Responsive Ad Slot

 


Mostrando postagens com marcador manifestação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador manifestação. Mostrar todas as postagens

PF prende manifestante por tentativa de homicídio contra agente da PRF em SC

Nenhum comentário

8.11.22

Homem teria atirado uma pedra e batido em um agente federal com uma barra de ferro durante um protesto em Rio do Sul
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) monitoram manifestação em Santa CatarinaRicardo Trida/Uai Foto/Estadão Conteúdo



A Polícia Federal informou nesta terça-feira (8) que prendeu um homem por tentativa de homicídio contra um policial rodoviário, durante o desbloqueio de uma rodovia BR-470, em Rio do Sul (SC), na noite de segunda-feira (7).

O homem, que se identificou como administrador de empresas, foi levado pela PRF à Delegacia da PF em Itajaí (SC), onde foi lavrado auto de prisão em flagrante, já homologado pela Justiça Federal.


As testemunhas ouvidas em depoimento disseram que, logo no início do protesto, o administrador jogou uma pedra num policial que trabalhava no desbloqueio da rodovia, acertando o rosto do agente. Depois disso, bateu com uma barra de ferro na cabeça do policial, que usava capacete no momento, sem causar ferimentos graves.

O homem também teria usado um sarrafo de madeira para agredir outros policiais que atuavam na desobstrução da rodovia.

Ele foi interrogado e, em seguida, enviado para um estabelecimento prisional em Itajaí (SC), onde está à disposição da Justiça. Ele deve responder pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, resistência à execução de ato legal, crime de dificultar e impedir o funcionamento de meio transporte e incitação ao crime.

Manifestantes contrários ao resultado das eleições fazem bloqueios em rodovias federais de PE nesta quarta-feira

Nenhum comentário

2.11.22


Há registros de interdições nas BRs 101, 104, 232 e 423, em municípios da Região Metropolitana do Recife e do Agreste do estado.
Por g1 PE

Manifestantes fazem bloqueio em protesto antidemocrático na BR-232, em Caruaru, no Agreste — Foto: PRF/Divulgação

Pelo terceiro dia seguido, Pernambuco tem bloqueios em rodovias federais realizados por manifestantes contrários ao resultado do segundo turno das eleições. Nesta quarta-feira (2), protestos foram registrados nas BRs 101, 104, 232 e 423, em municípios da Região Metropolitana do Recife e do Agreste do estado.

No Grande Recife, houve registro de manifestações na capital pernambucana e em Jaboatão dos Guararapes. No interior do estado, os protestos aconteceram nas cidades de Bezerros, Caruaru, Garanhuns e Taquaritinga do Norte.

Compartilhe no WhatsApp
Compartilhe no Telegram
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que havia protestos nos seguintes locais, às 10h30, quando foi divulgada a atualização mais recente:

Com interdição parcial:

BR-104, Km 67 – Caruaru, perto do 4º Batalhão da Polícia Militar.
BR-104, Km 22 - Taquaritinga do Norte, no distrito de Pão de Açúcar.
BR-232, Km 130 - Caruaru, perto da Uninassau.
Com manifestantes, mas sem interdição:

BR-101, Km 83 - Jaboatão dos Guararapes, próximo ao Posto Pichilau.
BR-232, Km 7 - Recife, próximo ao Comando Militar do Nordeste.
Nesta quarta-feira (2), também houve registro de bloqueio total no quilômetro 93 da BR-423, em Garanhuns, e interdição parcial no quilômetro 103 da BR-232, em Bezerros, no Agreste. A PRF encerrou as duas interdições.

Protestos em diferentes estados brasileiros contestando o resultado das eleições são realizados desde a segunda-feira (31). Nesse dia, em Pernambuco, houve bloqueio parcial na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no quilômetro 83 da rodovia, no sentido Cabo de Santo Agostinho.

Protesto bloqueia trecho da BR-101 em Igarassu, no Grande Recife, na terça-feira (1º) — Foto: Reprodução/TV Globo

Na terça-feira (1º), foram registradas manifestações, algumas delas com interdições, nas BRs 101, 104, 232 e 408, nas cidades de Bezerros, Carpina, Caruaru, Goiana, Gravatá, Jaboatão dos Guararapes, Palmares, Taquaritinga do Norte e Toritama.

Nesse dia, os bloqueios na BR-101 afetaram o funcionamento de serviços públicos de transporte, educação e saúde em Igarassu, no Grande Recife (veja vídeo abaixo).

