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Orçamento de 2022: Educação e Saúde são áreas mais afetadas pelo quinto bloqueio de verbas

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1.12.22


Metade dos R$ 5,7 bilhões contingenciados neste mês atinge orçamento das duas áreas. Bloqueio foi anunciado na última semana, mas Economia só detalhou medida nesta quarta.

Por Jéssica Sant'Ana e Ana Paula Castro, g1 e TV Globo — Brasília

O bloqueio de R$ 5,7 bilhões em verbas do Orçamento deste ano anunciado pelo Ministério da Economia na semana passada atingiu, principalmente, os ministérios da Educação e da Saúde.
O detalhamento foi divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Ministério da Economia. Os dados mostram que o orçamento do Ministério da Educação foi bloqueado em R$ 1,435 bilhão, e o da Saúde, em R$ 1,396 bilhão.

Somadas, essas cifras correspondem à metade dos R$ 5,66 bilhões bloqueados, ao todo, em novembro.
Além da Saúde e da Educação, os demais ministérios também foram atingidos pelo quinto bloqueio, mas em menor valor. Somente os ministérios da Economia e da Justiça e Segurança Pública foram poupados.

Os motivos do bloqueio

O contingenciamento de recursos foi necessário para cumprimento do teto de gastos – a regra que estabelece um limite anual para as despesas do governo federal.


O governo precisou encaixar no Orçamento de 2022 os custos da Lei Paulo Gustavo, que destina R$ 3,8 bilhões a estados e municípios com o objetivo de mitigar efeitos da pandemia no setor cultural. Foi uma determinação do Supremo Tribunal Federal.
Houve, ainda, aumento de despesas previdenciárias além do previsto. Assim como os salários do funcionalismo público, as despesas previdenciárias são obrigatórias – ou seja, não podem ser alvo de bloqueios ou cortes.
O aumento dessas despesas obrigatórias reduz o espaço para gastos opcionais dentro do teto de gastos. Para acomodar essas mudanças, o governo bloqueou quase R$ 5,7 bilhões em despesas não obrigatórias dos ministérios – investimento e para manutenção da máquina pública, por exemplo.

Relatório aponta que próximos governos enfrentarão risco crescente de descumprir teto de gastos

Bloqueio total

Já o bloqueio total no Orçamento de 2022 está em R$ 15,380 bilhões, também para cumprimento do teto de gastos. Desde março, a cada dois meses, o governo anunciou a necessidade de uma retenção adicional de verba para garantir o cumprimento da regra fiscal.

Considerando o bloqueio total, os ministérios mais afetados são:
Desenvolvimento Regional, com R$ 3,943 bilhões bloqueados;
Saúde (R$ 3,780 bilhões);
Educação (R$ 2,368 bilhões).
Os ministérios da Agricultura e da Defesa também têm mais de R$ 1 bilhão em verbas impossibilitadas de uso. Já os demais ministérios estão com valores menores, ou sem bloqueio orçamentário.


No caso do bloqueio total, os valores incluem tanto as despesas para investimento e custeio dos ministérios quanto as emendas parlamentares alocadas nas pastas.


Já o quinto bloqueio, de R$ 5,7 bilhões, anunciado em novembro, não atingiu emendas parlamentares – porque não havia mais espaço para bloqueá-las.

G1

Bolsonaro diz que busca a reeleição e que, 'caso contrário, a gente respeita'

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21.8.22


Candidato à reeleição participou neste sábado (20) de uma cerimônia da Academia das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, região sul do Rio de Janeiro.
Por Giovani Rossini, TV Globo e g1 — Resende e Brasília

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na manhã deste sábado (20) que busca a reeleição, e que "caso contrário" irá respeitar a vontade da população.
Bolsonaro tem repetido ataques sem provas ao sistema eleitoral, em especial as urnas eletrônicas. As suspeitas do candidato já foram desmentidas pelas autoridades. No início do mês, ele chegou a dizer que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, deveria ser investigado em inquérito por defender as urnas eletrônicas.
Bolsonaro deu as declarações às margens de uma rodovia em Resende, na região sul do Rio de Janeiro, ele acenou para motociclistas e automóveis. O vídeo foi postado em suas redes sociais.

"Passaram agora umas mil motos que apoiam a gente. A gente fica muito feliz. Mais uma manifestação espontânea por parte da população. E a gente está nessa empreitada buscando a reeleição. Se esse for o teu entendimento. Caso contrário, a gente respeita. Mas a nossa democracia e a nossa liberdade acima de tudo", afirmou.
O candidato também participou de uma cerimônia da Academia das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, região sul do Rio de Janeiro.

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro começou a carreira militar na instituição e costuma frequentar a Aman em formaturas militares.

No ato deste sábado, 395 cadetes receberam os Espadins. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, acompanhou o presidente no ato, assim como os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Walter Souza Braga Netto (Defesa), candidato a vice na chapa de Bolsonaro.

O candidato não discursou na cerimônia, somente as autoridades do próprio Exército. Antes do evento, ele tirou foto com apoiadores que o aguardavam no local e acenou para apoiadores na estrada acompanhado do ex-piloto Nelson Piquet.

Após o evento, o presidente se dirigiu para um almoço. Ele deixou o local de helicóptero e seguiu para o aeroporto em São José dos Campos para embarcar para Brasília.

