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Mulher é presa acusada de aplicar golpe no comércio de Gravatá, PE

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11.8.24


Policiais da equipe da delegacia de Agrestina prenderam na tarde desta sexta-feira (09), no terminal rodoviário de Caruaru, M. R A de 38 anos, que mora no Bairro Jardim Planalto em Lajedo e tinha acabado de dar golpes em duas lojas na cidade de Gravatá. Ela estava com os produtos subtraídos nos golpes e já foi presa outras vezes aplicando o mesmo golpe.
O Escrivão Rivonildo Batista, da delegacia de Agrestina, disse que a mulher agiu em toda a região, há registros de golpes aplicados por ela em Camocim de São Félix, Agrestina, Garanhuns e outras cidades e ela aproveita a ausência dos proprietários, faz amizade com os funcionários e consegue levar as mercadorias em consignação ou dizendo que vai pagar depois, ontem aplicou os golpes numa loja de utilidades domésticas e em uma perfumaria e o prejuízo que causaria a esses comerciantes passa de dois mil reais. 
A acusada foi apresentada na delegacia de plantão em Caruaru, onde foi autuada em flagrante por estelionato e foi apresentada na audiência de custódia.

Pernambuco Notícias

EXCLUSIVO: golpe de pirâmides com criptomoedas movimentou quase R$ 100 bilhões em seis anos

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2.10.23


Levantamento inédito revela como o esquema destruiu o patrimônio de quase três milhões de brasileiros, entre eles, o ex-campeão de boxe, Acelino Popó.
Por Fantástico


O Fantástico fez um levantamento inédito e exclusivo sobre as 20 empresas investigadas como pirâmides financeiras no Brasil.

➡️Em seis anos, os golpistas deixaram no prejuízo pelo menos 2,7 milhões de investidores e movimentaram quase R$ 100 bilhões.

Milhões de investidores se deixaram seduzir por um dos golpes financeiros mais antigos na praça, as pirâmides, que passaram a usar como isca o que muita gente ainda não entende bem: as criptomoedas: moedas virtuais negociadas na internet.

Os casos se multiplicaram nos últimos anos, mesmo com operações policiais, apreensões, prisões.

O Fantástico ouviu investigadores da Polícia Federal, da Polícia Civil, do Ministério Público Federal, conversou com especialistas nesse crime e fez um levantamento exclusivo do número de vítimas e do volume de dinheiro envolvido nesses golpes de 2017 pra cá. (veja no vídeo acima)


As promessas de lucros exorbitantes foram a armadilha. A garantia de não correr riscos, uma farsa. Nas redes sociais, vídeos que arquitetavam a ação:

“Ei, pobre, sabe por que você não é rico? Porque não tem consciência de quem é. A minha mente é milionária, por isso que me tornei milionário. Olha no meu olho e vê se eu tenho dúvida do que eu tô construindo", mostrava outro vídeo.

Convencimento era o forte de um dos golpistas das criptomoedas, Antonio Neto — Foto: Reprodução/Fantástico
Convencimento era o forte de um dos golpistas das criptomoedas, Antonio Neto — Foto: Reprodução/Fantástico

“A forma que o cara olhava, as lives que ele fazia todo dia, o poder de convencimento que esse cara tinha, que a coisa era real”, conta Acelino Popó, campeão mundial de boxe, uma das vítimas.
“Meu filho, eu entrei em depressão. Ajuntei com a minha família, pra botar tudo lá pra gente realizar o sonho”, diz Dona Maria, outra vítima.

Popó e dona Maria tiveram perdas financeiras com a empresa Braiscompany. Popó colocou R$ 1,2 milhão; dona Maria, R$ 97 mil. E enquanto vítimas começam a aparecer, o dono da Braiscompany, Antônio Neto e a esposa, Fabrícia Campos, sumiram.

🔎Outro dono de 'pirâmide'
O Fantástico conseguiu localizar onde está o dono de outra pirâmide. Renan Bastos, da FX Winning, que movimentou R$ 2 bilhões e vive nos Estados Unidos.

Ele chegou a morar em um apartamento em Miami - em um anúncio na internet, o aluguel de um apartamento de 300 metros no mesmo condomínio custa em torno de 40 mil dólares por mês - no câmbio de hoje. R$ 200 mil.

Nas redes sociais, Renan Bastos mostra que continua desfrutando a vida, com gastos milionários que pagam muito luxo e extravagâncias. No Brasil, credores cobram, na Justiça, o calote dado por ele - apenas numa ação coletiva, no Tribunal de Justiça de Goiás, investidores pedem que Renan Bastos devolva R$ 100 milhões.

Renan Bastos ostentava vida de luxo nas redes sociais — Foto: Reprodução/Fantástico
Renan Bastos ostentava vida de luxo nas redes sociais — Foto: Reprodução/Fantástico


💰Ranking criminoso
No ranking criminoso, elaborado pelo Fantástico com informações oficiais, a empresa que deixou o maior rastro de vítimas foi a Trust Investing.

1 milhão e 300 mil pessoas, não só no Brasil, mas em 80 países
Prejuízo acumulado das vítimas só desta pirâmide passa dos R$ 4,1 bilhões
Patrick Abrahão se apresentava como líder da empresa, mas nega ser um dos donos.

“Eles alegam que eu sou sócio da Trust. Todo mundo que me acompanha sabe que eu nunca fui sócio, eu sempre fui um investidor", diz.

Patrick negou ser sócio da empresa de criptomoedas Trust — Foto: Reprodução/Fantástico
Patrick negou ser sócio da empresa de criptomoedas Trust — Foto: Reprodução/Fantástico

Ele foi preso em outubro de 2022 e solto no mês passado. As vítimas da Trust não recuperaram nenhum centavo ainda.


“A atuação do Patrick era direta. O Patrick recebia dinheiro em conta pessoal dele dos investidores. A Polícia Federal não tem outro entendimento que a que a participação total do Patrick até porque foi denunciado também existe outros elementos de prova como quebra de sigilo bancário e fiscal em cima dele”, diz Marcelo Mascarenhas, delegado da Polícia Federal.

