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Desmatamento: Amazônia perdeu quase três mil campos de futebol por dia em 2022, aponta Imazon

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18.1.23


Foram devastados 10.573 km², a maior destruição em 15 anos, segundo o sistema de monitoramento do instituto
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Por Mariana Garcia, g1


01/09/22: Sobrevoo na região da Amacro (Amazonas, Acre e Rondônia), em uma área com cerca de 8.000 hectares de desmatamento - a maior em 2022 - que está queimando há dias. — Foto: © Nilmar Lage / Greenpeace / Divulgação


O desmatamento na Amazônia em 2022 foi o maior registrado em 15 anos, alerta o monitoramento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Entre janeiro e dezembro, foram devastados 10.573 km² — o equivalente à derrubada de quase três mil campos de futebol por dia de floresta.

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2022 também registrou o quinto recorde anual consecutivo de desmatamento. No acumulado dos últimos quatro anos (2019-2022), chegou aos 35.193 km² — área que supera o tamanho de dois estados brasileiros: Sergipe (21 mil km²) e Alagoas (27 mil km²).


Áreas sob alerta de desmatamento por ano em km² (2016 - 2022)
Amazônia tem recorde de alerta de desmate em 2022
3.6413.641
2.6072.607
5.0785.078
6.2006.200
8.0588.058
10.36210.362
10.57310.573
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
0
2,5k
5k
7,5k
10k
12,5k
Fonte: SAD/Imazon
O novo governo tem prometido dar prioridade à proteção da Amazônia. Em diversas entrevistas, Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, tem reforçado o compromisso com a política ambiental e com o desmatamento zero no bioma. Ela também anunciou, diante da alta do desmatamento no país, a criação de uma secretaria para frear a derrubada das florestas.

“Esperamos que esse tenha sido o último recorde de desmatamento reportado pelo nosso sistema de monitoramento por satélite, já que o novo governo tem prometido dar prioridade à proteção da Amazônia. Mas, para que isso aconteça, é preciso que a gestão busque a máxima efetividade nas medidas de combate à devastação, como algumas já anunciadas de volta da demarcação de terras indígenas, de reestruturação dos órgãos de fiscalização e de incentivo à geração de renda com a floresta em pé”, afirma Bianca Santos, pesquisadora do Imazon.


Os maiores desmatadores
Pará (3.874 km²), Amazonas (2.575 km²) e Mato Grosso (1.604 km²) seguem no topo dos maiores desmatadores desde 2019. Segundo o Imazon, Amazonas e Mato Grosso foram os únicos estados que tiveram aumento na destruição em relação a 2021, tanto em áreas federais quanto em estaduais, sendo os responsáveis pelo fechamento do acumulado da Amazônia em alta.

O caso mais grave foi do Amazonas, onde a devastação cresceu 24% em comparação com o ano anterior, quando foram derrubados 2.071 km².

“Estamos alertando sobre o crescimento do desmatamento na Amacro pelo menos desde 2019, porém não foram adotadas políticas públicas eficientes de combate à derrubada na região, assim como em toda a Amazônia, resultando nesses altos números de destruição em 2022”, relata Carlos Souza Jr., coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do instituto.

Pior marca anual do Deter
Assim como o SAD, o Deter (sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do Inpe) também registrou a pior marca da série histórica. De janeiro até 30 de dezembro, o acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal foi de 10.267 km².

O índice leva em conta o chamado ano civil, ou seja, o período total de janeiro a dezembro. Antes mesmo de fechar o ano, em outubro do ano passado, como mostrou o g1, os dados do Inpe já apontavam para esse recorde.

G1

Polícia apreende paredões de som na Paraiba

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25.7.21


A ação aconteceu na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Portal T5
(Foto: Divulgação / PMPB)

Dois carros com som automotivo, foram apreendidos por policiais militares do Batalhão de Polícia Ambiental, na noite deste sábado (24), na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa.

A Polícia Militar (PM) foi até o local após denúncias de perturbação de sossego. Conforme a PM, os veículos estavam com som abusivo, pois o nível de decibéis estava acima do permitido.


Os proprietários foram encaminhados à Delegacia de Santa Rita e os automóveis foram apreendidos. O proprietário do veículo com som abusivo foi autuado com uma multa de R$ 5.000,00.

Cerco se fecha contra Salles e situação está cada vez mais insustentável

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31.5.21


Foto: Sergio Lima/AFP
Revogação de medidas que proibiam a exportação ilegal de madeira; exoneração de servidores do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que queriam evitar a flexibilização das regras de envio de produtos florestais para o exterior; nomeação de pessoas de confiança para estabelecer atos oficiais que facilitaram o contrabando e as movimentações financeiras suspeitas de pelo menos R$ 1,7 milhão desde que entrou no governo federal. Esses são alguns dos indícios apontados pela Polícia Federal para a abertura de investigação contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acusado pela corporação de integrar um esquema criminoso de tráfico de madeira.

