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Polícia Federal pede apuração sobre compra de imóvel por ex- mulher de Bolsonaro

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1.9.22


A Polícia Federal pediu à Justiça Federal a abertura de uma investigação para apurar se Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, cometeu crime de lavagem de dinheiro ao comprar uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília.
A PF justificou a necessidade do inquérito com base em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou transações atípicas à época da compra do imóvel. A TV Globo busca contato com a defesa de Ana Cristina Valle.
A ex-mulher de Jair Bolsonaro e o filho mais novo do presidente, Jair Renan Bolsonaro, conhecido como 04, moram desde junho do ano passado na mansão avaliada em R$ 3,2 milhões.

À época da mudança, Ana Cristina negava ser dona do imóvel e dizia morar de aluguel. A casa estava registrada em cartório em nome do corretor de imóveis Geraldo Antônio Machado.


Mas, em prestação de contas enviada à Justiça Eleitoral neste ano, a ex-mulher de Bolsonaro, que é candidata a deputada distrital pelo PP, declarou a mansão como parte do patrimônio dela.


Segundo o Coaf, a participação de Geraldo na transação financeira é um indício de possível simulação de compra e venda de propriedade – o que pode configurar crime de lavagem de dinheiro. A PF agora aguarda uma decisão da Justiça Federal para dar início à investigação.

Operação da Polícia Federal investiga crimes de contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro em Pernambuco, Paraíba e Ceará

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1.6.22


A Operação PITILLO objetiva dar cumprimento a 11 (onze) mandados de busca e apreensão expedidos pela 11ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Monteiro/PB. Os mandados estão sendo cumpridos na Paraíba (Campina Grande e Monteiro), Pernambuco (Arcoverde) e Ceará (Fortaleza). Também foram bloqueadas 11 (onze) contas bancárias.
A ação policial conta com 40 (quarenta) Policiais Federais e 8 (oito) Policiais Rodoviários Federais de Pernambuco, que estão dando apoio na cidade de Arcoverde/PE. A investigação visa apurar supostos crimes de contrabando de cigarro e lavagem de dinheiro, praticados por grupo com atuação em estados nordestinos.
Há 1 ano e 3 meses o trabalho investigativo foi iniciado, tempo que permitiu à Polícia Federal identificar diversos contrabandistas de cigarros atuantes na Paraíba e Pernambuco, bem assim, a existência de um esquema financeiro no estado do Ceará para movimentar recursos criminosos oriundos de dezenas de cidades de vários estados, e assim dificultar a identificação da origem e destino dos recursos criminosos destinados à compra e venda de cigarros contrabandeados.
Os investigados responderão pelos crimes de contrabando e lavagem de dinheiro.

Na Mira da Notícia

Operação busca grupo suspeito de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, em Arcoverde

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26.5.22


Seis mandados de busca e apreensão vão ser cumpridas nesta quinta-feira (26).

Foi realizada na manhã desta quinta-feira (26) a operação "Capacitados", que busca um grupo criminoso suspeito de peculato, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.
Sob a presidência do delegado Andrei Rocha, as investigações em torno do caso tiveram início em agosto de 2019. Nesta quarta também devem ser cumpridas medidas de bloqueio de ativos financeiros, todas expedidas pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Arcoverde.

G1 Caruaru

Polícia mira suspeitos de tráfico, lavagem de dinheiro e extorsão em Pernambuco e mais seis estados

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14.10.21


Portal Folha de Pernambuco

Grupo de Operações Especiais - GOE - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou,  na manhã desta quinta-feira (14), a Operação Áquila, que visa a combater uma organização criminosa voltada para os crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, roubo de cargas e extorsão mediante sequestro.

Ao todo, são cumpridos 27 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão domiciliar e sequestro de veículos. Algumas das ordens judiciais são para pessoas já presas, mas a polícia ainda não detalhou quantas.

Os mandados são cumpridos por 140 policiais civis em Pernambuco (no Recife, na Região Metropolitana e no Interior) e em outros seis estados: Acre, Rondônia, Pará, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Tocantins.  A ação conta com o apoio das Polícias Civis desses estados.

As investigações tiveram início em maio de 2020, sob a presidência do titular do Grupo de Operações Especiais (GOE), o delegado Ivaldo Pereira. 

