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Existem 92 cepas do coronavírus no Brasil, afirma Fiocruz

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6.4.21


Correio Braziliense
Foto: AFP
Enquanto enfrenta altos números de mortes e passos lentos na vacinação contra a Covid-19, o Brasil ainda tem de lidar com outra preocupação de saúde pública: as variantes do coronavírus no país. Segundo informações disponíveis na plataforma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apresenta dados de sequenciamentos da própria Fiocruz em associação com outros institutos, existem no Brasil, desde o início da pandemia, 92 variantes da doença.

Pela maior taxa de transmissão, três cepas são apontadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como preocupantes: a variante amazônica (chamada de P1), a cepa britânica e outra variante sul-africana (B.1.351). Esta última ainda não foi incluída na lista das 92 cepas encontradas no país, a amazônica, entretanto, já foi encontrada em 21 estados, já a cepa britânica pode ser encontrada em 13 unidades da federação.

Segundo Júlio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor de Infectologia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a CNN, as variantes reforçam a importância das medidas de isolamento: %u201CAs outras (variantes) ainda não se mostraram detentoras de características como essas, com tamanha transmissibilidade. Mas ainda temos baixa cobertura vacinal. Isso reforça a importância do distanciamento, porque, quanto maior a transmissão e o contato, maiores as chances de uma nova mutação se estabelecer%u201D.

Rio Grande do Sul bate recorde e registra 502 mortes por Covid em um dia

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16.3.21


Estado chega a 15.606 óbitos por coronavírus. Secretaria Estadual da Saúde registrou ainda mais 9,7 mil infectados e elevou o total de casos para 754 mil.
 G1 RS

O Rio Grande do Sul chegou a 15.606 mortes por Covid-19 nesta terça-feira (16) com o registro de mais 502 óbitos nas últimas 24 horas. É o maior registro diário em toda a pandemia. Antes disso, o recorde havia sido a divulgação de 331 no sábado (13).

O estado de São Paulo, que também bateu recorde nesta terça com 679 mortes, tem 46,2 milhões de habitantes. Mesmo com uma população quatro vezes maior, registrou 35% a mais de mortes.

Em comparação com o Rio de Janeiro, o terceiro estado mais populoso com 17 milhões de habitantes, a proporção é ainda mais desigual. Foram 115 óbitos nesta terça, quatro vezes menos do que no RS.

Média móvel de mortes
Com isso, a média móvel de mortes mantém alta, com variação de 120% em relação a duas semanas atrás, e atinge o patamar de 253 óbitos diários, em média — mais uma vez, o mais alto já registrado.

Média móvel de mortes no RS
Óbitos, em média, nos últimos sete dias
Fonte: SES-RS, G1 RS e consórcio de veículos de imprensa
A SES identificou, ainda, mais 9.767 pessoas infectadas com o coronavírus. Assim, o RS tem 754.175 casos confirmados desde o começo da pandemia.

Do total, 35.119 (4,7%) estão em acompanhamento e 703.386 (93,3%) são considerados recuperados. A taxa de letalidade é de 2%.

3 a cada 4 pacientes em UTI têm Covid
Outro dado preocupante é que quase três em cada quatro pacientes internados em UTI no estado tinha diagnóstico para a doença.

No fim desta tarde, 107,8% dos leitos de UTI estavam ocupados. Eram 3.433 pacientes necessitando tratamento intensivo para 3.186 vagas nos sistemas público e privado.

Em 77,8% dos casos, os pacientes foram diagnosticados com Covid-19 ou tinham suspeita de síndrome respiratória aguda grave. (Veja o avanço na linha vermelha do gráfico)

Destes, cerca de 82% estavam intubados, precisando de ventilação mecânica.

PERNAMBUCO: Paulo Câmara anuncia, hoje, endurecimento das medidas

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15.3.21

Folha PE
Paulo Câmara anunciou uma série de medidas de socorro à economia no final de semana
No Governo do Estado, já não se nega a tendência de endurecimento das medidas de combate à Covid-19 em Pernambuco e elas serão anunciadas ainda nesta segunda-feira (15). Uma coreografia vem sendo feita, nos últimos dias, no sentido de proporcionar ações de socorro a setores da economia como uma prévia, segundo quem acompanha de perto os movimentos dos próximos passos, que incluem restrição mais ampla das atividades, até agora, resumidas apenas aos finais de semana. 

