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Navio grego é responsável por vazamento de óleo que

01/11/2019

/ por casinhas agreste
A Polícia Federal afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira (1º), que um navio petroleiro grego foi identificado como o responsável pelo vazamento de óleo que atingiu o litoral do Nordeste. Nesta sexta (1º), a PF deflagrou uma operação para apurar a origem do material. Chamada de Mácula, a ação cumpre dois mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pela 14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN), em sedes de representantes e contatos da empresa grega no Brasil. 


Segundo a PF, o navio grego atracou na Venezuela no dia 15 de julho, permaneceu por três dias, e seguiu rumo à Singapura, pelo oceano Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. O derramamento investigado teria ocorrido nesse deslocamento. A corporação diz que o navio está vinculado, inicialmente, à emprega também de origem grega. Apesar disso, a PF ressalta que ainda não há dados sobre que é o proprietário do petróleo transportado, o que impõe a continuidade das investigações.



Praia do Paiva com manchas de óleo (Foto: Leo Motta/JC 
Ainda de acordo com a investigação, a suspeita é que o derramamento do óleo tenha ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho. A PF afirma ainda que o navio foi o único petroleiro a navegar pela área suspeita e que foi possível apontar isso por meio do uso de técnicas de geointeligência e cálculos oceanográficos regressivos.A corporação afirma que conseguiu obter a localização da mancha inicial de petróleo cru em águas internacionais, a aproximadamente 700km da costa brasileira, em sentido leste, com extensão ainda não calculada.

Paralelamente às diligências acima, a Polícia Federal está realizando diversos exames periciais no material oleoso recolhido em todos os estados brasileiros atingidos, bem como exames em animais mortos, já havendo a constatação de asfixia por óleo, assim como a similaridade de origem entre as amostras.

Diligências em outros países foram solicitadas através de mecanismos de cooperação internacional, pelo canal Interpol, a fim de serem obtidos dados adicionais sobre a embarcação, tripulação e empresa responsável.


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