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‘Em junho e julho é grande o risco de aumento de casos de internamento por Covid-19’, alerta médico conselheiro do Cremepe

19.6.22

/ por casinhas agreste

Eduardo Jorge Fonseca alertou também para as aglomerações que ocorrem nas festas de São João.
Por Priscilla Aguiar, g1 PE

Com o aumento do número de casos confirmados do novo coronavírus e a chegada das festas de São João, a preocupação dos médicos e do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) é com o crescimento dos casos graves e de internações por conta da doença. O alerta ocorre principalmente porque mais da metade da população elegível está com terceira dose da vacina em atraso.
O médico pediatra Eduardo Jorge Fonseca, integrante do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações, avisa que terceira dose da vacina é essencial para impedir que os casos se agravem. "Em junho e julho é grande o risco de aumento de casos de internamento por Covid-19", destacou.
Somente neste sábado (18), foram confirmados 1.650 casos da Covid-19. A maioria dos novos infectados tem a forma leve da doença: 1.642 (99,6%). Também ocorreram oito registros (0,5%) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Na sexta (17), foram 1.905 confirmações da doença, sendo 1.897 (99,6%) leves e oito (0,4%) graves.
O médico afirmou que o país vive uma quarta onda do novo coronavírus, que passou por Goiás, Minas Gerais e está chegando ao Nordeste. Pernambuco tem nove registros da subvariante BA.4 da ômicron
"Precisamos voltar a usar máscara em ambiente interno e não adianta recomendar, tem que ser um decreto. A gente ressalta que provavelmente são as subvariantes BA.4 e BA.5, da ômicron, que têm um comportamento de alta transmissibilidade, tanto que todas as famílias devem ter algum conhecido que pegou recentemente a Covid", afirmou.
O médico lembrou que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 é recomendada para todas as pessoas cima de 12 anos. Ele reforça que a terceira dose é essencial para se proteger da doença.
"Ainda estamos com um quantitativo grande de pessoas que não tomaram. Talvez isso seja o que mais preocupa. A vacina não impede infecção, mas impede com muita propriedade os casos graves, internamentos e óbitos. Duas doses não são suficientes para isso. Já observamos um aumento de casos e de pacientes internados", afirmou.
Eduardo Jorge Fonseca alertou também para as aglomerações que ocorrem nas festas de São João. O conselheiro do Cremepe aconselhou que as pessoas evitem aglomerações e usem máscara em ambientes fechados.
"Estou muito preocupado com a falta da terceira ou quarta dose e o aumento da transmissibilidade que as variantes têm, isso associado às aglomerações que vão ocorrer no São João, nas grandes festas, onde as pessoas bebem e conversam sem máscara. Vamos ter nas próximas semanas um aumento de internamento de casos de Covid", disse.
Para o médico, é importante que a vacinação saia de um "processo de estagnação" e, para isso, é preciso que sejam realizadas campanhas estimulando as pessoas a tomarem a terceira dose.
"A vacina tem que ir em mercados públicos, em escolas, shoppings. Os adolescentes só vão atingir uma boa meta quando a vacina for rotina nas escolas. Já observamos um aumento de casos e de pacientes internados. Se eu sei que 1% complica, no momento que tenho 100 mil pessoas doentes com Covid, 1% vai ser uma implicação importante em internamento", disse.
O conselheiro também lembrou que muita gente está fazendo o autoteste antígeno e que os números de infectados devem ser maiores do que os registrados pelo serviço público.
"Não temos ideia da quantidade de pessoas. Há um sentimento de todo mundo de querer que a pandemia acabe, que o São João está aí, que as pessoas estão cansadas disso todo. Mas acredito que em 2023 podemos ter vacinas mais eficientes, que evitem transmissão. Hoje elas impedem as formas mais graves", declarou.
De acordo com levantamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI-PE,) preenchido por 95% dos municípios pernambucanos, aproximadamente 516.443 pessoas estão com a segunda dose em atraso. Destas, 183.892 não tomaram segundo dose da Astrazeneca, 123.831 da Coronavac e 208.720 do imunizante da Pfizer.
Com relação à dose de reforço, 629.984 pessoas estão em atraso. Os dados são de 112 municípios (60%), que informaram o quantitativo.

O que diz a SES-PE
Por nota, a SES-PE informou que o governo continua monitorando "de forma permanentemente e criteriosa" a evolução do cenário epidemiológico da Covid-19 e que as medidas para conter o vírus são sempre proporcionais ao momento epidemiológico vivenciado.
No comunicado, a SEE-PE informou que o uso de máscara continua obrigatório em escolas, unidades de saúde, farmácias e no transporte público, mas não deu nenhuma previsão de retorno da obrigatoriedade em outros locais.

Mesmo assim, a secretaria reforçou que recomenda a utilização da máscara pela população em ambientes fechados diante do atual " momento de maior circulação viral, notadamente com aumento dos casos leves", especialmente por pessoas com sintomas gripais, pacientes imunossuprimidos e idosos.
A SES-PE lembrou, que é necessário manter a imunização atualizada para evitar formas graves e óbitos pela Covid-19, já que a proteção só é mantida com a aplicação de doses de reforço. "Desta forma, a decisão individual de não tomar ou atrasar as terceiras e quartas doses pode impactar o aumento de casos da Covid-19, pressionando novamente a rede de saúde", disse, na nota.

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