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EUA detectam primeiro caso da nova variante do coronavírus

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30.12.20


Governador do Colorado disse que vírus é da mesma cepa que surgiu no Reino Unido. Homem que contraiu Covid está isolado em casa, disse a autoridade.
 G1
O governador do Colorado, Jared Polis, disse na terça-feira (29) que o primeiro caso da nova variante do coronavírus foi registrado no estado americano. De acordo com a autoridade, o vírus é da mesma cepa que surgiu no Reino Unido.

Até então, não havia registros da nova variação de Covid-19 nos Estados Unidos. O governador anexou um comunicado oficial de seu escritório e de autoridades de saúde estaduais dizendo que o indivíduo é um "homem na casa dos 20 anos que está atualmente isolado no Condado de Elbert e não tem histórico de viagens".

Nova variante do coronavírus identificada nos EUA pela primeira vez
Nova variante do coronavírus identificada nos EUA pela primeira vez



O jornal Washington Post relatou que o caso do Colorado é a primeira infecção conhecida da variante do vírus a ser registrada nos Estados Unidos. Os dois primeiros casos da nova cepa no continente norte-americano foram descobertos no Canadá no fim de semana.

Variante mais transmissível
O governo britânico diz que há motivos para acreditar que a nova cepa que se espalhou pelo país seja bem mais transmissível que outras variantes. De acordo com o primeiro-ministro, Boris Johnson, a variante pode ser até 70% mais transmissível.

Mutações no coronavírus: veja respostas para dúvidas sobre impacto na vacina, 2ª onda e reinfecção
França, Espanha, Itália e Suécia também estão entre os países que confirmaram casos da variação de Covid. Como o Reino Unido foi o foco inicial da cepa, diversos países adotaram medidas para barrar voos saídos de lá. O Brasil proibiu a entrada de passageiros do vindos do país desde o Natal.

Trump agora diz para americanos ficarem em casa até 30 de abril

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30.3.20

Trump diz que pico de mortes por coronavírus será daqui a 2 semanas e pede para população ficar em casa até 30 de abril
Presidente, que vinha defendendo o afrouxamento das medidas de isolamento, altera discurso e pede isolamento mais longo. País já tem mais de 2 mil mortes e mais de 100 mil casos confirmados de covid-19.
 G1
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, mudou de discurso e pediu, neste domingo (29), para a população ficar em casa até 30 de abril. A diretriz anterior era de encerrar o isolamento na Páscoa, no dia 12.

Trump vinha defendendo o afrouxamento das medidas de isolamento e chegou a declarar no sábado (28) que uma quarentena não seria necessária em Nova York, New Jersey e Connecticut.

Na coletiva deste domingo, o presidente dos EUA disse também que o pico de mortes por coronavírus no país será daqui a duas semanas. Os Estados Unidos são o país com mais casos confirmados de coronavírus. São mais de 2 mil mortes e mais 100 mil casos confirmados, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

Trump defendeu a flexibilização do isolamento em diversos momentos. No dia 24 de março, por exemplo, o presidente dos EUA havia afirmado que a meta do governo, até aquele momento, era retomar aos poucos as atividades no país.

“Nossa meta é afrouxar as diretrizes e abrir grandes partes do país enquanto nos aproximamos do final desta histórica batalha contra o inimigo invisível. Estamos há um tempo nisso, mas vamos vencer, vamos vencer. [...] ", disse Trump durante coletiva de imprensa, na ocasião.

Já neste domingo, ele afirmou: "Nada pior do que decretar vitória antes que ela aconteça".

Teste rápido
Na coletiva deste domingo, Trump prometeu que irá disponibilizar, "dentro de alguns dias", um teste rápido para detectar o covid-19. Este teste será utilizado não somente em pacientes com sintomas graves, como também em pessoas com sintomas leves que estejam em atendimento médico. Esses testes serão disponibilizados para todos os hospitais dos EUA.