Na lista das empresas consideradas pirâmides financeiras, a que movimentou mais dinheiro foi a GAS.

Foram R$ 38 bilhões
Volume movimentado é tão grande que o dono ficou conhecido como o faraó dos bitcoins.
Glaidson dos Santos está preso, mas não apenas por crimes financeiros. Ele responde na Justiça pelo assassinato do investidor em criptomoeda e influenciador digital Wesley Pessano, de 19 anos.

O Ministério Público Estadual do Rio diz que o crime foi uma forma de eliminar concorrentes. Glaidson também acusado de mandar matar Patrick Abrahão, da Trust Investing.

Nas investigações a que o Fantástico teve acesso, a Polícia Federal encontrou conversas onde Glaidson planejava matar o concorrente.

Investigação
A Câmara dos Deputados abriu uma CPI pra investigar a atuação das pirâmides financeiras com criptomoedas no Brasil. O presidente da Comissão é o deputado Aureo Ribeiro, do Solidariedade do Rio.


“A gente teve a oportunidade de escutar seus representantes, trabalhadores dessas empresas e ter clareza do que elas ofereceram aos clientes, como se dava a operação e o que se tornou as pirâmides quando as pirâmides não conseguiram mais pagar e devolver aos seus clientes os lucros prometidos”, relata Aureo Ribeiro.
Glaidson e Patrick foram ouvidos pela CPI. O dono da GAS afirmou que teria dinheiro pra devolver aos investidores, o que foi recebido pelos deputado como mais uma afronta.

“Há recursos [...] só que a Polícia Federal não tem a senha. [...] Eu tenho a senha. [...] Não passo [a senha] porque eu vou voltar com a minha empresa", diz Glaidson.
A Polícia Federal já confirmou que Glaidson tem criptomoedas guardadas, e que estão numa carteira digital apreendida em 2021. São mais de 318 mil dashcores - um outro tipo de criptomoeda: 318.499,50 - na época estavam avaliadas em R$ 437 milhões.

A PF monitora as carteiras digitais dele, mas ainda não tem as senhas que permitiram movimentação. Até hoje as vítimas não conseguiram recuperar nada.

Glaidson dos Santos — Foto: Reprodução/Fantástico
Glaidson dos Santos — Foto: Reprodução/Fantástico


Desde junho, o Brasil tem uma lei para o mercado de criptomoedas. A legislação reconhece o que são ativos digitais e trata das responsabilidades dos intermediários e prestadores de serviço, mas ainda precisa de regulamentação, que vai ser feita pelo Banco Central.

O Fantástico tentou ouvir um representante da instituição pra explicar o que está sendo feito, mas ninguém quis falar.

Para o advogado que tenta recuperar o dinheiro de vítimas, as autoridades precisam estar atentas aos movimentos dos golpistas.

“Hoje eu vejo já uma modalidade muito grande que é de pirâmide de curto período. São pirâmides que elas não vão ficar tão infladas, tão grandes que chamem a atenção dos reguladores. Então, hoje o que está sendo feito é basicamente, criam-se várias empresas de períodos curtos, dois, três meses e depois já faz outro. Enquanto uma tá ruindo, a outra está nascendo”, diz Artêmio Picanço.
A lei criou também um novo tipo penal: o 171 A. É o mesmo crime de estelionato que já existia - mas com uma pena um pouco maior quando se tratar de criptoativos.

A CPI foi prorrogada, só vai terminar em outubro mas já tem uma decisão. Pelas descobertas feitas até aqui, a legislação que acaba de entrar em vigor vai precisar de uma atualização.


OUTRO LADO
As defesas dos citados enviaram notas oficiais ao Fantástico para falarem sobre o caso. Veja o que dizem Renan Bastos, Patrick Abrahão, Glaidson Acácio dos Santos e Mirelis Diaz.

Criminosos esvaziam contas bancárias após invadir celular: entenda golpe alvo de alerta da PF e saiba como se proteger

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25.8.22


Na ação, pessoas são enganadas para instalar programas maliciosos nos aparelhos e, assim, conceder acesso aos golpistas.
A Polícia Federal fez um alerta para um novo tipo de golpe pela internet que permite a vítima ver sua conta bancária sendo "esvaziada" em tempo real. Conhecida como "mão fantasma", a ação criminosa invade os celulares das vítimas, que são enganadas a instalarem programas maliciosos.
Segundo a Superintendência da Polícia Federal de Pernambuco, é estimado que 40 mil pessoas em todo o Brasil podem ter caído no "golpe da mão fantasma". A prevenção contra este tipo de crime pode ser feita através do olhar atento para alguns detalhes, como a forma de contato.

Nesta reportagem, leia as respostas para as seguintes perguntas:

Como os criminosos chegam até as vítimas?
Como saber se a abordagem é verdadeira?
Os aplicativos bancários são seguros?
Como identificar movimentações suspeitas?
Como posso me proteger?
Como denunciar?
1. Como os criminosos chegam até as vítimas?
Segundo a Polícia Federal, no "golpe da mão fantasma", os criminosos alcançam suas vítimas simulando gravações de centrais telefônicas. Ao atender a chamada, o cliente é transferido para um atendente que, na verdade, é um dos integrantes da quadrilha.

Os criminosos abordam a vítima informando que houve algum tipo de movimentação, compra ou débito suspeito na conta do usuário para obter informações.

Polícia Federal em PE alerta para golpe que vítima vê conta bancária ser 'esvaziada'
Polícia Federal em PE alerta para golpe que vítima vê conta bancária ser 'esvaziada'


Outro tipo de abordagem dos criminosos é através de mensagens de e-mail ou mensagens de texto. Nesta modalidade, os usuários devem ficar atentos ao conteúdo do golpe (veja vídeo acima).

Os criminosos utilizam textos apelativos para que os usuários baixem um aplicativo falso ou forjam atualizações de segurança do aplicativo bancário que o usuário já possui instalado no celular, ou do próprio sistema operacional do aparelho.