Datafolha: Lula tem 47% no primeiro turno e Bolsonaro, 32%
Datafolha: Lula tem 47% no primeiro turno e Bolsonaro, 32%

Pesquisas
Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Bolsonaro em segundo lugar, com 32% das intenções de voto, atrás do ex-presidente Lula (PT), que aparece com 47%.

O colunista do g1 Valdo Cruz informou que, diante do resultado, aliados avaliaram que o crescimento do presidente está "lento" e que Bolsonaro pode perder já no primeiro turno.

Para evitar uma eventual derrota no primeiro turno, informou o Blog do Valdo Cruz, a equipe de Bolsonaro decidiu focar a campanha em duas frentes: dizer que a economia está em recuperação e buscar os votos do eleitorado evangélico, na chamada "guerra santa".

Base de apoio
Bolsonaro vê os militares com parte de sua base de apoio político. O candidato a vice-presidente na chapa é o general da reserva Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-ministro da Casa Civil.

O atual vice-presidente é o general Hamilton Mourão, que não concorrerá na chapa de Bolsonaro. Mourão disputará uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul.

No governo Bolsonaro, foram escolhidos ministros diversos militares, da ativa e da reserva, entre os quais os generais Luiz Eduardo Ramos, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Eduardo Pazuello, Fernando Azevedo e Silva e Augusto Heleno; o almirante Bento Albuquerque.

Preço da gasolina sobe pela oitava semana

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25.9.21


O preço médio da gasolina subiu pela 8ª semana nos postos de combustíveis do Brasil e permanece acima da marca de R$ 6 por litro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (
ANP).


A cotação média da gasolina comum nas bombas atingiu R$ 6,092 por litro nesta semana, ante R$ 6,076 na semana anterior.
A pesquisa também mostrou alta nos valores do etanol, que chegou a R$ 4,715 por litro, versus R$ 4,704 na última semana.
O óleo diesel teve leve recuo e foi cotado a R$ 4,707 por litro, pouco abaixo dos R$ 4,709 registrados na semana passada.
O que faz os preços da gasolina e diesel subirem?

Impacto na inflação



Em 2021, o combustível se transformou num dos vilões da inflação, responsável por afetar duramente o orçamento das famílias brasileiras – já prejudicadas pela alta dos alimentos e da energia elétrica. Segundo o IBGE, a gasolina acumula no ano uma alta de 31,09%.


Os preços de venda dos combustíveis seguem o valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e/ou uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil, por exemplo.

Datafolha: reprovação ao governo Bolsonaro atinge 53%, pior índice do mandato; aprovação é de 22%

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16.9.21


A pesquisa ouviu 3.667 pessoas dos dias 13 a 15 de setembro.
 G1
Levantamento do Instituto Datafolha divulgado nesta quinta-feira (16) pelo site do jornal "Folha de S.Paulo" informa que a reprovação ao governo Bolsonaro oscilou 2 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em julho: 53% consideram o governo ruim ou péssimo, o pior índice do mandato; na última pesquisa, eram 51%.

Veja os resultados da pesquisa:
Ótimo/bom: 22% (eram 24% no levantamento anterior)
Regular: 24% (eram 24%)
Ruim/péssimo: 53% (eram 51%)
Não sabe: 1% (era 1%)

A pesquisa ouviu 3.667 pessoas com mais de 16 anos dos dias 13 a 15 de setembro em 190 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Esse é o primeiro levantamento da popularidade do presidente feito depois dos atos com pauta antidemocrática de 7 de setembro.

O recorde de rejeição acontece em meio à alta da inflação, com gasolina, gás e alimentos mais caros. O desemprego também permanece em patamar elevado, atingindo 14,4 milhões de pessoas.

Rejeição cresce na classe média e entre evangélicos
Segundo o Datafolha, se na média da população o avanço da reprovação a Bolsonaro foi de dois pontos percentuais, em alguns segmentos essa alta foi mais intensa.

"Foi o que aconteceu entre os mais velhos (de 45% para 51%), na parcela de menos escolarizados (de 49% para 55%), no grupo com renda familiar de 5 a 10 salários (de 41% para 50%) e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 41% para 48%). Houve recuo, por outro lado, na reprovação entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários (de 58% para 46%)."


A rejeição também oscilou para cima entre os que ganham até 2 salários mínimos (54% para 56%). E também entre os que recebem de 2 a 5 mínimos (47% para 51%).

Entre os evangélicos, a diferença entre a taxa de aprovação e reprovação, que estava negativa em seis pontos em julho (34% a 37%), saltou para 12 pontos em setembro (29% a 41%). A reprovação de Bolsonaro entre os evangélicos aumentou 11 pontos percentuais entre janeiro e setembro (de 30% para 41%).

De acordo com o instituto, os empresários se mantêm como o único segmento em que Bolsonaro tem aprovação (47%) numericamente superior à reprovação (34%).

Bolsonaro é mais rejeitado por quem tem ensino superior (85%), estudantes (73%), quem prefere o PSOL (63%), homossexuais/bissexuais (61%), quem tem de 16 a 24 anos (59%) e pretos (59%).

FESTA DO TAPUIA 2022

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