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CÂMARA DE VEREADORES: Operação que prendeu vereador suspeito de 'rachadinha' cumpre três mandados de prisão contra agentes públicos

29/07/2020

/ por casinhas agreste
Segunda fase da Operação Rateio foi deflagrada nesta quarta-feira (29). Alvos são investigados por peculato, falsidade documental e frustração de direito trabalhista.
Por G1 PE
Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco) fica no bairro de Tejipió, no Recife — Foto: Marina Meireles/G1


Três mandados de prisão preventiva contra agentes públicos são cumpridos na Operação Rateio II, deflagrada nesta quarta-feira (29). Os alvos são integrantes de uma quadrilha envolvida em crimes de peculato, falsidade documental e frustração de direito trabalhista.

Esta é a segunda fase da operação que prendeu o vereador Flávio do Fórum (PL) e investiga um possível esquema de "rachadinha" no gabinete do parlamentar, na Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. A suspeita da Polícia Civil é de que ele tenha se apropriado indevidamente de até 90% dos salários dos comissionados da Câmara

Os mandados cumpridos pela Operação Rateio II foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca do Cabo de Santo Agostinho. As investigações tiveram início em junho de 2019 e foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel).

Ao todo, 20 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, participam da Operação Rateio II, que é a 33ª operação de repressão qualificada do ano.

Ela é coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (Diresp), sob a presidência da delegada Isabela Porpino, adjunta da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1ª Deccor), do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco).

Primeira fase da operação

Vereador do Cabo é preso em operação da Polícia Civil que investiga rachadinha
Vereador do Cabo é preso em operação da Polícia Civil que investiga rachadinha

A Operação Rateio teve a sua primeira fase deflagrada no dia 22 de julho. Através das investigações, a Polícia Civil constatou o desvio de R$ 2,6 milhões por meio do esquema de "rachadinha". O montante teria sido desviado desde 2017, ano de início do mandato dos vereadores da atual gestão (veja vídeo acima).

Segundo a Polícia Civil, com a instalação do sistema de biometria na Câmara Municipal do Cabo, alguns comissionados iam ao local para "bater o ponto" e, em seguida, saíam. A corporação também constatou que houve demissão em massa de pessoas que ocupavam cargos comissionados na Câmara, seguida da contratação dos mesmos funcionários para arrecadar a verba rescisória de volta para os envolvidos.

A investigação apontou, ainda, a cessão de comissionados do gabinete da presidência da Câmara aos gabinetes de outros vereadores. A apropriação do dinheiro de diárias de congressos também é investigada pela Polícia Civil, pois outras pessoas iam aos eventos e assinavam os documentos em nome dos comissionados.

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