LEIA TAMBÉM:

PF alerta para golpe que utiliza nome do PicPay e promete R$ 200 via PIX
Crimes cibernéticos têm aumento de 237% em PE; veja como se proteger
Caso o usuário instale o aplicativo enviado por e-mail ou mensagem de texto, os criminosos conseguem acesso remoto aos celulares das vítimas e utilizam essa brecha para acessar os apps bancários, fazendo movimentações indesejadas.

As pessoas devem ficar atentas aos links e mensagens falsas como "seu telefone está infectado", pois, segundo a PF, tanto os sistemas operacionais nativos dos celulares quanto as instituições financeiras não se comunicam desta forma com o usuário.


2. Como saber se abordagem é verdadeira?
Ao receber uma ligação ou mensagem de texto do seu banco anunciando alguma irregularidade suspeita, a pessoa deve desconfiar da abordagem e confirmar a ação ligando através dos canais oficiais da instituição, não por números enviados por mensagem.

O verso dos cartões de crédito costuma apresentar os números dos canais de atendimento do banco, pelo qual o usuário pode entrar em contato sem sair de casa. Se preferir, também é válido que o cliente compareça à sua agência para obter esclarecimentos.

3. Os aplicativos bancários são seguros?
Segundo a Polícia Federal, os aplicativos bancários já possuem em sua programação uma estrutura de segurança bastante confiável, não havendo, inclusive, registros de violações de segurança nesses apps.


Com isso, não se faz necessário a instalação de aplicativos paralelos fora da loja oficial do sistema operacional, que muitas vezes atualiza automaticamente as aplicações instaladas, não sendo necessário que o usuário atualize os apps manualmente.

4. Como identificar movimentações suspeitas?
Movimentações bancárias como compras, empréstimos, depósitos e transferências costumam ser sinalizadas ao cliente através da própria notificação do aplicativo instalado no celular do usuário.

O cliente pode ver, no próprio aplicativo, se alguma transação foi aprovada, negada ou até mesmo os valores pagos nas compras. Caso o cliente observe um valor estranho em seu saldo, que não corresponde com nenhuma notificação de seu conhecimento, pode ser um sinal de golpe.

5. Como posso me proteger?
A opção de autenticação em dois fatores para autorização de transações bancárias pode ser ativada nas configurações dos aplicativos, o que dificulta movimentações suspeitas sem autorização do usuário.

É importante que o cliente desenvolva o hábito de mudar regularmente as senhas de acesso aos aplicativos, criando senhas fortes com uma boa variação de caracteres. As senhas podem ser armazenadas em segurança em um gerenciador de confiança.

6. Como denunciar?
Se já tiver sido vítima do golpe da "mão fantasma" ou de qualquer outra fraude financeira, a orientação da polícia é que o cliente procure uma delegacia especializada em crimes digitais e registre um boletim de ocorrência.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), um comparativo do primeiro semestre do ano passado com o mesmo período deste ano mostra um aumento de 237% nos casos de crimes cibernéticos no estado de Pernambuco (veja vídeo acima).

No primeiro semestre deste ano, foram registradas 944 ocorrências deste tipo de crime em Pernambuco. No mesmo período do ano passado, houve 280 notificações.


De acordo com o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Eronides Meneses, as redes sociais são as plataformas em que os golpistas circulam com mais frequência.

G1 PB

Após cair em golpe, homem recupera caminhonete em Garanhuns

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27.10.21


Diario de Pernambuco
PRF/Divulgação
Golpista deixou de pagar valor acordado e revendeu o veículo para um empresário
Um homem que havia sofrido um golpe ao tentar vender uma caminhonete conseguiu
recuperar o veículo na terça-feira (26), na BR 423, em Garanhuns, no Agreste de
Pernambuco. O automóvel possuía um registro de apropriação indébita e foi
recuperado em uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante a abordagem no km 102 da rodovia, os policiais descobriram a irregularidade e o motorista informou que a caminhonete era do patrão dele. O empresário foi ao encontro da equipe e disse que havia adquirido o veículo com um vendedor há algum tempo.
O proprietário original também foi localizado e disse que havia sofrido um golpe, pois
não recebeu o valor acordado pela venda. Ele descobriu também que o golpista era o mesmo homem que havia vendido o veículo para o empresário.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Garanhuns, para a adoção dos procedimentos legais.

Operação mira grupo suspeito de fraude em anúncio falso de venda de veículos

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Diario de Pernambuco
Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou, na manhã desta quarta-feira (27), a operação Fake AD com o objetivo de identificar e desarticular uma associação criminosa suspeita de praticar estelionato e lavagem de dinheiro. As investigações foram iniciadas em julho de 2020.

De acordo com a Polícia, o grupo investigado realiza fraude através de anúncio falso de venda de veículos e utilizam contas bancárias em nome de laranjas para receber os valores. Hoje estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão domiciliar, além de bloqueio de ativos financeiros, que foram expedidos pela Décima Terceira Vara Criminal da Comarca do Recife. 

Fux diz que ninguém fechará o STF e que desprezar decisão judicial é crime de responsabilidade

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8.9.21


Presidente Jair Bolsonaro fez ameaças golpistas ao Supremo em manifestações pró-governo nesta terça-feira e disse que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes.
Por Rosanne D'Agostino, G1 — Brasília

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (8) que "ninguém fechará" a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

Fux fez a declaração na abertura da sessão desta quarta do Supremo. A fala foi uma reação ao discurso do presidente Jair Bolsonaro que, durante manifestação do 7 de Setembro nesta terça, em favor do governo e de pautas antidemocráticas, fez ameaças golpistas e afirmou que não vai mais cumprir decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Moraes é responsável pelo inquérito que investiga o financiamento e a organização de atos contra as instituições e a democracia. Bolsonaro e aliados dele são investigados nesse inquérito, e Moraes chegou a determinar a prisão de apoiadores do presidente.

Em seu discurso na terça, durante a manifestação em São Paulo, Bolsonaro defendeu o "enquadramento" de Alexandre de Moraes.

