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Variação do vírus encontrada em Manaus se espalhou pelo País

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12.2.21


Agência Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou, nesta quinta (11), que a variante do novo coronavírus encontrada em Manaus já está presente em outros estados. Acrescentando se tratar de um dado epidemiológico, ele afirmou que em 13 de janeiro o Ministério da Saúde (MS) identificou a disseminação da variante do vírus.

“Fizemos o alerta epidemiológico para o país e passamos a ver que essa cepa já estava no país. Senhores, a cepa está no Brasil como um todo. Isso é dado epidemiológico. Não existe a possibilidade de ser fazer uma redoma em Manaus e achar que se resolveu o problema”, disse o ministro no Senado.

Pazuello participou de sessão de debates no plenário do Senado, onde respondeu perguntas de senadores em uma sessão de cinco horas de duração. Pazuello acrescentou que essa variante do vírus não foi importada do Reino Unido ou da África do Sul, onde também foram encontradas novas cepas, e afirmou que, apesar de estar espalhada pelo país, epidemiologistas dizem que não significa que ela será dominante. Isso dependerá, segundo ele, das características de cada estado e dos vírus lá presentes.

“Em Manaus, 95% dos exames para identificação do vírus identificam essa nova linhagem. Isso não quer dizer que só exista em Manaus ou que Manaus esteja distribuindo para o Brasil. A existência dessa linhagem não quer dizer que ela vai se tornar dominante naquele local. Não é uma cepa importada, ela já estava lá. Só foi ocupando espaço em relação às outras”, disse o ministro.

Debate

Pazuello foi convidado pelos senadores para explicar as medidas do ministério para combate à Covid-19 no país. Durante toda a tarde e parte da noite, ele foi questionado sobre ações do ministério e foi alvo de críticas de vários senadores. Para eles, o governo demorou na adoção de estratégias eficazes para combater a pandemia e adotou discursos negacionistas em relação ao vírus.



“O que nós vimos nos últimos meses é a total falta de estratégia e mesmo de tática, para que pudéssemos vencer esta pandemia", disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Em resposta, Pazuello defendeu as ações do ministério e a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante da pandemia, reconhecendo as possibilidades de falha nessa resposta. “A capilaridade desse sistema permitiu que a gente tivesse uma boa resposta. Talvez não a ideal, talvez não a perfeita, mas ela teve uma boa resposta. E essas ações sempre serão tripartites, sempre serão pactuadas entre governo federal, estadual, municipal, Conas [Congresso Nacional de Saúde], Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde] e o ministério”.

Questionado, Pazuello negou que a política do ministério seja recomendar o uso de medicamentos para Covid-19 ou para qualquer doença. “O Ministério da Saúde não faz protocolo para uso de medicamentos. As orientações que o ministério deu quanto a medicamentos, se deu quanto ao uso do medicamento, caso o médico prescreva; a atenção às doses, para não haver excesso. O Ministério da Saúde não indica medicamento para esta ou aquela doença”, disse.

O ministro afirmou que houve um erro em uma plataforma digital do ministério. Essa plataforma induziu o uso de medicamentos e, conforme explicou o ministro, a plataforma foi retirada do ar e o servidor responsável pelo erro foi afastado. “Se alguém do ministério coloca uma ideia fora da linha do ministério e isso chegar para mim, será tratado como manda o regulamento”.

O ministro também afirmou que o ministério pretende vacinar toda a população ainda em 2021. Além disso, vê o Brasil como um produtor de vacinas mais do que um comprador. Pazuello entende ser esse o “destino” do país após começar a produzir em solo nacional a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, e a vacina da Oxford/AstraZeneca.











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Campina Grande recebe 15 pacientes vindos de Manaus

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3.2.21


O município de Campina Grande recebeu 15 pacientes vindos de Manaus na noite desta quarta-feira (3), por volta das 20h45. A transferência se dá para minimizar os efeitos do colapso do sistema de saúde da capital amazonense, ocorrida em janeiro e que continua fora de controle.
G1 PB

Inicialmente, seriam 18 os pacientes transferidos, mas três deles tiveram o quadro clínico agravado pouco antes do embarque e não puderam viajar.


