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Paciente virtual é o futuro na medicina? Conheça tecnologia inovadora



Novo software quer introduzir paciente virtual nas salas dos cursos de medicina
FolhaPE
Cardiologista Luiz Antonio Rivetti, da Santa Casa de São Paulo, mostra coração impresso pela empresa Bioarchitects
Foto: Luna Markman, do portal FolhaPE

Qual é a melhor ferramenta hoje para ensinar medicina? Especialistas dizem que é a discussão de caso clínico. Mas o cardiologista Rodrigo Marques Gonçalves acredita que nenhum aluno suporta mais tanta aula teórica, com o batido slide, e desenvolveu, por meio da sua startup Active, um software onde é possível interagir com um paciente virtual. “A ideia é facilitar e tornar mais atraente o estudo”, explicou. O primeiro curso de discussão de caso com paciente virtual ministrado no Brasil vai acontecer no Recife, no próximo mês de setembro, no Hospital Real Português.

O software foi lançado no 38° Congresso da Sociedade de Cardiologia de São Paulo esta quinta-feira (15). O Portal FolhaPE viajou para o evento a convite da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. A comercialização do produto deve começar no segundo semestre, mas ainda não tem preço fixado. Na Europa, médicos já trabalham com pacientes virtuais, mas para casos de emergência. O programa da Active é inédito no País para pacientes de consultório.

O trabalho começou há dois anos e meio e, até agora, foram criados cerca de 20 pacientes virtuais, baseados em pacientes reais. Os realizadores buscaram pessoas com problemas no coração, fizeram perguntas sobre a doença e pegaram exames já feitos. Depois, contrataram atores para interpretarem os indivíduos nas filmagens. Todo esse material foi transferido para o banco de dados do programa. Cada caso clínico leva, em média, uma semana de produção.

Os realizadores estão trabalhando agora para aumentar esse banco de dados, com casos de diversas áreas. A ideia é que o software seja usado por estudantes em duas frentes: em sala de aula, com mediador, e em casa para treinar. "O aluno vai poder escolher um paciente virtual e fazer perguntas como se estivesse em um consultório. O paciente vai responder na hora. É possível analisar exames, fazer exame físico completo e tomar as condutas adequadas", disse Rodrigo.

Equipamentos extras podem dar suporte ao software, como impressora 3D e lente de realidade aumentada, proporcionando mais interatividade à aula. Para o congresso, a Active demonstrou consulta virtual usando um paciente com aneurisma de ventrículo esquerdo. O cardiologista Luiz Antonio Rivetti, da Santa Casa de São Paulo, participou do exercício mostrando um coração impresso pela empresa Bioarchitects, uma cópia com 100% de fidelidade, segundo o médico. Com a lente, da mesma empresa, era possível interagir com a imagem do órgão, entrando até mesmo dentro dele.

Imagina que após um infarto, parte do músculo do coração do paciente virtual morreu e não cicatrizou bem, e esse aneurisma começou a afetar o desempenho do órgão. É preciso uma cirurgia para ressecar a cicatriz, e o médico precisa saber o quanto ele vai ressecar. Essa doença, quando não é bem corrigida, causa morte em 10% a 15% dos casos, de acordo com Rivetti. “Agora, com essas tecnologias, a gente tem mais condição de ir para a cirurgia mais bem preparados, pode ensinar melhor, o doente vê a doença na mão [no caso da impressora] e o residente vai ter uma curva de aprendizagem muito mais curta, desenvolvendo melhor a técnica. Teria sido ótimo isso na minha
época”, brincou.
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