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PRISÃO EM PE: Polícia Federal aponta superfaturamento de até 30% na compra de colchões e filtros


Polícia Federal detalhou Operação Torrentes em coletiva de imprensa

Por: Portal FolhaPE

Coletiva da Polícia Federal sobre a operação Correntes
Foto: Arthur Mota/ Folha de Pernambuco
O superfaturamento na compra de colchões, filtros e outros produtos para socorrer as vítimas das enchentes de 2010, na Zona da Mata Sul, chegava a 20 ou 30% de acordo com a Polícia Federal. Este e outros detalhes da Operação Torrentes foram divulgados nesta quinta-feira (9), durante coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal, na área central do Recife.











 

A PF explicou que os contratos eram feitos para todo tipo de apoio logístico, seja de compra de colchão ou filtro para os afetados pelas enchentes. Ainda pela manhã, a Polícia Federal confirmou que o ex-comandante da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), coronel Carlos D'albuquerque, é um dos investigados. Confira os nomes dos demais alvos, divulgados à tarde, depois da quebra do sigilo das investigações. Todos os presos foram levados para a sede da PF, no Cais do Apolo, para interrogatório. Dependendo do grau de envolvimento, eles responderão por crimes como peculato, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e associação criminosa.

Após a fase sigilosa e a deflagração da operação, a PF garante que terão continuidade as investigações sobre a possibilidade de desvios dos R$ 450 milhões repassados pela União na denominada “Operação Reconstrução”. A maioria dos envolvidos é servidor público, mas há também empresários. A partir de agora, o foco da apuração será em identificar o real montante desviado da verba destinada para assistência às vítimas das enchentes que devastaram diversos municípios da Mata Sul de Pernambuco em junho de 2010. 

Em nota, o Governo do Estado criticou a espetacularização da operação. Confira a nota na íntegra. 




 Foram cumpridos nesta quinta-feira (9) no Recife e na Região Metropolitana 15 mandados de prisão temporária, 20 de conduções coercitivas e 36 mandados de busca e apreensão.

De acordo com o chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, Renato Madsen, as apurações comprovaram as suspeitas de uma prática continuada e conluio das empresas envolvidas. 

Denúncia anônima
De acordo com as informações repassadas na coletiva, as investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima feita à PF, que acionou a Controladoria-Geral da União. A Polícia Federal investiga cinco núcleos, um deles ligado à Casa Militar. Outros quatro núcleos são ligados a empresários. Mas, segundo a CGU, os contratos entre a Casa Militar e os empresários eram fraudados. Há também indícios de corrupção. 


“O objetivo da operação é complementar as provas já produzidas como também tentar estancar a continuidade de desvios de recursos federais. A operação tem esse foco específico de reprimir e conter esse desvio de dinheiro que era para beneficiar pessoas carentes que estava sendo desviado para os bolsos dos principais investigados. Foi uma operação de grande porte, envolveu vários Estados”, disse Madsen.

O chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado afirmou que a partir de investigações começou a detectar desvios na execução dos contratos e contratações e se percebeu que houve conluio dessas empresas para fins de desviar os recursos. “Depois se percebeu que essa prática foi continuada. Novos aportes que chegaram nesse ano também estavam sendo alvos dessa associação criminosa”, explicou. 


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