A Secretaria Municipal de Saúde é quem está responsável pela recepção dos pacientes. O órgão montou uma “sala de estabilização” na pista do Aeroporto João Suassuna, onde vai ser realizada uma triagem. Os pacientes mais graves vão para o Hospital Pedro I e os menos graves vão para o Hospital Universitário Alcides Carneiro.


São 11 homens e quatro mulheres. E os pacientes têm entre 20 e 59 anos de idade. Ambulâncias foram enviadas ao aeroporto para realizar a transferência.


Campina Grande possui atualmente 173 leitos disponíveis de enfermaria e 63 de UTI. A Prefeitura explicou que acolherá os pacientes em nome de uma “assistência humanitária” para os moradores do Amazonas.


Essa é a segunda vez que pacientes de Manaus chegam a Paraíba. No mês passado, João Pessoa recebeu a transferência de outros 15, que ficaram no Hospital Universitário Lauro Wanderley.

Cinco caminhões com oxigênio venezuelano chegam a Manaus

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20.1.21


Doação acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro
Cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram na noite desta terça-feira (19) para abastecer a demanda em Manaus, atingida por uma grave crise sanitária durante a segunda onda de contaminação da pandemia.

Oriundo do estado de Bolívar, no sul da Venezuela, o comboio carregando 107.000 m³ de oxigênio partiu no fim de semana e percorreu pouco mais de 1.500 km rumo à capital do Amazonas.

A carga deve ajudar a aliviar a grave situação na região, que atravessa um aumento exponencial de casos de Covid-19 em um momento em que o sistema de saúde está colapsado.

Desde da última quinta-feira, dezenas de pessoas morreram asfixiadas devido à falta de oxigênio em centros de saúde, uma situação que levou a população local ao desespero.

Centenas de cidadãos na capital amazonense peregrinaram em busca de oxigênio para tratar os familiares em casa diante da situação calamitosa dos hospitais, alguns dos quais pararam de receber novos pacientes.

A demanda diária do Amazonas atualmente gira em torno de 76.000 m³ de oxigênio, enquanto que as empresas provedoras não conseguem produzir mais de 28.200 m³ por dia.

A doação de oxigênio acontece apesar do governo do presidente Jair Bolsonaro não reconhecer o do venezuelano Nicolás Maduro, a quem chama de "ditador".

Maduro disse no domingo que a situação em Manaus era um “escândalo” e que “a Venezuela estendeu sua mão solidária ao povo amazonense”.

Bolsonaro ironizou o envio de oxigênio, mas não rejeitou a ajuda.

"Se o Maduro quiser fornecer oxigênio para nós, vamos receber sem problema nenhum. Agora, ele poderia dar auxílio emergencial para o seu povo também. O salário mínimo lá não compra meio quilo de arroz", disse o presidente a apoiadores em Brasília na segunda-feira.

A Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história contemporânea, com hiperinflação e sete anos de recessão, o que afetou seu próprio sistema de saúde, atingido pela escassez de suprimentos médicos e material de proteção para Covid-19.

Venezuela envia mais de 100 mil m³ de oxigênio que deve chegar ao Amazonas nesta segunda-feira, diz governo

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18.1.21


Carretas carregadas com o gás venezuelano atravessaram a fronteira do Brasil com a Venezuela no domingo e chegam a Manaus na noite desta segunda.
G1 AM
Está previsto para chegar a Manaus, na noite desta segunda-feira (18), um total de 107 mil m³ de oxigênio doados pelo governo da Venezuela, segundo informações do Governo do Amazonas. As carretas atravessaram a fronteira do Brasil com a Venezuela na tarde de domingo (17).
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse que os primeiros caminhões que carregam os cilindros com oxigênio saíram no sábado da cidade de Puerto Ordaz, localizada a cerca de 1.500 quilômetros de Manaus. O governo venezuelano havia anunciando na sexta-feira que forneceria ao estado do Amazonas o oxigênio disponível no país.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, entrou em contato com o governador de Roraima, Antonio Denarium, para dar o apoio necessário na passagem do carregamento pelo estado vizinho. Cada veículo transporta cerca de 25 mil metros cúbicos.