Mais detalhes sobre a Operação Áquila serão divulgados em coletiva de imprensa, no Recife, ainda nesta quinta-feira pela Polícia Civil de Pernambuco.

PM assessor de Flávio tem boom patrimonial e declara metade em dinheiro vivo

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6.6.19


A Promotoria afirma haver indícios de prática de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa de 2007 a 2018 no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio
Da Folha PE
Flávio Bolsonaro (PSL)
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O policial militar reformado Wellington Sérvulo Romano da Silva, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), declarou em 2016 ter mais da metade de seu patrimônio em dinheiro vivo. Ele também teve salto patrimonial de mais de 1.000% no período em que atuou com o então deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

As informações constam das declarações de Imposto de Renda do tenente-coronel reformado, referentes aos anos de 2014, 2015 e 2016, às quais a Folha de S.Paulo teve acesso.

Sérvulo foi um dos 95 alvos das quebras de sigilos fiscal e bancário autorizadas pela Justiça na investigação do Ministério Público do Rio contra Flávio, atualmente senador, e seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

A Promotoria afirma haver indícios de prática de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa de 2007 a 2018 no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, onde exerceu por 16 anos o mandato de deputado estadual.

Leia também:
Ministério Público do Rio erra ao explicar negócio de Flávio Bolsonaro
Assessor de Flávio atacou empresário ao cobrar dívida

Um dos elementos suspeitos é justamente a movimentação de dinheiro vivo entre ex-assessores do hoje senador.

O tenente-coronel reformado ficou lotado junto a Flávio de abril de 2015 a setembro de 2016. Inicialmente estava vinculado ao gabinete da vice-liderança do PP, ocupada à época por Flávio. Um ano depois foi transferido para o próprio gabinete do então deputado e demitido em setembro.

Neste mesmo período, segundo as informações enviadas à Receita Federal, Sérvulo aumentou seu patrimônio declarado de R$ 9.273,37, no fim de 2015, para R$ 103.291,47, em dezembro de 2016. O aumento se deveu principalmente aos R$ 55 mil em dinheiro vivo que ele declarou como bem em 2016.

Em 2014, ele havia declarado um patrimônio de R$ 83.265,92, sendo R$ 50.407 referente a um veículo vendido naquele ano. No ano anterior, o patrimônio do PM era de R$ 89.928. Nestes dois anos, ele declarou ter R$ 15 mil em espécie, valor que não apareceu no Imposto de Renda de 2015.

Segundo os documentos obtidos pela Folha, o ex-assessor de Flávio teve rendimento de R$ 285,9 mil em 2016. A maior parte refere-se ao salário da PM (R$ 239,4 mil), que se somou aos vencimentos da Assembleia (R$ 46,5 mil).

De acordo com o Ministério Público, o PM reformado também é suspeito de ser um funcionário fantasma de Flávio. Ele esteve por 226 dias no exterior no período em que esteve lotado no gabinete do então deputado estadual -quase metade do intervalo.

Segundo os promotores envolvidos no caso, há indícios de que os funcionários fantasmas eram uma forma de ampliar o desvio das remunerações do gabinete de Flávio.

Sérvulo já era alvo do Ministério Público desde a produção do relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) que apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

No documento, o tenente-coronel reformado aparece como sendo o responsável pela transferência de R$ 1.500. Em razão disso, Sérvulo foi notificado para depor no Ministério Público. Assim como Queiroz, ele não se apresentou na data marcada.

Além do volume movimentado por Queiroz, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: saques e depósitos em dinheiro vivo. As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Pivô da investigação contra Flávio, Queiroz reconheceu ter recolhido parte do salário de servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio, de 2007 a 2018, na Assembleia. O objetivo, disse ele, era contratar assessores informais para o então deputado e ampliar a base eleitoral do filho do presidente da República.

Flávio já tentou por três vezes bloquear as investigações na Justiça. Teve duas derrotas no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Tribunal de Justiça, e aguarda a análise de outro habeas corpus sob relatoria do desembargador Antônio Amado.

O magistrado já negou na semana passada liminar solicitada por Queiroz para anular a decisão que deferiu as quebras de sigilos dos investigados. Ainda não analisou o pedido do senador. Os dois casos serão analisados pela 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ.

