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Pernambuco tem 14 barragens entre as que mais preocupam o governo federal por risco de acidente. Saiba quais são

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26.7.22


Das 187 barragens que preocupam a ANA no Brasil, 14 estão em Pernambuco. Entre 2020 e 2021, o número de reservatórios que inspiram preocupação aumentou 34,7%, passando de 122 para 187


Barragem Nilo Coelho, no município de Terra Nova - FOTO: Divulgação

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) divulgou, nesta segunda-feira (25), o Relatório de Segurança de Barragens de 2021. O documento aponta para um aumento no total de barragens implantadas no País e um avanço nos valores destinados no Orçamento da União para segurança no setor. Apesar disso, cresceu o número de barragens que preocupam a União por conta dos riscos de acidente e incidente. 
Das 187 barragens que preocupam a ANA no Brasil, 14 estão em Pernambuco. Entre 2020 e 2021, o número de reservatórios que inspiram preocupação aumentou 34,7%, passando de 122 para 187.
No ano analisado pelo relatório, foram reportados 13 acidentes e 37 incidentes com barragens em 16 estados, especialmente na região central do Brasil.
As fortes chuvas entre dezembro de 2020 a fevereiro de 2021 foram responsáveis pelo transbordamento das barragens e comprometimento das estruturas. O número encolheu sobre o ano anterior, que tinha registrado recorde. 
De acordo com a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), considera-se acidente quando há comprometimento da integridade estrutural da barragem, resultando em colapso total ou parcial da estrutura. Já os incidentes afetam o comportamento da barragem ou estruturas anexas, que podem vir a causar acidentes. 
Em 2021, os valores orçamentários previstos em segurança de barragens, aplicados por instituições públicas dependentes de orçamento fiscal da União e dos Estados, foram os maiores da série histórica, um montante aproximado de R$ 199 milhões, sendo 34% federal e 66% estadual.
O valor efetivamente pago em 2021 foi também o maior da série histórica: da ordem de R$ 128 milhões, representando 64% do originalmente previsto, mesmo pós-contingenciamento.
Os maiores gastos foram verificados na esfera federal, nas ações orçamentárias de reabilitação de barragens (aproximadamente R$ 41 milhões) e na recuperação de reservatórios do Projeto de Integração do rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – PISF (aproximadamente R$ 25 milhões).
Mesmo com esse crescmento de valor, os investimentos ainda estão muito abaixo da necessidade para uma manutenção adequada e preventiva, que atendam os requisitos legais de segurança das barragens.  da manutenção preventiva e atendimento aos requisitos legais sobre segurança das barragens.
Lista de barragens que apresentam risco em Pernambuco
1. Cipó -  preocupa a APAC/PE por apresentar vazamento nos muros laterais do
vertedouro

2. Jaime Nejaim -  preocupa a APAC/PE por presença de árvores, fissuras no concreto, vazamento na tubulação de descarga e problemas no vertedouro

3. Nilo Coelho - preocupa a APAC/PE por presença de erosões e desagregação na alvenaria do corpo da barragem, vertedouro e nos encontros com as ombreiras. 

4. Poço Grande - preocupa a APAC/PE por ser uma barragem inacabada, com formação de erosão regressiva na região do vertedouro e da ombreira esquerda.

5. Sítio Chico Laurindo - preocupa a APAC/PE por apresentar erosão na fundação dos muros laterais, erosão regressiva no vertedouro

6. Pacote - preocupa a APAC/PE pela presença de percolação através da fundação da barragem, por sinais de carbonatação no paramento de jusante, por falta de projeto e responsável técnico da construção de uma espécie de sapata supostamente para conter o deslizamento do corpo do barramento

7. Lagoa do Barro - preocupa a APAC/PE por afundamento próximo à ombreira direita, buraco no coroamento, erosões nos taludes, desalinhamento da crista, bem como, relatos dos funcionários da COMPESA sobre percolação da base do talude de jusante 

8. Gurjaú  - preocupa a APAC/PE pela existência de vazamentos na soleira do vertedouro, juntas de concretagem e provável subdimensionamento do vertedouro

9. Barriguda -  preocupa a APAC/PE por ter ocorrido afundamento da laje do canal de dissipação do vertedouro e formação de erosão regressiva

10. Guilherme Azevedo -  preocupa a APAC/PE por apresentar vertedouro aterrado e obstruído, talude de montante e ombreira tomados por vegetação incluindo arvores de grande porte, ausência de sistema de drenagem e surgência na base do muro lateral

11. Jucati - preocupa a APAC/PE pela presença de habitações e estruturas construídas na área de
restituição do vertedouro.