Atualmente, o consumo diário no Amazonas é de 76 mil m³. A capacidade de entrega das empresas fornecedoras do produto tem sido de 28.200 m³/dia e o déficit é de 48.300m³/dia.

Abastecimento

O Governo do Amazonas está recebendo, em média, quatro voos diários da Força Aérea Brasileira (FAB) com oxigênio para abastecer as unidades de saúde do Estado. Cada aeronave tem capacidade para transportar até cinco mil metros cúbicos do insumo.

Os insumos estão sendo transportados pelas aeronaves KC 390 e C 130, com grande capacidade para transportar cargas e pessoal. O transporte por linhas comerciais porque o oxigênio é um gás muito inflamável. Por isso, são transportadas o equivalente a dois mil metros cúbicos por viagem.

A mobilização para o transporte de novas cargas de oxigênio também acontece por via fluvial. A White Martins tem enviado cargas até Belém, de onde é feito o transporte até Manaus por meio de balsas.


As balsas aportam em trazendo caminhões com capacidade para transportar 9 mil e 25 mil metros cúbicos de oxigênio. Para agilizar a distribuição dos insumos, parte do carregamento desembarca e segue para abastecimento. Parte desse carregamento é levada à sede da empresa em Manaus, onde é feito todo o processo de engarrafamento do oxigênio e, posteriormente, distribuída também para o interior do Amazonas.

Manaus registra 213 enterros em 24 horas e bate novo recorde

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16.1.21


Capital amazonense enfrenta colapso na saúde por falta de oxigênio em hospitais.


Filhos de Verônica Ferreira, de 73 anos, que morreu de Covid-19, vão a enterro da mãe em um cemitério de Manaus no dia 31 de dezembro. — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Manaus registrou 213 enterros nesta sexta-feira (15), informou a prefeitura. O número bateu recorde de sepultamentos diários desde o começo da pandemia.


A capital enfrenta colapso na saúde por falta de oxigênio em hospitais. A crise no sistema foi impulsionada por conta do aumento recorde de internações por Covid.


Nesta sexta, a capital bateu o recorde de enterros diários pela quinta vez, só no mês de janeiro. A primeira vez que Manaus teve tantos enterros, de causas em geral, foi em 26 de abril, com 140 registros (com dados apenas de espaços públicos).


Na época, o estado enfrentava a primeira onda da doença, e sofreu colapsos no sistema público de saúde e funerário. Neste mês de janeiro, o recorde de sepultamentos diários foi quebrado 5 vezes:



10 de janeiro: 144 enterros
11 de janeiro: 150 enterros
12 de janeiro: 166 enterros
13 de janeiro: 198 enterros
14 de janeiro: 186 enterros
15 de janeiro: 213 enterros

Conforme a prefeitura, do total de 213 sepultamentos, 161 foram nos espaços públicos e 52 em espaços privados. Entre as causas das mortes, 102 foram declaradas como Covid-19, e sete casos suspeitos.


O município informou, ainda, que houve o registro de 30 óbitos em domicílio e que, do total de sepultamentos nos cemitérios públicos neste dia, 29 foram atendidos pelo serviço SOS Funeral, coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc).


























