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WhatsApp admite disparo ilegal de mensagens nas eleições de 2018

09/10/2019

/ por casinhas agreste
Ben Supple -representante do app- confirmou o envio massivo de mensagens por automatização, financiadas por empresas, durante o pleito de 2018. A prática é considerada ilegal. Os gastos com os softwares de disparo também não foram declarados, o que configura crime de caixa dois

O WhatsApp admitiu o uso de envio massivo de mensagens -com sistemas automatizados contratados de empresas de marketing- durante a corrida presidencial de 2018. A confirmação foi feita pelo gerente de políticas públicas do aplicativo. Tal prática é considerada fraude, logo, é ilegal.

"Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas", afirmou o gerente de políticas públicas e eleições globais do aplicativo Ben Supple, em uma palestra no Festival Gabo.

De acordo com a Folha de São Paulo, ao decorrer das eleições, tanto empresários apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro (PSL), quanto apoiadores do candidato Fernando Haddad (PT), impulsionaram conteúdo desfavorável contra o adversário. Em março deste ano, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edson Fachin chegou a multar o petista em R$ 176,5 mil por um site contrário ao líder do PSL.

Os gastos em contratos de softwares de disparos em massa contra candidatos, não foi declarado pelos empresários à Justiça Eleitoral, o que configura caixa dois. O TSE impede o uso dessas ferramentas.

Em relação ao uso do WhatsApp e a violação das regras das campanhas eleitorais, o representante acredita que "não viola desde que se respeitem todos os termos de uso [que vedam automação e envio massivo]. Todos estão sujeitos aos mesmos critérios, não importa se quem usa é um candidato à Presidência ou um camponês do interior da Índia".

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