12. Cachoeira - preocupa a APAC/PE por apresentar problemas no vertedouro

13. Pindoba -  preocupa a APAC/PE por apresentar grande quantidade de arvores de diversos tamanhos no paramento de montante e ombreiras, por apresentar desalinhamento do meio fio o que pode indicar
possível escorregamento do maciço e falta de sistema de drenagem

14. Cacimba Nova -  preocupa a ANA pois em 2019 verificou-se nova percolação pelo maciço e fundação que colocaram a barragem em risco. Em 2017 a barragem rompeu e foram realizadas obras de recuperação do maciço e construção de ensecadeira para controle da percolação. Em 2020 não houve nenhuma alteração. Projeto de recuperação definitivo ainda não foi concluído.  

Fonte: ANA

Algumas barragens do interior de Pernambuco ultrapassaram os 100% do volume total

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30.5.22


Algumas barragens do interior de Pernambuco ultrapassaram os 100% do volume total após as chuvas que foram registradas durante o sábado (28) e o domingo (29) no estado.
De acordo com dados da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), reservatórios de São Joaquim do Monte, Quipapá, Belo Jardim, Canhotinho, Garanhuns, no Agreste, e Ingazeira, no Sertão, verteram.
Confira quais barragens ultrapassaram 50% do volume:

Prata, em Bonito: 70,15%
Guilherme Azevedo, em Caruaru: 68,86%
Caianinha, em São Joaquim do Monte: 100,90%
Bonitinho, em Bonito: 88,44%
Pau Ferro, em Quipapá: 100,09%
Brejo dos Coelhos, em São Caetano: 80,67%
Tabocas Piacas, em Belo Jardim: 100,50%
Santana II, em Brejo da Madre de Deus: 99,99%
Pedro Moura Junior, em Belo Jardim: 76,57%
Gurjão, em Capoeiras: 69,78%
São Jacques, em Canhotinho: 104,05%
Brejo do Buraco, em São Caetano: 59,49%
Inhúmas, em Garanhuns: 102,66%
Cajueiro, em Garanhuns: 92,48%
Mundaú, em Garanhuns: 122,16%
Ingazeira, em Ingazeira: 102,46%
Mororó, em Pedra: 64,84%
Riacho do Pau, em Pedra: 51,15%
Bom Sucesso, em Tuparetama: 93,99%

G1 Caruaru 

Barragens de Pernambuco que receberam alto volume de água por conta das chuvas

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A
Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou um balanço, na noite desse sábado (28), da situação das barragens que recebem alto volume de água por conta das fortes chuvas que caem sobre o Recife e a Região Metropolitana.
A Apac esclareceu que o Sistema de Contenção de Cheias do Rio Capibaribe, composto pelas barragens de Jucazinho (município de Surubim), Carpina (município de Lagoa do Carro), Tapacurá (município de São Lourenço da Mata) e Goitá (município de Paudalho), está sendo monitorado pelas equipes técnicas responsáveis.