Médicos repercutem notícia de novo teste rápido dos EUA

Neste domingo (29), o infectologista Anthony Fauci, um dos mais respeitados do mundo, declarou em um programa da rede de televisão americana CNN que calcula que haverá entre 100 e 200 mil mortes por Covid-19 nos Estados Unidos. Fauci faz parte da força-tarefa montada por Trump para tentar conter a doença.

"Eu diria entre 100 mil e 200 mil casos", disse Fauci, que em seguida se corrigiu para dizer que se referia ao número de mortes. "Teremos milhões de casos", disse, acrescentando que não queria ficar preso aos números porque a pandemia é um "alvo em movimento".

Irã promete retaliação severa contra os EUA após ataque

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5.1.20

 AFP
Foto: Khamenei.IR/AFP-Ahmad Al-Rubaye/AFP


O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou que uma "retaliação severa está aguardando" Washington após o ataque aéreo que resultou na morte do general iraniano Qasem Soleimani. Comandante da Força Al-Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, ele foi morto em um bombardeio no aeroporto de Bagdá, conforme anunciou a televisão pública iraquiana. 

Soleimani era um dos militares mais poderosos do grupo, considerado terrorista pelos Estados Unidos e por Israel. A televisão estatal iraniana chamou a ordem de Trump de matar Soleimani de "o maior erro de cálculo dos EUA" desde a Segunda Guerra. "O povo da região não permitirá mais que os americanos fiquem", afirmou. 

O Pentágono confirmou que um soldado da Força Aérea Americana matou o general. “Esta ação teve como objetivo impedir futuros planos de ataque iranianos”, afirmou o Pentágono em comunicado. Outros detalhes sobre a operação ainda não foram informados. Após a nota americana, a Guarda Revolucionária do Irã foi a público confirmar a morte de Soleimani. O anúncio foi feito em uma rede de televisão estatal.

Logo após o comunicado, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump postou em seu perfil oficial no Twitter, uma imagem da bandeira norte americana, sem nenhum texto.
pic.twitter.com/VXeKiVzpTf

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 3, 2020

O ataque matou ainda outras cinco pessoas. Fontes das Forças de Mobilização Popular, uma coalizão de paramilitares identificados com o Irã, agora integrados ao Estado iraquiano, informaram à televisão estatal iraquiana que no ataque também morreu Abu Mehdi Al-Muhandis, número 2 da milícia. O chefe de relações públicas do grupo, Mohammed Ridha Jabri, também foi morto. Informações preliminares apontavam para um bombardeio localizado sobre dois veículos.

O bombardeio ocorre em meio a uma elevação na tensão entre Irã e EUA. No início da semana, a embaixada americana em Bagdá foi alvo de milícias iraquianas pró-Irã, que chegaram a invadir parte do complexo e colocar fogo na recepção. O grupo recuou na quarta-feira, diante das ameaças do presidente americano, Donald Trump, de atacar o Irã, depois de a multidão atear fogo e quebrar câmeras de vigilância. O grupo violou o perímetro externo da embaixada, sem entrar no complexo principal. Eles acabaram se juntando milhares de outros manifestantes - muitos deles membros de grupos de combate tecnicamente vigiados pelo Exército iraquiano, entoando o slogan “Morte à América”.

Autoridades dos EUA afirmaram na sexta-feira passada que mais de 30 foguetes foram lançados contra uma base militar iraquiana perto de Kirkuk, ao norte do Iraque, matando um empreiteiro a serviço dos EUA e ferindo quatro americanos e dois soldados iraquianos.

Os EUA acusaram a milícia Kataib Hezbollah, financiada pelo Irã, de perpetrar o ataque. Um porta-voz da milícia negou envolvimento do grupo. Trump responsabilizou o Irã pelo ataque, e no Twitter disse que “o Irã matou um empreiteiro americano e feriu muitos”. Depois das primeiras ameaças, Trump afirmou que não queria guerra com Irã.