00:00/07:35

Manaus recebe 70 mil metros cúbicos de oxigênio vindos de Belém

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Carga chegou à capital por meio de balsas, na madrugada deste sábado (16). Governo diz que nova remessa garante "retomada do equilíbrio".
 G1 AM





Oxigênio chegou a Manaus por meio de balsas, na madrugada deste sábado (16). — Foto: Reprodução


Manaus recebeu, na madrugada deste sábado (16), uma carga de 70 mil metros cúbicos de oxigênio, vinda por meio de balsas da cidade de Belém. Segundo o Governo do Amazonas, a nova remessa deve garantir a "retomada do do equilíbrio do abastecimento da rede de saúde do estado para os próximos dias".


Ainda neste sábado, o avião que buscaria vacinas na Índia vai levar mais uma carga de oxigênio a Manaus. O voo deve partir às 14h de Campinas, no interior de São Paulo. A quantidade de insumo que será transportado ainda não foi informado.


Com aumento recorde de internações por Covid-19, a rede hospitalar entrou em colapso em Manaus: unidades ficaram superlotadas e, sem oxigênio, pacientes morreram asfixiados. A demanda diária por oxigênio chegou a ser quase três vezes maior do que os fornecedores locais conseguiam produzir. Na quinta-feira (14), o déficit diário era de cerca de 48 mil metros cúbicos. O governo ainda não informou qual é a situação do consumo neste sábado.

Até esta sexta-feira (15), em todo o estado, mais de 6 mil pessoas morreram por complicações da Covid-19. Manaus voltou a bater o recorde diário de enterros, e registrou 213 sepultamentos apenas nesta sexta.


Conforme o governo, o oxigênio que chegou em balsas neste sábado foi adquirido pela fornecedora White Martins e já começou a ser distribuído nos hospitais.


Uma força-tarefa foi montada pelos governos estadual e federal, além de diversos outros órgãos e doadores, para enviar oxigênio para a cidade ao longo da semana. Aviões das Forças Armadas enviaram 5 mil metros cúbicos para hospitais de Manaus nesta semana, segundo nota do Ministério da Saúde. A capital também recebeu cargas de oxigênio e doações de diversos estados e artistas, como Whindersson Nunes e Gusttavo Lima.



"Hoje nós temos um aumento significativo, extraordinário. Em menos de 15 dias, passamos de 15 mil m³ para 75 mil m³, superando a capacidade que o fornecedor tinha de produzir oxigênio", disse o governador Wilson Lima à GloboNews, nesta sexta.
STF e a Justiça Federal em Manaus cobram providências urgentes do governo federal




Fila por oxigênio


Uma fila enorme de familiares de doentes que precisam de oxigênio se formou nesta sexta-feira (15), em frente à White Martins em Manaus. A empresa é a principal fornecedora do produto na cidade.


Hospitais da capital amazonense não têm o gás, o que fez com que as pessoas tentassem, por conta própria, encher cilindros de oxigênio para ajudar parentes internados.


Muitas pessoas também buscam o produto por terem familiares, em casa, com outras doenças que dificultam a respiração.




Em Manaus, pessoas se aglomeram na tentativa de comprar cilindros de oxigênio

Recém-nascidos internados correm risco

O Ministério da Saúde informou, nesta sexta (15), que adquiriu cilindros de oxigênio que devem durar 48h para manter 61 bebês prematuros em leitos de UTIs em Manaus. Estados já haviam sinalizado oferta de leitos para receber bebês e grávidas que possam ficar sem oxigênio na capital.


De acordo com o Ministério da Saúde, a medida atende a uma solicitação do Governo do Amazonas para recém-nascidos que estavam no limite de oxigênio. A pasta informou, ainda, que busca mais balas de oxigênio para que os prematuros não precisem ser transferidos para outros estados.


O Governo Federal informou que irá prestar apoio em todo o processo logístico de remoção. Nesta quinta, a Justiça determinou que a União também realiza, imediatamente, a transferência de pacientes que podem morrer pela falta de oxigênio.