Circulação de ônibus é prejudicada por causa de bloqueios em rodovias federais em PE
Circulação de ônibus é prejudicada por causa de bloqueios em rodovias federais em PE

Decisão do STF
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que polícias impeçam essas interdições. Imagens feitas pela TV Globo em Igarassu na terça-feira (1º) mostram que pneus e madeira foram colocados na pista impossibilitando o tráfego dos veículos. No Grande Recife, houve prejuízos na circulação dos ônibus, o que afetou oferta de serviços públicos (confira detalhes mais abaixo).

LEIA TAMBÉM:

Confira os efeitos dos bloqueios em rodovias federais em PE
Moraes reforça que PMs podem desbloquear vias federais, multar e prender responsáveis
OAB chama de 'inaceitáveis' bloqueios em rodovias após segundo turno das eleições
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou que a PRF e as polícias militares dos estados tomassem ações imediatas para desobstrução de vias ocupadas ilegalmente. Ele atendeu a pedidos da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador-geral eleitoral.

A decisão de Alexandre de Moraes foi acompanhada, em uma sessão virtual do STF, pela maioria dos ministros da Corte.

A Polícia Militar de Pernambuco informou que, desde a segunda-feira (31), atuou no desbloqueio de rodovias. A Secretaria de Defesa Social afirmou à imprensa, na terça, que participantes de atos antidemocráticos e de interdições de rodovias foram identificados, e que eles vão responder criminalmente. Até o início da noite, ninguém havia sido detido.

A assessoria da PRF no estado informou que os atos são realizados, em sua maioria, por pessoas e não necessariamente caminhoneiros. Em nota, afirmou que "segue cumprindo com sua missão de garantir o direito de ir e vir das pessoas e para isso mobiliza todo seu efetivo, incluindo policiais dos grupos especializados".

Além disso, a PRF em Pernambuco explicou que as ações de desbloqueio contavam com "a parceria da Polícia Federal e da Secretaria de Defesa Social, por meio da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros".

Atuação dos ministérios
Diante dos impactos causados pelas manifestações, os ministérios públicos Federal (MPF) e de Pernambuco (MPPE) emitiram recomendações.

O MPF notificou a Superintendência da PRF no estado para que atue diante dos bloqueios totais ou parciais das rodovias federais que atravessam o estado, solicitando que seja feito o desbloqueio total das estradas.

A orientação do MPF é que, em caso de persistência, sejam aplicadas de multa, feitas apreensões administrativas e prisões em flagrante, mediante uso de força, de forma moderada, caso necessário. Foi dado um prazo de duas horas, após a notificação, para a PRF se manifestar.

Além disso, o MPF requisitou que a Polícia Federal identifique, na próxima hora, os participantes dos bloqueios que praticarem atos criminosos, como incitação à prática de crime, emprego de violência e ameaça para impedir ou restringir o exercício dos poderes constitucionais, "como para depor governo legitimamente constituído".

Já o MPPE criou um gabinete de crise e informou que o procurador-geral do Justiça, Paulo Augusto de Freitas Oliveira, procurador-geral está em contato com o comando da Polícia Militar. O procurador-geral recomendou ao secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire, "o fiel cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal".

O ministério estadual também informou que acionou o Núcleo de Inteligência do MPPE e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para que "adotem as providências que se fizerem necessárias" e que verifiquem se há organizações criminosas por trás dos atos.

GREVE GERAL: Servidores públicos fazem protestos em todo o país contra a reforma administrativa nesta quarta-feira

Nenhum comentário

18.8.21


Nesta quarta-feira (18.), servidores públicos federais, estaduais e municipais de todo o Brasil farão uma greve nacional contra a reforma administrativa, como vem sendo chamada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020. Além disso, há protestos marcados em várias cidades. 



Ato contra a reforma administrativa em Brasília, em junho de 2021Ato contra a reforma administrativa em Brasília, em junho de 2021 Foto: Divulgação / Arquivo
ExtraTamanho 

A reforma administrativa, proposta pelo governo federal, muda regras para novos servidores públicos — por exemplo, reduzindo a estabilidade a apenas algumas categorias. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Em Brasília, a partir das 10h desta quarta-feira, servidores farão uma manifestação na Esplanada dos Ministérios. A ideia é prosseguir até a Câmara dos Deputados.

Atos convocados por centrais sindicais também estão confirmados em Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Recife (PE), Teresina (PI), Porto Velho (RO), Florianópolis (SC), São Paulo, Santos (SP), Santo André (SP), Bauru (SP) e Aracaju (SE).


Representantes de instituições que defendem a aprovação do texto foram convidados, mas não compareceram.

O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), Felipe Gonçalves, sustentou que o objetivo da reforma administrativa é sucatear o serviço público, sob o pretexto de inchaço da máquina, apesar do décit de servidores — no Judiciário, o número já chega a cinco mil postos de trabalho vazios, segundo ele.

