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PM é indiciado por homicídio duplamente qualificado de homem baleado em discussão em Glória do Goitá

21/08/2020

/ por casinhas agreste
Delegado concluiu inquérito e apontou que vítima foi morta por motivo fútil e sem chance de defesa. Policial, que estava de folga, alegou que agiu em legítima defesa durante briga em bar.
G1 PE
Na terça-feira (18), amigos e parentes de José Adelino Júnior fizeram protesto pedindo justiça — Foto: Gilmar Santos/WhatsApp
Um policial militar foi acusado de assassinato pela morte de José Adelino da Costa Júnior, de 24 anos, em Glória do Goitá, na Zona da Mata de Pernambuco. O delegado Erivaldo Guerra, responsável pelas investigações, concluiu o inquérito e indiciou o PM por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem chance da vítima se defender.
O jovem, que era sócio Total Bar, localizado no centro da cidade e onde ocorreu a confusão, foi baleado no peito e morreu no sábado (15), mesmo sendo socorrido, segundo os investigadores. "O fato dele [policial] ter se evadido da cena do crime não causa agravante porque a população socorreu a vítima", disse Guerra ao G1, nesta sexta-feira (21).

De acordo a Polícia Militar, o policial em questão é do 21º Batalhão, estava de folga e alegou ter agido em legítima defesa. O delegado afirmou que testemunhas foram unânimes em apontar que não foi esse o caso.

O PM indiciado não foi detido na noite da ocorrência e se apresentou na Delegacia de Vitória de Santo Antão para prestar esclarecimentos no domingo (16). Por meio de nota, a PM informou que o policial envolvido foi afastado dos serviços operacionais. A corporação também disse que instaurou uma sindicância por parte do batalhão de origem do profissional. O nome dele não foi divulgado.

Protesto na cidade
Protesto em Glória do Goitá pede justiça pela morte de dono de bar — Foto: Reprodução/WhatsApp
Protesto em Glória do Goitá pede justiça pela morte de dono de bar — Foto: Reprodução/WhatsApp

Na terça-feira (18), familiares e amigos da vítima fizeram um protesto pelas ruas de Glória do Goitá pela resolução do caso. Na data, as testemunhas estavam prestando depoimento e alegaram, segundo os investigadores, que o policial teria agredido outra pessoa no mesmo bar.

O advogado contratado pela família afirmou que o crime aconteceu após um show ao vivo no estabelecimento. Por conta das restrições impostas pelas medidas de prevenção ao novo coronavírus, o bar teve que finalizar a apresentação às 22h.

Ainda segundo o advogado, o policial militar, que estava bebendo com outro policial à paisana, teria se irritado com o fim do show. O desentendimento teria levado a uma briga corporal e, em seguida, ao tiro disparado. José Adelino ainda foi socorrido, mas faleceu.

Segundo a PM, o agente alegou que foi provocado e que houve agressão física e verbal entre ele e o sócio do bar. Ainda de acordo com a corporação, ele teria agido em legítima defesa, já que José Adelino teria feito menção de puxar uma arma da cintura.

Ainda de acordo com o delegado, o segundo policial militar, amigo do que foi acusado pelo crime e que também estava no bar, mas não tem envolvimento com o crime e não foi indiciado.

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