CAOS EM MANAUS: Sem oxigênio, sem vagas em hospitais e cemitérios

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A média móvel de mortes no estado cresceu 183% nos últimos sete dias. O envio de oxigênio ao estado não está sendo suficiente para suprir a demanda, e o governo está transferindo pacientes a outros estados.
Manaus vive uma crise sem precedentes com o avanço dos casos de Covid-19. Com internações batendo recordes, unidades de saúde ficaram sem oxigênio. O estado está sendo obrigado a enviar pacientes para outros estados.

Os cemitérios também estão lotados, ampliaram o horário de funcionamento e instalaram câmaras frigoríficas. Para tentar frear o vírus, o governo estadual decidiu proibir a circulação de pessoas entre 19h e 6h em Manaus.







Em Manaus, hospitais lotados ficam sem oxigênio e pacientes são transferidos para outros estados

A média móvel de mortes cresceu 183% no Amazonas nos últimos 7 dias. Até esta quarta-feira (13), mais de 219 mil pessoas haviam sido infectadas pela Covid em todo o estado, e mais de 5,8 mil morreram com a doença.


O número de internações pela doença em Manaus chegou a 2.221, de 1º a 12 de janeiro. O índice máximo anterior havia sido registrado em abril do ano passado, com 2.128 pacientes internados. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, visitou o Amazonas nesta semana e afirmou que Manaus é "prioridade nacional neste momento".


Na terça-feira, a Fiocruz divulgou que uma nova variante do coronavírus que causa a Covid-19 foi encontrada no Amazonas. Trata-se da mesma variante que chegou ao Japão após viajantes passarem pelo estado.

Falta de oxigênio

O G1 presenciou médicos e acompanhantes transportando cilindros nos próprios carros para levar aos hospitais. A técnica de enfermagem aposentada Solange Batista disse que precisou comprar oxigênio para a irmã, que está internada no Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus (veja o vídeo abaixo).


Mulher relata falta de oxigênio em hospital de Manaus


A médica residente Gabriela Oliveira, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), disse que a situação está caótica. Os profissionais da saúde falam em cenário de guerra.



"O que eu vivi hoje, nem nos meus piores pesadelos eu pensei que poderia acontecer. Não ter como assistir paciente, não ter palavras para acalentar um familiar. Isso é uma coisa que vai ficar uma cicatriz eterna nos nossos corações", contou.





Uma das razões para o colapso do sistema de saúde é o consumo de oxigênio por pacientes de leitos clínicos, segundo o Coronel Franco Duarte, representante do Ministério da Saúde. "Aquele paciente que não está no leito de UTI é o que consome mais, porque ele fica ao lado do regulador de oxigênio. A sensação é de falta de ar, e você abrindo o acesso ao oxigênio, você tem a sensação de bem-estar, mas, em contrapartida, aumenta muito essa demanda", disse Duarte.



Profissionais de saúde relatam falta de oxigênio em hospitais em Manaus


O Secretário da Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, afirmou nesta quinta-feira (14) que o estado passa por uma crise no abastecimento de oxigênio. Campêlo disse que o Ministério da Saúde, o governo do Amazonas e as Forças Armadas estão trabalhando no apoio logístico para a entrega de oxigênio para a rede estadual de saúde, com o transporte do gás de outros estados para o Amazonas.




"Tivemos um pico de fornecimento e aumento da demanda acima do esperado. Fomos comunicados ontem [quarta-feira] à noite do colapso do plano logístico em relação a algumas entregas, o que causará a interrupção da programação por algumas horas", afirmou Campêlo, referindo-se ao recebimento do oxigênio.




Segundo ele, a alta demanda surpreendeu um dos maiores conglomerados de gás do mundo, a empresa White Martins.






Oxigênio sendo recebido no Hospital Getúlio Vargas em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1


O secretário diz que há leitos abertos prontos para serem utilizados no Hospital Universitário Getúlio Vargas, no Nilton Lins e em outras unidades, mas não foram ativados por conta da falta de oxigênio.