As novas regras devem começar a valer a partir da próxima quarta-feira (17), quando também se encerra o prazo do último decreto, determinando  só serviços essenciais das 20h às 5h de segunda à sexta-feira, além fechamento total das atividades não essenciais nos finais de semana. Auxiliares não cravam se haverá exatamente um novo lockdown, mas dão conta de aumento substancial das restrições.

Ao longo do final de semana, o governador Paulo Câmara anunciou uma série de providências, a exemplo da prorrogação, por 120 dias, dos prazos de pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apurado no âmbito do Simples Nacional. Isso inclui microempresas e o microempreendedores. De acordo com o secretário da Fazenda, Décio Padilha, a medida, anunciada no sábado (13), representa mais de R$ 26 milhões por mês para o Estado. 

Após reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, no último domingo, o governador anunciou ainda a criação de uma nova linha de crédito emergencial específica para micro e pequenas empresas. Serão liberados empréstimos de até R$ 50 mil por empresa, parcelados em até 30 meses, com prazo máximo de seis meses de carência para começar a pagar. O empréstimo será feito pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), o investimento será da ordem de R$ 10 milhões.

Nessa sequência, o Estado comunicou ainda a suspensão da cobrança da tarifa social de água por um período de três meses. A ação beneficia, de modo direto, aproximadamente 600 mil pessoas e representa um impacto de R$ 4,5 milhões nos cofres do Estado, ou seja, R$ 1,5 milhão por mês.

Em sua rede social, o governador Paulo Câmara fez um balanço, também nesse domingo (15), das ações adotadas no sentido de socorrer a economia. Em seu Twitter, realçou o seguinte: "Os setores produtivos, que geram emprego e renda, também são muito impactados pela pandemia. Estamos adiando pagamento de tributos e facilitando recuperação de crédito. O esforço é coletivo, todos sofrem com os efeitos da crise".

O governador reforçou ainda: "Nós garantimos o 13º do Bolsa Família, suspendemos cobrança de tarifa social da água, criamos linha de crédito para pequenas e microempresas. Temos que seguir juntos, proteger vidas e superar esse desafio que é de todos nós".

Na esteira, o socialista pediu "consciência" a todos "da gravidade da crise que o país enfrenta". E defendeu que é preciso "fazer disso uma ação concreta, fazer o certo".Detalhou: "Se proteger e proteger o outro. O único caminho para vencer a pandemia é cuidar, se cuidar e dizer sim à vacina".

ALERTAS

Com o calendário marcando um ano da confirmação do primeiro caso de Covid-19 em Pernambuco, o secretário de Saúde, André Longo, terminou a semana passada, fazendo uma série de alertas para algumas variáveis: "aceleração acentuada da doença", "forte escalada dos indicadores" e consequente "pressão muito grande sobre o sistema de saúde". Sinalizou para situação de "muita gravidade nos próximos dias e semanas com a perspectiva da falta de leitos". 

Como a coluna cantara a pedra, governistas já apontavam para a coexistência de duas correntes no governo. Se André Longo alertava para a "pressão sobre o sistema de Saúde", de outro lado, auxiliares relatavam o esforço de Décio Padilha "para pagar a conta dos leitos" e observavam que uma ginástica vinha se dando no sentido de evitar um novo lockdown, o que representaria um nocaute na arrecadação.

'Não estou doente, o presidente não pediu meu cargo, mas o entregarei assim que pedir', diz Pazuello Ministro da Saúde

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14.3.21

Folha PE

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou, neste domingo (14), que não está com problemas de saúde e que, por ora, continua chefiando a pasta.
"Não estou doente, o presidente não pediu o meu cargo, mas o entregarei assim que o presidente pedir. Sigo como ministro da saúde no combate ao coronavírus e salvando mais vidas", afirmou, em declaração distribuída por assessores do ministro.
Segundo o jornal O Globo, o ministro Pazuello pediu para sair alegando problemas de saúde. A Folha confirmou que Pazuello disse a Bolsonaro ter problemas cardíacos e que não se recuperou 100% das sequelas da Covid-19, doença que contraiu em outubro.
Pressionado pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro busca um substituto para o lugar do general Eduardo Pazuello. Caso a troca se confirme, o país terá seu quarto ministro em pouco mais de 12 meses de pandemia.