O Exército americano lançou ataques aéreos contra a milícia durante o fim de semana, matando 25 membros do grupo, no que o secretário de Estado Mike Pompeo qualificou como “uma resposta decisiva”. Ele disse que os EUA “não vão tolerar que a República Islâmica do Irã perpetre ações que colocam homens e mulheres americanos em risco”.

EUA e Irã estão em rota de colisão há anos — por causa da influência iraniana no Iraque, o programa nuclear do país e outros assuntos — e as tensões se intensificaram durante o governo de Donald Trump, que se retirou do acordo nuclear firmado em 2015 e impôs sanções devastadoras contra Teerã.

Mas os ataques aéreos ocorrem num momento particularmente explosivo no Iraque, onde a ira contra a intromissão estrangeira era intensa. O principal clérigo xiita do país, o Grande Aiatolá al-Husseini al-Sistani, advertiu que o Iraque não deve se tornar um campo para acertos de contas internacionais, e o primeiro ministro Adel Abdul-Mahdi qualificou os ataques aéreos de violação da soberania iraquiana.

Muitos dos manifestantes que invadiram a área da embaixada são membros do Kataib Hezbollah e outras milícias apoiadas pelo Irã. Embora o Irã tenha uma forte influência no Iraque, ele também tem sido alvo da ira popular e por vezes da violência por parte dos manifestantes iraquianos.

Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump; processo segue para o Senado

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19.12.19

Ele foi acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso e foi o terceiro presidente na história do país a sofrer impeachment. Trump continua no cargo enquanto espera julgamento no Senado, que deve acontecer em janeiro.
Por G1
O impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi aprovado nesta quarta-feira (18) pela Câmara dos Deputados. A Casa votou pela aprovação de duas acusações (veja detalhes sobre cada uma mais abaixo):

Abuso de poder - 230 votos a favor e 197 contra
Obstrução de Congresso - 229 votos a favor e 198 contra
O presidente continuará no cargo, enquanto espera o resultado do julgamento no Senado, que deve acontecer em janeiro. Ele é o terceiro presidente na história dos EUA a sofrer um impeachment.

Entenda as acusações contra Trump no inquérito de impeachment
Câmara aprova impeachment de Trump; entenda o que acontece agora

Deputado Louie Gohmert, do Partido Republicano do Texas, discursa no plenário antes do voto que decidirá se Donald Trump sofrerá impeachment — Foto: House TV via REUTERSDeputado Louie Gohmert, do Partido Republicano do Texas, discursa no plenário antes do voto que decidirá se Donald Trump sofrerá impeachment — Foto: House TV via REUTERS
Deputado Louie Gohmert, do Partido Republicano do Texas, discursa no plenário antes do voto que decidirá se Donald Trump sofrerá impeachment — Foto: House TV via REUTERS

Trump fala em comício de Natal em Battle Creek enquanto a Câmara dos Deputados, em Washington votava a favor de seu impeachment — Foto: Reuters/Leah MillisTrump fala em comício de Natal em Battle Creek enquanto a Câmara dos Deputados, em Washington votava a favor de seu impeachment — Foto: Reuters/Leah Millis
Trump fala em comício de Natal em Battle Creek enquanto a Câmara dos Deputados, em Washington votava a favor de seu impeachment — Foto: Reuters/Leah Millis


A votação foi precedida por um debate que durou mais de dez horas, no qual discursaram deputados dos partidos Democrata e Republicano, expondo seus pontos de vista a favor e contra o impeachment.

Enquanto seu impeachment era aprovado, Trump participava de um comício em Battle Creek, Michigan. "Não parece que estamos sofrendo impeachment", disse Trump à multidão. “O país está indo melhor do que nunca. Não fizemos nada de errado. Temos um tremendo apoio no Partido Republicano como nunca tivemos antes", discursou.

