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Pernambucana e uruguaia planejam chegar ao México cruzando oito países de bicicleta


Raphaella Oliveira e Elizabeth De Leon saíram do Ceará e pretendem passar dois anos pedalando. Casal viaja com poucos pertences e uma gata de estimação, vendendo artesanato e dormindo em uma barraca.
Pernambucana e uruguaia planejam chegar ao México cruzando oito países de bicicleta Pernambucana e uruguaia planejam chegar ao México cruzando oito países de bicicleta
Por Pedro Alves, G1 PE

 
A bordo de bicicletas, uma delas acoplada a um carrinho de metal, a pernambucana Raphaella Oliveira, 33, e a uruguaia Elizabeth De Leon, 39, largaram tudo o que tinham e decidiram pedalar pela América Latina, numa jornada que deverá levá-las até o México. Passando por oito países e mais de dez estados do Brasil, o casal saiu do Ceará no dia 1º de novembro, depois de quatro meses se preparando para a viagem que deve durar mais de dois anos. No carro que carrega a bagagem, a gata de estimação Rabita, poucas mudas de roupa, equipamentos e sementes de árvores que plantam ao longo do caminho.
Junto há oito meses, casal se conheceu quando as duas trabalhavam no mesmo hotel, no Uruguai, um mês antes do retorno de Raphaella ao Brasil. Elizabeth era bartender e a recifense, recepcionista. A uruguaia, por coincidência, conseguiu um emprego para a numa pizzaria do Rio de Janeiro e Raphaella decidiu ir junto.
A estrutura de metal que carrega os pertences das duas e onde foi colocada a caixa que transporta a gata adotada pelas duas foi completamente desenvolvida por Elizabeth, que precisou ir numa oficina apenas para soldar a base do equipamento.
Raphaella e Elizabeth levaram 21 dias para pedalar do Ceará até o Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press) Raphaella e Elizabeth levaram 21 dias para pedalar do Ceará até o Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
Raphaella e Elizabeth levaram 21 dias para pedalar do Ceará até o Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
“O emprego não deu certo e fomos para o Ceará, com a promessa de outra vaga profissional. Lá, passamos quatro meses, economizando para comprar as bicicletas. Decidimos fazer a viagem e montei a estrutura. Levamos um colchão, uma barraca, uma caixa com comida e água e ferramentas para possíveis quebras das bicicletas. Vendemos as roupas no caminho, para juntar mais dinheiro e se livrar do peso”, diz Elizabeth.

As duas levaram 21 dias para pedalar do município de Aquiraz, na Grande Fortaleza, até o Recife, passando pelos sertões do Ceará, Rio Grande do Norte e, finalmente, Pernambuco, onde pretendem passar duas semanas, para visitar a família e amigos de Raphaella.
Durante a viagem, o casal costuma dormir na barraca trazida de casa, em postos de gasolina nas rodovias por onde pedala, e com amigos que fazem ao longo do caminho. A ideia é parar nas casas de conhecidos para diminuir os custos, com o intuito de também visitar os familiares de Elizabeth, no Uruguai.
“No meio da tarde, costumamos procurar um lugar, montar a barraca e dormir. Uma vez, em Beberibe, no Ceará, pedimos um copo d’água na casa de uma senhora e acabamos montando a barraca no quintal dela. Tomamos café da manhã com os quatro filhos dela e ainda tiramos mangas do pé, para a viagem. Conhecemos muita gente no caminho. Não temos prazos, porque há lugares em que ficamos mais e fazemos paradas para vender artesanato e sabonetes produzidos por nós ao longo do caminho, para custear o que gastamos com a viagem”, diz Raphaella.
A recifense Raphaella e a uruguaia Elizabeth decidiram largar tudo para viajar de bicicleta (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press) A recifense Raphaella e a uruguaia Elizabeth decidiram largar tudo para viajar de bicicleta (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
A recifense Raphaella e a uruguaia Elizabeth decidiram largar tudo para viajar de bicicleta (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
No roteiro, estão Uruguai, Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica e México, além de mais de dez estados brasileiros. O casal vai passar por alguns países da América Central de ônibus, por causa da violência nessas localidades. Registrando a viagem no Instagram, as viajantes também contam com o apoio de seguidores, que sabendo onde elas estarão, aguardam para oferecer comida e mantimentos.
"Conhecemos um senhor chamado Jorge, que também é ciclista amador e seguia nosso perfil. Nós sempre dizemos para onde estamos indo e ele nos esperou para oferecer água e isotônicos, que utilizamos muito para que o corpo aguente a viagem", afirma a uruguaia.
Raphaella e Elizabeth saíram do Ceará no dia 1º de novembro (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press) Raphaella e Elizabeth saíram do Ceará no dia 1º de novembro (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
Raphaella e Elizabeth saíram do Ceará no dia 1º de novembro (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
Em conjunto com os isotônicos, para encarar os milhares de quilômetros que pretendem percorrer, Elizabeth e Raphaella aprenderam a utilizar as propriedades da planta chamada 'moringa', cujas sementes são espalhadas por elas em diferentes localidades.
“É uma planta que tem muitas propriedades e é rica nas vitaminas B e C. Usamos as folhas da planta maceradas na água para purificá-la e nos alimentar. Tem todas as vitaminas que precisamos e pode matar a fome de muita gente", explica Elizabeth.
Sobre a motivação de viajar 'sem planos', a recifense explica que foi incentivada pelas experiências da companheira, que viajou pela Europa, também de bicicleta, e por outros países da América Latina. “A bicicleta sempre foi meu principal meio de transporte, quando morava no Recife. Elizabeth já subiu a Cordilheira dos Andes três vezes desta forma. Assim, me incentivei", completou Raphaella.

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