Segundo governador Wilson Lima, o estado entrou com uma ação na Justiça para que a empresa fornecedora de oxigênio garanta o abastecimento nas unidades de saúde em quantidade suficiente para atender a todos.




Transferência de pacientes




Com o colapso do sistema de saúde, pacientes estão sendo levados a outros estados para receber atendimento médico. São eles: Goiás, Piauí, Maranhão, Brasília, Paraíba e Rio Grande do Norte. O governo diz ter feito um estudo para que as transferências não sobrecarregassem a rede assistencial desses outros locais.


Segundo o governo, 235 pacientes já haviam sido transferidos até a tarde desta quinta.


O Coronel Franco Duarte, representante do Ministério da Saúde, afirmou que são transportados pacientes com estado de saúde considerado em fase moderada da doença. "São pacientes que ainda continuam dependentes do oxigênio, mas eles têm toda a segurança plena para serem aerotransportados", disse.


Um dos primeiros estados a receber pacientes do Amazonas foi o Piauí. Na manhã desta quinta, 30 pacientes de Manaus com Covid-19 foram encaminhados para Teresina.




Toque de recolher




O governador Wilson Lima anunciou, nesta quinta-feira (14), um decreto que proíbe a circulação de pessoas em Manaus entre 19h e 6h. Todas as atividades, exceto serviços essenciais para a vida, também estarão proibidos de abrir. A medida deve valer a partir da publicação do decreto, prevista ainda para esta quinta. Entre as medidas, estão:




suspensão do transporte coletivo de passageiros entre rodovias e rios do estado
fechamento de todas as atividades e circulação de pessoas entre 19h e 6h; só pode sair de casa quem trabalha em áreas estratégicas: saúde, segurança pública, imprensa
funcionamento de farmácias entre 19h e 6h, por delivery ou sob demanda






Restrições já adotadas




No final do ano passado, comerciantes e empresários fizeram protesto após o governo decretar limitações na circulação: o aumento de casos de Covid já era esperado após as festas de Natal e Ano Novo. No dia seguinte à manifestação, o decreto foi suspenso. Por determinação da Justiça, as restrições foram publicadas.


Desde o dia 2 de janeiro deste ano, atividades do comércio não essencial estão proibidas, com previsão de interdições e multas diárias de até R$ 50 mil. Além do comércio geral fechado, restaurantes só podem funcionar para delivery e estão proibidas festas e reuniões. As medidas valem por 15 dias, mas podem ser prorrogadas.


Nesta terça (12), o governo do Amazonas proibiu o funcionamento de academias e o transporte intermunicipal de passageiros.

























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Pará proíbe circulação de embarcações do Amazonas





Cemitérios lotados




Manaus registrou 198 enterros nesta quarta e bateu recorde de sepultamentos diários pelo quarto dia consecutivo. Desse total, 87 enterros tiveram a causa declarada como Covid-19. Com aumento da demanda, a Prefeitura de Manaus ampliou horário do funcionamento dos cemitérios até as 18h.


Além disso, foram instaladas duas câmaras frigoríficas no cemitério público Nossa Senhora Aparecida, conhecido como Cemitério do Tarumã. O objetivo é manter conservados os corpos de vítimas que morrerem nos horários em que os cemitérios estão fechados.


As câmaras têm capacidade para armazenar até 60 caixões e começarão a ser utilizadas a partir desta quinta-feira.


A última vez que Manaus teve tantos enterros, de causas em geral, foi em 26 de abril, com 140 registros (com dados apenas de espaços públicos). Na época, o estado enfrentava a primeira onda da doença, e sofreu colapsos no sistema público de saúde e funerário.

























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Câmaras frigoríficas devem ser instaladas novamente em cemitérios de Manaus





Prova do Enem




Nesta noite de quarta, a Justiça Federal do Amazonas suspendeu a realização da prova no estado, por conta do surto de Covid. A decisão liminar foi concedida pelo juiz federal José Ricardo de Sales. As provas devem ficar suspensas enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo poder executivo estadual, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento, até o limite de 30 dias.