A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, durante a abertura do debate e votação dos artigos de impeachment do presidente Donald Trump, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: House Television via APA presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, durante a abertura do debate e votação dos artigos de impeachment do presidente Donald Trump, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: House Television via AP
A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, durante a abertura do debate e votação dos artigos de impeachment do presidente Donald Trump, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: House Television via AP

Na abertura da sessão, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, afirmou que os deputados estavam ali para "defender a democracia pelo povo". "Eu abro solene e tristemente o debate sobre o impeachment do presidente dos Estados Unidos", disse.


No Twitter, Trump respondeu indignado, falando em "mentiras atrozes da esquerda radical". "Isto é um ataque à América, e um ataque ao Partido Republicano", escreveu.

Em sua defesa, alguns deputados republicanos se exaltaram e até exageraram nas comparações. Mike Kelly, da Pensilvânia, disse que 18 de dezembro de 2019 seria lembrado da mesma forma como o dia do ataque japonês a Pearl Harbor, na II Guerra Mundial.

“Em 7 de dezembro de 1941, um ato horrível aconteceu nos Estados Unidos, sobre o qual o presidente Roosevelt disse ‘esta é uma data que viverá na infâmia’. Hoje, 18 de dezembro de 2019, é outra data que irá viver na infâmia”, disse.

Já Barry Loudermilk, do estado da Georgia, chocou diversos colegas ao comparar o inquérito com o julgamento de Jesus, dizendo que Cristo teve mais direitos antes de sua crucificação do que o presidente.
“Antes de vocês realizarem essa votação histórica hoje, uma semana antes do Natal, quero que vocês tenham isso em mente: quando Jesus foi falsamente acusado de traição, Pôncio Pilatos deu a Jesus a oportunidade de encarar seus acusadores. Durante esse falso julgamento, Pôncio Pilatos concedeu mais direitos a Jesus do que os democratas concederam a este presidente neste processo", afirmou.


Manifestantes participam de protesto a favor do impeachment de Donald Trump do lado de fora do Capitólio, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFPManifestantes participam de protesto a favor do impeachment de Donald Trump do lado de fora do Capitólio, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP
Manifestantes participam de protesto a favor do impeachment de Donald Trump do lado de fora do Capitólio, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP

Ted Lieu, da Califórnia, justificou a importância da votação desta quarta-feira. “Nossos filhos estão assistindo, nenhum presidente quer sofrer um impeachment. Se Donald Trump sair em um mês, um ano ou cinco anos, esse impeachment é permanente, ele o seguirá pelo resto de sua vida e pelos livros de história e as pessoas saberão a razão do impeachment", disse Ted Lieu, da Califórnia.

John Lewis, um veterano deputado democrata do estado da Geórgia, que marchou ao lado de Martin Luther King Jr., falou sobre a importância do legado de um impeachment de Donald Trump.

“Mas hoje, este dia, não pedimos por isso. Hoje é um dia triste. Não é um dia de alegria. Nossa nação é fundada sob o princípio de que não temos reis. Temos presidentes. E a Constituição é a nossa bússola...

...Quando você vê algo que não está certo, não é justo, você tem uma obrigação moral de dizer algo. Nossos filhos e os filhos deles nos perguntarão: ‘O que você fez? O que você disse?’ Para alguns, esse voto pode ser difícil. Temos uma missão e um mandato para estar do lado certo da história", disse Lewis.

O presidente dos EUA, Donald Trump, no gramado da Casa Branca antes de partir para Michigan, nesta quarta-feira (18) — Foto:  REUTERS/Kevin LamarqueO presidente dos EUA, Donald Trump, no gramado da Casa Branca antes de partir para Michigan, nesta quarta-feira (18) — Foto:  REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos EUA, Donald Trump, no gramado da Casa Branca antes de partir para Michigan, nesta quarta-feira (18) — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Julgamento no Senado
A Câmara irá agora selecionar parlamentares para atuarem como promotores e apresentarem o caso contra o presidente no julgamento no Senado. Segundo a Reuters, os democratas da Câmara dizem que a maioria dos gerentes deve sair do Comitê Judiciário da casa, e possivelmente do Comitê de Inteligência, que liderou a investigação. Muitos deputados esperam ser selecionados para o cargo, que é de grande importância.