— Essa PEC não ataca somente os servidores públicos, ela é um ataque à concepção de Estado. Ela quer acabar com os direitos que foram garantidos na Constituição de 88, como o direito a saúde, educação e saneamento básico — disse.

Ponto de destaque da agenda econômica do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a reforma administrativa deve ser alvo esta semana de mais uma grande mobilização: a primeira greve nacional. Servidores públicos de todas as regiões do país e de diferentes esferas de atuação – municipal, estadual e federal – prometem uma paralisação nesta quarta feira (18) para protestar contra a medida, que altera normas que regem o trabalho dos servidores do Estado.

A pauta tramita atualmente na Câmara dos Deputados como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2020 e pode ser votada até o final deste mês na comissão especial que discute o tema. A mobilização do funcionalismo tem o objetivo de evitar que isso ocorra.

Segundo os organizadores, o dia da greve contará com diversos atos públicos, panfletagem e outras atividades de protesto espalhadas por diferentes regiões do país. A paralisação é articulada pelas centrais sindicais e entidades de base e foi definida durante um encontro nacional das centrais, no final de julho.

O dirigente Sérgio Ronaldo, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), afirma que as categorias se queixam de não terem sido ouvidas pela gestão Bolsonaro antes e após a apresentação da proposta de reforma. A medida foi protocolada pelo governo em setembro do ano passado e altera uma série de normas que regem o trabalho dos servidores do Estado.

“Não nos restou outra saída, a não ser ir para o enfrentamento, já que o governo federal não escuta os mais envolvidos nessa situação. Só quer fazer reunião com a Fiesp, com os bancos, e a proposta foi criada no seio dessa turma. Por conta disso, nós resolvemos radicalizar, que é a única alternativa que nos restou neste momento”, diz Ronaldo.

O diretor-executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Pedro Armengol, destaca que diferentes trechos do texto da PEC preocupam o funcionalismo. Um dos pontos mais controversos é o fato de a proposta introduzir na esfera estatal os chamados “instrumentos de cooperação”, que permitem a execução compartilhada dos serviços entre entidades públicas e privadas.

Nessa modalidade, a União, o Distrito Federal, os estados e municípios ficam autorizados para firmar esse tipo de acordo, inclusive com a divisão da estrutura física e o uso dos recursos humanos. “É praticamente privatizar o serviço público, e nós entendemos que não é privatizando que vamos ter uma melhoria do serviço para a sociedade, principalmente para aqueles mais necessitados, por isso também a greve”, diz Armengol.  

A PEC prevê ainda outras mudanças duramente criticadas pelo funcionalismo, como é o caso da proibição de adicionais por tempo de serviço, licenças-prêmio e outras licenças, exceto quando se trata de capacitação do servidor e diminuição de jornada sem redução de salário.

“É uma PEC que, na sua essência, não traz nenhuma perspectiva de ampliação das políticas de proteção social. Para nós, é uma narrativa mentirosa essa de que ela seria para a melhorar a administração. Ao contrário, ela conduz a uma visão de Estado mínimo social, de reduzir o que já é precário, e vem numa conjuntura de pandemia, que traduz uma necessidade de ampliação da rede de serviços públicos essenciais”, acrescenta Armengol.  

A proposta é assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que alega que a PEC teria o objetivo de minimizar os gastos na administração pública, combater privilégios e “corrigir distorções”.

“Se eles queriam combater privilégios, deveriam ter incluído os magistrados, os parlamentares, os militares, os membros do Ministério Público, porque lá talvez existam alguns privilégios. É uma narrativa falsa”, contrapõe o diretor-executivo da CUT.

Estabilidade

Outra proposta da PEC que causa polêmica entre os servidores é o fim da estabilidade. “A estabilidade não é para proteger servidor, e sim para proteger o cidadão, para que o agente público tenha autonomia e isenção para executar suas ações na prestação de serviço à sociedade, e não para atender os interesses fisiológicos e eleitoreiros”, argumenta Armengol.   

A questão é uma das que mais preocupa o servidor público federal Francisco de Assis Silveira, que pretende aderir aos protestos nacionais na próxima quarta-feira. “O servidor não vai estar seguro de realizar o seu papel, não vai ter autonomia para realizar a sua função. Ele vai acabar sendo capacho de qualquer tipo de poder e não vai trabalhar à disposição da sociedade, mas sim em relação a interesses escusos, e isso é um dos pontos que precisam ser enfrentados”, diz.  