“Este Supremo Tribunal Federal jamais aceitará ameaças à sua independência nem intimidações ao exercício regular de suas funções. Ninguém fechará esta Corte. Nós a manteremos de pé, com suor e perseverança”, afirmou o ministro.
Fux também declarou que “ofender a honra dos Ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas e ilícitas, que não podemos tolerar em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumir uma cadeira na Corte”.

“Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos poderes, essa atitude, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional”, disse Fux.
Segundo ele, o Supremo "não tolerará ameaças à autoridade de suas decisões”.

Fux pediu que os brasileiros tenham atenção aos “falsos profetas do patriotismo, que ignoram que democracias verdadeiras não admitem que se coloque o povo contra o povo, ou o povo contra as suas próprias instituições".

"Todos sabemos que quem promove o discurso do 'nós contra eles' não propaga democracia, mas a política do caos. Povo brasileiro, não caia na tentação das narrativas fáceis e messiânicas, que criam falsos inimigos da nação”, afirmou.
Ainda segundo o presidente do Supremo, “o verdadeiro patriota não fecha os olhos para os problemas reais e urgentes do Brasil. Pelo contrário, procura enfrentá-los, tal como um incansável artesão, tecendo consensos mínimos entre os grupos que naturalmente pensam diferentes”.

Ele disse que, “num ambiente político maduro, questionamentos às decisões judiciais devem ser realizados não através da desobediência, não através da desordem, e não através do caos provocado, mas decerto pelos recursos, que são as vias processuais próprias”.

Procurador-geral
Após a fala de Fux, o procurador-geral da República, Augusto Aras, também presente à sessão do STF, afirmou, sem citar Bolsonaro, que “a voz das instituições também é voz da liberdade” e que “discordâncias, sejam políticas ou processuais, hão de ser tratadas respeitando o devido processo legal e constitucional."

Para Aras, os protestos de 7 de Setembro foram “uma festa cívica com manifestações pacíficas, que ocorreram hegemonicamente de forma ordeira pelas vias públicas do Brasil”.

“Foram uma expressão de uma sociedade plural e aberta, característica do regime democrático. Após longo período em distanciamento social, a vacinação já possibilita que manifestantes de reúnam. A voz da rua é a voz da liberdade do povo”, disse Aras.

Juristas condenam fala de Bolsonaro
Juristas ouvidos pela TV Globo e a GloboNews afirmaram que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao afrontar princípios constitucionais, como ao dizer que não vai cumprir decisões do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo os especialistas, os atos insuflados pelo presidente e as ameaças aos ministros do STF e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afrontam diretamente a Constituição brasileira (vídeo abaixo).

Juristas afirmaram que o presidente Bolsonaro afrontou a Constituição
Juristas afirmaram que o presidente Bolsonaro afrontou a Constituição

"Não existe na gramática constitucional o enquadramento de um ministro do Supremo Tribunal Federal nas suas decisões judiciais pela vontade unipessoal do presidente da República que é um chefe de outro poder que no Brasil é um chefe de estado", disse Gustavo Binenbojm, doutor em Direito Público e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

"Então, o discurso do presidente me parece claramente um discurso de ameaça à independência e harmonia entre os poderes. E, em seguida, ele diz ele não cumpriria mais nenhuma decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, que ele não existe mais pro presidente da República. Daí que ele ameaça também descumprir decisões judiciais. Em uma e outra hipótese e do ponto de vista jurídico constitucional, o atentado à independência e harmonia entre os poderes e o descumprimento de decisões judiciais , configuram em tese a prática de um crime de responsabilidade pelo presidente da República", completou.


Os juristas ouvidos destacaram o artigo 85 da Constituição: "São crimes de responsabilidade os atos do Presidente que atentem contra a Constituição e, especialmente, contra: o livre exercício do Poder Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; o cumprimento das leis e das decisões judiciais."

O ex-presidente do Supremo Carlos Ayres Britto, recorreu a uma expressão usada pelo próprio presidente Bolsonaro.

"Não perco a oportunidade pra dizer que é do meu agrado ouvir o presidente dizer que joga nas quatro linhas da Constituição. Acontece que nas quatro linhas da Constituição há dois protagonistas estatais por definição. São os que primeiro entram no campo pra jogar. Por essa ordem, o Legislativo e o Executivo. E o terceiro que entra em campo é como árbitro, como juiz dessa partida. E o juiz é o Poder Judiciário", afirmou.

Segundo Ayres Britto, o Supremo Tribunal Federal tanto decide imperativamente — de forma singular ou monocrática — com um ministro decidindo sozinho; pela turma, em "decisão fracionária"; ou pelo plenário.

"Ora, quando essas decisões são tomadas, o que cabe ao Poder Executivo é respeitar", disse.

"As regras do jogo são essas, elas estão na Constituição. Fugir, para usar de uma linguagem que o presidente vem usando , não é muito do meu agrado, mas eu vou usar dessa linguagem 'enquadrar'. Em nenhum dispositivo da Constituição o presidente da República enquadra o Poder Judiciário. Menos ainda o ministro do Supremo, menos ainda o Supremo como um todo. Os ministros do Supremo e o Supremo como um todo é que podem enquadrar membros do poder executivo. Isso está na Constituição, isso faz parte das regras do jogo", completou.

O ex-ministro do STF Celso de Mello concorda e entende que Bolsonaro atacou a independência do Judiciário com as ameaças.

"Essa conduta de Bolsonaro revela a figura sombria de um governante que não se envergonha de desrespeitar e vilipendiar o sentido essencial das instituições da República. É preciso repelir, por isso mesmo, os ensaios autocráticos e os gestos e impulsos de subversão da institucionalidade praticados por aqueles que exercem o poder", disse Celso de Mello.

Golpista é enganado pela vítima e deposita dinheiro para recarga de celular na Bahia

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21.7.21


Erica Soledade, que já tinha passado por outras duas tentativas de golpe por WhatsApp, conseguiu convencer bandido a colocar crédito no seu celular.
 TV Bahia
Um criminoso tentou aplicar um golpe por um aplicativo de mensagens com o intuito de roubar mais de R$ 2 mil de uma mulher, enquanto se passava pelo filho dela.