O julgamento no Senado que irá determinar se Trump será ou não removido do cargo deve começar no início de janeiro, de acordo com a previsão do líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell.

Trump faz comício em Battle Creek enquanto a Câmara dos Deputados aprova seu impeachment em Washington — Foto: AFP/Scott OlsonTrump faz comício em Battle Creek enquanto a Câmara dos Deputados aprova seu impeachment em Washington — Foto: AFP/Scott Olson
Trump faz comício em Battle Creek enquanto a Câmara dos Deputados aprova seu impeachment em Washington — Foto: AFP/Scott Olson

Para perder o mandato, Trump precisa ser condenado por dois terços do Senado. No entanto, a casa tem em sua maioria republicanos. Desta forma, seria necessário que cerca de 20 dos 53 senadores do partido do presidente votassem contra ele, o que não deverá acontecer.

O presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, deve presidir o julgamento. Os gerentes apontados pela Câmara apresentarão o caso contra Trump e a equipe jurídica do presidente responde, com os senadores atuando como membros do júri.


Apoiadora do presidente Donald Trump exibe cartaz contra o impeachment, em frente ao Capitólio, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFPApoiadora do presidente Donald Trump exibe cartaz contra o impeachment, em frente ao Capitólio, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP
Apoiadora do presidente Donald Trump exibe cartaz contra o impeachment, em frente ao Capitólio, em Washington, na quarta-feira (18) — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP

Um julgamento poderia envolver depoimentos de testemunhas e um extenso cronograma. O processo pode acontecer no período entre seis dias e uma semana ou se estender para até seis semanas de duração.

McConnell já disse que o Senado poderia realizar uma opção mais curta, votando os artigos do impeachment após as arguições de abertura, pulando os depoimentos de testemunhas, mas, segundo a Reuters, o líder republicano ainda está se consultando com a Casa Branca sobre isso.

Acusações
O inquérito de impeachment foi aberto após a revelação de um telefonema entre Donald Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em 25 de julho.


Durante a conversa, Trump pediu para o colega ucraniano investigar se o ex-vice-presidente Joe Biden (do Partido Democrata) encerrou uma investigação sobre uma empresa onde seu filho, Hunter Biden, trabalhava.

Volodymyr Zelensky e Donald Trump durante encontro em Nova York, em 25 de setembro de 2019 — Foto: Saul Loeb / AFPVolodymyr Zelensky e Donald Trump durante encontro em Nova York, em 25 de setembro de 2019 — Foto: Saul Loeb / AFP
Volodymyr Zelensky e Donald Trump durante encontro em Nova York, em 25 de setembro de 2019 — Foto: Saul Loeb / AFP

Joe Biden, que foi vice durante a administração de Barack Obama, é pré-candidato à vaga do Partido Democrata para disputar as eleições presidenciais de 2020, e aparece em primeiro lugar nas pesquisas. É, portanto, o mais cotado para enfrentar Trump no próximo ano.

Na época do telefonema, a Ucrânia aguardava a liberação de US$ 391 milhões que os Estados Unidos enviariam ao país, como uma ajuda militar. Trump teria congelado o repasse, e condicionado a remessa à colaboração de Zelensky.


A acusação de abuso de poder é baseada no entendimento de que Trump usou seu cargo de presidente para obter ganhos pessoais. A explicação é que ele tentou pressionar um governo de outro país para que produzisse material que o ajudaria a ter vantagens nas eleições de 2020, colocando seus próprios interesses acima dos interesses dos EUA.