Morador de Redenção, interior do Ceará, Silveira atua na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e diz temer um maior enxugamento do Estado, que está hoje já sob vigência da chamada PEC do Teto dos Gastos (55/2016), aprovada durante a gestão Temer e mantida por Bolsonaro, para congelar investimentos públicos em diferentes setores, inclusive em saúde e educação.

“A greve é importantíssima, é um ponto crucial pra que a sociedade entenda o que está em jogo com a reforma. Quanto mais mobilização, mais atenção social”.

Parlamentares

As mobilizações dos servidores contra a PEC 32/2020 contam com o apoio dos parlamentares de oposição, que se organizam no Congresso por meio da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público – Servir Brasil. Presidente do grupo, o deputado Israel Batista (PV-DF) aponta que a greve ajuda a fortalecer a interlocução com a sociedade.

“Infelizmente, o debate sobre a reforma administrativa acabou não chegando onde deveria, que é no usuário final dos serviços públicos, e isso nos preocupa muito. A greve vai chamar atenção da população para o absurdo que é toda a reforma administrativa do governo Bolsonaro e o que ela representa”, diz o deputado.

Ele conta que os opositores seguem se mobilizando em diferentes fronts, inclusive por meio da tentativa de abrir um canal de diálogo com o governo sobre o tema. “Já mobilizamos também o Judiciário e procuramos, por todos os meios, impedir a tramitação da PEC 32 da maneira como ela tem sido levada adiante”.

A PEC 32 teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em maio deste ano. Foi a primeira votação do percurso legislativo da proposta na Câmara. Caso receba aval da comissão especial que analisa o texto, a PEC seguirá para avaliação do plenário da Casa.

Edição: Sarah Fernandes

Ato no Recife reúne manifestantes contra o governo Bolsonaro

Nenhum comentário

25.7.21


Protesto pede impeachment do presidente e mais agilidade na vacinação contra a Covid-19. Concentração aconteceu na Praça do Derby e término, na Avenida Guararapes.
 G1 PE
Recife reuniu manifestantes contra o governo Jair Bolsonaro, neste sábado (24) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Um protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu manifestantes neste sábado (24), no Centro do Recife. O ato foi convocado por movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e centrais sindicais.
Os manifestantes protestaram pela agilidade na vacinação para prevenir a Covid-19, contra a fome e para pedir ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) que dê andamento a processo de impeachment contra Bolsonaro.
A concentração começou por volta das 10h na Praça do Derby, na área central do Recife. Às 11h, a caminhada teve início. Os manifestantes tentaram se organizar em filas indianas, para manter o distanciamento e evitar a contaminação pelo coronavírus. Mas, em alguns pontos, aglomerações foram vistas. Os participantes também usavam máscaras.
Ato no Recife pediu impeachment do presidente Bolsonaro mais agilidade na vacinação contra Covid-19, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Ao longo da caminhada, manifestantes repetiam gritos como “Bolsonaro vai cair” e “Bolsonaro genocida”. Um deles chegou a pintar a frase “Fora Bozo corrupto genocida” no meio-fio da Avenida Conde da Boa Vista.

Vários cartazes pediam a saída de Bolsonaro e chamavam ele de corrupto e genocida. Dizeres de faixas defendiam ainda o voto eletrônico.

Representantes de grupos indígenas participaram de manifestação contra o presidente Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1
Representantes de grupos indígenas participaram de manifestação contra o presidente Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Crianças também foram vistas no ato. Uma menina carregava um cartaz pedindo a saída de Bolsonaro. Um menino levantava outro dizendo “Bolsonaro você nos ensinou o que é um genocídio”.
Outra crítica constante durante o ato foi a respeito dos preços dos alimentos. Os manifestantes pediam a realização de políticas de erradicação da fome e da pobreza. Pessoas que perderam parentes para a Covid-19 carregavam cartazes pedindo justiça e reparação.
Pessoas de diversas idades participaram do ato, que também contou com a participação de políticos. O protesto seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, onde dispersou por volta das 13h.

Quanto o ato chegou à Ponte Duarte Coelho, os manifestantes lembraram que o local foi onde ocorreram os primeiros ataques da Polícia Militar aos manifestantes no dia 29 de maio. Foi nesse local que o adesivador de táxis Daniel Campelo foi atingido com uma bala de borracha e perdeu o globo ocular.

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) acompanhou todo o percurso, com guardas em motocicletas.

Faixas contra o governo Bolsonaro e pedindo vacina foram vistas em manifestação no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1
Faixas contra o governo Bolsonaro e pedindo vacina foram vistas em manifestação no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1


Outros protestos
Este é o quarto protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dos últimos dois meses, no Recife. No dia 3 de julho, um grupo pintos dizeres "Bolsonaro Genocida" no cruzamento da Avenida Conde da Boa Vista com a Rua da Aurora, diante da Ponte Duarte Coelho. No local, um grupo também dançou ciranda.

