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Haddad assina compromisso com o Unicef para combater a mortalidade infantil


Candidato do PT à Presidência diz que o Bolsa Família vai ajudar a diminuir as mortes de crianças no país. O candidato criticou a falta de controle do programa e os cortes de benefícios.
Por Tatiana Santiago, G1 — São Paulo

Candidato do PT, Fernando Haddad, fez campanha em São Paulo e em Campinas

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, assinou na manhã desta quarta-feira (26) um termo de compromisso com a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, e combate à mortalidade infantil.

Haddad participou de reunião com representantes do Unicef em São Paulo. Segundo o candidato, o Bolsa Família vai ajudar a diminuir a mortalidade infantil no país.

"O que eu vejo de mais grave em relação ao Bolsa Família é que, primeiro, os cortes estão sendo feitos sem critérios, nós tínhamos uma política de condicionalidade que era muito eficaz. Primeiro, um controle muito rigoroso da condicionalidade, a frequência escolar e a vacinação. Hoje o controle da vacinação do Bolsa Família é muito precário, por isso, que a cobertura da vacinação tá caindo e a mortalidade infantil associada a falta de vacina tá aumentando", afirmou.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, caiu o número de famílias que recebem rendimentos do programa Bolsa Família. Ao todo, 9,5 milhões de domicílios receberam o benefício social em 2017, 326 mil a menos do que no ano anterior.

O Ministério de Desenvolvimento Social divulgou números diferentes. Segundo o ministério, o número total de famílias beneficiadas pelo programa subiu de 13,5 milhões em 2016 para 13,8 milhões em 2017.

O candidato do PT criticou a falta de controle do programa e os cortes de benefícios. "Por isso se a gente quiser voltar a cair a mortalidade infantil no Brasil nós temos que usar esse instrumento, mas usar com sabedoria e não dá maneira que está sendo feito. Primeiro, os controles estão frouxos e, segundo lugar, os cortes estão sendo feitos sem critérios", afirmou.

De acordo com a Unicef, o Brasil possui 2,8 milhões de crianças fora das salas e aula. Além disso, o nível de violência é grande já que 31 adolescentes são mortos por dia no país.

Haddad disse que sua proposta, se eleito, é fortalecer o ensino médio. "Nosso projeto, a maioria das crianças que estão fora da escola é de 15 a 17 anos. Então é Ensino Médio. O Ensino Médio vai receber reforço federal, nós vamos passar por um processo de federalização do problema puxando para a mesa do presidente da República o apoio das escolas federais de Ensino Médio às escolas estaduais de baixo desempenho", afirmou.

"Toda unidade federal de ensino médio, instituto Federal, escolas militares, Senac, Sesi, tudo o que é mantido com dinheiro federal vai ter que fazer convênio para melhorar o desempenho dos alunos de ensino médio, mantê-los na escola, cobrar frequência, mas cobrar sobretudo desempenho escolar", concluiu.

Adversários
Em entrevista após o encontro no Unicef, Haddad afirmou que não está acompanhando os ataques dos adversários políticos.

"Nós estamos em uma linha muito propositiva, você vê que a nossa campanha não faz ataques a nenhuma outra candidatura. Nós entendemos que o Brasil está precisando de paz e mais respeito mútuo. Então nossa linha de campanha até o final será de propostas e não ataques. Eu penso que eles estão fazendo muitos ataques e poucas propostas", argumentou.

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