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Doença de Chagas: veja lista das 40 cidades em PE com barbeiro infectado

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6.6.19

Pernambuco tem 29 municípios no Sertão e 11 no Agreste com triatomíneos infectados, chamados popularmente de barbeiro
Barbeiro atua como vetor na transmissão da doença de Chagas
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem  Do Jornal do Comércio PE
Cinthya Leite
O primeiro surto de doença de Chagas de Pernambuco e possivelmente o maior do Brasil, anunciado por autoridades de saúde na última sexta-feira (31), traz luz para o mapa do Trypanosoma cruzi (parasita encontrado em fezes de insetos) no Estado. São 22 municípios considerados prioritários para a doença e acompanhados pelo Programa de Enfrentamento as Doenças Negligenciadas, o Sanar. Além disso, 40 cidades (29 no Sertão e 11 no Agreste - veja a lista abaixo) aparecem com triatomíneos infectados, que atuam como vetores na transmissão e são chamados popularmente de barbeiro. Nessa lista, está Ibimirim, no Sertão de Pernambuco, epicentro do surto que envolve pelo menos 77 pessoas. Das 25 pessoas com diagnóstico confirmado, seis permanecem internadas no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife.
Não é de agora que Ibimirim desperta a atenção da vigilância epidemiológica. Dados reunidas com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde, revelam que o município desponta entre os cinco de Pernambuco (ao lado de Pombos, Riacho das Almas, Salgueiro e Vertentes) que tiveram casos agudos de Chagas em 2010 e 2011. A partir do ano seguinte, o Estado ficou sem registro de doença aguda pelo Trypanosoma cruzi, que voltou à cena nas últimas semanas em Ibimirim. “Se houve contaminação, tem barbeiro. O trabalho agora também é buscar onde está o foco”, diz a médica hematologista Cristina Carrazzone, que tem acompanhado os 77 pacientes expostos ao surto: 69 adultos e adolescentes, além de oito crianças (uma delas está entre os casos confirmados).

Ontem ela e demais profissionais avaliaram, na Casa de Chagas, em Santo Amaro, a condição de saúde de dez pessoas que não têm manifestado sintomas, mas que precisam de assistência porque a fase inicial do problema geralmente não dá sinais. “Os surtos agudos passam despercebidos pela semelhança de quadros clínicos com outras doenças. Identificar essa etapa é importante para tentar detectar a causa do surto e bloquear o risco de outras pessoas se contaminarem da mesma forma”, explica Cristina.
Em Ibimirim, essa investigação está em andamento pela Secretaria Estadual de Saúde, que divulgará hoje um novo balanço da microepidemia, com base no trabalho de campo que tem realizado em áreas próximas à escola onde ficaram os participantes de evento religioso realizado na Semana Santa.
O infectologista Filipe Prohaska, do Huoc, informa que os pacientes internados têm apresentado melhora do quadro clínico. “Dos oito que precisaram ficar no hospital, dois tiveram alta. Eles têm sinais da doença em atividade, mas esperamos uma boa evolução.” Por terem sido diagnosticadas na fase aguda, as pessoas contaminados têm mais chances de terem a doença controlada, em comparação com aquelas que tiveram a enfermidade detectada anos após a infecção. “O tratamento tem como objetivo fazer com que a doença não evolua para a cardiopatia crônica ou eventualmente para uma alteração digestiva”, diz o cardiologista Wilson Oliveira, coordenador da Casa de Chagas.

Lista dos 40 municípios pernambucanos com triatomíneos infectados em 2018:
Afogados da Ingazeira
Afrânio
Águas Belas
Belém de São Francisco
Bodocó
Brejinho
Cabrobó
Calumbi
Canhotinho
Capoeiras
Carnaíba
Carnaubeira da Penha
Caruaru
Cupira
Flores
Floresta
Garanhuns
Ibimirim
Iguaraci
Ingazeira
Itacuruba
Itapetim
Jucati
Mirandiba
Orocó
Pedra
Petrolândia
Petrolina
Salgueiro
Santa Cruz
Santa Maria da Boa Vista
São Bento do Una
São José do Egito
Serra Talhada
Serrita
Terezinha
Terra Nova
Tuparetama
Venturosa
Verdejante

Surto de doença de chagas contaminou ao menos 20 pessoas no Sertão

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31.5.19


Até o momento, não há evidências para definição da forma de transmissão da doença, mas uma das principais suspeitas, pelas características do surto, é de que o contágio tenha ocorrida pela via oral


Barbeiro, inseto transmissor da doença de chagas. Foto: FioMG / Cyro José Soares

Um surto de doença de Chagas detectado entre moradores da cidade de Ibimirim, no Sertão pernambucano, está sendo investigado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Exames confirmaram o diagnóstico em 20 pessoas que apresentavam sintomas da forma aguda da doença. Sete dos pacientes estão internados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), no bairro de Santo Amaro, no Recife. Além disso, cinco pessoas apresentam os sintomas, mas sem confirmação.