Desde a revelação das informações, há quase duas semanas, o ministro pouco foi visto. Na entrevista à imprensa no dia da operação da PF — que recolheu celulares, tablets e outros aparelhos eletrônicos dele para a busca por mais evidências da sua participação no esquema —, Salles classificou a ação policial como “exagerada e desnecessária” e garantiu não haver “substância em nenhuma das acusações”. A partir daí, sumiu das redes sociais e deixou de informar os compromissos diários da agenda oficial. Chegou até a não comparecer à reunião do Conselho da Amazônia Legal, que busca auxiliar as ações do Ministério do Meio Ambiente para a preservação do bioma.

Além disso, teve pouco ou quase nenhum apoio público do presidente Jair Bolsonaro, seu maior defensor dentro do governo. A única manifestação do chefe do Executivo foi de que Salles é um “excepcional ministro” e de que ele luta contra os “xiitas ambientais” do Ministério Público.

Contudo, internamente, Bolsonaro tem sido aconselhado a afastar o ministro do cargo para preservar a sua gestão. A avaliação de pessoas próximas ao presidente é de que ele balança no cargo a cada dia que passa, visto que a Polícia Federal já revelou ter “fortes indícios de uma série bastante complexa de condutas empreendidas” por Salles para favorecer o contrabando de madeira.

Denúncias

A apuração conduzida pelo delegado Franco Perazzoni, chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, afirma que Salles agiu em favor de empresas madeireiras com sede no Pará, na região amazônica. Elas pediram a suspensão de uma instrução normativa do Ibama, que entrou em vigor em 2011, para permitir a exportação de produtos e subprodutos madeireiros de origem nativa de florestas naturais ou plantadas apenas mediante autorização do instituto.

Para cancelar os efeitos desse ato, o ministro do Meio Ambiente e o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim — também investigado —, desconsideraram recomendações técnicas de servidores de carreira e, “em total descompasso com a legalidade”, anularam a instrução normativa, legalizando retroativamente milhares de cargas que haviam sido remetidas ao exterior sem a respectiva autorização. Segundo a PF, é “evidente que o interesse privado de alguns poucos empresários foi colocado à frente do interesse público”.

“A situação que se apresenta é de grave esquema criminoso de caráter transnacional. Essa empreitada criminosa não apenas realiza o patrocínio do interesse privado de madeireiros e exportadores em prejuízo do interesse público, mas também tem criado sérios obstáculos à ação fiscalizatória do Poder Público no trato das questões ambientais com inegáveis prejuízos a toda a sociedade”, afirma a Polícia Federal.

Inércia do governo

A corporação também alerta, no inquérito, sobre um crescimento constante da devastação da Amazônia e diz que, se a situação do bioma “nunca foi confortável, o momento atual é gravíssimo”. Diante dos relatos de testemunhas, a corporação diz que se tornaram uma constante “as denúncias de sucateamento dos órgãos ligados ao Ministério do Meio Ambiente; o afastamento de fiscais de carreira, com anos de experiência, de suas funções; e a adoção de novos procedimentos e interpretações, contrariando pareceres técnicos”.

As testemunhas ouvidas pela Polícia Federal também afirmam que isso não acontecia em governos anteriores e que a questão ambiental nunca era colocada em segundo plano. Segundo os depoimentos, houve uma militarização na pasta do Meio Ambiente e no Ibama, com Salles tendo indicado ex-integrantes da Polícia Militar de São Paulo para postos de importância nos dois órgãos. Alguns deles, inclusive, teriam emitido documentos que não têm previsão de expedição pelo Ibama para defender as empresas que enviaram ilegalmente remessas de madeira para os Estados Unidos e países da Europa.

Na avaliação da PF, há uma “evidente inércia governamental” que precisa ser cessada. “A tarefa exige dos poderes constituídos forte papel no fomento de modelos sustentáveis de exploração da floresta, sem, contudo, perder de vista o papel de suma importância que a fiscalização ambiental possui nesse contexto”, frisa a autoridade policial. “É urgente e necessário que as autoridades e os poderes constituídos estejam atentos a todas essas questões, sobretudo diante do atual momento em que vivemos.”

A reportagem tentou contato com Ricardo Salles e com a defesa do ministro, mas não obteve retorno.