Já em relação à acusação de obstrução do Congresso, a justificativa é de que Trump proibiu diversas pessoas ligadas à sua administração de prestar depoimento perante a Comissão da Câmara, inclusive aquelas que tinham sido intimadas.

Impeachments anteriores nos EUA
Até hoje, apenas dois presidentes já tinham sofrido impeachment na história dos Estados Unidos, mas Trump é o primeiro a passar pelo processo enquanto tenta se reeleger ao cargo.

Antes dele, Andrew Johnson e Bill Clinton tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas ambos foram absolvidos pelo Senado e não perderam o cargo. Assim como Trump, eles continuaram no cargo enquanto aguardavam o julgamento no Senado.

Bill Clinton foi absolvido em julgamento no Senado em fevereiro de 1999 — Foto: Jonathan Ernst/ReutersBill Clinton foi absolvido em julgamento no Senado em fevereiro de 1999 — Foto: Jonathan Ernst/Reuters
Bill Clinton foi absolvido em julgamento no Senado em fevereiro de 1999 — Foto: Jonathan Ernst/Reuters


Richard Nixon estava prestes a enfrentar um processo também, mas renunciou antes que a Câmara pudesse realizar a votação.

A primeira tentativa de impeachment contra Andrew Johnson – por tentar afastar seu Secretário da Guerra, Edwin M. Stanton, sem consentimento do Congresso – aconteceu em dezembro de 1867, mas não foi aprovada, e a segunda, que conseguiu os votos necessários, aconteceu em 24 de fevereiro de 1868. A acusação tinha 11 artigos, e após três semanas de julgamento o Senado quase o condenou por três delas, mas em todos os casos ele escapou por apenas um voto.

Já Bill Clinton foi acusado por perjúrio e obstrução de justiça, ligados ao relacionamento do então presidente com a estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. Ele foi condenado pela Câmara em 8 de outubro de 1998, mas inocentado pelo Senado em fevereiro de 1999, após um mês de julgamento.

No caso de Nixon, ele enfrentaria acusações de obstrução da justiça, abuso de poder e desrespeito ao Congresso durante o escândalo Watergate. Mas, em 9 de agosto de 1974, antes que a Câmara pudesse votar seu impeachment, ele renunciou à presidência.

MUNDO: Trump ataca 'caça às bruxas' democrata por abertura do processo de impeachment

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25.9.19

Por: Agência Estado
Foto: Saul Loeb/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ao Twitter para criticar a oposição do Partido Democrata, logo após a presidente da Câmara dos Representantes, anunciar a abertura de um processo formal de investigação para um eventual impeachment contra ele. Trump lamentou o fato de que, em um dia importante no qual ele falou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas e teve "muito trabalho e muito sucesso", os democratas "arruinaram" o cenário com a "caça às bruxas". "Isso é tão ruim para o nosso país."


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Trump questionou o fato de que os democratas nem viram a transcrição do telefonema dele para o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski. Segundo reportagens da imprensa americana a partir de fontes que pediram anonimato, o presidente americano pressionou o colega várias vezes a investigar o ex-vice-presidente americano Joe Biden, potencial rival de Trump na próxima eleição presidencial. "Eles nunca nem viram a transcrição do telefonema. Uma total caça às bruxas!", qualificou, dizendo que há "assédio" contra o presidente por parte da oposição.

Mais cedo, Trump havia informado no Twitter que orientou sua equipe a divulgar a íntegra da transcrição do telefonema com o líder ucraniano e negou que tenha havido qualquer irregularidade nesse contato.