Confira o boletim de situação dos reservatórios:

Tabocas - Belo Jardim 1.168 10³m³ (capacidade máxima) 1.186 10³m³ 101,5% atualmente
Bita Cabo de Santo Agostinho 2.780 10³m³ (capacidade máxima) 2.928 10³m³ 105,3% atualmente
Duas Unas Jaboatão dos Guararapes 15.709 10³m³ (capacidade máxima) 15.709 10³m³ 100% atualmente
Gurjaú Cabo de Santo Agostinho 1.063 10³m³ (capacidade máxima) 1.092 10³m³ 102,7% atualmente
Pirapama Cabo de Santo Agostinho 58.436 10³m³ (capacidade máxima) 60.477 10³m³ 103,5% atualmente
Sicupema Cabo de Santo Agostinho 3.200 10³m³ (capacidade máxima) 3.237 10³m³ 101,2% atualmente
Utinga Ipojuca 9.408 10³m³ (capacidade máxima) 9.408 10³m³ 100% atualmente
Siriji Vicência 17.260 10³m³ (capacidade máxima) 19.395 10³m³ 112,4% atualmente
Ingazeira Venturosa 4.800 10³m³ (capacidade máxima) 4.918 10³m³ 102,5% atualmente
Inhumas Palmeirina 7.873 10³m³ (capacidade máxima) 7.873 10³m³ 100% atualmente
Mundaú Garanhuns 1.969 10³m³ (capacidade máxima) 2.466 10³m³ 125,2% atualmente

A barragem de Tapacurá, em São Lourenço da Mata, frequente alvo de fake news e de temor de rompimento por parte dos pernambucanos segue com sua capacidade total de 104.871 10³m³. Atualmente, o nível é de 43.927 10³m³, o equivalente a 41,9%, segundo os dados do monitoramento da Apac.
Em nota, divulgada na tarde deste sábado (28), a agência informou estar acompanhando a evolução dos sistemas meteorológicos atuantes em Pernambuco, atualizando diariamente a previsão em seu site e redes sociais.
A previsão do tempo para a noite deste sábado indica continuidade das chuvas com intensidade forte até a madrugada na Região Metropolitana do Recife, Mata Norte, Mata Sul e Agreste.


"Para o domingo (29), deve ficar com intensidade moderada a forte, pois o sistema começará a reduzir ao longo do dia e se deslocar para Alagoas. Os modelos indicam maior probabilidade de chuvas para Mata Sul e Agreste Meridional", diz a Apac.

Fonte: Jornal do Comércio

Três barragens do Agreste atingem 100% da capacidade após chuvas

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29.5.22


Três barragens do Agreste de Pernambuco atingiram 100% da capacidade total após as chuvas que foram registradas na região durante este sábado (28).

De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), verteram os seguintes reservatórios:

Barragem de Mundaú, da Bacia do Rio Mundaú, em Garanhuns
Barragem da Ingazeira, da Bacia do Rio Ipanema, em Venturosa
Barragem de São Jacques, da Bacia do Rio Una, em Canhotinho




G1 Caruaru

Nove barragens estão com volume de água acima da capacidade em Pernambuco

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26.7.19

Apesar de os reservatórios estarem "sangrando", Compesa informou que não houve mudança no abastecimento de água.
Por G1 PE
Barragem de Pirapama, no Grande Recife, está 'sangrando' — Foto:  Barragem de Pirapama, no Grande Recife, está 'sangrando' — Foto: Compesa/Divulgação

As chuvas que atingiram o Grande Recife nos últimos dias provocaram o aumento do nível das barragens em Pernambuco. No estado, a água chegou a exceder a capacidade de armazenamento de nove reservatórios, de acordo com informações disponibilizadas no site da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
Segundo informações divulgadas pelo governo do estado nesta quinta-feira (25), durante reunião do Comitê de Monitoramento de Chuvas, na próxima semana, está prevista a apresentação de ações para melhorar o abastecimento.
Por enquanto, apesar de nove barragens estarem "sangrando", a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) informou que não houve mudança no regime de fornecimento de água, baseado em um rodízio.
O governo destacou que houve significativa melhora nos níveis das represas, principalmente na Região Metropolitana Norte, e ressaltou uma melhoria no interior. Mesmo com o grande volume de água nos reservatórios, a Apac afirma que não há risco paras as áreas vizinhas.
A barragem que mais encheu foi a de Mundaú, em Garanhuns, no Agreste. A capacidade do reservatório é de 1,969 milhão de metros cúbicos e, nesta quinta-feira (25), ela chegou a 2,278 milhões de metros cúbicos. O volume se encontra em 115,7% do total.
As quatro barragens do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, superaram seus volumes. Bita tem capacidade de 2,780 milhões de metros cúbicos e chegou a 2,898 milhões de metros cúbicos, com 104,2% de sua capacidade.
Gurjaú tem capacidade para 1,063 milhões de metros cúbicos, mas chegou a 1,172 milhões de metros cúbicos, com 110,3% acima do volume máximo.
A barragem de Pirapama tem capacidade de 58,436 milhões de metros cúbicos. Nesta quinta, ela estava com 58,473 milhões de metros cúbicos. O volume chegou a 100,1%.
O reservatório de Sicupema tem capacidade de 3,2 milhões de metros cúbicos e atingiu 3,305 milhões de metros cúbicos, nesta quinta. O acumulado é de 103,3% do total.