O presidente do Inep afirmou no começo da tarde desta quinta ao G1 que não há como "assegurar que vamos fazer aplicações em cidades que vão pedir reaplicação".




Nova variante e fechamento de divisa com PA




A variante encontrada no Amazonas tem uma série de mutações que ainda não tinham sido encontradas. Ela pode ter evoluído de uma linhagem viral que circula no estado desde abril do ano passado, e "ser representante de um vírus potencialmente de uma linhagem emergente no Brasil", explicou a Fiocruz Amazônia. A variante envolve mutações na proteína Spike, que faz a interação inicial com a célula humana.


Essa nova variante carrega mutações que já foram associadas à maior transmissão, mas ainda não é possível afirmar se ela é mais transmissível ou ntão.


Nesta quarta-feira (13), o governador do Pará, Helder Barbalho (MBD), anunciou que a proibição da circulação de embarcações vindas do estado do Amazonas. Não há estradas ligando os dois estados. Segundo o governador, a medida é preventiva, para evitar o avanço da Covid-19. Em caso de descumprimento, as empresas estão sujeitas a multa de R$ 10 mil por barco, além da apreensão da embarcação.

CAOS: Em 9 dias, nº de novas internações por Covid em Manaus supera todo o mês de dezembro

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10.1.21



De 1º a 9 de janeiro deste ano, 1.524 novas internações por Covid-19 foram registradas na capital amazonense. Estado vivencia novo surto da doença, e está com hospitais lotados.
Por Rebeca Beatriz e Victor Cruz, G1 AM



Manaus registrou, nos nove primeiros dias de janeiro, um total de 1.524 novas internações por Covid-19. O número já supera o total de hospitalizações registradas durante todo o mês de dezembro do ano passado, quando 1.371 pessoas foram internadas com a doença.

A cidade vive um novo surto da Covid-19, com aumento de casos, superlotação de hospitais e cemitérios. Até o sábado (9), mais de 212 mil pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o Amazonas, e mais de 5,6 mil já morreram com a doença.

No sábado (9), o Estado voltou a bater o recorde diário de internações em um único dia: foram 235 novas hospitalizações, número mais alto registrado no estado desde o início da pandemia, mesmo com o colapso na rede de saúde, vivido entre abril e maio de 2020. Desse total, 228 novas internações aconteceram só em Manaus.

Em todo o Amazonas, o número de internações também vem crescendo, conforme mostraram os dados da FVS. Só nos 9 primeiros dias de janeiro, o Estado registrou 1.580 internações por Covid-19. O número se aproxima do total de internações feitas em dezembro, que foi de 1.589.
Amazonas volta a viver cenário de caos
O Amazonas já contabiliza mais de 212 mil casos confirmados de Covid-19. O total de mortes passa de 5,6 mil. O governador Wilson Lima anunciou que a rede pública de saúde está no limite e que vai iniciar o processo de reabertura do Hospital de Campanha Nilton Lins, mas não deu uma data. O Hospital de Campanha Nilton Lins funcionou entre abril e julho do ano passado, no pico da pandemia.

Desde as últimas semanas de dezembro, o Estado vem registrando aumento no número de casos, internações e mortes por covid-19. Diante do avanço da Covid-19 no Amazonas, o Estado entrou na fase roxa na pandemia, que segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), é considerada a fase com maior estágio de transmissão da doença.

Quanto à vacina, o Governo informou que há um plano de imunização para a população. Entretanto, ainda não há previsão de quando a vacinação vai começar.

Já o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), anunciou na quinta-feira (7) que negocia a aquisição de 700 mil doses da vacina produzida pela empresa AstraZeneca para combate à Covid-19 na capital. No entanto, datas não foram definidas e detalhes sobre o plano de imunização não foram informados.

FESTA DO TAPUIA 2022

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