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Idosa resgatada em abrigo clandestino interditado é levada para UPA: 'eram escaras gravíssimas, horrorosas', diz delegada

1.12.20

/ por casinhas agreste

Em coletiva, nesta terça (1º), polícia informou que mulher de 95 anos teve que ser levada para tratamento. Na segunda (30), dona do espaço, no Recife, foi presa por maus-tratos e aguarda audiência de custódia.
 G1 PE
Abrigo clandestino para idosos foi interditado., na Zona Norte do Recife — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma mulher de 95 anos, resgatada em um abrigo clandestino para idosos interditado na segunda (30), na Zona Norte do Recife teve que ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo a Polícia Civil, ela apresentava feridas no corpo. “Eram escaras gravíssimas, horrorosas.”, declarou a delegada Tereza Nogueira (veja vídeo acima).

A delegada concedeu uma entrevista coletiva, na manhã desta terça (1º), na sede da Polícia Civil, no Centro. "A situação dos idosos era deplorável. Ao longo desse meses na delegacia, nunca tinha visto escaras tão horrorosas. As fotos, chocantes, sequer poderão ser exibidas", acrescentou a delegada.

A policial também falou sobre a situação da dona do abrigo, localizado no bairro da Mangabeira. Presa em flagrante por maus-tratos, a mulher aguarda o resultado da audiência de custódia.

Abrigo clandestino funcionava no bairro da Mangabeira, na Zona Norte do Recife — Foto: MPPE/Divulgação
Abrigo clandestino funcionava no bairro da Mangabeira, na Zona Norte do Recife — Foto: MPPE/Divulgação


A denúncia contra o abrigo foi feita ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na segunda-feira, a polícia informou que, além de maus-tratos, a dona do espaço foi autuada por retenção do cartão de benefício e apropriação indevida dos rendimentos de idosos.

Na coletiva, a delegada afirmou que a mulher “havia empenhado cartões e fez pagamentos destinados ao salário de funcionários”.

Tereza Nogueira disse ainda, que a mulher alegou o interesse de ajudar os idosos e “procurou, a todo instante, durante o depoimento, saber quem fez a denúncia”.

A policial relatou também que o fato de ela tentar demonstrar que não havia interesse em praticar maus-tratos contra os idosos, esse crime ficou comprovado.

“Existe uma crença de que os maus-tratos é aquele delito praticado quando há agressão física direta. Não é preciso que ocorra agressão para configurar o crime”, afirmou.

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