Crítica
A ausência do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na reunião do Conselho da Amazônia Legal, na quarta-feira, irritou o vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador do grupo. “Lamento profundamente a ausência do ministério mais importante, que não compareceu à reunião nem mandou representante, que é o Ministério do Meio Ambiente. Na forma como eu fui formado, considero isso falta de educação”, criticou.

Facilitação
Com a nova instrução do Ibama, os produtos florestais passaram a ser acompanhados apenas do chamado Documento de Origem Florestal (DOF), algo que, como alertou a própria área técnica do órgão ambiental, não era suficiente para garantir a fiscalização. Essas observações, no entanto, foram ignoradas, e a nova regra passou a vigorar. O DOF de exportação, que existe desde 2006, serve, na prática, apenas para que a madeira seja levada até o porto, ou seja, é uma licença de transporte e armazenamento, enquanto a instrução até então vigente exigia uma autorização específica para exportação. Com a mudança, uma guia de transporte emitida pelos órgãos estaduais passou a valer no lugar de uma autorização do Ibama.

Ação popular pede afastamento

Líder da minoria na Câmara dos Deputados, Marcelo Freixo (PSol-RJ) anunciou, ontem, ter apresentado ação popular na Justiça Federal pedindo o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “Por usar o Ministério do Meio Ambiente para proteger madeireiros e garimpeiros ilegais. Também pedi a abertura de CPI na Câmara. Temos de deter a devastação e o extermínio dos povos indígenas”, escreveu Freixo em sua conta oficial do Twitter.

Em uma série de publicações, o parlamentar afirmou que a destruição na terra indígena Munduruku cresceu 363% em dois anos, atribuindo a destruição ao garimpo. “Milhares de indígenas estão desenvolvendo doenças graves e morrendo por causa da contaminação por mercúrio. Está em curso um genocídio patrocinado pelo governo Bolsonaro”, acusou.

O deputado federal afirmou, também, que lideranças indígenas estão sendo assassinadas. “Há uma escalada de violência sem precedentes. Lideranças estão sendo assassinadas, aldeias estão sendo destruídas, criminosos avançam sobre as reservas e a Covid está matando ante a indiferença do governo”, acrescentou.
DIÁRIO DE PE

Trinta toneladas de óleo são recolhidas em praias de Pernambuco neste sábado

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20.10.19


Ao todo, desde a quinta (17), foram mais de 50 toneladas, de acordo com o governo. Cerca de 550 pessoas, entre funcionários do estado e voluntários, participaram do trabalho.
Por Marina Meireles, G1 PE
Trinta toneladas de óleo são recolhidas nas praias de Ipojuca


Ao longo deste sábado (19), 30 toneladas de óleo foram retiradas das praias de Pernambuco. Com este balanço, o estado teve mais de 50 toneladas de óleo retiradas do litoral desde a quinta-feira (17). Para o domingo (20), a expectativa é de um sobrevoo pela manhã para monitorar o possível aparecimento de novas manchas.

Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema
Lista de praias atingidas pelas manchas de óleo no Nordeste
O trabalho mobilizou cerca de 200 funcionários do governo. O estado também contabiliza a participação de outras 350 pessoas, entre voluntários e técnicos de prefeituras das cidades litorâneas.

"É o terceiro dia consecutivo que conseguimos fazer retirada de manchas em alto-mar. Hoje também avançamos na coleta de resíduos, porque o governo contratou empresas para recolher o material. No domingo, vamos sobrevoar a costa para continuar o monitoramento", afirma o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti.

Voluntários fazem mutirão para limpar óleo de praias no litoral de Pernambuco



A mancha mencionada por Bertotti foi localizada neste sábado (19) por meio de um sobrevoo feito pelo litoral pernambucano durante a tarde. O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, major Olivaldi Azevedo, informou ter visto uma mancha de óleo no mar, nas proximidades da praia de Muro Alto. “Conseguimos isolar a mancha em alto-mar, por volta das 15h”, afirmou (veja vídeo abaixo).

Contenção de óleo em alto-mar é feita em Ipojuca

Além do recolhimento do resíduo, também foram colocadas barreiras de contenção para impedir a entrada de óleo na foz dos rios Persinunga, Maracaípe, Mamucabas e Una.

Neste sábado, fragmentos de petróleo também foram encontrados nas seguintes praias: Reduto, em Rio Formoso; Boca da Barra, em Tamandaré; Barra de Sirinhaém, em Sirinhaém; Mamucabinhas, em Barreiros; Pontal de Maracaípe, em Ipojuca; Cupe, em Ipojuca; Muro Alto, em Ipojuca. A Prefeitura de Ipojuca informou que também foram atingidas as praias de Serrambi e Enseadinha.