Conforme informou a coluna de Monica Bergamo, a cardiologista Ludhmila Hajjar, do Incor e da rede de hospitais Vila Nova Star, esteve em Brasília neste domingo para conversar com o presidente Jair Bolsonaro sobre a possibilidade de assumir a pasta. Ele tem apoio de líderes do chamado "centrão".

O chamado "centrão" redobrou a pressão sobre Bolsonaro pela saída do general e quer indicar alguém ao cargo. O governo entendeu o recado e, na noite de sábado (13), o presidente e ministros militares foram ao encontro de Pazuello para discutir a situação.

A cobrança se dá no momento em que a escalada da pandemia assume velocidade inédita no país. No sábado (13), o Brasil registrou o 15º dia seguido de recorde da média de mortes em sete dias, 1.824 e o 52º consecutivo com o patamar de mortes acima de mil por dia.

Na quarta (10), o consórcio de veículos de imprensa formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 aferiu, com as secretarias estaduais de saúde, o recorde de registros de óbito em 24h de toda a pandemia: 2.349, número que extrapola em mortes todas as tragédias brasileiras.
Ainda no início da tarde deste domingo (14), parlamentares diziam não saber se a troca aconteceria agora ou em 15 dias, devido a uma expectativa repassada a eles de que a curva de mortes diminua. Não há, contudo, nenhum indício de que isso vá ocorrer –pelo contrário.

Com a pandemia se agravando pelo país, Bolsonaro tem dando uma guinada em seu discurso, agora a favor da vacina –o que fez do ministro, cuja pasta errou entregas de doses para os estados e que só nos oito primeiros dias neste mês reduziu cinco vezes as previsões de vacinas, um telhado de vidro.

Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada no sábado, o presidente do conselho que reúne os secretários estaduais de saúde, Carlos Lula, afirmou que ele e os colegas perderam a paciência com o general. Os estados enfrentam um cenário de colapso hospitalar em curso ou iminente, com a explosão de internações e mortes de norte a sul do país.

Pesa também no cálculo do entorno de Bolsonaro o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao jogo político. Para parlamentares, este novo cenário serviu como catalisador da mudança de postura de Bolsonaro.

Covid-19: "Ou todos cooperam, ou vai faltar leitos para quem precisa", diz secretário

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11.3.21


Covid-19: "Ou todos cooperam, ou vai faltar leitos para quem precisa", diz secretário
"Infelizmente, não temos nada a comemorar", afirmou o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo.

 Covid-19: 
Secretário Estadual de Saúde, André Longo, comentou a situação de Araripina e Ouricuri em relação ao novo coronavírus - Foto: Pedro Menezes/SEI

Nesta sexta-feira (12), Pernambuco completa 1 ano do primeiro caso da covid-19 registrado no estado. Durante coletiva online do Governo de Pernambuco sobre a covid-19 no Estado nesta quinta-feira, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo e Antônio de Pádua, secretário de Defesa Social, alertaram para a crescente de casos da doença no estado e reforçaram as medidas sociais de segurança.

"Infelizmente, não temos nada a comemorar. A pandemia não acabou, e voltamos a ter um momento de grande dificuldade. Observamos uma aceleração acentuada da doença na última semana, com crescimento nos casos graves de 5,5% em uma semana e 19% em 15 dias.", informou André Longo.
De forma direta, Longo disparou que, caso as medidas não sejam respeitadas, o colapso na rede de saúde pública e privada pode vir a acontecer. "O vírus está com uma aceleração recorde, que pode vir a superar a nossa capacidade de abrir leitos. Por isso meu recado é que ou todos coperam, ou vai faltar leito para quem precisa. O que vai provocar perda de vidas e sofrimento para muitas famílias. E não só na rede pública. Não pese que se você tem plano de saúde ou dinheiro para pagar internação, vai ser diferente. A situação é de estrangulamento em todos os serviços", declarou. 

Ainda de acordo com o secretário, houve um crescimento de 17% nas solicitações de leitos de UTI e 32% nos de enfermaria. "A tendência é de mais agravamento, com as solicitações de vaga chegando ao mesmo patamar de maio, pico da doença no ano passado". 