Em São Lourenço da Mata, a barragem de Matriz da Luz obteve 103,1% do seu volume total. O reservatório consegue conter 1,246 milhões de metros cúbicos, mas chegou a 1,285 milhões de metros cúbicos.

Em Vicência, na Zona da Mata, a barragem de Siriji pode conter 17,260 milhões de metros cúbicos. Nesta quinta, ela atingiu 101,9% de seu total, com 17,580 milhões de metros cúbicos.

A barragem de Pau Ferro, em Quipapá, na Zona da Mata, tem capacidade para 12,175 milhões de metros cúbicos e atingiu, nesta quinta, 101% de seu volume, com 12,294 milhões de metros cúbicos.

Em Canhotinho, no Agreste, a capacidade da barragem de São Jacques é de 404 milhões de metros cúbicos. O volume chegou a 102,7%, com 415 milhões de metros cúbicos.

Chuvas
Ainda segundo o governo, em 2019, choveu no Grande Recife 884,7 milímetros, em menos de sete meses. Isso corresponde a quase 70% do volume de chuvas que caiu em todo o ano de 2018. Nos 12 meses do ano anterior, foram registrados 1.260 milímetros de chuva.

Na Zona da Mata Sul, houve 1.050 milímetros de chuva, em sete meses. Isso equivale a 89% do que foi registrado em todo o ano de 2018, quando houve 1.168,3 milímetros de precipitações.

Na Zona da Mata Norte, foram contabilizados 839,8 milímetros de chuva, o que equivale a 84% dos 994,3 milímetros registrados no ano passado.


Pernambuco tem 57 barragens em risco, diz Confederação Nacional dos Municípios

Um comentário

29.1.19


O estudo da Confederação Nacional dos Municípios sobre barragens aponta alto grau de ameaça de rompimento e de danos associados

Por: Paulo Trigueiro 
Jucazinho está entre os reservatórios citados pelo estudo
Foto: Rogério França / arquivo Folha

Embora a Agência Nacional de Águas (ANA) tenha divulgado que Jucazinho, em Surubim, no Agreste, seria a única barragem pernambucana entre as 45 com alto risco de rompimento no Brasil, um estudo realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) considera que há 57 barragens no Estado que apresentam ameaça de rompimento e danos associados. São duas de irrigação, 37 de abastecimento, 14 de combate à seca e quatro não especificadas. Ao todo, Pernambuco tem 420 barragens. 

Os dados da CNM confirmam a hipótese levantada pelo pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco Neison Freire, quando supõe que o estudo da ANA está desatualizado ou não condiz com a realidade. 

A barragem em Brumadinho não estar entre as preocupantes é um sinal disso. “Sabemos que a enchente de 2010 na Mata Sul tem relação com o colapso de três pequenos diques no rio Mundaú, em Alagoas, por exemplo.” O problema nunca foi estudado a fundo. Mas, também de acordo com o doutor em geografia pela UFPE Luiz Eugênio Carvalho, há relação com barragens, mas na bacia do rio Una. “Acredito que, desde 2010, as grandes barragens em Pernambuco estejam sendo monitoradas com mais cuidado. Mas, há um problema com as pequenas barragens, muitas delas ilegais, construídas por produtores e donos de terra nos períodos de seca como esse que passamos por sete anos”, explica. 