Também houve manchas de óleo encontradas nos estuários dos rios Formoso, em Tamandaré; Persinunga, em São José da Coroa Grande; Mamucabas, em Barreiros; e Maracaípe, em Ipojuca.

"As praias estão limpas fisicamente, mas é preciso fazer uma análise química da água e da areia para que a gente consiga ter a certeza de que o ambiente está próprio para banho", afirma o superintendente de conservação de biodiversidade da secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco, Maurício Guerra.

Outro problema citado pelo governo estadual é a ausência de orientações do governo federal diante do aparecimento de óleo nas praias. "Temos nove estados nordestinos. Os contatos que tenho com outros estados são através de iniciativa nossa, mas não chegam informações coordenadas do governo federal. O maior problema é que ainda não há notícias sobre a origem desse material. A tendência pode ser de aumento no número de praias", afirma Bertotti.

Tratamento de resíduos
Óleo é acondicionado em sacos plásticos. De acordo com o governo do estado, destino é o Centro de Tratamento de Resíduos de Pernambuco, em Igarassu  — Foto: José Dilermando/TV GloboÓleo é acondicionado em sacos plásticos. De acordo com o governo do estado, destino é o Centro de Tratamento de Resíduos de Pernambuco, em Igarassu  — Foto: José Dilermando/TV Globo
Óleo é acondicionado em sacos plásticos. De acordo com o governo do estado, destino é o Centro de Tratamento de Resíduos de Pernambuco, em Igarassu — Foto: José Dilermando/TV Globo

De acordo com o governo do estado, os resíduos estão sendo levados para o Centro de Tratamento de Resíduos Pernambuco, em Igarassu, no Grande Recife. Segundo o Ibama, a orientação é de que o material seja encaminhado a empresas fabricantes de cimento.

"A orientação é de que o CTR em Igarassu encaminhe esse material para cimenteiras em Pernambuco. Esse trabalho já é feito, mas em menor escala, porque nunca havíamos tido uma quantidade tão grande de resíduo", explica o secretário estadual de Meio Ambiente, José Bertotti.

Voluntariado
Voluntários retiram óleo de arrecife na praia de Muro Alto, em Ipojuca — Foto: Luna MarkmanVoluntários retiram óleo de arrecife na praia de Muro Alto, em Ipojuca — Foto: Luna Markman
Voluntários retiram óleo de arrecife na praia de Muro Alto, em Ipojuca — Foto: Luna Markman


Ao longo do dia, voluntários atuaram na limpeza em diversas cidades, mas houve queixas a respeito da ajuda dos municípios e do governo às pessoas que participaram da força-tarefa. "Recebemos equipamentos de proteção individual e água, mas a ajuda precisa ser mais robusta", afirmou Daniel Galvão, coordenador do movimento Salve Maracaípe.

De acordo com Bertotti, os voluntários podem procurar a Defesa Civil para solicitar ajuda médica. "É ali que estão sendo direcionadas as botas, as luvas. Hoje a Compesa cedeu 4 mil copos de água e também vamos fornecer para dar apoio a quem está fazendo esse trabalho. É importante que tudo isso seja feito de forma coordenada", afirma.

Segundo a prefeitura de Ipojuca, uma das cidades atingidas pelo óleo, foram distribuídas ao menos 2 mil luvas, 2 mil máscaras e 200 pares de botas aos voluntários. Também foram instalados 90 metros de barreira de contenção no estuário do Rio Maracaípe.

Voluntários limpam óleo encontrado na Praia do Cupe, em Ipojuca, neste sábado (19) — Foto: Wellignton Pereira/TV GloboVoluntários limpam óleo encontrado na Praia do Cupe, em Ipojuca, neste sábado (19) — Foto: Wellignton Pereira/TV Globo
Voluntários limpam óleo encontrado na Praia do Cupe, em Ipojuca, neste sábado (19) — Foto: Wellignton Pereira/TV Globo

Os interessados em ajudar na remoção do óleo das praias podem procurar o comitê das prefeituras litorâneas, a Defesa Civil ou a Secretaria de Meio Ambiente, de acordo com o governo do estado.

Há, também, a possibilidade de se cadastrar na plataforma Transforma Brasil. "Você pode acessar diretamente o site para se disponibilizar como voluntário. A partir daí, as equipes são distribuídas, montadas e orientadas para os pontos que precisam da limpeza", afirma Maurício Guerra. O trabalho é coordenado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.