Outro lado 
Sérvulo afirmou que todas as informações sobre seu patrimônio constam das declarações de Imposto de Renda feitas à Receita Federal, "o que demonstra que eu nada tinha e nada tenho a esconder".

"Quaisquer outras informações somente serão prestadas por mim às autoridades competentes, se e quando forem necessárias", afirmou o PM reformado.

Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que "as declarações de Imposto de Renda do ex-servidor Wellington Sérvulo são de responsabilidade dele e somente ele pode explicar sua evolução patrimonial".

"Todos os mandatos na Alerj foram pautados pela legalidade e defesa dos interesses da população. Tentar ligar a esses mandatos supostas ações irregulares e cometidas por terceiros não passa de erro ou ilação fantasiosa", disse.

"O senador Flávio Bolsonaro afirma que continua a enfrentar uma campanha caluniosa e acredita que vencerá as injustiças contra ele. Parte dessa perseguição é baseada em falhas e erros que, aos poucos, têm sido expostos. Ele acredita que a verdade prevalecerá", completou o senador, em nota.


Questões ainda sem resposta no caso Queiroz
Quem eram os assessores informais que Queiroz afirma ter remunerado com o salário de outros funcionários do gabinete de Flávio?

Por que o único assessor que prestou depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro não confirmou esta versão de Queiroz?

Como Flávio desconhecia as atividades de um dos seus principais assessores por dez anos?

Se Flávio possui apenas uma empresa que foi aberta em seu nome, em 2015, como ele obteve R$ 4,2 milhões para comprar dois imóveis de 2012 a 2014?

Por qual motivo Jair Bolsonaro emprestou dinheiro a alguém que costumava movimentar centenas de milhares de reais?

De que forma foi feito esse empréstimo pelo presidente e onde está o comprovante da transação?

Onde estão os comprovantes da venda e compra de carros alegadas por Queiroz?

Por que há divergência entre as datas do sinal descrita na escritura de permuta de imóveis com o atleta Fábio Guerra e as de depósito em espécie fracionado na conta de Flávio?

Inconsistências no pedido do MP-RJ
Pessoas não nomeadas por Flávio Bolsonaro 

Há três casos de pessoas sem vínculo político com Flávio que foram alvo de quebra de sigilo. Elas estavam nomeadas no gabinete da liderança do PSL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro quando o senador assumiu o cargo e, em seguida, as demitiu.

Remuneração de Queiroz 
Ao comparar gastos com vencimentos de Fabrício Queiroz, o Ministério Público considera apenas salário da Assembleia e ignora remuneração que ele recebe da Polícia Militar.

Saques 
Há erro na indicação do volume de saques feitos por Queiroz em dois dos três períodos apontados.

Laranja potencial 
Promotoria atribui ao gabinete de Flávio servidora da TV Alerj que acumulava cargo com outro emprego externo.

Patrimônio 
Ao falar sobre um negócio que envolve 12 salas comerciais, os promotores do Ministério Público do Rio escreveram que Flávio adquiriu os imóveis por mais de R$ 2,6 milhões, quando, na verdade, ele deteve apenas os direitos sobre os imóveis, que ainda não estavam quitados e continuaram sendo pagos em prestações por outra empresa que assumiu a dívida.

Flávio Bolsonaro tenta impedir quebra de sigilo no caso Queiroz

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29.5.19


Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

    
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para impedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal do parlamentar no caso das movimentações financeiras atípicas no seu gabinete quando era deputado estadual. A notícia foi publicada pelo jornal Folha de São Paulo. É a terceira vez que os advogados de Flávio entram com um pedido contra as investigações.
Segundo a matéria, o pedido, apresentado na semana passada e que está sob segredo de justiça, tem argumentos semelhantes aos da defesa do ex-assessor do senador Fabrício Queiroz, que também teve os sigilos quebrados.
A quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi determinada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, a pedido do Ministério Público. Outras 84 pessoas e nove empresas foram atingidas pela decisão.
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz também teve sigilo quebrado 
De acordo com o Ministério Público do Rio, existem indícios robustos dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de Flávio Bolsoanro de 2007 a 2018, período em que Queiroz trabalhou com o então deputado estadual como uma espécie de chefe de gabinete.

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