CORRUPÇÃO NO FUTEBOL Ex-presidente da CBF é condenado nos EUA; juíza determina prisão

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22.12.17


Marin é considerado culpado em 6 das 7 acusações feitas nos EUA e vai para prisão
Juíza aceita pedido da promotoria e dirigente é levado direto para a prisão, mas sentença que definirá sua pena só será publicada em 2018. Ex-Conmebol também é condenado
Por Camilo Pinheiro Machado, Felipe Brisolla, Joanna de Assis e Martin Fernandez, Nova York e São Paulo

Pela primeira vez na história, um chefão do futebol brasileiro foi condenado pela Justiça. Não do Brasil, mas dos Estados Unidos. José Maria Marin, de 85 anos, presidente da CBF entre 2012 e 2015, foi considerado culpado de seis das sete acusações de crimes do "caso Fifa": inocentado de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil, Marin acabou condenado por três crimes de fraude financeira (Copa América, Copa Libertadores, Copa do Brasil), dois de lavagem de dinheiro (Copa América e Libertadores) e um por conspirar/formar uma organização criminosa.

Ex-presidente da Conmebol, o paraguaio Juan Angel Napout também foi condenado. Das cinco acusações, Napout foi inocentado em duas: lavagem de dinheiro na Libertadores e na Copa América. Apesar do apelo das defesas, a juíza Pamela Chen aceitou o pedido da promotoria e Napout e Marin, que estavam em prisão domicilar nos EUA até o julgamento, serão levados imediatamente para a prisão federal ao saírem do tribunal.

- Estamos muito decepcionados com o veredito. Mas veredito é veredito. Respeitamos. Só quero dizer que estamos falando de um senhor de 85 anos de idade, que já não está em suas melhores condições - disse Charles Stillman, advogado de Marin.
Marin foi condenado pelo júri popular no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, onde corre o "Caso Fifa". O tamanho de sua pena ainda será definido pela juíza Pamela Chen, que não tem prazo para publicar a sentença. Antes da condenação, Marin estava em prisão domicilar, no seu apartamento na Trump Tower, em Nova York.

A defesa do brasileiro tentou argumentar que Marin toma remédio pra depressão e hipertensão e que a expectativa de vida média do homem é de 74 anos. No caso do paraguaio, os advogados afirmaram que há todo um aparato policial para evitar a fuga do seu cliente. Mas não adiantou. A juíza recebeu os argumentos, ponderou e disse entender as solicitações. Mas afirmou que, neste estágio, com a condenação definida, é preciso ter certeza de que os dois réus estarão sob custódia para aguardar a sentença. Além disso, disse que as prisões federais têm estrutura para cuidar de detentos nas condições de saúde do ex-presidente da CBF.

Marin e Napout foram presos, mas não na frente do público presente. Os agentes americanos estavam à paisana entre as pessoas no Tribunal, se aproximaram dos dois e, em seguida, a juíza pediu que todos saíssem do local. Emocionado, Napout entregou a aliança à esposa, na frente das filhas. Já Marin foi consolado pelos advogados.

Os crimes de Marin
Conspirar/Formar organização criminosa
Fraude financeira (Libertadores)
Lavagem de dinheiro (Libertadores)
Fraude financeira (Copa do Brasil)
Fraude financeira (Copa América)
Lavagem de dinheiro (Copa América)

Foi inocentado das acusações de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil
Marin chega com os advogados ao tribunal, em Nova York, nesta sexta-feira (Foto: Stephen Yang / Reuters) Marin chega com os advogados ao tribunal, em Nova York, nesta sexta-feira (Foto: Stephen Yang / Reuters)
Marin chega com os advogados ao tribunal, em Nova York, nesta sexta-feira (Foto: Stephen Yang / Reuters)
Como se trata de decisão de primeira instância, Marin vai recorrer. A soma das penas por chegar a 120 anos, mas uma punição desse tamanho é tida como improvável. A maior investigação sobre corrupção na história do futebol foi conduzida pelos EUA porque foram usadas empresas e contas bancárias americanas para movimentar dinheiro.

Presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero - suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa por 90 dias na última semana -, e o ex-presidente da confederação, Ricardo Teixeira, foram indiciados pelos mesmos sete crimes da acusação de Marin. Mas os dois estão no Brasil, país que não extradita seus cidadãos, e portanto estão longe do alcance das autoridades americanas. As acusações contra eles não serão retiradas.