O que o golpista não sabia é que a baiana Erica Soledade já havia sido abordada por outros bandidos que tentaram fazer a mesma coisa com ela. Assim, já experiente na lida com essa tentativa de golpe por WhatsApp, ela decidiu interagir com o suspeito — e até conseguiu que ele colocasse crédito no seu celular.

"Por coincidência meu filho estava em casa. A gente começou a dar assunto e a alimentar a situação para tentar pegar ele, porque estava sendo muito corriqueiro. Tentamos reverter a história e decidimos pedir dinheiro para ele [criminoso]", explica Erica.
De acordo com Lucas Soledade, filho de Érica, o intuito era fazer o criminoso ter confiança de que a mãe faria a transferência solicitada.

"Ela [mãe] ficava falando que estava sem crédito, que precisava de dinheiro para botar crédito, pois só conseguiria fazer a transferência quando chegasse em casa", comenta.
Golpes no WhatsApp: saiba como se proteger e o que fazer se for vítima
Ainda de acordo com Lucas, o golpista acreditou na história contada por Érica e decidiu colocar crédito no celular da mãe dele para poder roubar os R$ 2.350,00 que havia solicitado na tentativa de golpe.


"Ele fez o depósito do crédito e ficou esperando que minha mãe transferisse o dinheiro", completa o jovem.


Outras tentativas de golpe
Essa foi a terceira tentativa de golpe, em menos de dois meses, que Érica e o filho sofreram. Segundo ela, em outro momento, a foto do filho foi copiada de uma rede social e usada pelo criminoso que tentou se passar pelo jovem.

Com um número desconhecido, o suspeito fingiu ser o filho e começou uma conversa com a mulher dizendo que havia trocado o número do telefone. O desconhecido pediu para ela fazer um depósito no valor de mais de R$ 2 mil.

Erica Soledade já havia sido abordada por outros bandidos que tentaram aplicar o mesmo golpe — Foto: Reprodução/TV Bahia
Erica Soledade já havia sido abordada por outros bandidos que tentaram aplicar o mesmo golpe — Foto: Reprodução/TV Bahia


Logo após, houve uma segunda tentativa e Erica decidiu fazer algumas perguntas ao criminoso. Ele então percebeu que não ia conseguir aplicar o golpe.

"Quando você vai abordar ele dizendo que é um golpe, ele começa a usar seus dados pessoais, o que te deixa muito vulnerável. Ele fala o nome da gente, endereço antigo, endereço atual. Eu entrei em um quadro de pânico muito grande e percebi, ali naquele momento, que qualquer pessoa é capaz de ceder ao que eles pedirem", relata a vítima.

Outras vítimas
A empresária Ana Mendes também foi vítima de uma tentativa de golpe. Ela, entretanto, conseguiu ligar para o filho e descobrir a farsa.

"Eu perguntei a ele [golpista] se era um boleto. Ele disse que não, que ia me passar os dados de uma conta para eu transferir. Eu aí liguei para Rodrigo [filho] e ele me explicou como denunciar e bloquear o criminoso", disse.
Arthur Igreja, especialista em tecnologia, faz um alerta e dá dicas de como não cair nesse tipo de golpe.

"Mande mais mensagens, tente validar e, principalmente ligue, peça áudio e você vai ver que o golpista não faz nada disso. A partir daí, a solução é indicar esse golpe ao WhatsApp e também registrar um boletim de ocorrência para que o criminoso seja investigado e identificado", orienta.

Dados da segurança
Empresária Ana Mendes também passou pela mesma situação — Foto: Reprodução/TV Bahia
Empresária Ana Mendes também passou pela mesma situação — Foto: Reprodução/TV Bahia


De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-BA), houve um aumento de crimes envolvendo redes sociais e informática.

Nos quatro primeiros meses de 2020, 11 ocorrências foram registradas em Salvador. No mesmo período deste ano, foram registrados 66 casos na capital baiana.

Já no interior da Bahia, 44 ocorrências foram registradas no primeiro quadrimestre de 2020, enquanto 184 casos foram denunciados no mesmo período deste ano.

No entanto, esses números podem ser ainda maiores, já que muita gente não chega a denunciar a ocorrência.

Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.

CUIDADO: Golpe no WhatsApp: Bandidos usam falso kit do Boticário de Dia das Mães para instalar vírus e roubar informações; veja como funciona

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7.5.21


Para evitar golpes, o ideal é não clicar em links sem ter a certeza do teor da página a ser acessada
Golpe no WhatsApp - Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O Dia das Mães está chegando e, aproveitando a sensibilidade da data, bandidos estão usando o WhatsApp para aplicar golpes em mães e filhos. Usando uma falsa propaganda do Boticário - empresa de perfumaria e cosméticos - os criminosos repassam um link, oferecendo um falso brinde com um kit de produtos da marca. Ao clicar no link, a vítima pode ter o celular contaminado por um vírus e ter dados sigilosos roubados. 
O link vem acompanhado com a frase “Olha esse pra sua mãe!”. Ao clicar, a vítima é redirecionada para sites ilegais que podem roubas informações como senhas bancárias, ter acesso à agenda de contatos e, possivelmente, até mesmo clonar o WhatsApp. Portanto, ao receber este tipo de conteúdo, o melhor a fazer é não clicar no endereço eletrônico. 
Covid-19: confira como escapar do golpe da 'vacina de vento'

Não é a primeira vez que os bandidos usam esse tipo de golpe. Em outros anos, o Boticário divulgou comunicado afirmando que não realiza sorteios de kits de Dia das Mães pelo WhatsApp. Nos comunicados anteriores, a empresa também afirmou que estes links representam “um risco”. Por enquanto, a única interação oficial da empresa com o WhatsApp é por meio do site oficial da companhia. 

