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'Calvário' MP apura pedido de propina de investigado para prefeito de Campina Grande

19/12/2019

/ por casinhas agreste
'Calvário': MP apura pedido de propina de investigado para prefeito de Campina Grande
Em nota, a Prefeitura de Campina Grande informou que “o prefeito Romero Rodrigues jamais aceitou contribuição financeira para qualquer de suas campanhas em troca de possíveis favores".
 G1 PB
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) está investigando um suposto pedido de propina feito por um dos delatores da Operação Calvário, Daniel Gomes da Silva, para a estruturação de campanha eleitoral do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. De acordo com o MPPB, o repasse feito foi de R$ 150 mil, mas não especificou para qual período - Romero foi candidato à prefeitura em 2012 e foi reeleito em 2016.

Entenda todas as fases da Operação Calvário
MP identificou núcleos e Ricardo Coutinho como chefe de suposta organização criminosa
Ainda conforme o MP, o pedido do “adiantamento de propina” teria sido pedida por Jovino Machado Neto. Em contrapartida, o município de Campina Grande aprovaria leis que possibilitassem a atuação de Organizações Sociais na gestão municipal.


Em nota, a Prefeitura Municipal de Campina Grande informou que “o prefeito Romero Rodrigues jamais aceitou contribuição financeira para qualquer de suas campanhas em troca de possíveis favores futuros a grupos empresariais”.

Daniel Gomes da Silva é considerado um dos chefes da suposta organização criminosa e preso na primeira fase da Operação Calvário. Ele faz parte do grupo de investigados em outras fases da operação que deram informações sobre a estrutura hierárquica e o funcionamento da suposta organização criminosa, identificando outros participantes.

A informação faz parte da representação, feita pelo Gaeco do Ministério Público, com os pedidos de busca e apreensão e de prisão no âmbito da sétima fase da investigação, chamada de “Operação Calvário - Juízo Final”, deflagrada na última quarta-feira (17), que investiga uma organização criminosa suspeita de desvio de R$ 134,2 milhões de serviços de saúde e educação.

MP identificou núcleos e Ricardo Coutinho como chefe de suposta organização criminosa
A denúncia que resultou na sétima fase da Operação Calvário, deflagrada nesta terça-feira (17) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra políticos e empresários, apresentou a hierarquização e divisão da suposta organização criminosa que desviou R$ 134,2 milhões de recursos da saúde e educação. São quatro núcleos divididos em político, econômico, administrativo e financeiro operacional.


A investigação identificou fraudes em procedimentos licitatórios e em concurso público, além de corrupção e financiamento de campanhas de agentes políticos e superfaturamento em equipamentos, serviços e medicamentos.

Segundo a "Operação Calvário - Juízo Final", do valor total desviado, mais de R$ 120 milhões foram destinados a agentes políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e 2018.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado da Paraíba, o ex-governador é apontando como chefe da suposta organização criminosa. O Ministério Público afirma que as investigações apontam que Ricardo Coutinho tinha domínio sobre os demais poderes, incluindo o TCE-PB, que encobriu e ocultou em determinadas situações delituosas que eram centrais no modelo de negócio da estrutura criminosa.

O ex-governador Ricardo Coutinho afirmou, em publicação nas redes sociais, que vai antecipar o retorno de viagem para se colocar à disposição da Justiça e provar inocência. Já o Governo da Paraíba divulgou nota informando que desde o início da atual gestão tem mantido a postura de colaborar com as investigações.

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