesse ritmo, o número acumulado de casos notificados (desde o início da pandemia) em todo mundo deve ultrapassar 200 milhões nas próximas três semanas", alertou a OMS.

Quatro fatores explicam essa tendência, segundo a organização: variantes mais transmissíveis, relaxamento das medidas de saúde pública, maior interação social e o fato de que muitas pessoas ainda não foram vacinadas.

Na semana passada, o número de novos casos aumentou 30% na região do Pacífico Ocidental, e 21%, na região da Europa, conforme definição da OMS. 

A Indonésia registrou o maior número: 350.273 casos, o que representa um aumento de 44%, seguida do Reino Unido (296.447, +41%) e do Brasil (287.610, em queda de 14%).

Já o número semanal de vítimas fatais, de 57.000, permaneceu estável, em comparação com a semana anterior.

Índice de homicídios no Brasil é cinco vezes a média global, diz OMS

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17.5.18



De acordo com os dados produzidos de forma independente pela agência da ONU, as mortes no Brasil atingiram 31,1 pessoas a cada 100 mil habitantes

   O Brasil tem o nono maior índice de homicídios do mundo
O Brasil tem o nono maior índice de homicídios do mundo
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Estadão Conteúdo

O Brasil tem o nono maior índice de homicídios do mundo. Dados publicados nesta quinta-feira (17), pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam ainda que as taxas brasileiras são cinco vezes a média mundial de homicídios.

A informação faz parte do relatório anual da OMS sobre as estatísticas da saúde global, publicado às vésperas do início da Assembleia Mundial da Saúde, que começa na segunda-feira, dia 21.

Pesquisa
De acordo com os dados produzidos de forma independente pela agência da ONU, as mortes no Brasil atingiram 31,1 pessoas a cada 100 mil habitantes. A taxa coloca o País como um dos mais violentos do mundo.

A liderança é de Honduras, com 55,5 homicídios a cada 100 mil pessoas. Com a crise econômica e política, a violência também explodiu na Venezuela. Hoje, o país aparece em segundo lugar, com 49,2 homicídios para cada cem mil venezuelanos. A classificação ainda traz El Salvador (46 para cada cem mil), Colômbia (42), Trinidad e Tobago (41), Jamaica (39,1). Lesoto (35) e África do Sul (33,1).



No mundo, taxa é de 6,4 homicídios para cada 100 mil pessoas, um quinto dos números brasileiros. Na África, a média é de 10 mortes a cada 100 mil, contra apenas 3,3 na Europa. O continente mais afetado pela violência é a América, com 17,9.

Para o ano de 2016, a OMS estima que 477 mil homicídios foram cometidos no mundo. 80% das vítimas foram homens. Apenas nas Américas, o total chegou a 156 mil mortes.

O que chama a atenção ainda da OMS é que os números de homicídios no continente americano se aproximam ao total de vítimas de guerras pelo mundo. Em 2016, foram 180 mil pessoas mortas em conflitos armados nos cinco continentes.

Entre 2012 e 2016, as guerras geraram a morte de 2,5 pessoas por cada cem mil habitantes no mundo. A taxa é duas vezes superior ao que se registrou no mundo entre 2007 e 2011.

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