Assista à coletiva
Fim de semana
Sobra o fechamento de serviços não essenciais durante o fim de semana, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, afirmou que haverá reforço nas fiscalizações. "As fiscalizações de medidas sanitárias foram reforçadas no fim de fevereiro. Temos a participação de policiais da SDS, além de um lançamento extraordiário de mais 3.600 para auxiliar nessas medidas. No final de semana passado, com o fechamento das atividades não oficiais, fizemos uma avaliação positiva da polícia e boa receptividade da população."

Pádua pediu também para que a população ajudasse, seguindo as recomendações sanitárias e respeitando as restrições. "No entanto, foi visualizado que algumas pessoas descumpriram o decreto, nas praias e em algumas festas clandestinas. Por isso, o efetivo policial precisou entrar em ação. Teremos o grande desafio neste próximo fim de semana, onde será essencial a participação da população para seguir recomendações de estabelecimentos não essenciais, assim como a utilização das praias". 

Boletim SES-PE
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) enviou o boletim atualizado com os casos da covid-19 em Pernambuco. Nesta quinta-feira (11), o Estado registrou 1.669 casos da doença. Entre as confirmações, 67 (4%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.602 (96%) são leves. Além desses registros, o governo estadual também confirmou 23 mortes ocorridas entre 21/04/2020 e 09/03/2021.


No total, Pernambuco teve 313.227 casos confirmados da covid-19, sendo 33.257 graves e 279.970 leves, e totaliza 11.269 mortes. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Novo lote de vacinas chegam a Pernambuco
O Governo de Pernambuco confirmou que recebeu mais 110.800 vacinas contra a covid-19 produzidas pela Sinovac/Butantan. As novas doses, ainda de acordo com o governo estadual, serão destinadas para finalizar o processo de imunização dos idosos de 80 a 84 anos, dar seguimento a vacinação dos trabalhadores de saúde e iniciar o tratamento nos idosos com idade entre 75 e 79 anos.

O que é coronavírus?
Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
Evitar contato próximo com pessoas doentes.
Ficar em casa quando estiver doente.
Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

PARAÍBA: Perto do Colapso, pacientes são transferidos de João Pessoa para Campina Grande por falta de leitos na capital

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8.3.21


Transferências de uma cidade para outra têm sido comuns devido à ocupação de leitos, diz SES.
G1 PB
Dois pacientes foram transferidos de João Pessoa para Campina Grande, por falta de leitos para tratamento da Covid-19, na noite de domingo (7). De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), as transferências de uma cidade para outra têm sido comuns devido à ocupação de leitos na capital.

Os pacientes estavam em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de João Pessoa e agora estão em atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital de Clínicas (HC), em Campina Grande.

Segundo a SES, quatro pacientes foram regulados na noite de domingo (7), mas até as 9h50, apenas dois deles já foram admitidos. A regulação significa que a vaga foi cedida, mas os pacientes ainda não chegaram até o hospital, em Campina Grande.

Em entrevista à TV Cabo Branco, na manhã desta segunda-feira (8), a médica socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Clarissa Rios relatou que ficou por pelo menos três horas dentro de uma ambulância, aguardando a liberação de um leito para internação de um paciente com Covid-19.

“A gente chegou em um momento que não queria. É um número muito grande de casos e o nosso sistema ainda em adaptação para conseguir dar conta. A gente não tem mais para onde levar os pacientes, pois precisamos de leitos e os leitos estão todos ocupados”, lamentou.


A médica explicou que, com a falta de vagas nos hospitais, a ambulância passa a ser o leito do paciente até que a equipe consiga um local para levá-lo.

“Ontem em uma das situações, permanecemos na ambulância durante três horas, montando uma UTI dentro da ambulância, para que a gente pudesse esperar um leito e esse paciente fosse deslocado”, disse.
Ainda segundo a médica, o serviço de regulamentação médica “está completamente lotado”.

“É uma angústia muito grande para nós porque não temos para onde levar os pacientes, nem o que dizer as pesos que estão precisando desse socorro”.

Ainda conforme a socorrista, se comparado ao “pico” da pandemia em 2020, os primeiros meses de 2021 estão muito piores. “A preparação do sistema de saúde ainda tem uma demora em relação à quantidade de casos que estamos tendo no momento”.

FESTA DO TAPUIA 2022

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