Ex-presidente da Conmebol também é condenado
No mesmo julgamento, foi condenado também o ex-presidente da Conmebol, Juan Angel Napout - o veredito do ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, Manuel Burga, foi o único ainda não revelado. Das cinco acusações, Napout foi inocentado em duas: lavagem de dinheiro na Libertadores e na Copa América. Os jurados voltarão a se reunir na próxima terça para chegarem a uma decisão sobre Burga.

Marin foi acusado de receber US$ 6,5 milhões em propinas durante os três anos em que mandou na CBF – de 2012 a 2015. O dinheiro era pago por empresas de marketing esportivo, em troca de contratos de direitos de transmissão e marketing de campeonatos de futebol.

Ao longo de seis semanas de julgamento, os esquemas de corrupção foram detalhados por empresários que pagavam esses subornos – como o brasileiro J. Hawilla, da Traffic – e por outros dirigentes que receberam esses subornos. A defesa de Marin tentou desqualificar os delatores, mas falhou.

Os advogados do ex-presidente da CBF também tentaram pintá-lo como "um inocente útil", chegaram a compará-lo a uma criança que "só completa o time", mas tais argumentos não convenceram os jurados. A estratégia de culpar Marco Polo Del Nero pelos também falhou.

Os crimes de Napout
Conspirar/Formar organização criminosa
Fraude financeira (Libertadores)
Fraude financeira (Copa América)
Foi inocentado das acusações de lavagem de dinheiro na Copa Libertadores e na Copa América.
Juan Angel Napout , ex-presidente da Conmebol, na chegada ao tribunal (Foto: Stephen Yang / Reuters) Juan Angel Napout , ex-presidente da Conmebol, na chegada ao tribunal (Foto: Stephen Yang / Reuters)
Juan Angel Napout , ex-presidente da Conmebol, na chegada ao tribunal (Foto: Stephen Yang / Reuters)
As propinas estavam relacionadas a três torneios: Copa América, Copa Libertadores e Copa do Brasil. Os dirigentes vendiam os direitos a essas empresas a preços muito baixos. Eles então revendiam a emissoras de TV e a patrocinadores por preços muito altos. Com a diferença, os empresários pagavam as propinas e enchiam os próprios bolsos.

Antes de fazer carreira como dirigente de futebol, Marin se dedicou à política. Foi vereador, deputado estadual e chegou a ser governador "biônico" de São Paulo durante dez meses (entre 1982 e 1983) durante a ditadura militar.

José Maria Marin chegou à presidência da CBF em 2012, aos 80 anos, quando Ricardo Teixeira renunciou, acossado por denúncias de corrupção no Brasil e no exterior. Como era o mais velho dos cinco vice-presidentes, Marin assumiu. Imediatamente nomeou Marco Polo Del Nero seu vice e passaram a dividir o poder.

– Marin e Del Nero eram como gêmeos siameses. Estavam sempre juntos e tinham o mesmo tratamento – definiu o argentino Alejandro Burzaco, ex-CEO da Torneos, empresa que tinha vários contratos na Conmebol, todos obtidas na base do pagamento de subornos para dirigentes.

Estiveram sempre juntos, até a madrugada de 27 de maio de 2015, quando a polícia suíça prendeu Marin no hotel Baur Aur Lac, em Zurique. Del Nero, contra quem não havia acusações na época, pegou um avião para o Brasil, de onde nunca mais se arriscou a sair. Há uma semana, o Comitê de Ética da Fifa anunciou a sua suspensão por 90 dias após ter sido citado pelos promotores do Caso Fifa, nos Estados Unidos de ter recebido US$ 6,5 milhões (R$ 21,5 milhões na cotação atual) em propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo. Com Del Nero afastado, o vice Coronel Nunes assumiu o comando da CBF.

FESTA DO TAPUIA 2022

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