No dia 19 de junho, outro ato pacífico também aconteceu com caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista. Na ocasião, os manifestantes fizeram um abraço simbólico, da Ponte Duarte Coelho até a Ponte Princesa Isabel.

No dia 29 de maio, outro manifestação pacífica era realizada contra o presidente, quando houve uma repressão violenta da PM. Dois homens perderam a visão de um dos olhos após serem atingidos por bala de borracha e outras várias pessoas foram agredidas.

A ação truculenta levou à queda do então secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e do então chefe da PM, Vanildo Maranhão, que depois foi transferido à reserva remunerada. O governador Paulo Câmara (PSB) aceitou o pedido de exoneração de ambos.

Além disso, dezesseis PMs que atuavam nas ruas foram afastados.

Veja mais imagens da manifestação deste sábado (24):

Manifestação contra Bolsonaro segue em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife, neste sábado (24) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Manifestação contra Bolsonaro segue em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife, neste sábado (24) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Com bandeira do Brasil, manifestantes lembram geração de 1968, em manifestação contra Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Com bandeira do Brasil, manifestantes lembram geração de 1968, em manifestação contra Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Ruas do centro ficam ocupadas com ato contra o presidente Jair Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Ruas do centro ficam ocupadas com ato contra o presidente Jair Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Da janela, morador mostra apoio à manifestação contra Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Da janela, morador mostra apoio à manifestação contra Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestantes fecham uma das vias da Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestantes fecham uma das vias da Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestante usa estrutura para manter o distanciamento social, em protesto contra o governo Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestante usa estrutura para manter o distanciamento social, em protesto contra o governo Bolsonaro, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestação no centro do Recife pede impeachment de Bolsonaro, neste sábado (24) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Manifestação no centro do Recife pede impeachment de Bolsonaro, neste sábado (24) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Manifestantes fazem fila indiana para manter distanciamento social, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestantes fazem fila indiana para manter distanciamento social, no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Mulheres seguram faixas pedindo a saída do presidente Bolsonaro, em ato no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Mulheres seguram faixas pedindo a saída do presidente Bolsonaro, em ato no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestação contra o governo Bolsonaro realizou concentração na Praça do Derby, no Recife, que começou às 10h deste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestação contra o governo Bolsonaro realizou concentração na Praça do Derby, no Recife, que começou às 10h deste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1


Juristas, políticos e entidades reagem a nova participação de Bolsonaro em ato antidemocracia

Nenhum comentário

3.5.20

Presidente cumprimentou apoiadores aglomerados em ato pró-intervenção militar e contra Congresso e STF. Ele disse que 'chegamos no limite' e que 'não vai admitir mais interferência'.
 G1 — Brasília

Políticos e entidades reagiram neste domingo (3) à participação do presidente Jair Bolsonaro em mais um ato com pautas antidemocráticas e inconstitucionais.

Manifestantes se aglomeraram em frente ao Palácio do Planalto para pedir o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, além de defender uma "intervenção militar com Bolsonaro" e criticar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Sem máscara, Bolsonaro cumprimentou o grupo e ajudou a estender uma bandeira na rampa do Planalto.

Bolsonaro declarou, em fala transmitida nas redes sociais, que tem "as Forças Armadas ao lado do povo" e que "não vai aceitar mais interferência". Disse, ainda, que pede a "Deus que não tenhamos problemas nesta semana, porque chegamos no limite".
Bolsonaro: 'Peço a Deus que não tenhamos problemas nesta semana, chegamos no limite'


O presidente não explicou o que pretende fazer para evitar tais interferências ou qual seria o "limite" citado.

Autoridades também repudiaram a agressão de apoiadores do presidente a profissionais de imprensa que acompanhavam o ato. A equipe do jornal ‘'O Estado de São Paulo" foi atingida por chutes, murros, empurrões e rasteiras.

Além do "Estadão", houve agressão e ofensa a equipes da "Folha de S.Paulo", do jornal O Globo e do site "Poder360".

Fotógrafo Dida Sampaio é agredido por simpatizantes de Bolsonaro em Brasília.  — Foto: Ueslei Marcelino/ReutersFotógrafo Dida Sampaio é agredido por simpatizantes de Bolsonaro em Brasília.  — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Fotógrafo Dida Sampaio é agredido por simpatizantes de Bolsonaro em Brasília. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Leia, abaixo, as reações ao ato:

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados
"Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles. Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror.

Minha solidariedade aos jornalistas e profissionais de saúde agredidos. Que a Justiça seja célere para punir esses criminosos.

