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PERNAMBUCO: Taxas de contágio da Covid-19 sobem nas 12 Regiões de Saúde de Pernambuco, aponta instituto

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23/06/2020

/ por casinhas agreste


De acordo com o Instituto de Redução de Riscos e Desastres (IRRD), em todo o estado, a taxa de contágio está acima de 1. No Sertão, índice chega a 2.5.
G1 PE — Recife
Estudo aponta que taxa de contágio aumentou em todas as regiões de Pernambuco
Todas as regiões de Pernambuco tiveram aumento na taxa de contágio do novo coronavírus, de acordo com dados do Instituto para Redução de Riscos e Desastres (IRRD-PE). O estudo considera as 12 Gerências Regionais de Saúde, divisão do território do estado feita pela Secretaria de Saúde (veja vídeo acima).
Segundo o IRRD, a taxa-geral de contágio da Covid-19 de Pernambuco está em 1.23. Isso significa que um grupo de 100 pessoas transmite a doença para 123. Esses 123 contaminam outras 146 e, assim, sucessivamente, em uma progressão geométrica.
"A taxa que a gente calcula está em 1.23. É como se fossem juros. A gente está a 23% de juros ao dia. Quando a gente compõe esse juro, a dívida fica gigante. Não é momento de relaxar", afirmou Jonas Albuquerque, cientista da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que integra o IRRD.
Ainda mais preocupante do que a taxa global de contaminação, segundo ele, é a situação registrada em algumas Regiões de Saúde do estado.
Todas as regiões, de acordo com o estudo do IRRD, estão acima do número 1, considerado o marco que delimita uma epidemia em controle ou descontrolada, mas há algumas que chamam atenção: a região 12, que abrange Petrolina, Orocó, Cabrobó e outras quatro cidades, tem uma índice de 2,54.
Há também uma preocupação com a região 4, com uma taxa de contágio de 1,22. Nesta área, estão 32 municípios do Agreste, entre eles Caruaru e Bezerros.
Nesta terça-feira, o secretário de Saúde André Longo decretou quarentena mais rígida para esses municípios, a fim de diminuir a taxa de contágio.
A região com a melhor situação é a Geres 1, de Recife, Olinda, Paulista e outros municípios. A taxa é de 1,05.
A reabertura, de acordo com Jonas Albuquerque, contribuiu para o aumento dos números, que precisam ser baixados o quanto antes.
"Se a gente continuar com essa taxa, mesmo com todos os esforços do governo de fazer lockdown na região metropolitana, que foi excelente, mesmo todos esses esforços podem ir por água abaixo, porque a gente é inundado por essa contaminação em massa, com as pessoas relaxando na manutenção do controle", afirmou.

Confira abaixo os municípios de cada região e os respectivos índices.
I Geres - 1.05
Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Chã Grande, Chã de Alegria, Glória de Goitá, Fernando de Noronha, Igarassu, Ipojuca, Itamaracá, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Pombos, Recife, São Lourenço da Mata e Vitória de Santo Antão.

II Geres - 1.35

Bom Jardim, Buenos Aires, Carpina, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, Limoeiro, Machados, Nazaré da Mata, Orobó, Passira, Paudalho, Salgadinho, Surubim, Tracunhaém, Vertente do Lério, Vicência.

III Geres - 1.21

Água Preta, Amaraji, Barreiros, Belém de Maria, Catende, Cortês, Escada, Gameleira, Jaqueira, Joaquim Nabuco, Lagoa dos Gatos, Maraial, Palmares, Primavera, Quipapá, Ribeirão, Rio Formoso, São Benedito do Sul, São José da Coroa Grande, Sirinhaém, Tamandaré, Xexéu.

IV Geres - 1.22
Agrestina, Alagoinha, Altinho, Barra de Guabiraba, Belo Jardim , Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha, Camocim de São Felix, Caruaru, Cupira, Frei Miguelinho, Gravatá, Ibirajuba, Jataúba, Jurema, Panelas, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Sairé, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Bento do Una, São Caetano, São Joaquim do Monte, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Toritama, Vertentes.


V Geres - 1.50

Águas Belas, Angelim, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçados, Canhotinho, Capoeiras, Correntes, Garanhuns, Iati, Itaíba, Jucati, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Palmerina, Paranatama, Saloá, São João, Terezinha.



VI Geres - 1.34

Arcoverde, Buíque, Custódia, Ibimirim, Inajá, Jatobá, Manari Pedra, Petrolândia, Sertânia, Tacaratu, Tupanatinga, Venturosa.

VII Geres - 1.65

Belém do São Francisco, Cedro, Mirandiba, Salgueiro, Serrita, Terra Nova, Verdejante.

VIII Geres - 2.54

Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista.

IX Geres - 1.61
Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena, Trindade.
X Geres - 1.46
Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira, Tuparetama.
XI Geres - 1.61
Betânia, Calumbi, Carnaubeira da Penha, Flores, Floresta, Itacuruba, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Belmonte, Serra Talhada, Triunfo.

XII Geres - 1.26
Goiana, Aliança, Camutanga, Condado, Ferreiros, Itambé, Itaquitinga, Macaparana, São Vicente Ferrer, Timbaúba.

Números da PUC-RJ também crescem
Há outro estudo, semelhante ao do IRRD, feito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nela, os números de Pernambuco também cresceram. Depois de duas semanas com 0,9, a taxa de contágio cresceu para 1,15.


"Era esperado. Obviamente, quando se retoma as atividades, o convívio, mesmo que o 'novo normal' seja diferente do que a gente tinha antes, as pessoas mantêm um certo distanciamento social, utilizam máscara, você vai ter uma tendência de subida, que é o que a gente está observando nas duas últimas semanas", explicou Marcelo Fernandes, economista da FGV e um dos coordenadores da pesquisa.


Segundo ele, Pernambuco, assim como os demais estados do País, precisam recuar abaixo do número 1.



"A faixa abaixo de 1 tem uma situação controlada da epidemia. Obviamente ela não caracteriza toda a curva epidemiológica, mas te dá uma ideia de controle da epidemia, mas a gente sabe que é uma questão de tempo. Se a taxa permanece abaixo de 1, a epidemia se debela, e a gente resolve o problema", declarou.

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