Não confie!
O link que acompanha golpe que trata especificamente esta reportagem é o "follow.ru/boticário", mas os bandidos podem se sofisticar e modificar links. Portanto, o ideal é não clicar em links que prometam prêmios. 

Ao acessar os links, os golpistas podem pedir dados como CPF, nome, telefone e endereço para, supostamente, realizar o cadastro na promoção. Mas esses dados podem ser usados pelos bandidos para a prática de vários crimes. 

Portanto, toda atenção é pouca. Especialistas orientam que os usuários do WhatsApp devem usar a rede de forma crítica e não acreditar em tudo que chega - mesmo que seja enviado por amigos e parentes.

PARAÍBA: Homem morre dentro de carro após ser esfaqueado em discussão em Sapé

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24.8.20

Anderson Amaral, morador de Guarabira, se envolveu uma briga na madrugada deste domingo, foi esfaqueado e morreu tentando chegar ao hospital no próprio carro, segundo Polícia Militar.
G1 PB
Um homem que trabalhava como cantor na cidade de Guarabira foi morto a facadas na cidade de Sapé, a 42 km de João Pessoa, na madrugada deste domingo (23). Segundo informações da Polícia Militar, Anderson Amaral, como foi identificada a vítima, tentou dirigir ferido até o hospital regional de Sapé, mas não resistiu e morreu nas imediações da unidade de saúde.

Ainda de acordo com informações repassadas pelo Cabo Lucas, da 3ª Companhia de Polícia Militar em Sapé, a vítima entrou em uma discussão com o suspeito em um “espetinho” no Centro da cidade no fim da noite de sábado. Após discussão, a vítima entrou no carro, chegou a sair do local, mas retornou para discutir novamente com o suspeito.

No retorno, ele acabou trocando agressões físicas com o suspeito e nessa briga foi esfaqueado. De acordo com registro da PM, Anderson Amaral seguiu ferido até o Hospital Regional de Sapé, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dentro do carro.

A Polícia Militar foi acionada, realizou buscas pela cidade, mas até a manhã deste domingo, o suspeito não tinha sido localizado. Anderson Amaral era morador da cidade de Guarabira, localizada a 98 km da capital paraibana, onde era vocalista de uma banda.

Juristas, políticos e entidades reagem a nova participação de Bolsonaro em ato antidemocracia

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3.5.20

Presidente cumprimentou apoiadores aglomerados em ato pró-intervenção militar e contra Congresso e STF. Ele disse que 'chegamos no limite' e que 'não vai admitir mais interferência'.
 G1 — Brasília

Políticos e entidades reagiram neste domingo (3) à participação do presidente Jair Bolsonaro em mais um ato com pautas antidemocráticas e inconstitucionais.

Manifestantes se aglomeraram em frente ao Palácio do Planalto para pedir o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, além de defender uma "intervenção militar com Bolsonaro" e criticar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Sem máscara, Bolsonaro cumprimentou o grupo e ajudou a estender uma bandeira na rampa do Planalto.

Bolsonaro declarou, em fala transmitida nas redes sociais, que tem "as Forças Armadas ao lado do povo" e que "não vai aceitar mais interferência". Disse, ainda, que pede a "Deus que não tenhamos problemas nesta semana, porque chegamos no limite".
Bolsonaro: 'Peço a Deus que não tenhamos problemas nesta semana, chegamos no limite'


O presidente não explicou o que pretende fazer para evitar tais interferências ou qual seria o "limite" citado.

Autoridades também repudiaram a agressão de apoiadores do presidente a profissionais de imprensa que acompanhavam o ato. A equipe do jornal ‘'O Estado de São Paulo" foi atingida por chutes, murros, empurrões e rasteiras.

Além do "Estadão", houve agressão e ofensa a equipes da "Folha de S.Paulo", do jornal O Globo e do site "Poder360".

Fotógrafo Dida Sampaio é agredido por simpatizantes de Bolsonaro em Brasília.  — Foto: Ueslei Marcelino/ReutersFotógrafo Dida Sampaio é agredido por simpatizantes de Bolsonaro em Brasília.  — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Fotógrafo Dida Sampaio é agredido por simpatizantes de Bolsonaro em Brasília. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Leia, abaixo, as reações ao ato:

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados
"Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles. Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror.

Minha solidariedade aos jornalistas e profissionais de saúde agredidos. Que a Justiça seja célere para punir esses criminosos.

No Brasil, infelizmente, lutamos contra o coronavírus e o vírus do extremismo, cujo pior efeito é ignorar a ciência e negar a realidade. O caminho será mais duro, mas a democracia e os brasileiros que querem paz vencerão."

Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal
“A dignidade humana se caracteriza pela autodeterminação, pela liberdade de escolhas e de expressão. A dignidade da imprensa se exterioriza pela sua liberdade crítica, de investigação e de denúncia de atitudes anti-republicanas. Num país onde se admite agressões morais e físicas contra a imprensa, a democracia corre graves riscos.”

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal
"É inaceitável, é inexplicável que ainda tenhamos cidadãos que não entenderam que o papel de um profissional da imprensa é o papel que garante, a cada um de nós, poder ser livre. [...] Esse profissionais, para dar cobro a essa exigência da sua profissão, são, de uma forma inexplicável, agredidos. Agredidos às vezes por órgãos estatais, que querem o silêncio. E só quer o silêncio, quem não quer a democracia. Porque quem gosta de ditadura gosta de silêncio, mas a democracia é plural, é barulhenta, traz os ruídos que a pluralidade enseja.

[...] Censura é inconstitucional, é injusto com todo caminho de busca por liberdade. Temos que nos libertar de modelos autoritários que teimam em fazer que haja retorno... só que não viveu agruras da ditadura pode querer isso. todos os espaços sejam guardados por discursos racionais, sou contra , deixe ver o fruto que a liberdade vai dar, vamos ver o fruto que vai dar , ela nunca dará fruto mais amargo que a ditadura. Ditadura é mesquinha, infrutífera. e por isso mesmo, eu sou a favor de garantir a liberdade."