De acordo com a unidade, os quadros dos pacientes são estáveis. Os demais estão sendo medicados e monitorados em casa e passam bem. De acordo com apurações preliminares da SES, todos os doentes participaram de um evento religioso durante a Semana Santa, em abril, ao todo 70 pessoas participaram do evento. A primeira notificação, porém, só chegou às autoridades sanitárias no dia 20 de maio.

A SES informou que também está realizando uma busca ativa de casos suspeitos em conjunto com as equipes da Regional de Saúde e do município de Ibimirim. Até o momento, não há evidências para definição da forma de transmissão da doença, mas uma das principais suspeitas, pelas características do surto, é de que o contágio tenha ocorrida pela via oral.
Fazem parte da investigação indivíduos participantes do evento religioso e que apresentem febre contínua ou intermitente e prolongada por sete dias, acompanhada ou não de outros sintomas. Todos os pacientes estão sendo tratados com o medicamento benzonidazol, produzido exclusivamente pelo pelo Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe).
Caso não seja adequadamente tratada, a doença de Chagas pode se tornar crônica. De cada 10 pacientes infectados, três desenvolvem problemas cardíacos, digestivos ou neurológicos. Os efeitos da doença na forma crônica, porém, costumam ocorrer de 20 a 40 anos depois da contaminação, que muitas vezes nem é percebida pelo paciente.
Doença de Chagas
A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanossoma cruzi, cujo vetor é o mosquito barbeiro. A forma mais clássica de transmissão ocorre pela contaminação do local da picada do inseto pelas fezes dele. Outra forma, que costuma provocar surtos bem delimitados e com sintomas agudos como o ocorrido em Ibimirim, é por meio de alimentos contaminados por fragmentos do vetor ou por suas fezes. Também é possível ocorrer transmissão pela transfusão sanguínea e de mãe para filho durante a gestação.

Além de febre com duração de uma semana, também podem surgir outros sintomas logo após a infecção:

Edema de face ou de membros;
Exantema (manchas vermelhas na pele);
Adenomegalia ( inchaço de gânglios);
Hepatomegalia (inflamação do fígado);
Esplenomegalia (inflamação no baço);
Cardiopatia aguda;
Manifestações hemorrágicas, icterícia, náusea, astenia (perda ou diminuição de força física);
Mialgia (dor nas articulações), sinal de Romanã (edema inflamatório nas pálpebras) ou chagoma de inoculação (edema inflamatório na pele).

Em PE, dezenove Municípios são atingidos pela Doença de Chagas

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14.4.15


Doença de Chagas ronda 19 municípios pernambucanos
Publicado em 13/04/2015, Às 12:49

Dezenove cidades do Agreste e Sertão de Pernambuco correm risco de ter novos casos de doença de Chagas, a que é transmitida pelo inseto barbeiro. O número foi divulgado há pouco pelo Programa Sanar, da Secretaria Estadual dé Saúde, que cuida de doenças negligenciadas. Segundo o coordenador do programa, Alexandre Menezes, os municípios reúnem índice alto de infestação dos imóveis pelo vetor, presença de colônia dos insetos nos domicílios ou moradores já infectados. Na década passada o Brasil ganhou certificado do fim da transmissão da doença pelo Triatoma infestans, mas há outras espécies de barbeiro que passa a doença ao picar humanos.




Nesta terça-feira (14 de abril), Dia Mundial de Combate à Enfermidade de Chagas, o Ambulatório de Chagas do Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) e a Associação de Portadores de Doença de Chagas promovem o III Encontro da Praça, em frente ao Procape, na Rua dos Palmares, Santo Amaro, área central do Recife. A programação tem apoio do Sanar e começa às 10h, para orientar a população e alertar sobre a doença. O trabalho será realizado com a parceria dos projetos de extensão da Universidade de Pernambuco (UPE) Chagas: Um Grande Coração e Abraçando Corações.

chagas



Geralmente, a doença só dá sinais na fase crônica, com insuficiência cardíaca ou problemas digestivos. O dia especial existe para marcar o aniversário (agora de 106 anos) do dia em que o pesquisador brasileiro, Carlos Chagas, comunicou sua descoberta à comunidade científica.
Nos 19 municípios com risco de transmissão, considerados prioritários, o Sanar pretende apoiar as ações municpais de controle do inseto e capacitar profissionais de saúde para o diagnóstico e tramento inicial. Estao na lista Limoeiro, Afrânio, Dormentes, orocó, Petrolina, Tabira, Carnaíba, Iguarai, Itapetim, Quipapá, Salgueiro, terra Nova, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena, Afogados da Ingazeira, Ingazeira, São José do Egito e Serra Talhada.

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