Reincidência
Funcionários da Prefeitura de Tamandaré, no estado de Pernambuco, trabalham na retirada de óleo da praia dos Carneiros, nesta sexta-feira (18). — Foto: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDOFuncionários da Prefeitura de Tamandaré, no estado de Pernambuco, trabalham na retirada de óleo da praia dos Carneiros, nesta sexta-feira (18). — Foto: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Funcionários da Prefeitura de Tamandaré, no estado de Pernambuco, trabalham na retirada de óleo da praia dos Carneiros, nesta sexta-feira (18). — Foto: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO

Registradas no início de setembro, as manchas em Pernambuco foram completamente limpas no dia 25 do mesmo mês. Na manhã da quinta (17), após o aparecimento de óleo em praias de Alagoas no trecho próximo à divisa com Pernambuco, uma operação de prevenção foi montada para impedir que o produto chegasse à costa pernambucana.

No início da manhã da quinta (17), após o aparecimento de óleo em praias de Alagoas no trecho próximo à divisa com Pernambuco, um helicóptero da Secretaria de Defesa Social (SDS) sobrevoou o litoral pernambucano e não constatou manchas. Uma operação de prevenção foi montada para impedir que o produto chegasse à costa pernambucana.

No mesmo dia à tarde, por volta das 13h, uma mancha de óleo foi encontrada em São José da Coroa Grande. De acordo com o balanço repassado no fim da quinta (17), 1,2 mil litros foram retirados do mar neste dia.

Na sexta, foram atingidas as Praias dos Carneiros e Boca da Barra, em Tamandaré; Mamucabinhas, em Barreiros; e Ilha de Santo Aleixo, Aver o Mar e Guaiamum, em Sirinhaém. Além disso, a força-tarefa recolheu, no mar, 600 litros de óleo, perto da Ilha de Santo Aleixo.

Durante a noite da sexta (18), o governo de Pernambuco informou ter retirado mais de 20 toneladas de óleo em seis praias de três cidades do Litoral Sul de Pernambuco.

Ipojuca recolhe 4 toneladas de óleo nas praias de Maracaípe e Cupe

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Voluntários, prefeitura e funcionários de hotéis ajudaram na remoção dos fragmentos de óleo
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
JC Online

Os vestígios de óleo que foram retirados das praias de Ipojuca contabilizaram 4 toneladas até às 15h30 da tarde deste sábado (19). A informação foi repassada pela assessoria de imprensa da prefeitura. As manchas de óleo, que vem aparecendo em todo litoral nordestino desde o final de agosto, aportaram nas praia de Maracaípe, Camboa, Toquinho, Merepe, Enseadinha, Cupe, Muro Alto e Serrambi. Até o momento não foi contabilizado óleo em grande quantidade na praia de Porto de Galinhas, a mais famosa do Estado.

Foram retirados 200 toneis de 200 litros de óleo (com areia). A prefeitura diz ter distribuído 2 mil luvas, outras 2 mil máscaras e 200 pares de botas para auxiliar na retirada.


Por meio do seu perfil no Instagram, a prefeita de Ipojuca Célia Sales (PTB), anunciou a chegada do óleo nas praias do município e agradeceu as milhares de pessoas que se voluntariaram a participar da retirada de vestígios do material das areias da praia. O conteúdo em vídeo também foi replicado na conta do Instagram da prefeitura.
"Estamos aqui no nosso gabinete de crise, o óleo chegou em nossas praias, mas estamos com uma grande equipe,uma grande estrutura, desde a quarta-feira que nós estamos em constante vigilância. Estamos limpando as nossas praias. Com os nossos voluntários, com Suape, quero aqui aproveitar para agradecer toda a estrutura, toda a disponibilidade da nossa população, que está aqui limpando conosco. Estamos limpando. Está chegando sim, mas estamos conseguindo retirar o mais rápido possível o óleo das nossas praias", disse Célia.
Nas redes sociais a prefeitura de Ipojuca está fazendo uma campanha virtual para convidar voluntários a ajudar na tarefa. A hashtag #sechegaragentelimpa já é compartilhada também em outras redes.
Litoral Sul
As manchas de óleo que atingem o litoral do Nordeste chegaram, também, à praia de Carneiros, situada no município de Tamandaré. A informação foi confirmada pelo Secretário de Meio Ambiente da cidade, Manuel Pedrosa, nesta sexta-feira (18). O derramamento de óleo já havia sido registrado na região através de vestígios, mas reapareceu de forma mais intensa. Em menos de 24 horas após o reaparecimento das manchas em São José da Coroa Grande, a prefeitura do município decretou, na noite dessa quinta-feira (17), estado de emergência na região. No dia 25 de setembro, os moradores já haviam encontrado fragmentos da substância na praia.


FESTA DO TAPUIA 2022

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