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal
A agressão a cada jornalista é agressão à liberdade de expressão e agressão à própria democracia. Isso precisa ficar bem claro e tem que ser claramente repudiado.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
"As agressões contra jornalistas devem ser repudiadas pela covardia do ato e pelo ferimento à Democracia e ao Estado de Direito, não podendo ser toleradas pelas Instituições e pela Sociedade."

Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal
"Dia da liberdade de imprensa. Mais que nunca precisamos de jornalismo profissional de qualidade, com informações devidamente checadas, em busca da verdade possível, ainda que plural. Assim se combate o ódio, a mentira e a intolerância."

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro
"Democracia, liberdades - inclusive de expressão e de imprensa - Estado de Direito, integridade e tolerância caminham juntos e não separados."

João Doria (PSDB), governador de São Paulo
"Milicianos ideológicos agridem covardemente profissionais de saúde num dia. Agridem profissionais de imprensa no outro. São criminosos que atacam a democracia e ferem o Estado de Direito. A Justiça precisa punir esses criminosos."

"O Presidente Jair Bolsonaro mais uma vez revela seu desapreço pela democracia, desprezo pelo legislativo, menosprezo pelo judiciário e intolerância com a imprensa. Além de não admitir o contraditório, ainda estimula o povo do seu país na desobediência à saúde e à medicina. O que afronta o direito à vida. Inimaginável um presidente do Brasil sendo um exemplo do mal e conspirador contra a democracia."

Camilo Santana (PT), governador do Ceará
"Aglomerações estimuladas pelo presidente em meio a uma gravíssima pandemia. Jornalistas agredidos no Dia da Liberdade de Imprensa. O Brasil vive tempos sombrios. Mas este é o momento em que mais precisamos ser fortes, para defender a vida e para lutar pela nossa democracia."

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro
"Passamos dias e dias apelando às pessoas para ficarem em casa e cuidarem da saúde e o presidente segue acenando para as pessoas em aglomerações. Eu não sei onde o presidente quer chegar com isso. Mas cada vida perdida será responsabilidade dele. É um péssimo exemplo."

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão
"Bolsonaro diz que quer um governo 'sem interferências', ou seja, uma ditadura. É da essência da tripartição funcional do Estado que os Poderes interfiram uns nos outros. Na verdade, Bolsonaro está com medo da delação de Moro e de ser obrigado a mostrar o exame do coronavírus."

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
“Os limites que existem são os da Constituição, e valem para todos, inclusive e sobretudo para o presidente. A única paciência que chegou ao fim, legitimamente e com razão, é a paciência da sociedade com um governante que negligencia suas obrigações, incita o caos e a desordem, em meio a uma crise sanitária e econômica.”

Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo
"O Presidente Bolsonaro, ao invés de se preocupar com a vida das pessoas, está preocupado em manter-se no poder desrespeitando o Estado Democrático de Direito."

Fabiano Contarato (Rede-ES), senador
"As Forças Armadas, enquanto instituição de Estado compromissada com a Constituição, precisam fazer um gesto que deixe claro que não compactuam com as bravatas autoritárias do inquilino passageiro do Planalto!"

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador
"A sanha criminosa de Bolsonaro não tem limites! Ele volta a incentivar e a promover aglomerações. Continua atentando contra as instituições e a saúde pública no momento em que as mortes por covid-19 batem recorde no país. Acionaremos a justiça contra essa escalada genocida!"

Alessandro Vieira (Cidadania-SE), senador
"Jair Bolsonaro passou uns 40 anos entre o Exército e a Câmara, está há mais de 1 ano na presidência da República e ainda não aprendeu. Mas tem que aprender: democracia exige respeito e independência entre os poderes. Não se governa no grito. Golpe nunca mais!

Eliziane Gama (MA), líder do Cidadania no Senado
"Em pleno dia mundial da liberdade de imprensa, bolsonaristas agridem fisicamente repórteres em brasília e o presidente ataca a mídia. Uma vergonha para a nação, que se construiu na luta pela liberdade. O arbítrio não pode ter vez entre nós, os que verdadeiramente amam o Brasil.

Agredir enfermeiras e profissionais da saúde, agredir jornalistas no dia da Liberdade de Imprensa, desrespeitar isolamento social, desrespeitar normas sanitárias que são consenso científico no mundo: tais ações combinam com tudo, menos com cidadãos de bem."

Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara
“No dia em que o Brasil deve ultrapassar 100 mil casos de Covid-19 e 7 mil mortos, é lamentável e decepcionante que o presidente Jair Bolsonaro demonstre, mais uma vez, o seu apoio a movimento que está na contramão das orientações das autoridades de saúde. Além disso, quem verdadeiramente defende a democracia não participa ou aceita manifestações onde a imprensa é agredida e que atacam o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, que são seus pilares.

Essas instituições estão fazendo o que a Constituição determina e o que o país espera: o Congresso está debruçado em aprovar medidas importantes para o combate à pandemia e para mitigar os seus efeitos sobre a economia, enquanto o STF cumpre seu papel de garantir a legalidade das ações. A responsabilidade dos Poderes em cumprir suas tarefas é a melhor resposta que deve ser dada neste momento em que a maioria dos brasileiros chora seus mortos e se preocupa com o amanhã.”

Alessandro Molon (RJ), líder do PSB na Câmara
"Ataques a outros poderes, a jornalistas, a adversários, a ex-aliados, ameaças contra todos... A cada novo ato, Bolsonaro comprova que estamos certos: não há outra saída a não ser afastá-lo. É isso ou ele destruirá a democracia brasileira. #ImpeachmentJá"

Deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), deputado
"Muito grave o que acontece nesse domingo, mais uma vez o presidente Bolsonaro agindo de forma irresponsável. Estimula um ato público, gerando aglomerações, em que a pauta desse ato é o fechamento do Congresso, fechamento do Supremo, uma pauta contra a democracia, algo que a Constituição não possibilita.

O presidente estimula, participa, vai num ato e destila ódio contra seus adversários, fala mal dos governadores, prega contra o isolamento no mesmo domingo em que vamos chegar a quase 7 mil brasileiros mortos, a quase 100 mil infectados.