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Neison se preocupa, para além da manutenção que precisa ser feita com a falta de um plano sólido de salvamento no caso de um rompimento. “Principalmente, pelas características metropolitanas das áreas a serem atingidas por um colapso de Jucazinho, por exemplo, o salvamento se torna mais difícil”, explicou. Um hipotético rompimento de Jucazinho levaria uma enxurrada de água e detritos até o mar, desde Surubim até o Recife, por meio do curso do rio Capibaribe. “O fluido é diferente de Brumadinho. Mas, a água tem também um grande poder. Vem em uma grande onda piroclástica, arrastando o que houver às margens do rio, com destino ao mar. Mas, claro, isso varia de acordo com a quantidade de água guardada e com o tamanho do rompimento.” 

Cidades como Paudalho, na Zona da Mata, São Lourenço, Camaragibe e o Recife, na RMR, seriam algumas das cidades atingidas com violência, já que têm o Capibaribe próximo aos seus centros urbanos. “Muitas cidades surgiram próximas aos corpos d’água por uma questão de transporte e consumo. A ocupação irregular nas margens, o desassoreamento, o uso de fertilizantes (que leva sedimentos aos rios) piora a situação de uma eventual enchente.” 

A Folha não conseguiu localizar a direção geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNocs), em Fortaleza, responsável pela manutenção de Jucazinho. O escritório local informou que comentará sobre as outras barragens presentes no estudo hoje.

App leva ajuda para Brumadinho
Um aplicativo criado em Pernambuco está ajudando Brumadinho a se recuperar. Inspirado em crises humanitárias como a enchente de Barreiros em 2010, na Mata Sul de Pernambuco, o líder da ONG Novo Jeito, Fábio Silva, produziu uma plataforma em 2014 que ajudava voluntários a encontrar lugares que precisam de seus serviços. O Transforma Recife começou a se espalhar por todo o Brasil no ano seguinte. Em 2018, virou o Transforma Brasil, que fazia o trabalho em todo o território nacional. 

“A barragem em Brumadinho se rompeu às 13h30. Às 18h, já havíamos articulado as vagas necessárias com os Governos federal, estadual e municipal, com a Defesa Civil, com a Vale, com igrejas, Upas e universidades. Em 24 horas, 12 mil pessoas se inscreveram para ajudar”, contou Fábio. 

Dos inscritos, 2,8 mil já estão trabalhando no local. “As vagas são de médicos, psicólogos, veterinários, enfermeiros, assistentes sociais e capelães”. Os interessados em ser voluntários, não só em Brumadinho, mas em todo o País, podem entrar no endereço eletrônico https://portal.transformabrasil.com.br/ para se informar e se inscrever.
Folha PE

Em PE,Barragens do Agreste em situação de colapso, Jucazinho com 3,6%

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27.7.15

Jucazinho está com 3,6% da capacidade, mas é o maior reservatório do estado. Foto: Fernando Barros/DP/D.A Press
As barragens do Agreste de Pernambuco estão literalmente em baixa. Metade dos 30 reservatórios já foi apontada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) com situação de colapso. Todos estão medindo abaixo de 10% da sua capacidade de armazenamento de água. Apesar de apresentar status de 3,6% da capacidade, a barragem de Jucazinho, em Surubim, ficou de fora da lista de situação de colapso, por ser o maior reservatório da região, responsável pela maior oferta de água. O percentual, portanto, não representa níveis críticos. Os dados são do último relatório da Agência.

Em contrapartida, São Caetano, Belo Jardim e São Lourenço da Mata têm pelo menos um de seus reservatórios esborrando. O caso de Belo Jardim chama a atenção por possuir duas barragens abastecendo hidricamente o município, sendo Tabocas - Piaca estourando os 100% da capacidade e a Engenheiro Severino Guerra com 13,2% do volume. A justificativa para a cidade viver em sistema de racionamento de água e abastecimento problemático é que o reservatório que está em baixa é 15 vezes maior que o outro, ou seja, a oferta passa a não dar conta da demanda.

FESTA DO TAPUIA 2022

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