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Diabetes: doença que atinge 14 milhões de brasileiros ainda gera dúvidas


Controle da doença depende de tratamento


Um em cada 11 adultos tem diabetes no mundo. No Brasil, atualmente são 14,3 milhões de pessoas com a doença. No entanto, apesar de acometer boa parte da população, o diabetes ainda gera muitas dúvidas. Segundo explicam os especialistas, o diabetes mellitus (DM) não é uma única doença, mas um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, resultante de defeitos na ação da insulina, na secreção de insulina ou em ambas.



“Em resumo, é a elevação da glicose no sangue. Os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em açúcar, chamada glicose, que é absorvida para o sangue. A glicose no sangue é usada pelos tecidos como energia. A utilização da glicose depende da presença de insulina, que é substância produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo, ela se eleva no sangue, o que chamamos de hiperglicemia”, explica Márcio Krakauer, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes.



Há basicamente quatro tipos de diabetes e todos dependem de tratamento para o controle da doença. O Diabetes Tipo 1 ou diabetes insulinodependente ou ainda o idiopático (tipo 1A e autoimune (tipo 1B), é conhecido também pelo nome Diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado. Neste tipo de diabetes, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune.



Do tipo 2, há o não insulinodependente, além de alguns tipos específicos, e o gestacional. É o diabetes do adulto e corresponde a, aproximadamente, 90% dos casos de diabetes. Ocorre, geralmente, em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade, embora na atualidade também seja visto com maior frequência em adultos jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse da vida urbana.



“No diabetes tipo 2, encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de hiperglicemia. Por ter poucos sintomas, o diabetes, na maioria das vezes, permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento, o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro, entre outros órgãos”, acrescenta o especialista.



De modo geral, o tratamento principal para o diabetes consiste em dieta e controle da insulina com medicamentos orais. Segundo especialistas, é necessário também realizar exames regularmente para verificar a presença de eventuais complicações.

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