Bolsonaro não consegue fazer uma fala de harmonia, não consegue chamar para o trabalho conjunto. Alimenta ódio, alimenta aglomerações, age contrário a todas as orientações dos profissionais de saúde e contra todas as orientações dos próprios presidentes de outros países.

É o cúmulo da irresponsabilidade, sem dúvida alguma, chegou ao limite máximo do que não pode fazer um presidente da República".

José Guimarães (PT-CE), líder da Minoria na Câmara
"O Brasil tem um governo que usa a violência como método para banir a liberdade de imprensa, um dos pilares fundamentais do Estado democrático de direito. Nossa solidariedade aos profissionais do 'Estadão', 'Folha' e O Globo."

Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
"Publicamos hoje uma noticia-manifesto sobre o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Lá citamos o levantamento das agressões do ano e os casos ocorridos dia 1 e 2.

Nossa posição é de condenação a toda e qualquer agressão a jornalistas. Hoje foram dois repórteres fotográficos agredidos em Brasília. Repudiamos todas elas e pedimos o apoio da sociedade ao jornalismo e aos jornalistas."

Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
"Hoje, 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ironicamente, mais uma vez jornalistas e profissionais de imprensa no Brasil sofreram agressões verbais e físicas por parte de seguidores do presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília, manifestantes agrediram com chutes, murros e empurrões profissionais do jornal 'O Estado de São Paulo'.

O fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto, em uma pequena escada na área restrita para a imprensa, quando foi empurrado por manifestantes, que lhe desferiram chutes e murros. O motorista do jornal, Marcos Pereira, levou uma rasteira. Os profissionais deixaram o local escoltados pela PM. Repórteres foram insultados.

Esses atos violentos são mais graves porque não há, de parte do presidente ou de autoridades do governo, qualquer condenação a eles. Pelo contrário, é o próprio presidente e seus ministros que incitam as agressões contra a imprensa e seus profissionais.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) se solidariza com os agredidos e mais uma vez protesta e chama a atenção da sociedade brasileira para a perigosa escalada da agressividade e da violência dos seguidores do presidente Bolsonaro, não só em relação a profissionais de imprensa como a autoridades da República e opositores."

Associação Nacional de Jornais (ANJ)
"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condena veementemente as agressões sofridas por jornalistas e pelo motorista do jornal O Estado de S.Paulo quando cobriam os atos realizados neste domingo (3) em Brasília.

Além de atentarem de maneira covarde contra a integridade física saqueles que exerciam sua atividade profissional, os agressores atacaram frontalmente a própria liberdade de imprensa. Atentar contra o livre exercício da atividade jornalística é ferir também o direito dos cidadãos de serem livremente informados.

A ANJ espera que as autoridades responsáveis identifiquem os agressores, que eles sejam levados à Justiça e punidos na forma da lei."

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB
"Tais agressões são incentivadas pelo comportamento e pelo discurso do presidente Jair Bolsonaro. Seus ataques aos meios de comunicação, teorias conspiratórias e comportamento ofensivo fomentam um clima de hostilidade à imprensa, além de servirem de exemplo e legitimarem o comportamento criminoso de seus apoiadores. É inaceitável que militantes favoráveis ao governo saiam às ruas com objetivo expresso de intimidar os profissionais de imprensa, quando o próprio governo federal definiu o jornalismo como atividade essencial durante a pandemia.

A deterioração da liberdade de imprensa, fomentada por autoridades eleitas e servidores públicos, é um risco grave para a democracia. A Abraji e o Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB cobram das instituições republicanas que protejam o direito da sociedade à informação. Os três poderes, nas três esferas, não podem se mostrar passivos diante da violência física e simbólica contra os jornalistas, e devem punir agressões e reagir aos discursos antidemocráticos."

Jornal "O Estado de S. Paulo"
"A diretoria e os jornalistas de O Estado de S. Paulo repudiam veementemente os atos de violência cometidos hoje contra sua equipe de jornalistas durante uma manifestação diante do Palácio do Planalto em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Trata-se de uma agressão covarde contra o jornal, a imprensa e a democracia. A violência, mesmo vinda da copa e dos porões do poder, nunca nos intimidou. Apenas nos incentiva a prosseguir com as denúncias dos atos de um governo que, eleito em processo democrático , menos de um ano e meio depois dá todos os sinais de que se desvia para o arbítrio e a violência.

Dada a natureza dos acontecimentos deste domingo, esperamos que a apuração penal e civil das agressões seja conduzida por agentes públicos independentes, não vinculados às autoridades federais que, pela ação e pela omissão, se acumpliciam com o processo em curso de sabotagem do regime democrático."

Fernando Mendes, presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe)
“É inaceitável a agressão covarde sofrida por jornalistas no pleno exercício de suas atividades. No dia em que se comemora a liberdade de imprensa, causa perplexidade e indignação os atos de violência contra esses profissionais, mas que também atingem a Democracia e o Estado de Direito. A liberdade de expressão já havia sido atacada recentemente, quando profissionais de saúde sofreram agressões verbais durante uma manifestação pacífica. Atitudes absurdas como essas, devem ser repudiadas com veemência e os responsáveis identificados e punidos dentro de todo o rigor da lei.”

Fábio George Cruz da Nóbrega, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)
"Neste 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, mais do que nunca é importante valorizar esse princípio, fundamental a qualquer regime democrático, conquista civilizatória inegociável do povo brasileiro. Inaceitáveis as cenas observadas neste domingo, de ameaças e agressões a jornalistas e de cerceamento e intimidação ao trabalho da imprensa. Quem assim age, sob qualquer pretexto, atenta diretamente contra a democracia e as liberdades fundamentais.

A série de agressões registradas nos últimos tempos contra profissionais da imprensa demanda resposta rápida e rigorosa das instituições, na identificação e responsabilização de todos os envolvidos, de modo a fazer cessar, imediatamente, a escalada de intolerância e autoritarismo que vem sendo observada."

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