No Brasil, infelizmente, lutamos contra o coronavírus e o vírus do extremismo, cujo pior efeito é ignorar a ciência e negar a realidade. O caminho será mais duro, mas a democracia e os brasileiros que querem paz vencerão."

Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal
“A dignidade humana se caracteriza pela autodeterminação, pela liberdade de escolhas e de expressão. A dignidade da imprensa se exterioriza pela sua liberdade crítica, de investigação e de denúncia de atitudes anti-republicanas. Num país onde se admite agressões morais e físicas contra a imprensa, a democracia corre graves riscos.”

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal
"É inaceitável, é inexplicável que ainda tenhamos cidadãos que não entenderam que o papel de um profissional da imprensa é o papel que garante, a cada um de nós, poder ser livre. [...] Esse profissionais, para dar cobro a essa exigência da sua profissão, são, de uma forma inexplicável, agredidos. Agredidos às vezes por órgãos estatais, que querem o silêncio. E só quer o silêncio, quem não quer a democracia. Porque quem gosta de ditadura gosta de silêncio, mas a democracia é plural, é barulhenta, traz os ruídos que a pluralidade enseja.

[...] Censura é inconstitucional, é injusto com todo caminho de busca por liberdade. Temos que nos libertar de modelos autoritários que teimam em fazer que haja retorno... só que não viveu agruras da ditadura pode querer isso. todos os espaços sejam guardados por discursos racionais, sou contra , deixe ver o fruto que a liberdade vai dar, vamos ver o fruto que vai dar , ela nunca dará fruto mais amargo que a ditadura. Ditadura é mesquinha, infrutífera. e por isso mesmo, eu sou a favor de garantir a liberdade."

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal
A agressão a cada jornalista é agressão à liberdade de expressão e agressão à própria democracia. Isso precisa ficar bem claro e tem que ser claramente repudiado.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
"As agressões contra jornalistas devem ser repudiadas pela covardia do ato e pelo ferimento à Democracia e ao Estado de Direito, não podendo ser toleradas pelas Instituições e pela Sociedade."

Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal
"Dia da liberdade de imprensa. Mais que nunca precisamos de jornalismo profissional de qualidade, com informações devidamente checadas, em busca da verdade possível, ainda que plural. Assim se combate o ódio, a mentira e a intolerância."

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro
"Democracia, liberdades - inclusive de expressão e de imprensa - Estado de Direito, integridade e tolerância caminham juntos e não separados."

João Doria (PSDB), governador de São Paulo
"Milicianos ideológicos agridem covardemente profissionais de saúde num dia. Agridem profissionais de imprensa no outro. São criminosos que atacam a democracia e ferem o Estado de Direito. A Justiça precisa punir esses criminosos."

"O Presidente Jair Bolsonaro mais uma vez revela seu desapreço pela democracia, desprezo pelo legislativo, menosprezo pelo judiciário e intolerância com a imprensa. Além de não admitir o contraditório, ainda estimula o povo do seu país na desobediência à saúde e à medicina. O que afronta o direito à vida. Inimaginável um presidente do Brasil sendo um exemplo do mal e conspirador contra a democracia."

Camilo Santana (PT), governador do Ceará
"Aglomerações estimuladas pelo presidente em meio a uma gravíssima pandemia. Jornalistas agredidos no Dia da Liberdade de Imprensa. O Brasil vive tempos sombrios. Mas este é o momento em que mais precisamos ser fortes, para defender a vida e para lutar pela nossa democracia."

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro
"Passamos dias e dias apelando às pessoas para ficarem em casa e cuidarem da saúde e o presidente segue acenando para as pessoas em aglomerações. Eu não sei onde o presidente quer chegar com isso. Mas cada vida perdida será responsabilidade dele. É um péssimo exemplo."

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão
"Bolsonaro diz que quer um governo 'sem interferências', ou seja, uma ditadura. É da essência da tripartição funcional do Estado que os Poderes interfiram uns nos outros. Na verdade, Bolsonaro está com medo da delação de Moro e de ser obrigado a mostrar o exame do coronavírus."

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
“Os limites que existem são os da Constituição, e valem para todos, inclusive e sobretudo para o presidente. A única paciência que chegou ao fim, legitimamente e com razão, é a paciência da sociedade com um governante que negligencia suas obrigações, incita o caos e a desordem, em meio a uma crise sanitária e econômica.”

Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo
"O Presidente Bolsonaro, ao invés de se preocupar com a vida das pessoas, está preocupado em manter-se no poder desrespeitando o Estado Democrático de Direito."

