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Grande Belém registra 18 mortes após assassinato de policial militar


Maria Fátima Cardoso dos Santos, de 49 anos (Foto: Polícia Militar )
Cabo Maria Fátima Cardoso foi morta a tiros no domingo, 30. Dez mortes com características de execução ocorreram no mesmo dia após o homicídio da PM. Nesta segunda, foram oito vítimas. Atiradores se aproximaram em motos ou carros.
Por G1 PA, Belém
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Em 26 horas, dezoito assassinatos foram registrados na Grande Belém. Os crimes ocorreram após a morte da cabo da Polícia Militar, Maria Fátima Cardoso, que teve a casa invadida e foi baleada no domingo (29), no bairro do Curuçambá, em Ananindeua. Segundo a Promotira de Justiça Militar, Maria Fátima já havia denunciado que vinha sofrendo ameaças de morte e mesmo assim não recebeu proteção do Comando Geral da Polícia Militar.

Dez mortes ocorreram no domingo (29). O número é confirmado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup). Os crimes têm características de execução e ocorreram entre 13h45 às 00h.

Nesta segunda-feira (30), foram mais oito assassinatos, registrados entre 13h e 17h. Atiradores se aproximaram das vítimas em motos ou carros e dispararam.

O primeiro crime ocorreu na Cidade Nova 4, em Ananindeua. A vítima foi Raimundo Andrade Silva, de 70 anos. Segundo informações da polícia, os assassinos chegaram em uma moto, o carona desceu, entrou na casa da vítima e efetuou vários disparos. Raimundo Silva teria envolvimento com tráfico de drogas.

O outro assassinato foi registrado no Conjunto Carmelândia. Waslein Martins Silva, de 23 anos, era motorista de um aplicativo de transporte urbano. De acordo com a polícia, ele estava na porta de casa quando um carro preto se aproximou, baixou o vidro e uma pessoa de dentro do carro efetuou os disparos.

Triplo homicídio
No Tapanã, três pessoas foram assassinadas na Alameda Mota. As vítimas são Kevin Wallace Nascimento de Sousa, de 23 anos; Vanderson Palheto Vieira, de 29 anos; e Juliano Oliveira de Lima, de 21 anos. Segundo informações da polícia, dois homens em uma moto teriam executado as vítimas que estavam na rua.

Outros dois casos não tiveram os detalhes revelados pela polícia. Um homem foi assassinado na Passagem Sérgio Mota, com a Rua Cláudio Bordalo, no bairro da Sacramenta. Outra vítima foi morta no bairro Fama, em Outeiro, distrito de Belém.

Morte de suspeito
A oitava vítima seria um dos suspeitos de matar a cabo Fátima Maria. De acordo com a PM, através do Disque Denúncia, os agentes receberam a informação de que dois suspeitos de terem participado da morte da policial estavam em uma área de mata, no bairro do Curuçambá. Durante a averiguação no local, os policiais trocaram tiros com dois homens, um deles foi atingido e o outro conseguiu fugir. O que foi atingido, João Victor dos Santos Magalhães, chegou a ser levado para UPA da Cidade Nova, mas não resistiu e morreu.

A polícia afirma que, com Victor, foi encontrada a pistola.40, arma pertencente à policial assassinada e que foi roubada na ocasião de sua morte. No entanto, familiares informaram à reportagem, ainda no domingo (29), que Maria Fátima não guardava nenhuma arma em casa e deixava o revólver no quartel. Ela tomou esse hábito após ter a casa invadida por bandidos, há um ano e meio, que furtaram seu colete e sua arma. Ela não estava em casa no momento da invasão, mas para evitar novos episódios, deixou de levar seu revólver oficial para casa.

O G1 questionou essa contradição de informações junto ao Governo do Estado e a Polícia Militar, mas não obteve retorno.

A polícia continua a procura dos suspeitos do assassinato da policial e quem tiver qualquer informação sobre o assunto, pode entrar em contato pelo Disque Denúncia 181.


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