Fabiano Contarato (Rede-ES), senador
"As Forças Armadas, enquanto instituição de Estado compromissada com a Constituição, precisam fazer um gesto que deixe claro que não compactuam com as bravatas autoritárias do inquilino passageiro do Planalto!"

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador
"A sanha criminosa de Bolsonaro não tem limites! Ele volta a incentivar e a promover aglomerações. Continua atentando contra as instituições e a saúde pública no momento em que as mortes por covid-19 batem recorde no país. Acionaremos a justiça contra essa escalada genocida!"

Alessandro Vieira (Cidadania-SE), senador
"Jair Bolsonaro passou uns 40 anos entre o Exército e a Câmara, está há mais de 1 ano na presidência da República e ainda não aprendeu. Mas tem que aprender: democracia exige respeito e independência entre os poderes. Não se governa no grito. Golpe nunca mais!

Eliziane Gama (MA), líder do Cidadania no Senado
"Em pleno dia mundial da liberdade de imprensa, bolsonaristas agridem fisicamente repórteres em brasília e o presidente ataca a mídia. Uma vergonha para a nação, que se construiu na luta pela liberdade. O arbítrio não pode ter vez entre nós, os que verdadeiramente amam o Brasil.

Agredir enfermeiras e profissionais da saúde, agredir jornalistas no dia da Liberdade de Imprensa, desrespeitar isolamento social, desrespeitar normas sanitárias que são consenso científico no mundo: tais ações combinam com tudo, menos com cidadãos de bem."

Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara
“No dia em que o Brasil deve ultrapassar 100 mil casos de Covid-19 e 7 mil mortos, é lamentável e decepcionante que o presidente Jair Bolsonaro demonstre, mais uma vez, o seu apoio a movimento que está na contramão das orientações das autoridades de saúde. Além disso, quem verdadeiramente defende a democracia não participa ou aceita manifestações onde a imprensa é agredida e que atacam o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, que são seus pilares.

Essas instituições estão fazendo o que a Constituição determina e o que o país espera: o Congresso está debruçado em aprovar medidas importantes para o combate à pandemia e para mitigar os seus efeitos sobre a economia, enquanto o STF cumpre seu papel de garantir a legalidade das ações. A responsabilidade dos Poderes em cumprir suas tarefas é a melhor resposta que deve ser dada neste momento em que a maioria dos brasileiros chora seus mortos e se preocupa com o amanhã.”

Alessandro Molon (RJ), líder do PSB na Câmara
"Ataques a outros poderes, a jornalistas, a adversários, a ex-aliados, ameaças contra todos... A cada novo ato, Bolsonaro comprova que estamos certos: não há outra saída a não ser afastá-lo. É isso ou ele destruirá a democracia brasileira. #ImpeachmentJá"

Deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), deputado
"Muito grave o que acontece nesse domingo, mais uma vez o presidente Bolsonaro agindo de forma irresponsável. Estimula um ato público, gerando aglomerações, em que a pauta desse ato é o fechamento do Congresso, fechamento do Supremo, uma pauta contra a democracia, algo que a Constituição não possibilita.

O presidente estimula, participa, vai num ato e destila ódio contra seus adversários, fala mal dos governadores, prega contra o isolamento no mesmo domingo em que vamos chegar a quase 7 mil brasileiros mortos, a quase 100 mil infectados.

Bolsonaro não consegue fazer uma fala de harmonia, não consegue chamar para o trabalho conjunto. Alimenta ódio, alimenta aglomerações, age contrário a todas as orientações dos profissionais de saúde e contra todas as orientações dos próprios presidentes de outros países.

É o cúmulo da irresponsabilidade, sem dúvida alguma, chegou ao limite máximo do que não pode fazer um presidente da República".

José Guimarães (PT-CE), líder da Minoria na Câmara
"O Brasil tem um governo que usa a violência como método para banir a liberdade de imprensa, um dos pilares fundamentais do Estado democrático de direito. Nossa solidariedade aos profissionais do 'Estadão', 'Folha' e O Globo."

Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
"Publicamos hoje uma noticia-manifesto sobre o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Lá citamos o levantamento das agressões do ano e os casos ocorridos dia 1 e 2.

Nossa posição é de condenação a toda e qualquer agressão a jornalistas. Hoje foram dois repórteres fotográficos agredidos em Brasília. Repudiamos todas elas e pedimos o apoio da sociedade ao jornalismo e aos jornalistas."

Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
"Hoje, 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ironicamente, mais uma vez jornalistas e profissionais de imprensa no Brasil sofreram agressões verbais e físicas por parte de seguidores do presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília, manifestantes agrediram com chutes, murros e empurrões profissionais do jornal 'O Estado de São Paulo'.

O fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto, em uma pequena escada na área restrita para a imprensa, quando foi empurrado por manifestantes, que lhe desferiram chutes e murros. O motorista do jornal, Marcos Pereira, levou uma rasteira. Os profissionais deixaram o local escoltados pela PM. Repórteres foram insultados.

Esses atos violentos são mais graves porque não há, de parte do presidente ou de autoridades do governo, qualquer condenação a eles. Pelo contrário, é o próprio presidente e seus ministros que incitam as agressões contra a imprensa e seus profissionais.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) se solidariza com os agredidos e mais uma vez protesta e chama a atenção da sociedade brasileira para a perigosa escalada da agressividade e da violência dos seguidores do presidente Bolsonaro, não só em relação a profissionais de imprensa como a autoridades da República e opositores."

Associação Nacional de Jornais (ANJ)
"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condena veementemente as agressões sofridas por jornalistas e pelo motorista do jornal O Estado de S.Paulo quando cobriam os atos realizados neste domingo (3) em Brasília.

Além de atentarem de maneira covarde contra a integridade física saqueles que exerciam sua atividade profissional, os agressores atacaram frontalmente a própria liberdade de imprensa. Atentar contra o livre exercício da atividade jornalística é ferir também o direito dos cidadãos de serem livremente informados.

A ANJ espera que as autoridades responsáveis identifiquem os agressores, que eles sejam levados à Justiça e punidos na forma da lei."

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB
"Tais agressões são incentivadas pelo comportamento e pelo discurso do presidente Jair Bolsonaro. Seus ataques aos meios de comunicação, teorias conspiratórias e comportamento ofensivo fomentam um clima de hostilidade à imprensa, além de servirem de exemplo e legitimarem o comportamento criminoso de seus apoiadores. É inaceitável que militantes favoráveis ao governo saiam às ruas com objetivo expresso de intimidar os profissionais de imprensa, quando o próprio governo federal definiu o jornalismo como atividade essencial durante a pandemia.

A deterioração da liberdade de imprensa, fomentada por autoridades eleitas e servidores públicos, é um risco grave para a democracia. A Abraji e o Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB cobram das instituições republicanas que protejam o direito da sociedade à informação. Os três poderes, nas três esferas, não podem se mostrar passivos diante da violência física e simbólica contra os jornalistas, e devem punir agressões e reagir aos discursos antidemocráticos."

Jornal "O Estado de S. Paulo"
"A diretoria e os jornalistas de O Estado de S. Paulo repudiam veementemente os atos de violência cometidos hoje contra sua equipe de jornalistas durante uma manifestação diante do Palácio do Planalto em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Trata-se de uma agressão covarde contra o jornal, a imprensa e a democracia. A violência, mesmo vinda da copa e dos porões do poder, nunca nos intimidou. Apenas nos incentiva a prosseguir com as denúncias dos atos de um governo que, eleito em processo democrático , menos de um ano e meio depois dá todos os sinais de que se desvia para o arbítrio e a violência.

Dada a natureza dos acontecimentos deste domingo, esperamos que a apuração penal e civil das agressões seja conduzida por agentes públicos independentes, não vinculados às autoridades federais que, pela ação e pela omissão, se acumpliciam com o processo em curso de sabotagem do regime democrático."

Fernando Mendes, presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe)
“É inaceitável a agressão covarde sofrida por jornalistas no pleno exercício de suas atividades. No dia em que se comemora a liberdade de imprensa, causa perplexidade e indignação os atos de violência contra esses profissionais, mas que também atingem a Democracia e o Estado de Direito. A liberdade de expressão já havia sido atacada recentemente, quando profissionais de saúde sofreram agressões verbais durante uma manifestação pacífica. Atitudes absurdas como essas, devem ser repudiadas com veemência e os responsáveis identificados e punidos dentro de todo o rigor da lei.”

Fábio George Cruz da Nóbrega, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)
"Neste 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, mais do que nunca é importante valorizar esse princípio, fundamental a qualquer regime democrático, conquista civilizatória inegociável do povo brasileiro. Inaceitáveis as cenas observadas neste domingo, de ameaças e agressões a jornalistas e de cerceamento e intimidação ao trabalho da imprensa. Quem assim age, sob qualquer pretexto, atenta diretamente contra a democracia e as liberdades fundamentais.

A série de agressões registradas nos últimos tempos contra profissionais da imprensa demanda resposta rápida e rigorosa das instituições, na identificação e responsabilização de todos os envolvidos, de modo a fazer cessar, imediatamente, a escalada de intolerância e autoritarismo que vem sendo observada."

FESTA DO TAPUIA 2022

Veja também
© Todos os Direitos Reservados